Aqueles que falam muito de Deus…

O que que Deus tem a ver com o amor (ou mesmo, vá lá, o sekço) de duas pessoas*** 

Aaa Deus, teu nome é tão falado, mas poucos sabem o que realmente significa, o que tu realmente és. Estes que gritam teu nome para invocar autoridade moral, são aqueles que menos entendem que tudo aquilo que sobrevive e morre, que está em harmonia, que nos faz ver a noite e o dia, o desabrochar e a morte de uma linda rosa, as boas ações, resplandece o teu verdadeiro significado.

Mesmo aqueles que nasceram diferentes, que por qualquer razão ou finalidade, não irão participar do jogo de cadeiras que se consiste o ciclo da vida, da renovação, do nascer jovem, do procriar vigoroso e do morrer sábio. E sabemos que alguns, já nascem dotados de grande sabedoria. A morte não é tão odiosa assim, porque suas vidas estão muito entretidas, voltadas para este grande espectro entre o viver e o morrer, entre o ser e o não ser, ou sei lá o que…

Quem usa em excesso o  teu nome como maneira de invocar o seu amor grandioso, superlativo e generoso, o usa apenas como maneira de impressionar aquele que o critica por sua hipocrisia. Portanto, teu nome, teu significado, tua essencia, são virtualmente inexistentes, é uma palavra vaga, sem qualquer teor de racionalidade, se a harmonia é empática, a razão também será. Se a destruição é ilógica ao quebrar o canto harmonico dos pássaros, das máquinas de cartilagem e de energia vital, então tudo aquilo que pode ser construído e expressar harmonia, será racional e portanto empático, cooperativo. Relógios são empáticos, a máquina é empática, apenas entre si ou também para os outros.

Aceitar o diferente, que não será uma tormenta cheia de raios, mas que será a sua própria, deveria já ser um instinto natural na tal espécie inteligente, aquela que se diz tão superior, que trata o resto como animal e trata a si como filhos de ti. Que renegam teus irmãos de transcendencia, que existiram para que nós pudessemos, agora, existir e brilhar, para a categoria dos ”outros”, irrelevantes, inferiores, menores, passíveis de assasinatos sem qualquer razão. Se podemos tratar suas peles como produto a ser comercializado, então onde é que estará a tal sapiencia do homem que se qualificou como tal** Como o sábio, o sapiens, o inteligente, o racional, o único que é criativo, o singular… Deve ser porque ”temos” a tendencia de coletivizar tudo o que de bom já foi feito como ”humanidade”, enquanto que humanos completos, são poucos.

Talvez, todos os defeitos que nos mantém presos a estes pés símios, possam ser oriundos justamente desta fricção entre a identidade humana e a identidade não-humana, animal, do outro, dos genes lixo.

Claro que não é sempre, porque o sempre é sempre muito diverso e não um bloco de concreto, um muro de lamentações e de elucubrações, um muro mas muito mais, e ainda assim é apenas ele. Sim, eu posso ver pessoas onde elas não existem, posso ver rostos onde tem matos ou rochas. Deve ser porque estamos todos muito parecidos em nossas dimensões materiais, porque o ser humano expressa a si mesmo por meio de sua panaceia de símbolos e significados, que se acumulam com o tempo, tal como a areia que se acumula em uma duna, mas que é provável de se dissipar, especialmente, em contato duro e perigoso com tempestades de sua mesma matéria, deste jardim de infancia de pedras minúsculas, de raspagens do elemento inanimado que usamos como ferramentas e que o enfeitamos.

Enfeitamos nossos lábios de mel azedo para falar em nome de ti, por ti, por tua causa, por tua suposta mensagem dada a seres preciosamente escolhidos, tolhidos do barro, sujo e lamacento. Mas na verdade, na realidade, na literalidade, tudo isso não passou de um sonho, de um devaneio, que se coletivizou, conquistou corações, abaixou as calças de milhões, os fez ajoelhar por ti enquanto que aquela estátua e aquela organização, não estavam a te representar.

