Espectro do aprendizado intrínseco (geneticamente predominante) e extrínseco (educação ou aprendizado de técnicas)

Para os superespecialistas cognitivos (assim como também para uma boa parte da população), estudar e desenvolver os seus talentos, é como aprender a falar, porque se faz de maneira quase-intuitiva.

A velha discussão sobre genética e criação continua a causar polemica entre cientistas e ‘leigos’. Quem será que estaria mais certo, aqueles que acreditam que os genes são mais importantes para o comportamento humano ou aqueles que acreditam que a criação ou cultura é que terá uma maior influencia**

Logicamente falando, o primeiro grupo parece estar mais perto da verdade do que o segundo, porque devemos principiar a nossa observação, de dentro pra fora, onde que os genes, ou seja, nós mesmos, não serão apenas mais influentes como também serão fundamentais para nossa existencia dinamica e portanto, interativa. A luz nasce do interior de uma lampada, a vida de uma célula, está fundamentada principalmente em seu núcleo, assim como acontece com nosso planeta, diga-se, um planeta vivo. Podemos usar o exemplo da Terra para entendermos metaforicamente sobre a importancia da genética ou do eu-interior no comportamento exterior. O Planeta Terra se comporta de determinada maneira principalmente por causa das influencias internas, oriundas diretamente do seu núcleo mas também de todo o seu organismo, abaixo da superfície. No entanto, a Terra também é influenciada por interações extraterrestres. Todos nós temos nossos próprios níveis de gravidade. Poder-se-ia dizer que as pessoas mais impressionáveis, tendem a ter baixa gravidade e são facilmente encapsuladas pelo ambiente ao redor, enquanto que as pessoas mais inconformistas tendem a ter um poderoso escudo que protege seu sistema individual de valores ou ”cultura neurológica” de influencias externas.

Será que a Lua é o resultado de um transtorno pós-traumático***

Quando começamos a aprender a falar, o aprendizado se faz de maneira extremamente rápida, que passa até mesmo a impressão de que este conhecimento linguístico seja genético. Na verdade não é, se fosse, então mediante os primeiros incentivos recebidos, uma criança africana adotada por um casal de americanos, começaria a falar o ‘seu’ ‘próprio’ idioma tribal, do que o idioma de seus novos pais.

O fato é que como temos partituras de nosso cérebro que evoluíram desde a muito tempo para esta habilidade específica, então o aprendizado para a fala, na maioria dos casos, se dará de maneira muito veloz.

Então, por que não aplicarmos esta particularidade evolutiva para toda a panaceia de habilidades humanas***

Se o ser humano com cérebro normal ou  sem nenhum grave déficit, aprende a falar intuitivamente por causa destas ”partituras antigas” que torna possível este aprendizado veloz, então será que o mesmo se sucederia para o prodígio musicista** E para o prodígio em matemática** E para o prodígio em artes** …. E assim por diante. Parece muito evidente que a resposta para todas estas perguntas seja um SIM, em letras garrafais.

Se voce tem um filho que começa a estudar matemática por conta própria aos 5 anos de idade, sem quase nenhum grande estímulo, então parece muito evidente que o papel da ”criação” seja mínimo, se esta criança tem apenas 5 anos de convivencia em seu ambiente familiar. A explicação mais óbvia para isso, se dá justamente de dentro pra fora e não de fora pra dentro. Eh a criança prodígio e o seu cérebro com partituras diferentes das demais, que apenas segue o destino que foi cravado durante a sua concepção. Eh a motivação intrínseca ou natural (que é o resultado do tipo de lateralização e morfologia cerebral) que faz com que esta criança se torne tão interessada em matemática, desde a tenra idade.

A diferença do genio em relação ao neurotípico, é a intensidade.

A motivação intrínseca neurológica específica do genio é muito maior do que aquela que se manifesta entre os neurotípicos.

 

Então, onde que a ”educação” entra na vida das pessoas, mesmo na vida dos superdotados**

Poderíamos começar dividindo a população em categorias cognitivas, mediante este espectro entre a motivação intrínseca-intensidade e a motivação extrínseca, mas tenho a impressão de que não será necessário visto que TODOS nós apresentaremos nossas próprias predisposições inatas ou motivações intrínsecas.

