Autismo, possíveis causas para a suposta (possível) epidemia da condição mediante uma perspectiva amish

A população de amish,  que são os descendentes de alemães e suíços que professam uma religião ultra-conservadora, isolacionista e que vivem em regiões rurais, afastados dos grandes centros ”ingleses”, isto é, americanos, parece ter uma baixa proporção de pessoas autistas. (e tipos de esquizofrenicos bipolares hein****).

Acredita-se que fatores ambientais, isto é, toxicinas soltas pela poluição do ar nos grandes centros urbanos, por exemplo, possam ter um papel fundamental para a suposta epidemia de autismo em diversos países do mundo. Este fator pode ter sido causal para alguns casos, mas isso não significa que será para todos os outros. Eu tenho o palpite de que fatores epigenéticos negativos, isto é, que são resultado de exposição de toxinas e que não são diretamente genéticos (como uma família sem histórico de pessoas dentro do espectro) possam contribuir para a maior parte dos casos de autismo com algum tipo de retardamento mental mais severo.

Os amish apresentam características de personalidade e inteligencia discrepantes em relação aos ”moderninhos ingleses”, isto é, os americanos de origem britanica. A famosa personalidade autoritária de Adorno, parece fazer muito sentido aqui.

Todo amish que vive dentro destas comunidades isoladas precisam respeitar cada idiossincrasia de sua cultura dogmática (bíblia literalizada) dominante. Caso contrário, a porta da rua será a serventia da casa. Como resultado, a imensa maioria daqueles que permanecem, tendem a compartilhar grande semelhanças em comportamento (tempo) e personalidade (clima). E é provável que seus perfis cognitivos também sejam muito mais homogeneos do que nos grandes centros ”ingleses” (se a minha ideia de que os perfis cognitivos influenciem consideravelmente as nossas personalidades, a extensão dinamica e interativa da inteligencia).

A relação entre autismo e ateísmo é significativa, porque segundo alguns estudos (e mesmo, algumas percepções que podemos por conta própria, desde que estejamos dotados de bons instrumentos de avaliação) ateus e autistas tenderiam a compartilhar diversas semelhanças cognitivo-comportamentais como a tendencia para o pensamento sistemático e racional. E a ‘cultura neurológica’ nada mais é do que uma reverberação daquilo que está acontecendo por dentro, tal como o núcleo da Terra está para a sua superfície.

Se a personalidade é hereditária (tudo aquilo que temos é ao menos em parte hereditário ou de procedencia genética), então presume-se que tanto a personalidade autoritária religiosa que se relaciona com o fenótipo bio-cultural amish quanto a personalidade ateísta (nesta dimensão ou perspectiva de sistema de crenças), também serão hereditárias. E quanto mais comum e isolada for a paisagem genética, mais homogeneo e fixo (dominante) serão estes traços. Vide os olhos azuis na Escandinávia, em comparação a um país como o Brasil.

Portanto, se voce pegar um grupo de ateus, de preferencia, de cientistas ateus de ambos os sexos, obviamente, e deixá-los procriarem entre si, em um local rural isolado, eu não duvidaria que dentro de 100 anos (ou menos) nós teríamos uma população predominantemente ateia e com uma elevada proporção de pessoas dentro do espectro autista de personalidade (isso sem falar em uma maior inteligencia).

Portanto, a hereditariedade da personalidade parece ter um papel muito importante para a presença das chamadas ”personalidades extremas”, como o autismo. A menor porcentagem de autistas entre os amish pode ser explicado pelo fato de que os mesmos tem selecionado pessoas que são o oposto do autista médio. Em outras palavras, o amish médio que é fortemente religioso, se difere consideravelmente do autista médio, que é fortemente predisposto para ser ateu, por causa de seu perfil cognitivo-comportamental (cultura neurológica) hiper-racional e sistemático.

Séculos de isolamento e de decantação (expulsão dos dissidentes) produziram uma população diametralmente oposta aquela em que os homens da ciencia estão mais predispostos para pertencer, especialmente mediante uma perspectiva religiosa ou de sistema de crenças.

Mediante a perspectiva, honestidade-”esperteza”, os asquenazes judeus parecem que tem selecionado o perfil cognitivo-comportamental diametralmente oposta a dos autistas, que tendem a serem honestos e sinceros.

