A insistencia da ciencia mainstream em relação a ”mitologizaçao” do ”genio torturado” e a natureza mutante do excepcional

As constantes listas de indivíduos intelectualmente excepcionais que padeceram de ”transtornos mentais”, são apenas ”mitos” de uma ”era romantica” segundo mentes pedantes com poder de comunicação.

Só que não…

Tuberculose, epilepsia, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de personalidade (se podemos denominá-los assim), enfim, uma panaceia de doenças e condições potencialmente desvantajosas tem sido encontradas junto a muitas das grandes mentes que a humanidade já produziu.

Eh claro que nem todos os  genios (historicamente reconhecidos) que tem padecido de alguma condição desvantajosa, mas muitos deles o farão e isso não é apenas ou fundamentalmente um exagero de uma era de romantismos, pois se consiste na mais pura realidade dos fatos.

Não existe tal coisa como o ”mito” do genio torturado, a partir do momento em que temos uma enorme quantidade de evidencias das mais diversas naturezas que emparelham alguma redução de fitness ou saúde com genialidade. Inclusive, dizem, inclusive eu, que a doença ou alguma forma de desvio de longo prazo, pode ter um papel muito importante no desenvolvimento natural da genialidade. Elementar que a grande maioria daqueles que tiraram palitos menores na loteria genética humana, que não serão geniais, mas, na minha nada humilde opinião, uma importante proporção dos genios terão alguma forma de ”redução de fitness” ou saúde, que poderá ter um papel em sua excepcionalidade e muitas vezes que poderá ser organicamente causal. (Ainda é interessante observar que uma grande proporção de pessoas que padecem de condições extremas, tendem a emular muitas das características psicológicas dos genios, como uma grande vivacidade e uma maturidade mental muito significativa).

Quem usa esta terminologia pedante de ”mito sobre o genio torturado”, merece um chapéu de burro porque desta maneira estará simplesmente negando que um Machado de Assis ou um Fernando Pessoa já existiram… apenas para começo de conversa.

Terman e Lombroso em seus devidos lugares

O embate mais significativo dentro da psicologia cognitiva, que poucos me parece que tem dado qualquer importancia, tem sido entre Cesare Lombroso e seus bluecaps de um milenio de observações sobre a relação entre genialidade e problemas de saúde e Lewis Terman, que supostamente teria derrubado esta ”crença” por intermédio de seu famoso estudo.

No entanto, eu tenho mostrado continuamente que na verdade, Terman não analisou em seu estudo, os grandes genios ou as crianças de brilho criativo e intelectual excepcionais, potencialmente geniais, mas sim o tipo normal de superdotado.

Superdotados  ”normais” geralmente estarão entre aqueles de melhor fitness. Tal como Terman observou, estes serão em média, mais saudáveis, mais altos, mais emocionalmente estáveis e serão mais socialmente ajustados do que seus pares de comparação de outras camadas cognitivas.

Mas dentro da população de superdotados, nós temos a categoria dos ”duas vezes excepcionais”, isto é, aqueles que seriam dotados tanto de uma capacidade cognitiva, intelectual e ou criativa bem acima da média, mas com problemas de saúde, desde as famosas ”dificuldades de aprendizagem”, até problemas palatáveis de saúde como cegueira ou epilepsia.

Parece evidente que se existe alguma grande necessidade de que haja esta combinação de extremos para produzir o fenomeno da mente genial, então o moderno rótulo de ”duas vezes excepcional”, poderá ser o mais condizente, acaso houver esta necessidade, ao invés do simples rótulo de superdotação.

Outra possibilidade de explicação, menos filosófica em sua pele e mais científica, seria de que a assimetria significativa que se encontra presente em cérebros hiper enérgicos e brilhantes, possa ter como resultado, a reverberação destes desequilíbrios em relação a outros aspectos fisiológicos, como uma asma, uma tendencia para tuberculose ou mesmo desvios sexuais ou sexualidade anormativa.