 

Motivações intrínsecas e motivações extrínsecas

 

O aprendizado de um prodígio será predominantemente genético, talvez, em torno dos 90%. Ambientes extremamente desfavoráveis podem interferir na busca intrínseca (auto dirigida) do prodígio para o desenvolvimento dos seus talentos mas a força interior é tão grande, que cedo ou tarde, ele buscará pela realização de seus sonhos.

O aprendizado baseado em educação e posterior esforço repetitivo, também será predominantemente genético, mas a sua carga será menor, talvez, em torno dos 60%. Neste caso, a complexidade de variáveis ambientais será mais influente. Pode-se dizer que quando um jovem prodígio está exercendo (alimentando) a sua motivação intrínseca ou natural, seria como se ele estivesse se olhando no espelho.

A motivação intrínseca predominante é sinal ou de desordens mentais, de talento ou de genialidade.

A motivação extrínseca se consiste em escolhas de longo prazo que se diferem da cultura neurológica (destino**). Um exemplo, alguém com grande talento em matemática que decide ser professor de ingles ou de portugues. A motivação intrínseca, retida de um talento natural, neste caso, será suprimida pelas circunstancias externas. Quanto maior a intensidade do talento ou do transtorno, maior será a motivação intrínseca e independencia de desenvolvimento intelectual.

Pessoas com baixa intensidade cognitiva, tendem a serem mais pragmáticas. Pelo fato de serem menos autoconscientes, elas tenderão a aceitar com o mínimo de rebeldia, os ditames que estão sendo impostos de maneira hierarquicamente desigual para si. Eles são como ”escravos inconscientes”, sem brio interior, sem consciencia de uma grande transcendencia pessoal.

O começo da diferenciação entre talento totalmente inato e talento que é fruto predominante de esforço, se dá justamente pela capacidade criativa de expansão deste talento ou da velocidade de aprendizado.

O prodígio criativo (que não é um prodígio savant-like) pode ampliar e até mesmo fundar novos ramos do conhecimento em que está geneticamente especializado.

O prodígio savant (aqueles que estão acometidos pela síndrome de savant e aqueles que apresentam intensa especialização cognitiva, identica aos savants, mas sem a manifestação total do trans-torno) se caracteriza justamente pela velocidade extremamente rápida de aprendizado OU especialização de certo conhecimento, que é praticamente impossível de acontecer em pessoas neurotípicas.

Portanto, os neurotípicos tendem a ser menos auto motivados, esta predisposição é genética e resultará em uma certa tendencia para passividade existencial, em que de fato, os fatores ambientais serão mais influentes do que a força interior, a individualidade aguçada.

Pode-se dizer que algumas pessoas se parecem mais com pedras ou com qualquer outro elemento inerte da natureza, que são fortemente influenciados por fatores ambientais, ainda que esta influencia não interfira completamente em seus interiores.

A existencia dinamica ou vida, é auto motivada, ainda que seja predominantemente inconsciente enquanto que a existencia inerte, como a pedra, não é auto motivada. Da mesma maneira que muitos seres humanos não são muito auto motivados enquanto que alguns outros serão e esta diferença se dá mediante a intensidade da biologia cognitiva, neurológica.

Por esforço repetitivo, pode-se aprender um conjunto de técnicas ou ”conhecimento” e quanto mais intensa for a repetição, mais perfeita será a replicação mecanica destas técnicas.

O esforço de um prodígio em relação a sua predileção cognitiva, caminhará pra ser mínimo, se não for praticamente inexistente. A inexistencia de esforço para o aprendizado e replicação de um conjunto de técnicas específicas, é uma característica fundamental na definição do portador da síndrome de savant, bem como outros tipos cognitivos quase identicos neste quesito.

No meio do espectro do talento inato e do talento aprendido, encontraremos muitos daqueles que apresentarão características cognitivas inatas para uma determinada habilidade mas que não serão tão profundamente concentradas a ponto do aprendizado extremamente rápido, ao estilo savant.

