Ensinando criatividade, um novo método de ensino

A teoria da evolução, desenvolvida por Charles Darwin, poderia ter sido desenvolvida por qualquer um que tivesse, paixão intrínseca por conhecimento, especificamente por biologia e fosse capaz de perceber padrões no mundo natural e organizá-los.

A educação ”moderna”, se consiste basicamente na tentativa de memorização de um grande número de informações, de diferentes ramos do conhecimento humano.

O padrão de ”ensino” da escola pode ser dividido basicamente nas seguintes etapas:

– Exposição do conhecimento;

– Ensino progressivo, começando pelas informações mais importantes e mais simples, aumentando o nível de complexidade;

– O professor, na verdade, não ensina ao aluno o conhecimento que está sendo passado, mas o força a tentar memorizar a matéria. Esta é a realidade na maior parte das vezes, porque o sistema escolar se baseia na falsa ideia de igualdade cognitiva humana. Também acreditam que os seres humanos são 100% plásticos em seu comportamento e portanto, em relação à motivações e à inteligência.

Qualquer um que não goste de estudar, de acordo com as intervenções corretas, poderá se tornar um ”rato de biblioteca”. Confundem correlação com causalidade, o básico das estatísticas.

Para entender qualquer assunto, o melhor método de ensino seria por meio da busca por padrões harmônicos, seja para história (eventos, protagonistas principais, causas do evento, como guerra, revolução, resultado do evento), geografia (solo, clima, influência antropomórfica, cultura), biologia ou qualquer outra, partindo-se sempre pelas ideias-mãe.

Charles Darwin foi um intelectualmente obsessivo, que desde a mais tenra idade, já demonstrava interesses intelectualmente específicos. A paixão intelectual inata, foi antecessora e a principal responsável pelo talento criativo e inovador de Darwin. A teoria da evolução pode parecer difícil para a maior parte das pessoas, mas na realidade, parece lógica para tipos similares ao famoso botânico. Eu já respondi à proposta do texto no primeiro parágrafo. Darwin tinha uma paixão intrínseca a determinado interesse, que foi alimentada por um ambiente favorável. A irritação cerebral que produz obsessão e que por sua vez, produzirá super especialização, profundidade e produção de ideias ou expansão associativa.

Portanto, ao invés de ensinarmos a memorização superficial baseada em falsas premissas de igualdade, nós devemos ensinar os passos da criatividade. Eu não estou querendo sugerir que por meio desta mudança na escola, milhões de Darwins aparecerão no mundo, porque o seu intelecto é raro. Na verdade, os tipos como ele devem ser valorizados, como eu tenho falado incontáveis vezes neste blogue. No entanto, é fato que com mais pessoas cientes e educadas quanto ‘as etapas para a produção criativa”, nós poderemos produzir uma amplificação, por meio do trabalho em equipe, da criatividade e inovação humanas, mesmo que os muitos ”educados”, não superem Darwin ou qualquer outro em sua genialidade, poderão contribuir para aumentar o volume e a qualidade dos trabalhos criativos, se várias cabeças, podem pensar melhor que uma cabeça, que este pensamento em equipe, seja baseado em qualidade objetiva e não em devaneios ultrapassados.

Portanto, a manutenção do currículo tradicional do colégio, deve ser dividido quanto a atenção, com o currículo individual de cada aluno, seus interesses mais obsessivos, isto é, que encapsulam mais suas atenções, devem ser alimentados (é evidente, desde que sejam interesses potencialmente vantajosos ao bem estar social) e devemos ensiná-los a procurar por padrões harmônicos de correlação e de possíveis causalidades em relação aos seus interesses. Também podemos ampliar este método para o currículo tradicional. Os estudantes com perfil de um intelectualmente obsessivo, devem ter atenção redobrada e talvez, suas avaliações devam ser direcionadas principalmente em relação ao currículo individual.

A memorização tecnicamente perfeita de um conjunto de informações poderá ser completamente inútil como medida avaliativa, tal como eu mostrei por meio do texto que fala sobre o ”cérebro intuitivo”, que não é de minha autoria, mas que achei condizente com uma das propostas principais deste blogue, acaso não se basear no entendimento fundamental do assunto que tiver sido memorizado. A memorização, muitas vezes. será apenas uma etapa intuitiva, especialmente se esta for realizada em relação a um assunto de interesse. É intuitiva e inconsciente, porque se gosta, tal como quando vivenciamos períodos de grande alegria, o tempo passa rápido. Portanto, o aprendizado de uma paixão será rápido, sem dificuldades.

A memória objetiva é muito mais importante do que a memória artificial de um conjunto de informações que nada significam para ti. É aí que memória cognitiva E memória emocional se encontrarão umbilicalmente relacionadas, especialmente em relação aos intelectualmente obsessivos, onde tal como para a mulher, não existe diferença entre amor e sexo, também não haverá diferença entre emoção e inteligência.

Portanto, além da exposição de conhecimento variado, também será importante introduzir as seguintes diretrizes:

– Procura por interesses obsessivos;

– Ensino pela produção de correlações e causalidades lógicas (e remotamente lógicas) ou padrões harmônicos;

– A partir disso, os intelectualmente obsessivos poderão desenvolver inovações, apenas por: OBSERVAÇÃO E CAPTURA POR SIMILARIDADES OU PADRÕES (tais como a variação do bico de pássaros nas ilhas de Galápagos, notada por Darwin).

Portanto, ainda que a maior parte dos alunos não sejam do mesmo calibre cognitivo que Darwin, o aumento de produção criativa e científica, poderá enriquecer nossas vidas e o volume de trabalho acadêmico e artístico.

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