Brasil, um país de retardados mentais e a verdadeira empatia

Voce é muito inteligente e vive em um país chamado Brasil*** Então venha cá e me de um abraço porque compartilhamos da mesma dor, do mesmo carma.

Eu sou um estranho no ninho. Nasci em um país onde as pessoas são em média

extremamente mal educadas,

fingidas,

muito estúpidas,

escrotas,

… onde as relações do cotidiano se dão na base de tropeços, rasteiras e desentendimentos. Voce precisa aceitar as regras de etiqueta deste paisinho. Primeiro, de aceitar apelidos, ”nem sempre” carinhosos, se não aceitar então é porque é fresco. No Brasil, sensível, especialmente para homens, é o mesmo que viado, bicha, ”queima-rosca”… Voce precisa ser ogro, falar de sexo 24 horas por dia e sobre futebol, é claro, precisa desenvolver um ”vocabulário de ”macho” ”, proferindo palavras chulas que remetem a ato sexual, mesmo se tiver do lado de sua bisavó. Precisa transparecer que sabe de tudo, menos de debater este seu tesouro de conhecimento de maneira objetiva, didática e neutra. Segundo, voce precisa gostar de lixo cultural e de comprar toda a sorte de mantras, frases de efeito estupidificantes, que podem ser úteis na auto-alienação do americano branco (esquerdista e do tipo liberal clássico) de classe média alta, mas que são ainda mais ilógicas em nosso contexto sócio-economico. Terceiro, voce precisa ser arrogante o suficiente para rejeitar argumentos, propostas, premissas ou conselhos que são superiores aos teus, ser teimoso por puro ego.

O Brasil sempre quis ser EUA. Bem, em termos de barbarismo cultural, os dois países até que não estão muito dissonantes. Dois gigantes bobalhões que depredam suas riquezas naturais, destroem o meio ambiente, constroem cidades ”modernas” sem graça e que desprezam a alta cultura. Semelhanças existem sim.

Eu sempre falo aqui da versão tupiniquim maltrapilha, não muito diferente, dos mesmos marxistas de universidade que existem no mundo ocidental mais rico. Eu tenho razão de espezinhar essas pessoas, mas não posso me esquecer da ala mais a direita. Os extremos do espectro político estão povoados por analfabetos funcionais, do pior tipo de gente, dogmáticos, fanáticos, que se fingem de vítimas em situação desvantajosa, mas que quando estão no poder, botam suas garras peçonhentas pra fora.

O direitista extremista acredita que o passado conservador foi uma maravilha. Mas é claro que foi, pra eles parecia uma maravilha, especialmente os mais jovens que não o vivenciaram. Cade a empatia aí******** Cade a empatia em relação aqueles  que num cenário de predomínio cultural conservador típico, não seriam beneficiados***

A psicologia nos presenteou até agora com um amontoado de bobagens sobre como a empatia se manifesta na espécie humana. Pra variar, eles preferem patologizar justamente aqueles que mais parecem ser os verdadeiros empáticos e a aumentar o ego de gente que não sabe como se usa a tal empatia.

Na maior parte das vezes, nós nos auto projetamos em relação ao outro como pseudo-abordagem empática. Não nos colocamos dentro da perspectiva do outro, tentando entende-lo tal como se nos transformássemos nele, neste outro hipotético. Na verdade, nós nos colocamos no lugar, em outra perspectiva e interpretamos com nossa mente e não, por meio de uma tentativa de interpretar com a mente deste outro. Em outras palavras, nos colocamos no lugar, não nos imaginamos na pele da pessoa que estamos analisando.

Auto projeção  não é empática o suficiente para de fato,  nos ajudar a entender o que se passa com o outro… por que pensa assim, por que age assim… Não há uma tentativa de diálogo entre mentes.

Por exemplo, se voce pedir para qualquer pessoa comum para que analise empaticamente a situação de um morador de rua, ela muito provavelmente fará a auto projeção como ”pseudo-abordagem empática” e se colocará em seu lugar. Mas isso não é suficiente, porque voce não deve apenas se imaginar no lugar do outro, mas também precisa se imaginar como se fosse o outro. Esta é a verdadeira abordagem empática.

Talvez não exista um ser humano sob a superfície terrestre que tenha conhecimento inato e ao mesmo tempo consciente dessas diferenças que parecem sutis bem como que usa esta real abordagem empática em seu cotidiano. Se colocar no lugar do outro e se imaginar como se fosse o outro, como se tivesse a mesma mente dele e não usando a sua.

A famosa autista, ”não-empática”, filha de uma ”mãe-geladeira”, Temple Grandin, que nos ensinou isso…..

Ainda que sua empatia não tenha se estendido ao gado que é assassinado diariamente para alimentar a peste humana, com certeza que a sua maneira de pensar, ao menos pra mim, teve e está tendo um papel muito importante em como enxergar as relações humanas e de outras naturezas, de maneira realmente clara, racional, coerente e holística.

