Noites claras de nuvens carregadas…

Céu nublado no breu da noite,
Sangue dourado no véu da noiva,
Noites em claro, mas não é insone,
Silencio de vozes humanas, a orquestra de criaturas cânones,
Sagrado à meia noite, profano ao amanhecer,
A noite é uma criança, seus segredos a escurecer,
Que o pecado espreita pela sombra de corpos, que o frio do sereno, aumenta o tormento,
Que a faca é mais doce, sem o Sol grudento,
Que o sexo é mais forte, pelo tato e sem visão,
Que amantes com sorte, podem banhar-se pela luz da escuridão,
Lua cheia ou Marte, o universo conspira,
Penumbra ou obra de arte, que o inferno grita,
O gozo da vida, que o céu criminaliza,
Que o sábio racional confraterniza,
A balança de paixões e passos firmes no chão,
Sonhamos o nada, quando olhamos para o céu escuro,
Lamentamos vidas amadas e suas mortes amargas,
Brincamos com as estrelas e confiamos confissões,
Um dia serei como tu que está aí a brilhar de coração,
Mas agora eu brilho o meu brio de consolação,
Que eu posso sentir o frio desta celebração,
À vida, à noite, à serenidade, ao pecado sem corte profundo na pele, eu quero violinos alegres e não um dramalhão,
Celebro tudo antes que tudo acabe pra mim,
Celebro as pequenas certezas antes que a grande dúvida me consuma em estupro,
A morte é o coito sem consentimento, é a dor sem ser marquês,
Tola a mente do pequeno burguês,
Meço frases como um freguês,
Sempre derrotado por todos vocês,
Meu drama não é superlativo,
Noite, minha confidente, escuro braço da razão, meu camarada e amigo,
Eu só quero celebrar, mas sarcástico eu ei de estar,
Porque regozijo meu eclipse auto destrutivo, meu kamikaze em câmera lenta,
E lamento pelo aborto precoce desta explosão,
Um universo que de tão quente, esfriou cedo,
Penitencia e uma vida indecente é o que me espera,
Meu juízo é o observador que nunca age, minha astúcia é tão precisa que isto arde, de ternura, de incompreensão, eu não sei quem sou apesar de minha sensatez,
Porque mergulhos profundos tiram o ar, morremos afogados e não podemos mais voltar,
Mergulhei em minha’lma e cá estou, sou meu feto morto deslumbrando o próprio umbigo,
Sou ninguém para todos e supremo pra mim,
Noite sabe do meu pranto sem lágrimas,
Dos meus momentos mais angelicais e de minhas maldades que não ultrapassam a fronteira do pensar,
Porque pensar não mata ninguém mas quem dera se..

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De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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