Metáfora da diversidade de capacidade de aprendizagem como elásticos. Alguns elásticos são mais elásticos do que outros

Alguns elásticos são mais elásticos do que outros…

A maioria da população (sim, eu uso muito esta combinação de palavras, hihihihihhihihi) ”tem sido doutrinada” (e apresenta predisposições naturais para esta fraqueza) a acreditar na ideia de que o livre arbítrio ou o combo ”escolha + esforço” sejam suficientes para fazer alguém ”inteligente”, ”bem sucedido” ou não. Quem já é habitué deste blogue, já sabe que a minha posição em relação a este assunto é totalmente radical em comparação aquela que impera dentro das salas de aula ou em reuniões de professores.

Nós temos parcial arbítrio, visto que ainda podemos escolher. Seríamos como robos organicos totalmente programados se não tivéssemos qualquer possibilidade de escolha. Um exemplo muito simples. Eu escolhi criar um blogue e até agora já escrevi mais de 300 posts, inclusive sobre assuntos espinhosos, que são ”politicamente incorretos”. No entanto, eu poderia

– ter decidido fazer um blogue apenas de poesias,

– ter decidido fazer um blogue e falar de questões políticas e sociais de maneira completamente conservadora, dar um tom conservador,

– ter decidido me dedicar a pauta do ativismo ”pró-causa branca”,

– não ter criado este blogue…. etc etc

Tudo isso nos mostra que os eventos que se sucedem em nossas vidas são únicos e quando já estão bem estabelecidos ou encaminhados, então tenderemos a nos tornar obsessivos em relação a eles. Somos feitos de vícios e virtudes, se as virtudes também já não poderiam ser consideradas como uma espécie menos aparente de vício.

Estes fatores ambientais únicos que muitas vezes acontecem com base em nossas próprias escolhas (ao contrário dos animais não-humanos, boa parte deles, que não fazem escolhas totalmente conscientes, a partir do próprio arcabouço natural de possibilidades de escolhas, por meio de perfis cognitivos, de personalidade) e nos mostram que apesar de limitada, a possibilidade de escolha, de fato, existe.

Eu acredito que os eventos recentes que se sucederam em minha vida, tenham tido um impacto muito grande na maneira com que eu percebo o mundo. Sim eu também sou vítima da conveniencia humana. Mas é a partir destas auto críticas que nos tornamos mais sábios e acumulamos conhecimento (e é completamente imperativo que este conhecimento não necessite de ter uma origem academica). Esta parece ser a grande diferença do sábio e do inteligente, tal como o conhecemos ou como que os experts tem nos mostrado como ”são”.

Parece que o verdadeiro aprendizado se encontra no meio de um espectro entre o virtual não-aprendizado e o transtorno pós traumático, a internalização harmoniosa, útil, recorrente e eficiente de alguma particular percepção. Quando aprendemos, e eu tenho esta leve impressão, parece que aquele conhecimento passa a fazer parte indissociável de nosso ser. O problema é que é extremamente prolífico o aprendizado ou internalização de conhecimento equivocado que foi considerado por nossa conveniencia bio-natural ou cérebro como ”o certo”. O certo raramente será unilateral.

Podemos escolher, mas não podemos fazer tudo aquilo que quisermos, porque nossa biologia funciona como uma  barreira natural que nos impede de avançar além de certo limite. Isso não deveria ser ruim, porque afinal de contas, nós temos um corpo ou características fisiológicas e a partir do momento que temos consciencia desta forma e deste tato, podemos nos manter alerta para mante-la intacta ou para obter prazer, de todas as naturezas.

A partir disso, o esforço também tenderá a ser direcionado naquilo em que somos melhores, que eu denominei como o princípio filosófico da auto conservação ou sobrevivencia. A partir do momento em que lhe for tirado a possibilidade de exercer as suas virtudes dentro de um contexto social, então isso poder-se-ia se consistir em um crime pois compromete a sobrevivencia ou ao menos o aprimoramento do bem viver do indivíduo. Se voce força um matemático a estudar gramática, sendo que ele não gosta (e isto quer indicar, não é bom naquilo) desta matéria, então voce estará causando sofrimento intelectual desnecessário a esta pessoa.

A  metáfora dos elásticos para explicar o potencial de capacidade

Alguns elásticos são mais elásticos que outros. A nossa capacidade de conhecimento não é infinita. Eh a partir daí que a criatividade aparece como um fator indispensável para a sofisticação deste conhecimento. Alguns elásticos são pouco plásticos. Esta metáfora parece funcionar perfeitamente como uma maneira de se sintetizar a complexidade do aprendizado ou da capacidade de aprender e sua variabilidade entre as populações.