Se colocar no lugar, na perspectiva do outro, é apenas uma forma de idealização de empatia parcial. Se todos nós conseguíssemos pensar como o outro, uma boa parte dos conflitos do cotidiano, seriam solucionados quase que imediatamente. Será que um mundo sem conflitos seria monótono** Será que nós necessitamos destes conflitos ”para viver”***

Será que o dinheiro é tão importante assim para o mercado financeiro** Ou será que o que mais importa para manter uma economia girando não seja a permuta, as redes de trocas comerciais**

Se nos países mais ”avançados”, a empatia plena é rara, então cá entre nós, como seria o cenário de nosso ”amado país” *****

Graças a esta incapacidade de se colocar no lugar do outro, tentando entender a sua mente (o diálogo é muito importante nesses casos, deixar o outro dizer o que pensa, o que sente, o porque de agir de tal maneira), o brasileiro médio é incapaz de abordar a superfície da sabedoria.

O autoconhecimento deve vir acompanhado pela capacidade de se conhecer o outro e se antecipar a possíveis conflitos bem como também para possíveis benesses interativas. Todo mundo gosta de pessoas que se preocupam com o bem estar do outro, mas poucos retribuem de maneira ideal esta bela demonstração de empatia. Muitas vezes, este hábito de tratar bem o visitante virá acompanhado por interesses mesquinhos e vemos com frequencia esta ”simpatia” na indústria do turismo. As pessoas sorriem quando veem o dinheiro entrando em suas contas bancárias. Praticamente não existe turismo empático.

A maior parte dos brasileiros não se conhecem o suficiente para evitar problemas de comportamento assim como também pouco sabem sobre as pessoas das quais estão interagindo. ”Não somos mais estúpidos”, apenas mediante UMA perspectiva global comparativa, em inteligencia técnica quantitativa (qi), mas em termos de qualidade também, onde a maior parte dos brasileiros estarão muito abaixo da média mundial, em sua capacidade de estabelecer interações cooperativas e educadas. Ainda que a média mundial neste quesito também se encontre muito baixo de um limite mínimo, ainda não estabelecido, de empatia, porque como sabemos bem, a humanidade é super valorizada. ”Nós somos” muito ruins, mas a média mundial é muito baixa em qualidade.

Com a moderna antagonização política, muito possivelmente de natureza artificial, visto que foi criada por mentes pestilentas, vis, de fora da nação, nota-se com mais clareza o quão defasada é a capacidade do brasileiro médio em entender o mundo ao seu redor e em estabelecer um conjunto harmonioso, coerente, holístico e diplomático de informações hierarquicamente mais importantes, úteis, visando com isso, mitigar a ocorrencia de conflitos evitáveis. A mente dogmática, monocromática, que mal pode pensar em múltiplas perspectivas, predomina no gado humano e não haveria de ser diferente na população deste país de atropelos.

Como eu sugeri algumas vezes, a verdadeira inteligencia, a sabedoria, é basicamente a manifestação da empatia plena e genuína. E não é útil e benéfica apenas em relação as interações humanas mas também para o próprio conhecimento humano, o amor, a paixão ao conhecimento. Os amantes do conhecimento, são apaixonados por ele tal como se fossem apaixonados por um ser, de carne e osso. O amor verdadeiro, produz uma profunda curiosidade para aprender sobre o objeto de regozijo, tal como o amante que deseja conhecer cada particularidade erógena de sua amada.

O esquerdista que trata ”o pobre” tal como se fosse um deficiente físico e mental, que precisa de assessoria e ajuda, de uma maneira torpe e falsa. O direitista que trata as minorias comportamentais tal como um punk, uma gótica ou um homossexual, de maneira desumanizada, ao generalizá-los a grupos disfuncionais. O marxista que ”racionaliza” a ”raça branca” como a representação do mal encarnado na Terra.

Obs. Para a mente perturbada do esquerdista mediano, o ”homem branco” é mal, mas os sociopatas de baixo funcionamento que matam pessoas por motivações fúteis, são seres incompreendidos e injustiçados pela sociedade.

Todos estes estúpidos idiotas úteis, estão demonstrando seus graves déficits em sabedoria, a inteligencia em sua forma mais pura e objetiva, assim como também para demonstrar real empatia, a partir do momento em que desumanizam os seus ”desafetos”, ”os seus monstros de armários”.

E a maioria dos brasileiros parecem se encontrar em algum dos extremos do espectro político, da falsa democracia que vivemos. Ou são os lunáticos esquerdistas, que parecem viver em outra dimensão (uma provável minoria, assim como acontece nos países ocidentais ”ricos”), ou são os dogmáticos direitistas, que odeiam a própria sombra porque é negra. Nenhum deles sabem como demonstrar empatia e isso reverberará em suas reais capacidades cognitivas. Não basta fechar uma prova no colégio e não entender o que se passa ao seu redor. O que é mais importante no mundo REAL, a nota do colégio ou a capacidade de entender o mundo****

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