Imaginação internalizada= criatividade, imaginação externalizada= esquizofrenia, novos pensamentos sobre introversão e extroversão e o perfil raro de personalidade do genio

Eu posso criar imagens das mais diversas naturezas dentro da minha mente. Entrevistas, filmes, personagens, paisagens. Eu também posso simular sons que não estão ”acontecendo” no mundo real, como acompanhamento para a imaginação.

A minha imaginação é interior e raramente se mistura com a realidade lá fora. E quando acontece, geralmente me causa grande medo. Sim, o santo racional aqui que vos fala, tem medo de fantasmas. E eu já banquei o sadomasoquista mental umas duas vezes ao ver uma série de supostas fotos de ”fantasmas” pelo celular ou computador, meia hora antes de ir dormir.

A minha mente super lógica entende que apesar da pouca fiabilidade dessas fotos, elas parecem ser muito realistas. Claro que além desta lógica potencialmente equivocada, os argumentos igualmente lógicos para provar qualquer veracidade das mesmas, me fazem acreditar que o copo está ”mais” meio cheio do que meio vazio.

Em compensação, a imaginação de uma pessoa com esquizofrenia, faz-se de maneira completamente diferente porque é involuntária e porque se faz de fora do ”campo interno de visualização da mente”.

Se o esquizofrenico pode ver uma pessoa que não existe e ainda pode conversar com ela, então apesar do stress mental devastador que esta insegurança costuma provocar, isso significa que a sua capacidade imaginativa estará excessivamente bem desenvolvida e se encaixa perfeitamente com a minha ideia de ”genética-estirão”.

Portanto, a criatividade imaginativa seria como a imaginação internalizada enquanto que a esquizofrenia poderia ser caracterizada como  uma espécie de imaginação externalizada e involuntária, por se dar sem qualquer controle e por se misturar ao mundo real, de fora de nossas mentes. O mundo de padrões acumulativamente reconhecíveis e lógicos (especialmente do tipo simples ou verdade objetiva).

Da mesma maneira que a minha mente me engana quanto a possibilidade de existirem fantasmas (ainda que não se possa considerar o assunto como que por terminado = quem ve fantasmas é ”doido”) justamente por usar a racionalidade, o mesmo acontece com o esquizofrenico, porque a sua imaginação ou ao menos, os mecanismos triviais que a produzem, não estão bem organizados em suas mentes, resultando na confusão entre a fantasia ou imaginação e o mundo real, o simples ato de analisar o ambiente ”de fora da mente”.

Internalizamos aquilo que é real pra nós porque faz parte de nossa identidade.

Não existe introversão nem extroversão, mas a mesma ”energia” ou fenomeno, só que no primeiro, ela  está internalizada e no segundo ela está externalizada. Mais= o genio  seria a ”extroversão” internalizada, dupla personalidade invertida. 

Os mais inteligentes são mais propensos a serem de introvertidos, por causa de suas naturais tendencias de construção de mundos imaginários, idealistas, dentro de suas mentes e vivencia cotidiana destas tendencias, que entram em choque com o mundo exterior. Cérebros mais capacitados são mais independentes na produção de alegorias metafóricas ou racionalizadas a partir de suas interações com o meio e consequente internalização destas construções do que os demais.

O introvertido tem a mesma energia (instinto**) que o extrovertido (ou predominantemente extrovertido), só que esta energia se encontra internalizada no primeiro e externalizada no segundo.

Portanto, pode-se dizer que a introversão seja uma espécie de instinto internalizado enquanto que a extroversão pode ser considerada como instinto externalizado. Os níveis mais altos de extroversão podem ser encontrados entre os tipos psicopáticos enquanto que os níveis mais concentrados de introversão podem ser encontrados entre os tipos opostos dos psicopatas, os sábios introspectivos (… mas que não serão de genios).

Por que o genio é tão raro**

Porque o genio se caracterizaria por ter um padrão invertido, extremamente incomum de personalidade onde que ao invés da introversão, seria a  extroversão que estaria predominante, e internalizada. Existe tal coisa como um extrovertido ”internalizado” (ou introspectivo) e um introvertido ”externalizado”*** Pois parece que sim, ainda seja provável de ser muito raro.

A maioria dos introvertidos apresentam pouca vontade de socialização, são menos narcisistas, ainda que sejam mais autocentrados, mediante certas perspectivas. O extrovertido ou o homem da ação, o introvertido ou o ”homem” da reflexão. E o genio**

O homem da ação reflexiva. A grande maioria dos extrovertidos reagem de maneira predominantemente irreflexiva porque o mundo da ação e da reação ou da socialização, é o seu mundo por primazia e eles atuam de maneira natural (inconsciente) dentro dele.

A grande maioria dos (predominantemente) introvertidos reagem de maneira predominantemente reflexiva e apesar de necessitarem agir para sobreviver neste mundo, eles tenderão a refletir mais o seu pensamento antes de tomar ações. E suas reflexões serão mais propensas a serem inconscientes, porque são naturais pra eles.

Apesar de seu universo interior mais rico, o introvertido guarda mais do que compartilha, em um sentido de pensamentos, ideias… Em compensação, o genio agiria como um extrovertido internalizado, que sente uma profunda necessidade de se auto expressar, mas que não se dará de maneira natural ou inconsciente, mas a partir de uma perspectiva introvertida. Outra prova para explicar o porque do genio ser mais como um extrovertido internalizado do que um introvertido típico, seria por causa de suas características psicológicas como o extremo narcisismo, que é um traço muito mais comum em extrovertidos. Genios são mais ”infantis”, espirituosos, vívidos, de personalidade muitas vezes difícil, dominante, manipuladora, complexa, que não se assemelha muito aos perfis clássicos de introvertidos.

Deve ser por isso que alguns filósofos, escritores e mesmo, alguns da ciencia, acreditam que o genio seja o único homem  completo de nossa espécie. Porque enquanto que quase todas as variedades psicológicas humanas acabam caindo em algum extremo do espectro, o homem de genio se encontraria exatamente no meio deste espectro, seria o homem dualista por natureza e não aquele que é movido por ela para um de seus extremos.

Os bondosos são bondosos demais, os maldosos são maldosos demais, o genio ao contrário da ideia de ”mais” enquanto intelecto e criatividade, na verdade, seria mais equilibrado, que necessariamente não quer indicar qualquer valor quantitativo vertical. Mas talvez esta ideia de equilíbrio não sirva para todos eles, visto que parece haver uma grande variedade e que esta natureza possa se encaixar apenas para os tipos ”sábios” (o savant social, o sábio prodígio).

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