A relação entre criminalidade e tdah. Um pouco mais sobre a ”inteligencia de predador”.

O tdah médio é uma pessoa distraída*** Bem, em termos tecnocráticos, baseado na ideia de ”executar funções técnicas que foram impostas de maneira hierárquica”, os tdah podem e são considerados como distraídos. Mas esta é apenas uma dimensão das muitas que nós percebemos e interagimos.

”Déficit de atenção”, ‘hiperatividade’ e tendencia para  comportamentos realmente inconformistas (e alguns destes que serão extremamente anti-empáticos), podem ser um coquetel molotov dependendo da combinação epistática individual e resultar em uma forte predisposição para a criminalidade.

Como voces sabem, a maioria das pessoas tdah não são criminosas, mas haverá uma elevada incidencia de criminosos entre eles (da mesma maneira que acontece com as pessoas negras por exemplo) porque impulsividade e hiperatividade costumam se relacionar com redução da empatia, se a mesma se relaciona com a apreensão de detalhes, via memória emocional, que podem ser úteis para a harmonização do ambiente.

A conscienciosidade bem que poderia ser considerada, cognitivamente falando, como um traço psicológico que produz a apreensão por detalhes na vida cotidiana interacional ou interpessoal e como resultado, faria com que aqueles dotados por ela se tornassem mais atentos na mitigação de problemas, da nano a macro-interação. Eu já escrevi um texto falando sobre isso (não lembro o nome) em que a memória emocional (um importante componente da sabedoria) aparece como um fator crucial para a apreensão de informações relevantes e o uso delas em momentos apropriados, como para tentar acabar com uma briga ou se lembrar sempre que produtos X devem ser levados para a reciclagem, por exemplo.

O tdah, por causa de seu foco no mundo real, caminhará para ter uma inteligencia ”de predador”, que pode ser apenas metafórica ou emular predisposições semelhantes a de um real predador no reino animal não-humano, ou que pode realmente se consistir em uma espécie de predador humano. O criminoso (e o psicopata violento), o genio e a maioria dos tdahs tenderão a serem mestres para entender o contexto, a imagem maior, em suma, aquilo que realmente importa.

Os mais atávicos, tem mentes mais práticas (em um sentido positivo e negativo), mentes mais instintivas, mais animais, a partir de determinadas perspectivas, e justamente por isso, estarão em maior contato com a realidade, claro, desprezando o psicótico que também é um atávico.

O tdah é hiperativo porque é movido principalmente (em média) pela ação, ao invés da reflexão.

Hiperatividade e impulsividade são as mesmas ”coisas”.

E o tdah será desatento, especialmente com aquilo que tende a se relacionar com tarefas impostas de maneira hierárquica. Não de ordens  aquele que é movido por sua vontade. Ele, dificilmente, irá acatá-las, ao menos se tiver benefícios embutidos.

Talvez o ponto mais importante que define e o que separa os tdahs das outras pessoas, seja justamente a sua tendencia para a real e ativa inconformidade. E a maioria dos inconformistas são movidos mais por suas vontades do que por seus ”juízos” domesticados.

Eh interessante pensar que o tdah assim como também muitos criminosos, tendam a não serem como o arquétipo do ”gado manso” que se consiste boa parte da população ”pacífica”, visto que muitas vezes colocam os seus direitos a frente dos seus deveres. E reparem como a maioria dos esquerdistas, que muitos alienistas determinaram como ”degenerados”, também tendem a fazer o mesmo, ainda que de maneira muito insossa e menos realmente inconformista.

Relação entre genialidade e crime, espectro da tdah**

Genios e criminosos apresentariam similaridades segundo a maior parte dos fisiologistas do século XIX, mas também para um crescente corpo de cientistas de nossa era. A combinação incomum da lateralização cerebral, que alguns poderiam denominar como ”defeitos” ou como ”deformidades”. Em partes, isso é realmente verdade. O cérebro incomum, que entende e interage com o mundo de uma maneira única e que pode produzir insights poderosos sobre a realidade. E se a aleatoriedade limitada da neuro”diversidade” ou neuroanormatividade, não for muito generosa, o mesmo cérebro incomum poderá interagir com o mundo de maneiras extremamente disfuncionais. Isto, quando genio e criminoso não estão a habitar a mesma mente.

A tdah parece ser uma das chaves para se entender a relação lombrosiana entre genialidade e criminalidade, se a mesma  tenda a abarcar as duas tendencias, ainda que para a primeira, exista uma diversidade de tipos oriundos de diferentes condições como  o autismo.

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