Teoria absurda número… deixa pra lá… O introvertido é o extrovertido com um conflito interno ou ”defeito”

Minha mais nova e absurda teoria se consiste na ideia de que não exista tal coisa como introversão e extroversão (ainda que existam provas quanto a sua realidade na neurosciencia). Em um valor semantico, por meio de categorizações, eu estou propondo que extroversão e introversão derivem da mesma fonte e que o introvertido poderia ser entendido como uma espécie de extrovertido, uma variação, ou que dependendo da perspectiva, também pode ser aplicado ao seu antonimo. Da mesma maneira que homossexualidade e  heterossexualidade fazem parte do espectro maior da sexualidade, o mesmo, por que não, poderia ser pensado em relação ao temperamento.

Estrabismo, gagueira, desvios sexuais anormativos, baixa auto estima por  causa da aparencia**

O introvertido clássico poderia ser entendido como um extrovertido só que com um conflito interno (justamente as possibilidades levantadas na frase anterior), que o faz refugar com maior constancia, o contato interpessoal. A constante enfatização no perfeccionismo de comportamento ou ao menos, a constante enfatização dos seus defeitos, pode ter um efeito significativo no desenvovimento de uma personalidade mais introspectiva, mais voltada pra dentro, se somos naturalmente (e em diferentes níveis) aptos para farejar erros e a solucioná-los. Quem ve mais defeitos em si mesmo, tende a a se expiar mais em contraposição ao mundo exterior e portanto, a se fechar mais.

Introvertidos, é muito provável, que sejam mais imaginativos. Mas então a imaginação seria um produto deste mundo fechado para expiação dos próprios defeitos (muitos que poderão ser evidentes e resultar em conflitos interpessoais)** Não, porque existirá uma correlação etiológica (que não será umbilicalmente causal) entre lateralização anomala e portanto maior capacidade imaginativa e defeitos fisiológicos. Os famosos custos da superdotação, só que não se limitarão apenas a esta demografia (de superdotados).

A introversão poderia ser entedida, geneticamente falando, como um aumento na capacidade de processar informações, e portanto uma mutação heterozigota que se relaciona com um grupo variável de construções fenotípicas. Um cérebro que é mais eficaz e abrangente no rastreamento e internalização de informações ambientais, como eu disse em um texto anterior, é provável de limitar a capacidade de ação direta ou instintiva de seu portador, justamente por causa do excesso de percepções cotidianamente capturadas. E sendo uma mutação a mais da extroversão, também será logicamente provável que o introvertido também herde possíveis defeitos que são o resultado desta evolução fenotípica (mutação potencialmente vantajosa).

Ainda que tenha comentado sobre a subjetividade de perspectivas, pode ser possível afirmar que como a extroversão parece ser um fenótipo que se ”popularizou”, via seleção, antes que a introversão, ou um fenótipo ”mais velho”’, então, será mais lógico a priore, visualizar a introversão a partir de uma evolução da extroversão, que por causa de vários fatores ambientais, como uma demografia predominantemente extrovertida, em alguns países, bem como a proposta deste texto, se constituiria em uma versão geneticamente perturbada de um mesmo fenomeno, o temperamento.

O cérebro mais potente, enérgico dos introvertidos, em média, os fariam mais cautelosos e mais reflexivos.

Os possíveis defeitos relacionados com um aumento na carga mutacional, é provável de faze-los mais inseguros, aumentando a introspecção. (e para a toda regra…)

A capacidade imaginativa, o ato de alimentar o mundo interior, rico em percepções, não seria um produto da combinação dos dois fatores acima, mas uma correlação etiológica, se cérebros mais poderosos serão mais propensos a serem intelectualmente independentes, com mais recursos mentais como a capacidade imaginativa. O combo ”possíveis defeitos fisiológicos ou mentais” ou ”maior enfase a esses defeitos” + fatores ambientais desfavoráveis como por exemplo, maior quantidade de conflitos interpessoais (perseguição sistemática e sádica nas escolas) + maior capacidade de internalização (verdadeiro aprendizado) de informações capturadas ou de interação caminhará para fazer o introvertido, mais arredio em relação as relações interpessoais. Mas é provável que sem estas variáveis negativas pesando na balança, uma proporção mais significativa deles, poderiam se tornar mais extrovertidos.

Enfim, no final das contas, eu acabei provando a existencia das duas do que a não-existencia, ou ao menos, embaralhando o assunto.

Mas, novamente, partindo da comparação com o espectro contínuo da sexualidade, a introversão mais parece com uma espécie de extroversão as avessas, onde que a energia temperamental, que é exuberante a olho entre os extrovertidos, será internalizada. E esta situação parece ser ainda mais consistente para muitos genios das mais diversas matizes, tal como eu já mostrei em outro texto anterior da Santocultosfera.

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