Genialidade e autoconhecimento

Como ”fazer ciencia”, por meio da auto observação e comparação com toda fenomenologia que o cerca*

Eu já lhes mostrei sobre como  poderíamos ensinar o método criativo para que possa ser aplicado no cotidiano, seja para recreação seja para a real solução de problemas.

Agora, vou lhes contar mais um segredo… baseado em petulancia** Talvez, mas que poderá (ou não) ser útil para aquele que conseguir (e desejar) compreende-lo.

A filosofia cognitiva prática de uma mente criativa se baseia no autoconhecimento, se um dos resultados mais esperados da criatividade seja justamente a autoexpressão.

A partir do momento em que o autoconhecimento for desenvolvido (se isso for possível de faze-lo, com ”educação” ou ”treinamento), poder-se-á usá-lo como parametro ou comparação em relação a toda a fenomenologia circundante.

E é justamente aquilo que o genio, especialmente o criativo e o científico, costumam fazer.

O autoconhecimento é o primeiro complemento para o trabalho criativo.

O genio tende a ler a realidade por meio de si mesmo, o chamado preconceito cognitivo fundamental, nosso atrito com a realidade. Todos nós fazemos isso, ao usarmos as respostas de reação (das mais diversas naturezas) mais comuns que nossas mentes são capazes de produzir (cultura neurológica), mas é evidente que existirão diferenças entre os excepcionalmente inteligentes ou criativos em relação ‘aos demais’. E essas diferenças serão mediadas pelo nível de autoconhecimento e concomitantemente com a capacidade de percepção (e a correlação entre ambos será potencial e logicamente positiva).

 

A técnica para a observação de detalhes lógicos, harmoniosos e hierarquicamente superiores, encontra-se justamente no momento de interação entre a sua persona predominante (seu perfil cognitivo, projetando a sua cultura neurológica) e o ambiente. O ambiente é mutável, a sua percepção não é. No entanto,  o acúmulo de percepções pode ser gerenciável para o sábio enquanto que será apenas acumulativo para os demais.

De acordo com o modelo triárquico-dualista de personalidade que eu desenvolvi superficialmente, nós teríamos 3 personalidades,

a persona boa,

a persona ruim (personas dualistas)

e a persona completa, a unção das duas personas anteriores, o próprio Deus que vive dentro de nós, a manifestação organica da sabedoria, quando o cérebro além de holístico em sua funcionalidade (inclusive em suas áreas menos desenvolvidas) também está acompanhado por grande vivacidade interior, que geralmente resulta em problemas mentais para uma importante porcentagem da população humana.

As duas personas que estão a competir entre si, seriam justamente as mais primitivas, porque a competição e entropia, são características inferiores para qualquer modelo integrado e complexo de interações entre diferentes formas de existencias. Isso explica o Sistema Solar e o Planeta Terra.

 

Metaforicamente falando, os genios acessariam muito mais a persona principal do que as personas primitivas, aumentando a percepção do todo (leste e oeste, esquerda e direita)  e que justamente por ”preferirem” esta persona-principal ou alegoricamente falando, a persona-Deus, que os problemas poderão ser percebidos com maior intensidade, tendo como resultados desde a melancolia profunda (prelúdio para o suicídio) até a certos tipos de comportamentos muito degenerados, como quando a percepção de certas verdades absolutas existenciais tal como a finitude e a fragilidade da vida, os tornam compulsivos por consumi-la de muitas maneiras por causa da literalização destas verdades para o cotidiano. Viver ”como” se não houvesse o amanhã. Literalizar as verdades absolutas para o cotidiano.

Ainda que a genialidade não se possa ser ensinada por completo, talvez nós poderíamos mostrar ao menos como seriam os processos de construção do pensamento criativo, de maneira didática. Se a inteligencia pode ser ensinada, talvez a criatividade também possa, ainda que realisticamente falando, isto não se desdobrará em uma explosão de genialidade entre a população que não a tem ao natural, a superfície de sua personalidade.

Mas, como as diferenças entre os cérebros humanos não se dão mediante distancias muito grandes, então talvez algumas pessoas possam ter potencial mas lhes falte as ferramentas corretas para expressá-lo e não duvido que mediante a complexidade da diversidade cognitiva humana, estes tipos de fato existirão.

 

Pelo autoconhecimento, voce pode expressar a verdade do mundo por meio de sua percepção e pode categorizar a fenomenologia que está a interagir por meio de suas próprias convenções mentais naturais.

 

Os 13 mandamentos

 

1- Nunca generalize. Clones podem ser generalizados porque são identicos. Generalizações só servem para matérias identicas acopladas em aglomerações e não para grupos semelhantes.

2- Nunca excepcionalize em excesso. Estereótipos não são pseudo-cultura. Exceções e regras são complementáveis e não auto-excludentes.

3- Se conheça o suficientemente bem para poder interagir sabiamente com o seu ambiente e desta maneira, começar a conhece-lo também.

4- Neutralidade é importante, mas quando voce consegue reunir a dualidade que existe dentro de ti, neutro e pessoal serão completamente intercambiáveis e complementáveis.

5- Comparações são importantes. Se compare em relação aos outros. Construa categorias apenas por observação e leve em consideração, sempre, as exceções e as regras.

6- Múltiplas perspectivas. Cada fenomeno apresenta uma forma e toda forma apresenta diferentes lados de visualização, as chamadas perspectivas. Não se esqueça disso. O abstrato é exatamente como a matéria, só que sem forma ”real”.

7- Conhecimento em psicologia e estatística são fundamentais, especialmente nas (verdadeiras) ciencias humanas. Compreender e aceitar que não somos totalmente separados de nossos patrimonios genéticos, na verdade, estamos até muito entrelaçados com eles, porque são a parte essencial de nossas existencias mas também aceitar que os ambientes que construímos ou que foram construídos pela natureza, apresentam forte influencia na maneira em como nos adaptamos.

8- Especule o futuro desenrolar dos fenomenos, por meio da lógica intuitiva. Quando for especular, nunca o faça sem a segurança do passado e do presente de cada fenomeno.

9- Sempre busque pelo caminho do meio, onde que as melhores respostas, estarão predominantemente localizados no meio de uma panaceia espectral de respostas em relação a um determinado conhecimento. Ao usar a neutralidade do meio, além de evitar o julgamento preconceituoso negativo, também poderá ter uma imagem holística muito mais completa e correta, isto é, que de fato represente a realidade, a verdade objetiva.

10-Construa um sistema axiomico coerente e o use para detectar suas próprias ”contradições impossíveis” (que são diferentes das contradições possíveis ou pseudo-contradições) assim como também para detectar as contradições nas narrativas das pessoas que são do seu convívio, inclusive como maneira ajudá-las.

11- Excesso de complexidade é ruim. Busque pela simplicidade sintetizada (não confundir com simplismo) de eventos, fenomenos e condições, hierarquizando-os, de maneira que, as ideias-mães (as primeiras peças que desencadeiam o efeito dominó) possam estar em maior evidencia, ainda que as causas subsequentes também mereçam consideração adequada.

12- De o peso acerto as coisas para não criar ”tempestades em copo d’água.

13- Use a empatia como uma maneira de entender a fenomenologia humana (das mais diversas naturezas) até a fenomenologia ”natural” ou não-antropocentrica.

 

Que os anjos me perdoem por minha petulancia, mas é isso. Estes 13 mandamentos são justamente aqueles que estou usando para produzir os textos, bem como as minhas (ou ”minhas”) teorias.

 

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