O trabalho de Terman teve uma grande importancia para a mensuração da demografia maior de superdotados, mas teve pouco a nulo efeito em relação a investigação sobre a fisiologia da genialidade, especialmente porque esta parece ser comumente configurado por meio de características físicas anormais como grandes deformidades cranianas ou defeitos no corpo.

Ainda que o trabalho de Lombroso não tenha sido perfeito, há de se ressaltá-lo como o mais próximo, ao menos na minha opinião, em relação aquele que de fato buscou investigar a genialidade.

Existem muitas formas e níveis de excepcionalidade cognitiva (que engloba a superdotação ”comum” e dupla excepcionalidade). Terman avaliou a mais comum e menos pato-genica, enquanto que Lombroso buscou analisar as poucas mentes, que podem ser contadas na casa das centenas, que provocaram mudanças significativas na sociedade, por causa de suas grandes descobertas ou invenções, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. E estas, parecem ter pertencido a versão mais patogenica da superdotação.Terman pecou gravemente ao cunhar como genios, ao menos no início de seu trabalho, as crianças que ele analisou. Talvez, a maior culpa de todas por esta defasagem no conhecimento sobre a excepcionalidade cognitiva, intelectual e criativa humanas, seja justamente das gerações de psicólogos, cientistas, sociólogos, repórteres dentre outros, por terem compreendido erroneamente os achados deste trabalho longitudinal e arrastado estas bobagens pedantes até os dias de hoje.

Ao reduzir um milenio de observações e popularização sobre a relação significativa entre genialidade e ”assimetrias do fitness” a um equívoco, um mito, alimentado por sentimentalismo e conclusões supostamente precipitadas, muitos cientistas modernos, especializados na área, simplesmente estão comprovando que são incapazes de compreender por agora, corretamente o significado das palavras que proferem, tal como o ”mito”.

Machado de Assis foi um mito, mas no sentido positivo e menos ”anedótico” ou ”não-científico”. E a sua epilepsia foi a manifestação de uma natureza intelectual profunda e poderosa. Estou para concluir que mesmo aquelas pessoas geniais que não demonstram nenhuma avaria aparente em suas saúdes, ainda apresentarão algum desvio, tal como foi pensado por Lombroso.

E ao contrário do que pensam alguns psicólogos, não é cruel constatar que muitas pessoas geniais, padecerão de algum tipo de tormento, algum ”custo fisiológico” de sua superdotação.

Ao contrário da histeria que foi (geralmente feminina) criada recentemente sobre este assunto (em um link que não consegui encontrar), não há mal nenhum em fazer essas constatações.

Uma dica, se não sabe conter suas emoções frígidas, então que vá pilotar um fogão em algum kibbutzim minha filha… muito pelo contrário, reconhecer a genialidade de gente realmente talentosa e que padece de alguma condição extrema, poderá ser maravilhosa pra mesmas, se em um mundo em que se nasce com a árdua batalha de se conhecer todos os dias, o trabalho criativo será a principal técnica de sobrevivencia, de vivencia, de reconhecimento, o único leme que o guiará em um oceano atormentado…

Apenas recapitulando…

Uma minoria ínfima de seres humanos serão intelectualmente geniais (no entanto, a virtuosidade, será muito mais comum). Qi se correlaciona com inteligencia, a mede parcialmente, superficialmente bem e só. A maioria das pessoas com transtornos mentais não serão geniais e talvez também não serão criativas (ainda é cedo pra concluir qualquer coisa mais significativa sobre isso, sem falar do conceito multidimensional da criatividade). Sim, é correto dizer que muitas pessoas criativas não se engajarão em profissões reconhecidamente criativas, mas a grande maioria daqueles que o fazem, serão em algum grau, mais criativos do que a média, em alguma particularidade, sem levar em conta a motivação intrínseca. Uma minoria de superdotados que serão geniais e eles tenderão a pertencer a categoria da dupla excepcionalidade. Como Lombroso concluiu, eu também conclui que a grande maioria, se não, todos aqueles de mente (cognitivamente, intelectualmente, criativamente) excepcional, tenderão a padecerem de algum grau de ”redução do fitness” ou ”saúde”. A semi-genialidade de uma grande proporção de autistas comprova esta realidade. Assim como também os casos de excepcionais que são tdah, esquizofrenicos, bipolares, etc… Terman analisou em sua maioria, os superdotados mais comuns. Lombroso, como eu já falei aqui algumas vezes, foi direto na fonte.