Por causa de pequenezas da alma, essas pessoas loucas sem suas camisas de força, passaram a acusar qualquer um que não adorasse a ilusão de suas crendices, de sua literatura infanto-juvenil, o tal amor, a tal esperança, a bondade impossível, de tão impossível que só poderia existir no mundo da metafísica. Um desenrolar sem fim de tristezas, de carnicifica dos mais diversos níveis, a aspereza do confuso, o humano evoluiu em sua confusão, em sua ganancia, e não em sua inteligencia, em sua real sabedoria, em sua real criatividade, em sua real empatia. A tecnologia é um engodo, é uma maquiagem quanto a nossa real situação enquanto espécie, enquanto entidade mental coletiva de indivíduos, todos eles, em um algum grau de ilusão, de confusão, de não entender a realidade mas acreditando que está conseguindo faze-lo, consumir a realidade que não é real, elogiar caricaturas grosseiras das curvas reais de um mundo lá fora, que existe independente de sua observação, independente de existires ou não.

Mesmo quando a beleza do amor tenta se consumir no físico, no agora, de qualquer maneira, mas sendo ele, legítimo, característico a sua natureza, que não é perversa, mas significativa, estes adoradores da ilusão, do diabo com roupas brancas e cabelos grandes, o pop star que varou o tempo de sua criação e se consome até hoje, um fogo que queima, arde e mata, aparecem para apontar com seus dedos, suas unhas grandes, sua máscara de simpatia, seu olhar angelical, escondido em uma face iludida e perigosa por causa de sua loucura normal, para generalizar, para tratar como o pobre gado que engorda e mata esta praga que anda ereto e devora a mãe Terra, o estupro que nunca é concedido. A grande ilusão humana, sua tocha que não é o fogo, que apenas o sol pode esquentar sem causar ferimentos nas mãos ou no corpo.

Essas pessoas que não entendem de quase nada, que mal podem entender os seus próprios parentes, que respondem aos seus instintos mais primitivos ou potencialmente prejudiciais, conflitivos, sem reflexão, que não usam o mais elementar de todos os presentes que Deus deu ao humano, aquele que pode procurar-lhe, que pode indagar-lhe, que pode lhe fazer real e não apenas o psicopático de duas caras, que é subjetivo, irracional, contraditório, que prega amor mas prega pregos em nossas mãos calejadas.

O ato de deixar alguns rios seguirem seu rumo, buscarem por si próprios, por seus mares de compreensão, de aumento de entendimento, porque os oceanos são assim, grandes, tudo fica claro e fácil, a água de rio se liberta quando encontra o seu mar. Nem isso, estes seres iludidos, perigosos e inconscientemente falsos são capazes de fazer. Eles são cegos e querem a tudo dar um caráter de Deus, o deus pedra, o deus símbolo, o deus livro, o deus palavras vagas, para enganar teu coração, ruborizar sua face de uma certeza, a eternidade da esperança, a que nunca morre mas também nunca chega, nunca se consome, as tais mensagens de esperanças que são metafísicas demais, e que vem acopladas por juízos de valores, julgamentos e maldições, xingamentos, ódios, se é ela espada que se conquistam e dilaceram corações, então estes deuse falsários, são demonios.

O homem nunca foi tão confuso e continuará assim sendo enquanto não tentar sair desta teia de absurdos, este ninho de cobras, esta fazenda de ilusões, este carnaval de alegorias, de fantasias obscuras, sarcásticas, sem moral, sem a real moral, o amor, a razão, a maturidade, a diversidade real, a empatia, o equilíbrio, porque a própria Terra é o maior sinal de empatia que existe, o sinal de bondade, sua perfeição. E só deixaremos de ser escravos, quando tivermos razão, não aquela, a do ego iludido e confuso, que é extremamente prolífico, mas do ego-deus, do filosofar, sempre em busca da harmonia das ações e reações.

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