Verdadeira técnica para ficar mais fenotipicamente inteligente

Sofisticada crença fantasiosa inventada por alguns seres humanos tecnicamente inteligentes. Só que não… Voce não pode ”aumentar a sua inteligencia” por meio de ”treinamento”.

”Existem” dois tipos de inteligencia. A primeira é a genotípica, ou seja, ”aquela” que nasce com voce. A segunda é a fenotípica, que se consiste naquilo que voce faz com a sua inteligencia genotípica.

Capturamos informações do ambiente para

– sobreviver,

– interagir,

– melhorar o ”fitness” de sobrevivencia (e a melhor maneira se dará por meio do princípio filosófico da auto conservação)

– e ou procriar…

A inteligencia fenotípica pode e quase sempre será melhorada por meio da sabedoria (e não necessariamente por meio de todo perfil, que caminhará por se basear no melhoramento do ambiente de interação, o altruísmo per si e não apenas para vantagem pessoal) , a técnica de interação que se baseia na capacidade de se fazer as melhores escolhas para uma variada e diversificada panaceia de situações, do cotidiano, do nano ao macro nível de interação. A capacidade de manipular os fatores ambientais ou circunstanciais a seu favor, de maneira que possa conservar a sua existencia ou mesmo, melhorá-la.

E a sabedoria pode ser acumulada por meio de técnicas ou conhecimento, que são percepções racionais e funcionais que foram capturadas primordialmente por mentes inteligentes. A educação se baseia justamente nesta tentativa de se passar essas técnicas para a população. No entanto, a escola despreza completamente a existencia da diversidade cognitiva dos seres humanos e como resultado ao invés de contribuir para aumentar realmente, no mundo real, a inteligencia fenotípica da população, ela está sendo usada para fins de domesticação e organização desigual da produção e posterior enriquecimento material assimétrico de bestas psicopáticas.

Eu já mostrei nos textos ”cultura da genialidade” e ” Ensinando criatividade…”, que a mais primordial manifestação cognitiva da inteligencia humana é a autoconsciencia e que portanto, partindo deste viés, a única maneira de se melhorar literalmente a mesma, se dará com base em seu desenvolvimento (e posterior autoconhecimento).

Portanto, todas essas bobagens de ”aumentar o qi por meio de treinamentos mentais” não se consistem na verdadeira possibilidade de se alargar a inteligencia fenotípica, mas no desdobramento de um equívoco bem conhecido pelos leitores deste blogue, a dogmalogia determinista do qi.

As técnicas que eu demonstrei nos dois textos acima, podem ser muito úteis na melhoria de sua vida.

Conversar mentalmente consigo mesmo e especialmente como maneira de se evitar pleonasmos, seguir a moralidade objetiva, buscar ampliar a sua percepção e quase sempre buscar pela moderação ao invés do extremismo…

”Aumentar qi” não existe no mundo dos reais!!

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Sobre santoculto

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2 Respostas para “Verdadeira técnica para ficar mais fenotipicamente inteligente”

  1. Alex M. Santos diz :

    Para a neurociência o conceito sobre “inteligências múltiplas” é muito falacioso. Ele considera apenas expressões de inteligência (que podem ser inúmeras) como sendo inteligência. Os neurocientista trabalham com o conceito moderno de inteligência geral ou “fator g”. Segundo este conceito o fator g seria o responsável pelo genótipo, e abrangeria a maior parte da nossa inteligência. Para ele o que conta é o potencial de inteligência que existe em cada ser e que pode ser desenvolvido ou não de acordo com estímulos provenientes da vida social. Ou seja,eu posso desenvolver minha inteligência até onde minha genética permitir e não mais.

    • santoculto diz :

      Eu não concordo com esta dicotomia. Eu acredito que não existe lógica no antagonismo destas duas teorias. Eu não tenho plena certeza de detalhes em relação ao que se passou na cabeça de Gardner sobre sua teoria, mas não foi suficientemente discrepante para que pudesse ser entedido como uma negação do fator g, ainda que o tenha feito por razões políticas.
      A ideia de que inteligência e meio social sejam dois fatores originalmente atomizados entre si e que entram em interação apenas como um fator subsequente não me parece ser conclusiva visto que somos seres sociais e usamos nossas cogniçoes como método de interação. Ainda que já tenha demonstrado minhas tendências para favorecer a essência da inteligência sem sua poluição social ou conceitual interacional, há de se considerar todo o processo e suas causas.
      Há algum tempo, me deparei com a possibilidade de estudar os conceitos de inteligência e cognição com maior profundidade pois temos uma tendência prolífica para desgastar o significado ou conceito das palavras bem como de adjetivos.

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