E não termina aqui, porque acredita-se que uma ”maior inteligencia”, ao se relacionar com maior saúde, também se caracterizará por uma menor carga mutacional.

Tuberculose** Homossexualidade ou qualquer outra forma de desvio ou sexualidade anormativa** Transtornos mentais e ou de personalidade** Anomalias fisiológicas***

A menor carga mutacional dos superdotados, aumentará substancialmente em relação aos genios. Inclusive, poderíamos comparar a personalidade vivaz, espirituosa, infantil, muitas vezes impulsiva e emocionalmente instável dos genios (especialmente dos tipos artísticos e filosóficos) aos seus primos ”de” menor qi.

O genio, nada mais seria, em média, do que alguém com o intelecto de um superdotado comum, mas com a personalidade de uma pessoa ”menos inteligente”. Será**

Os traços que não estão sendo selecionados, serão mais ”epigenéticos” em sua natureza, mais desequilibrados, com mais custos de saúde, menos hereditários, especialmente se não estiverem sob qualquer seleção. Mas também existirão obviamente os ”traços” (ou combinação deles) que serão mais hereditários como o perfil de baixa inteligencia (técnica). Os extremos são mais mutantes. Pai yuppie, filho hippie**

Minhas observações ”anedóticas” ou ”não-científicas” (não-empíricas, melhor dizendo) tem notado uma grande incidencia de filhos de homens e mulheres de genio que morreram cedo, seja por causa de suicídio ou de doenças puramente organicas.

Sem contar que uma grande proporção de genios sequer tiveram filhos e vemos praticamente a mesma situação hoje em dia. Se por exemplo, partíssemos da ideia de que uma boa parte dos autistas, especialmente os funcionais, são de semi-genios, dotados de um talento natural e com grande potencial, então poderíamos inferir se a taxa de fecundidade entre os tipos similares, como os próprios genios, não poderia se situar a um nível muito baixo, entre 1,2 e 1,4 filho por casal. Já sabemos que os equizofrenicos, especialmente os homens, também tendem a ter poucos filhos. Elementar que a desordem mental tem um impacto significativo na vida social de qualquer pessoa.

Baixa fecundidade, elevada incidencia de problemas de saúde nas famílias das pessoas criativas, tudo isso nos leva a concluir que ao contrário da teoria desenvolvida pelo cientista judeu-americano Gregory Cochran (que eu tenho refutado várias vezes aqui, especificamente em relação a sua teoria patogenica da homossexualidade masculina exclusiva ou teoria da descontinuidade espectral da sexualidade humana), os mais altos níveis de intelecto, não serão marcados por reduzida carga mutacional, que quer indicar elevado fitness ou saúde, mas por uma grande carga mutacional, que explicaria a possivelmente alta incidencia de desordens organicas nas famílias dos genios e nos próprios genios (leia-se, nos grandes genios ou com grande potencial).

Os extremos serão quase sempre mais mutantes que a média, onde repousa a ignorancia e saúde das massas. Ser normal, muitas vezes, significará, ser mais saudável.

As anomalias cerebrais que, de acordo com a teoria lombrosiana, acompanham os grandes homens e mulheres de genio, não se limitarão ou serão apenas a expressão de uma configuração singular deste orgão e do sistema que o engloba, o nervoso, mas também poderá indicar desordens em todo o corpo.

O genio é muito raro, porque não se consiste em uma variação normal do intelecto humano, mas anormal, é um fenótipo anomalo como a síndrome de savant, só que constituído de grande complexidade mental, comportamental e psicológica, ao contrário da ilha de excelencia cognitiva super especializada rodeada por um oceano de deficiencia.

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