O superexcitável

Voce não precisa ser ”superdotado” para ser ”especial”

Pessoas que são amigas de verdade, que amam e odeiam de verdade, que são genuínas, sinceras, culturalmente independentes, que amam os animais e que tem um sentido moral bem desenvolvido. Gente que nasceu com um radar, uma bússola para a harmonia, para a bondade, para o bem viver, sem qualquer resquício de ”educação”.

Se voce adentrar em uma universidade, em qualquer lugar do mundo, as chances de se deparar com gente esnobe e superficial, serão bem altas.

Eu ”aprendi” nos meus cinco, seis anos anos de ”estadia” dentro da comunidade hbd, sobre a suposta superioridade daqueles que denominam como ”a elite cognitiva”. Além dos graves problemas que a ideologia determinista do qi tem causado dentro da psicologia cognitiva, também temos sido doutrinados a acreditar que as pessoas inteligentes (mediante critérios baseados em uma perspectiva unilateral de ”alto empreendedores”)  são totalmente superiores a todas as outras. Por exemplo, o percentual de pessoas ”inteligentes” que estão ou já estiveram presas, não passaria dos 2% (que ou aqueles ”com” pontuações de qi acima de 120), enquanto que ”o resto” da população apresentaria muito mais problemas de funcionalidade dentro da sociedade. Parece elementar pensar que aquele que é praticamente catapultado para um emprego estável e com bons ganhos monetários ao longo de toda a sua vida, tenderá a apresentar menor stress emocional do que aquele que vive na corda bamba. Menos por fatores puramente biológicos e mais por fatores ambientais significativos, muitas pessoas apresentam problemas emocionais por causa de suas dificuldades para se adaptarem as sociedades em que vivem. Da mesma maneira que os esquimós desenvolveram problemas de miopia quando começaram a se adaptar as sociedades ocidentais, da mesma maneira que também começaram a desenvolver problemas comportamentais como o alcoolismo, em proporção muito mais significativa do que quando viviam em suas comunidades isoladas de caçadores coletores, mudanças ambientais ou mesmo, uma incapacidade de adaptação sem a necessidade de mudança, podem causar muitos problemas emocionais, especialmente em pessoas muito sensíveis.

Assim como a assincronia de desenvolvimento mental não é uma particularidade da superdotação, o mesmo vale para a superexcitabilidade, que encontrar-se-á distribuída mesmo em pessoas que não apresentam qualquer capacidade cognitiva mais avantajada (capacidade cognitiva ”pura”.)

E é aí que reside a pedra filosofal deste texto. O superexcitável que não é superdotado, aparece como um elemento tão importante para a harmonização da sociedade quanto os próprios grupos de altamente inteligentes (superdotados genuínos e criativos empáticos), justamente por tenderem a compartilhar as mesmas características neuro-culturais.

Um senso moral mais desenvolvido ou mais alerta,

Uma maior capacidade de sentir empatia genuína,

Uma maior sensibilidade a desarmonia, ao conflito e aos problemas cotidianos tolos (características sócio-cognitivas da sabedoria),

Uma maior sinceridade e honestidade no trato social,

Uma maior vulnerabilidade emocional que os tornam mais propensos a depressão bem como a ideações suicidas.

O superexcitável não-superdotado seria basicamente como uma pessoa que compartilha todas as características neuro-culturais morais dos superdotados (genuínos), com ”exceção” da excepcionalidade cognitiva.

A cultura neurológica do superdotado genuinamente empático e do superexcitável não-superdotado é a cultura da sabedoria interacional

De acordo com Kazimierz Dabrowski, os superdotados tenderiam a apresentar elevado desenvolvimento sensorial (superexcitabilidades), que teria como resultado a sua maior capacidade cognitiva, em outras palavras, uma maior capacidade de sentir, perceber o ambiente ao redor, em outras palavras, uma maior capacidade de percepção. Até onde que esta correlação será positiva, pouco se sabe, visto que a população de superdotados também apresenta uma grande variedade de combinações psicológicas, comportamentais e intelectuais e portanto, nem todo aquele que está provido de uma excepcionalidade cognitiva, será um superexcitável completo.

O desenvolvimento assíncrono de superdotados (que eu também já mostrei que não é uma particularidade apenas deste grupo) não se consiste num desenvolvimento irregular, onde que no final da maturação, todos se encontrarão mais ou menos iguais, ou seja, com idades mentais iguais ou semelhantes. Ainda que isto seja verdade para a maioria da população, não significa que o mesmo acontecerá em superdotados, nem nos superexcitáveis de ”inteligencia normal”. E é muito provável que de fato, não seja o caso.

