O cotidiano cheio de contradições de um ser humano, o ”racional”

Todo mundo entra em contradição ao menos uma vez por dia.
A racionalidade em sua prática, se manifesta com base na mitigação de contradições. Inteligência não é apenas a sua expressão materializada em alto nível ou em macroescala, a inteligência se manifesta a todo momento. E um de seus meios mais característicos de expressão se dará por meio do pensamento lógico-racional, sistemático, convergente, coeso, honesto, holístico, objetivo e empático. A criatividade também se manifesta nas mais diversas nuances sendo que a mais essencial delas se consiste na sobrevivenciabilidade.

A estupidez se manifesta por meio da constancia inconsciente de pensamentos e ações embasadas em premissas

– equivocadas,

– unilaterais ou não-diplomáticas (extremistas).

Mas também com base em falsas analogias que parecem fazer sentido a partir de uma certa perspectiva, mas que por serem incompletas, não farão sentido em seu todo.

Eu tenho me deparado com grande frequencia com seres humanos e com suas contradições semanticas a uma base semanal. Dizem uma coisa, mas fazem outra. Desde quando voce passa a buscar por padrões lógicos, holísticos, harmonicos e empáticos, para construir a sua redoma de realidade percebida, também passa a ver uma maior quantidade de erros ou contradições nos pensamentos e ações das pessoas. Eu mesmo, já entrei diversas vezes em contradição aqui no blogue e talvez continuarei entrando, mas estes meus bugs tolos não se assemelham em grandeza para com aqueles que são perigosamente seguidos por MUITA gente. Minhas contradições são como debater sobre o sexo dos anjos, é como discutir se a cor é verde limão ou azul esverdeado.

O problema acontece quando a discrepancia de realidade instantanea, constante de ações e de pensamentos é significativa.

Um caso interessante para ser relatado aconteceu recentemente no blogue de Pumpkin Person. Um dos comentaristas, que parece ser da França, tentou tolamente debater comigo sobre as diferenças raciais em comportamento e inteligencia. Como todo bom esquerdista, ele se utilizou de uma série de técnicas psicológicas, a muito ultrapassadas, para provar suas premissas. Para começo de conversa, ele esbanjou conhecimento específico sobre a história de uma determinada população africana. Até aí nada demais, é até bom termos pessoas com ótimo conhecimento específico para que possamos ampliar os nossos. O problema se dá quando se utilizam de sua vantagem para tentar impor alguma forma de intimidação sutil em relação ao seu oponente, especialmente se for do tipo que não gosta de ler livros, como eu. A primeira observação interessante que capturei durante este acontecido foi a incapacidade de meu oponente na construção de um sistema lógico e convergente de ideias para provar suas teorias. O jovem simplesmente não conseguiu formatar um texto coerente, com início, meio e fim, uma espécie de monografia, bem objetiva e clara, onde se nota com facilidade como que se deu a construção do seu pensamento e suas propostas resultantes deste esforço intelectual. A segunda observação interessante que consegui notar e que se deu logo no final de nossa conversa, foi a enorme contradição de se acusar alguém de ”ter” um qi baixo, se esquecendo que todos os estudos de testes cognitivos que não são fraudulentos ou que analisaram subgrupos de outliers, tem concluído positivamente sobre as baixas médias de pontuações das populações negras em comparação as populações brancas em testes cognitivos. Eu não diria que o rapaz foi ingenuo, ele foi apenas estúpido de não ter lido o próprio comentário e de não ter pensado sobre as suas contradições gritantes.  Foi simples refutá-lo, já ao nível de barraco on line educado. Apenas lhe mostrei as suas contradições. Quem começa a seguir os padrões da sabedoria ou da inteligencia bruta, que eu mostrei neste e em vários outros textos, também começará a chegar na mesma conclusão que eu cheguei.

A maioria das pessoas entram em contradição a todo momento….

Uma das possíveis justificativas para tamanho descalabro coletivo poderia ser porque as pessoas tendem a entender apenas de maneira superficial o significado e a significancia das palavras que usam em seus cotidianos. Quem realmente entende o significado das palavras, sabe que todas elas e especialmente aquelas de caráter moral, apresentam dois lados e que dependerão do contexto para que ocorra a enfatização específica que se deseja fazer.

Apenas mais um exemplo (que eu ia fazer por meio de um texto separado mas resolvi usar aqui mesmo)…

 

Conformidade

 

Para mentes inquisitivas, independentes, realmente abertas, esta palavra tenderá a provocar alergia mental. No entanto, a conformidade também tem o seu lado positivo.

Por exemplo, os vegetarianos são conformistas em relação ao hábito de não comer carne animal, isto é, de cadáveres que são assassinados em uma escala industrial. Nesta perspectiva, não é ruim ser conformista.

Mesmo a palavra homicídio não será sempre ruim porque se voce, por legítima defesa ou mesmo, por premeditação, resolvesse matar uma pessoa muito ruim que estivesse solta e pronta para dar o bote em outras vítimas, isso não seria algo ruim de ser feito.

 

Outro exemplo de contradição gritante que faz meus miolos fritarem de stress são as famosas frases de apelo a autoridade divina que as demencias pseudo-religiosas adoram entoar quando tentam justificar o injustificável.

Por exemplo, em tempos de dualidade, de conflitos induzidos por psicopatas profissionalizados, tornou-se hábito dos ”conservadores religiosos” de usarem com maior frequencia as frases contraditórias em que ”Deus” e preconceito negativo encontram-se presentes.