Os elásticos pouco plásticos representam as nossas fraquezas cognitivas enquanto que os elásticos mais plásticos em sua capacidade de elasticidade representam nossas forças cognitivas. Individualmente falando, todos nós temos elásticos pouco plásticos assim como elásticos muito plásticos. A capacidade de desenvolvimento de um conhecimento particular dependerá metaforicamente falando, do grau de elasticidade deste elástico.

O meu exemplo mais uma vez. Voces já devem saber que eu sou uma besta humana em matemática e especialmente em geometria. Enquanto que minha mente está intensamente capacitada para produzir alegorias mentais criativas ou imaginação, o mesmo não se aplica a memorização perfeita de fórmulas geométricas e sua posterior capacidade de move-las em diferentes perspectivas. Eh provável que minha inteligencia visual-espacial seja muito baixa até porque eu mal sei mensurar quanto que seria um quilometro. Eu deduzi depois dos meus anos de escola que a minha capacidade matemática estacionou no nível da quinta série. Eu me lembro muito bem que antes desta fase, eu não era ruim em matemática. O meu desempenho nesta matéria, que mais tarde foi compartilhado com o resto das ”matérias de exatas”, foi caindo enquanto que a dificuldade da mesma foi aumentando. Parece fácil imaginar que a minha capacidade de expansão deste conhecimento seja bastante limitada e que portanto o meu elástico ou potencial seja de igual natureza.

Eu tenho mostrado quais seriam as minhas forças cognitivas aqui no meu blogue. Neste caso, meu elástico de potencialidade é muito mais largo e elástico do que em comparação ao elástico que representa a minha fraqueza cognitiva. O potencial de expansão ou desenvolvimento de minhas forças são modéstia a parte, equiparáveis a de um professor universitário talentoso, especialmente em relação a parte verbal-abstrata ou filosofia.

Também é interessante notar que o elástico pode se esticar ao máximo de sua capacidade assim como também retornar a sua posição de repouso, quando não há qualquer esforço de esticamento. Isso pode ser aplicado as nossas individualmente diversas e discrepantes capacidades de aprendizado. Os filósofos do século XIX acreditavam que o genio seria causado por algum tipo de ”irritação cerebral” que faria o indivíduo dotado deste dom de se tornar extremamente especializado em sua área (natural) de obsessão. Partindo da ideia didática da metáfora dos elásticos, faz sentido que alguns elásticos dos genios sejam extremamente elásticos e que também raramente serão ”encontrados” em estado de repouso.

O tamanho dos copos e sua potencialidade de armazenamento de água também podem ser usados como metáfora elucidativa para explicar as nossas particularidades cognitivas idiossincráticas, onde que os copos pequenos representam nossas fraquezas, enquanto que os copos grandes representam as nossas forças, o de maior potencial de desenvolvimento.

Internalização ou aprendizado

Voce ”está aqui” para ”alimentar” a sua existencia e partindo do princípio da autoconservação, voce quase sempre dará grande enfase as suas predileções naturais, se praticamente todas elas apresentarão uma origem ou predisposição anterior. Voce prefere aquilo que pode ser útil para a sua sobrevivencia. As asas de um pássaro, a força e os dentes de um lagarto gigante extinto, o veneno da cobra… nós também temos nossas forças e damos prioridade a elas. E aqueles com maior vontade serão muito mais propensos a dar grande enfase as suas ”asas de potencialidade ou de vontade”. Os passos perfeitos de Fred Astaire foram naturalmente trabalhados, partindo de uma tendencia intrínseca para esta habilidade corporal super específica. Nem todo mundo tem esta capacidade na dança.

A internalização ou aprendizado tende a se dar com base nesta predisposição natural, se o elástico pode ser muito esticado ou se o copo pode ser grande o suficiente para caber uma maior quantidade de líquido. Aquilo que vem naturalmente pra nós desde a infancia, é a manifestação de nossas forças enquanto que as áreas em que teremos dificuldades serão as nossas fraquezas.

Portanto, a internalização é apenas o enriquecimento do pergaminho que se consiste em nossas existencias e que desenrolamos naturalmente até a nossa morte. A técnica da sobrevivencia ou da autoconservação, a enfase em nossas melhores defesas.

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