Eu não estou munido de pesquisas científicas para confirmar ou apoiar aquilo que estou dizendo, visto que estou usando unicamente a minha capacidade perceptiva e de encontrar sistemas que se assemelham e que pareçam lógicos a primeira e a segunda vista. Mas mediante a lógica intuitiva, faz muito sentido pensar que

os superdotados tendam a ser mais sensorialmente excitados e portanto, mais superexcitáveis

que existam superexcitáveis que não sejam superdotados

que existam superdotados que não sejam superexcitáveis (talvez uma boa parte daqueles que melhor se encaixem ao perfil dos ”alto empreendedores”)

e que exista uma variação espectral de superexcitabilidade empática (e não-empática, o espectro da sociopatia).

Relatos pessoais de observação…

…como quando voce tem a sorte de conviver e reconhecer anjos na Terra.

Conheço duas pessoas das quais parecem se encaixar perfeitamente a este modelo de personalidade.

A primeira pessoa é uma senhora, negra, que já é idosa e apresenta uma espécie de majestade no trato social visto que é excepcionalmente empática, simpática e sábia. A sua beleza de bem viver se baseia em sua doçura de tratamento, sabedoria completamente inata, não ao nível de genio, mas suficiente para faze-la ver o mundo com olhos ancestrais de águia. Daquelas pessoas que tem o mínimo de ”capacitação educacional”, mas que são dotadas de um enorme arcabouço de sabedoria prática, interativa. Introvertida, cuidadosa, daquelas que espalham a beleza de suas almas a todos, sem a necessidade de esperar que a recíproca seja verdadeira.

A segunda pessoa é um homem, de meia idade, que apresenta um vocabulário muito ruim e presume-se, um ”qi verbal” baixo, mas que é muito bom em certas habilidades práticas, tipicamente masculinas. Ele é homossexual e extrovertido ‘mas’ com tendencias para depressão existencial. Também é do tipo que está provido de uma grande sabedoria, mas com certas irregularidades, que já foram mais comuns em sua juventude. No entanto, assim como acontece com a senhora negra, este homem também se caracteriza por uma grande bondade e simplicidade de alma.

Então nós temos os estudantes entojados e estúpidos da faculdade que se deixam encantar por ideologias abstratas que ao invés de promoverem a compreensão e a harmonia, fazem exatamente o contrário, jovens de inteligencia predominantemente técnica ou burocrática, que são providos de bons vocabulários, especialmente se forem comparados aos dois exemplos acima, mas que no entanto, tendem a serem completamente estúpidos nos componentes cognitivos mais importantes, primárias, que se correlacionam com o princípio da auto conservação ou sobrevivencia e concomitantemente com a sabedoria.

Hippies, o superexcitável de baixo funcionamento, abertura para experiencia ou superexcitabilidades**

Os típicos hippies, que ou aqueles que compartilham uma predisposição inata para todo o tipo de experimentação sensorial e que são dotados de grande empatia, que muitas vezes, estará patologicamente desenvolvida e portanto, cega, em relação ao mundo em que vivemos.

O hippie, na minha opinião, seria basicamente o tipo de superexcitável de baixo funcionamento, isto é, que apresenta as mesmas predisposições hiper-sensoriais que uma parte importante dos superdotados bem como dos superexcitáveis de inteligencia ”normal”, mas que tenderia a estar combinada com uma baixa capacidade perceptiva (um dos componentes cognitivos mais importantes da sabedoria). Isso explicaria boa parte de suas vulnerabilidades contextuais, em um mundo onde existem MUITAS pessoas que não são confiáveis, para dizer o mínimo.

As superexcitabilidades de Dabrowski parecem ser um forte preditor para o famoso ”traço” comportamental, ”abertura para experiencia”.

Em outras palavras, o que denominamos hoje de ”abertura para experiencia”, nada mais seria do que as famosas superexcitabilidades que Dabrowski descreveu em seus trabalhos algumas décadas atrás.

Ou, a abertura da experiencias seriam a ação (e reação) e não apenas um potencial, enquanto que as superexcitabilidades seriam justamente a predisposição que tende a produzir a abertura sensorial ou experimentacional.

Portanto, em nossas sociedades não basta termos uma população de superdotados empáticos e sábios, mas também uma população onde o tipo superexcitável empático possa predominar.

Não adianta termos prédios, obras de arte, toda a manifestação exterior do ego humano, que é constantemente impulsionado pelo antropocentrismo, a ideologia supremacista motriz de todas as pseudo-religiões ou culturas dogmáticas, alegóricas, se não tivermos seres humanos de qualidade.

E a ideologia que valoriza apenas a inteligencia, deriva de um modo de pensar potencialmente judeu, em outras palavras, materialistas, egoísta e vazio de conexão real com Deus.

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