”Na escola eu fui -doutrinado- a acreditar na inexistencia de generos. No mundo de hoje, está faltando Deus no coração”.

Buscando por um texto que pudesse contribuir para a elucidação da relação entre ”educação” e ”inteligencia”, acabei me deparando com um comentário deste ”naipe”. Aqui, podemos notar com certa clareza a manifestação de uma falsa analogia lógico-racional e mesmo empática. Deus aparece como a palavra-juiz que condena o mundo moderno por negar a existencia de generos humanos. Este comentário, já parece contraditório a superfície, até o seu núcleo, se tornará completamente incoerente. O rapaz ou a moça que escreveu este comentário, acredita que as minorias neuro-sexuais não devem ter qualquer direito, levando-se em conta que em seu país, a Inglaterra, tal ato natural era tratado como doença ou crime, o que é praticamente a mesma coisa na mente de muitas pessoas. O apelo a ”Deus” e o uso da palavra ”coração”, foi produzida por uma pessoa mentalmente perturbada, que não pode acessar com excelencia o mundo da realidade, da hiperrealidade, onde que todas essas pequenezas de alma, se esfacelam ao primeiro vento de sabedoria. Uma pessoa comum, que está desiludida com um mundo que não é nem pior ou melhor do que o passado, que se diferencia ”apenas” por sua instabilidade, produziu um comentário que bem que poderia ter sido redigido por um psicopata profissional, manipulando a mente alheia com base na unção de palavras doces, de lamúrias pelo mundo moderno e de pensamentos ou proto-ações potencialmente conflitivos.

O ato inconsciente de entrar em contradição é uma tendencia universal, extremamente comum entre os seres humanos. Mesmo quando queremos evitar a contradição, nós ainda nos encontraremos em grave risco de praticá-la. Mesmo os mais sábios.

 

Aquele que nunca esquece…

 

… ou que tem uma memória intuitivamente precisa e maquiavélica (ou nem tanto, é apenas um justiceiro intratável e rude) e que é capaz de destruir ”reputações de areia”…

Eu defini a sabedoria como um modelo psicológico em que as mesmas características cognitivas que produzem o fenótipo do psicopata, se manifestaria entre os mais sábios. O paradoxo da sabedoria se consiste em sua relação umbilical com a psicopatia. Em ambos os casos, a capacidade de compreender estados emotivos, intenções, leitura de mente, conhecimento intuitivo, natural sobre psicologia, comportamento, inteligencia, motivações das outras pessoas e o contexto, a imagem maior, se fará presente. A diferença essencial é a de que enquanto que o psicopata usará este talento inato para a sua própria serventia egocentrica, o sábio tentará aplicá-lo para o bem estar geral, isto é, de todos aqueles que estão sob a sua interação.

O sábio é o conselheiro amigo enquanto que o psicopata é o auto-conselheiro amigo, egoísta.

Existem muitos inconvenientes que acompanham o sábio que eu já comentei rapidamente. Por exemplo, a capacidade extremamente precisa para entender o contexto e o uso das respostas mais adequadas, em combinação com uma capacidade argumentativa, isto é, manipulativa, igualmente muito bem desenvolvida, tornarão muitos sábios, quase que incapazes de conviver adequadamente com as outras pessoas. A maioria gosta de debater, muitas vezes, sem ter qualquer objetividade, gostam de ”jogar conversa fora”. O sábio não. Eles tenderão a ser seguidores implacáveis da verdade. A diferença entre aquelas pessoas que devaneiam inconscientemente pelo grande cenário melo-dramático e catártico da humanidade e aquelas que desenvolvem um caminho, uma transcendencia a ser alcançada e especialmente a partir do momento que este caminho for em direção a mãe-sabedoria.

Quem, desde cedo ou a partir do seu amadurecimento, vai desenvolvendo a maturidade mental, a sabedoria, também começará a se tornar um perito na detecção de contradições. Harmonia e contradições (não confundir com dualidade natural) potencialmente desestabilizantes são extremos opostos. Parece ser elementar que o filósofo natural, o agente da harmonização, também seja extremamente bom na capacidade de encontrar contradições nas intenções, pensamentos e ações das outras pessoas.

Se voce é do tipo que causa inconvenientes as pessoas ao seu redor, quando se lembra de momentos ou situações ”irrelevantes” e as usa para provar que elas entraram em contradição então venha se associar ao time dos peritos em contradições, porque voce será um deles.

Quem tem uma memória brejeira que pode encontrar relevancia naquilo que os outros consideraram indigno de ser memorizado e usado no cotidiano de maneira potencialmente inconveniente, pode se declarar como um detetive de contradições.

O sábio pode ver contradição em narrativas alheias porque tende a construir um sistema lógico-racional, holístico, convergente e empático da realidade. Ao comparar o seu sistema de ideias, pensamentos, ideações, ações com os sistemas ideacionais dos outros, haverá uma grande probabilidade de encontrar falsas analogias e apreço por factoides. A memória emotiva e a enfase mecanica, natural para usá-la no encaixe de todas as peças da realidade alegórica e complexa, construída e sustentada por seres humanos (sem contar a realidade natural que interage com aquela de tez antropocentrica), fará o sábio muito mais coerente e racional do que o ser humano médio.

 

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