E o padrão endogamico de acasalamento tende a reduzir a plasticidade comportamental por causa da maior homogeneidade bio-cognitiva, especialmente se houver uma grande enfatização para uniformidade cultural.

O excesso de diagnósticos seria umas das prováveis causas para a suposta epidemia de autismo, mas deve-se ter em mente que na fronteira entre o espectro da condição sindromica, a subjetividade de critérios será substancial. Portanto, o ”diagnóstico”, especialmente nesta parte do espectro (autismo atípico ou autismo ”não-especificado”), onde a condição começa a se transformar em introversão melancólica, será relativo.

O aumento da obesidade poderia ser uma causa para o aumento de casos (para  uma parte deles), visto que mulheres obesas tendem a ter mais testosterona circulante do que as mulheres mais magras (e neste estudo, encontraram que pais acima do peso também podem ser um fator). Mais mulheres obesas, que combinado com estilos específicos de personalidades, mais casos de autismo**

O aumento da idade dos pais para ter filhos também tem um importante papel, visto que aumenta as suas cargas mutacionais (especialmente das mães, se a maioria das mulheres são férteis até os 50 anos de idade).

A redução da população, especialmente das camadas mais jovens como resultado das baixas taxas de fecundidade, também pode ter algum papel para o aumento de vários tipos de minorias neuro-comportamentais, visto que se antes, as famílias tinham uma média de 5 filhos, agora elas só estão tendo 2, isso nos EUA, porque em outros países, a redução da fecundidade foi ainda maior. Portanto, ao invés do filho tímido, assexuado ou homossexual, que tinha poucos amigos e praticamente não chegava a consumar casamento em meio a quatro filhos discrepantes e contextualmente adaptados, agora, um casal poderá ter 2 crianças, com o risco relativamente baixo e dependendo de muitas circunstancias, que uma destas crianças possam nascer autistas.

Portanto, as causas são variáveis e com pouca hierarquia de importancia.

Crianças do meio rural podem ter baixa incidencia de autismo, mas também podem ser menos inteligentes que as crianças dos grandes centros urbanos. Os amish, que não se vacinam e vivem em ambientes com baixa a nula exposição de toxinas, podem ter muito baixa incidencia de autismo, mas isso não significa que estejam ”livres” de outras condições como o transtorno bipolar, isso sem levar em conta, que enquanto que um autista pode ser muito inteligente, intelectualmente curioso a aberto para diferentes opiniões e perspectivas, o amish médio tenderá a ser extremamente intolerante em relação aos ”outliers” de sua comunidade, ainda que esta intolerancia não chegue a se transformar em violencia aberta, na maior parte das vezes. Eh por isso que tendem a viver isolados, até mesmo para evitar que este tipo de conflito aconteça.

Uma alimentação industrializada também pode estar tendo algum efeito no aumento de casos, se voce é o que come. A possível diminuição de casos de esquizofrenia e o aumento dos casos de autismo, ocasionado por mudanças na alimentação, que agora é variada e excessiva e que antes era escassa, também pode estar tendo um papel. Eh complexo estabelecer, por exemplo, quais seriam as causas para o aumento da inteligencia, porque ainda que seja fundamental, o processo seletivo precisa estar sob o controle de muitas variáveis. E o mesmo pode ser aplicado ao autismo.

E por fim, a não-existencia oficial do autismo antes desde os anos 40 e especialmente desde as últimas décadas, nos mostra o porque do aumento de casos desta condição. E combinado com uma sociedade dominada pela televisão, pelo brilho da fama (todo mundo tem direito a 15 minutos de fama) e portanto por uma cultura extrovertida, o extremo oposto da extroversão, onde a maioria dos autistas pertencerão, tenderá a patologizar aqueles que estão muito discrepantes da cena cultural coletiva.

Atualização

Interessante pensar que as toxinas lançadas pela poluição nos grandes centros, possam funcionar como gatilho ambiental que emula condições climáticas onde, segundo Lombroso, seriam ideais para o aparecimento de genios, tal como áreas montanhosas (mas não muito montanhosas), com a redução artificial da circulação de oxigenio que é uma realidade natural para zonas mais montanhosas. E claro, combinado com vulnerabilidades inatas.

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