O passado é a vida?

A morte é o futuro que se acabou??
A poesia é a canção de lamento por esta angústia imensa,
O disco quebrado, o espaço de cronos destinado, porque estamos enclausurados, no corpo da matéria, e no corpo do tempo, no pergaminho que se desdobra, no bolor de células porosas,
Somos uma nova sopa primordial,
Morremos quando o futuro chega, nascemos quando o passado volta, revolução é a vida, será que está presa nesta realidade cronológica percebida?? Será que quando morre, renasce na mesma sala, na mesma hora,  3 ou às 4, os mesmos pais, o mesmo dna?? Viver novamente?? Mas e o calvário da doença?? Será o mesmo pela eternidade?? Ou a combinação não será única?? !! Seremos nós mesmos, mas menos o que somos hoje, menos o que fomos ontem, mais do que seremos amanhã,
O Sol sempre nasce, o ciclo é perfeito, uma máquina impressionante, o mecanismo e suas roldanas, há tanto espaço!! O que há de baixo daquela saia preta?? De xiita religiosa, de velha rabugenta e preconceituosa?? Que hipócrita, serve aos deuses da idolatria, que com sua calda grande, invade o chão encerado, o que há de baixo daquela saia? Das estrelas?? Matéria pesada, tecido bruto, que a gravidade não aguenta manter  ao ar, cai ao solo e se espalha, ao buraco negro, a tudo sugar, escuro e misterioso, enquanto que a tsunami de concreto de estrelas, ligeiramente ossificada, está logo ali, no mar de espaço sideral, o ar aqui nos convida para uma dança de Dante, do inferno quente de vulcões, nossos pais naturais, que nos salvam com seus bafos de calor de vida, se tudo é tão frio e brutal, se o espaço esmigalha seus próprios filhos, o núcleo esquenta e nos dá um pouco de brio, de Deus. A nuvem, o vidro embaçado de chuva, e os pingos que dão liga.
O passado é a vida, a morte é o fim do disco e o início das mesmas canções, mas cada nova velha canção, se sentirá diferente, que antes se sentira ardente, agora se escuta condescendente. A vida que passou e a morte que chega é o repetir de uma mesma cascata de dejavus impercetíveis, as boas  lembranças são as melhores alegrias, ao nascermos, não lembraremos daquilo que vivemos, mas podemos pressentir semelhanças e causar calafrios, a sensação de já ter vivido, porque já foi sentido. Será?? Presos sem ter consciência, em um mesmo espaço de tempo, mas nascidos com uma nova pele, que modifica pouco, que sorte, ainda seremos nós, mas menos aquilo que somos agora e mais aquilo que seremos amanhã. Nossa razão fundamental de viver, estará em outra latitude do que agora, um outro epicentro de degeneração, consumir a alma por um grito de tom mais distinto. Será??

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De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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