Portanto, nós teremos os tipos savants, de extrema concentração de habilidades cognitivas, com ou sem a manifestação da síndrome de savant,

Os talentosos, com níveis menos intensos de concentração de habilidades cognitivas e que portanto, precisarão se esforçarem mais para o desenvolvimento completo de suas aptidões,

Todos os tipos medianos e por fim, aqueles sem grandes aptidões.

O meu caso.

Sou um especialista em Geografia Política. Meu arcabouço de conhecimento é tão grande quanto de um professor universitário. Na verdade, é até maior, visto que como sou mais sábio que boa parte deles, eu não perco meu tempo com sofisticações subjetivas e sem nexo com a realidade. Meu arcabouço é provido de maior qualidade porque minha mente hiperracional só consegue ver sentido naquilo que esteja embasado em objetividade. Portanto em termos de qualidade, eu estou muito melhor equipado com conhecimento útil do que em comparação a muitos professores universitários, especializados em Geografia Política.

Geografia se relaciona com conhecimento da psique humana e eu estou intrinsecamente motivado para estudar o comportamento e as sociedades humanas. Muitos professores universitários cairão no meio do espectro de motivação intrínseca e extrínseca. Não é que eles não gostem daquilo que fazem, mas é porque a intensidade deste prazer, desta alegria, não será forte o suficiente para que possam torná-los em super especialistas. Lembrem-se da paixão pelos interesses da qual eu falei, o amor metafórico do super especialista pelo seu conhecimento. Ainda haverão aqueles tipos de profissionais da educação superior, que serão muito auto motivados, mas que não terão a sabedoria para decantar o conhecimento adquirido, primando por sua qualidade.

 

O predomínio de motivações extrínsecas ou déficits em capacidade de autoconhecimento

 

Quem se conhece bem, saberá quais serão as suas fraquezas e as suas forças. A grande maioria dos prodígios, superdotados e genios, serão providos de autoconhecimento. Eles sabem naquilo que são bons e usam este conhecimento a seu favor.

No entanto, mais abaixo da excepcionalidade cognitiva, a maior parte da população se encontrará mergulhada em um predomínio de águas inconscientes. Se a maior parte das pessoas acreditam que a educação e o esforço perfaçam seus intelectos, baseado na ideologia dogmática da igualdade universal humana, então isso significa que estas pessoas estarão mais propensas a serem desprovidas de senso de individualidade. Também quer indicar que estarão mais propensas a confundir as ordens dos fatores. Suas intensidades ou motivações intrínsecas serão menos brilhantes.

 

Autoconhecimento dirigido e autoconhecimento savant-like

 

Alguns autodidatas serão inconscientemente automotivados, se podemos usar estes termos, visto que por causa da lateralização anomala e da assimetria de seus perfis cognitivos, eles terão uma motivação intrínseca desprovida de uma sofisticação constante e expansiva do autoconhecimento. Tal como o violinista virtuoso que tem problemas emocionais típicos de quem não tem a autoconsciencia bem desenvolvida. A ansiedade de não se conhecer o suficiente para refutar julgamentos negativos feitos por terceiros, é uma tendencia universal e extremamente comum entre nós, seres humanos.

A confusão entre o auto julgamento e o julgamento exterior (de outras pessoas) é uma característica fundadora do antonimo de auto conhecimento, a estupidez. Portanto, muitos prodígios apresentarão uma motivação intrínseca ou organica para se concentrarem em suas habilidades mais evidentes, mas que não virá acompanhada do restante das predisposições cognitivas que compõe o perfil completo do autodidata.

Ainda assim, em relação ao aprendizado, esta intensidade biológica que predispõe todos os tipos de savant, de todos os níveis, para se concentrarem em suas forças cognitivas específicas, é uma prova cabal quanto as diferenças ou diversidade de tipos de inteligencia, em quantidade e em qualidade, bem como por sua origem genética, mediante a enorme facilidade com que savants extremos e prodígios tem para aprender e se especializar em suas habilidades mais fortes.

A educação portanto, se constituirá em ‘aprendizado’ ou memorização por esforço repetitivo, da mesma maneira que certas atividades criativas também acompanharão esta apreensão do conhecimento, o aprendizado da técnica, a memorização mecanica de um conjunto de informações, de maneira literal.

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