Metáfora do Big Bang para explicar o funcionamento do pensamento criativo, bem como do cérebro mais condizente.

Tal como a (muito lógica) teoria do Big Bang, o pensamento surge por meio de uma concentração de energia. No entanto, na maioria das vezes para a maior parte da população, a concentração de energia, não irá resultar em uma posterior expansão, como também, tenderá a esfriar. O calor da concentração também será diferenciada para o pensamento criativo, especialmente aquele de alto nível, em comparação ao pensamento cognitivo habitual.

A concentração de energia em apenas um único ponto e com grande pressão, caracterizaria a obsessão intelectual, que antecede a criatividade. A maioria das pessoas criativas tenderão a apresentar não apenas um conjunto ”limitado” de interesses, assim como também serão obsessivas em relação a eles. Fãs de Chaves, Star Wars, dos filmes do Spielberg, do Ingmar Bergman, colecionadores de antiquários, de selos. Todos nós já ouvimos falar de algum destes tipos, que muito provavelmente, se encontrarão dentro do espectro mais alargado do autismo. Mas, muitas vezes, voce não precisará saber de tudo sobre um determinado assunto, basta ”apenas” que a sua obsessão ou paixão sobre o assunto seja sincera, suficientemente poderosa, para que possa, a partir disso, criar, inovar….

O prelúdio da obsessão será a irritação. Assim como os antigos cientistas diziam sobre o assunto, o cérebro do genio tende a ter algum tipo de irritação para que possa predispo-lo a obsessão.

A lateralização anomala, onde ao invés de um circuito de fórmula um (que produzirá o pensamento circular) nós temos um labirinto, pode ter um efeito causal nesta tendencia para a ”irritação”, visto que quando a energia não circula harmoniosamente pelo órgão, ela tenderá a se concentrar em algumas regiões, produzindo justamente a irritação, e que por sua vez, produzirá a obsessão.

A expansão da energia, tal como no big bang, se dará por causa da intensa pressão que a obsessão gerará. A expansão de ideias, paradigmas, propostas artísticas, filosóficas, matemáticas, físicas, enfim… é a maior diferença do pensamento criativo em comparação ao pensamento normal. Isso explica porque o pensamento normal se assemelharia ao ciclo de vida de uma estrela, que nasce, cresce, brilha em si, e morre, enquanto que o pensamento criativo se expande, abre novas fronteiras, cria novos ambientes e inventa um novo universo de ideias, de fórmulas matemáticas, de arte, enfim, de inovação….

Se o cérebro humano moderno é o resultado de algum tipo de erro evolutivo em que como resultado ocorrerá a irritação (percebam que somos fortemente predispostos a toda forma de vício), então, o cérebro criativo é a continuação, a evolução deste erro.

Anterior a expansão, e posterior a concentração, acontecerá a profundidade ou o aprofundamento das ideias, justamente quando, por meio de canibalismo mental, passamos a nos alimentar por nossas próprias ideias, quando substituímos parte de nossa alimentação pelas ideias que mais gostamos. Isso é a criatividade organica e não apenas obsessão. Este é o estágio de autodidatismo do criativo, em que devido a intensa pressão causada pela obsessão, ele tenderá a se tornar em um especialista no assunto que seu cérebro está mais apto para gostar. Antes a obsessão era inconsciente, agora ela será não apenas compreendida mas também querida, necessária.

Autismo primeiro, esquizofrenia depois**

Se algumas modernas teorias, bem como algumas evidencias, desde Lombroso até a minha lógica intuitiva, estiveram corretas, então um genio criativo será principalmente alguém que tem uma espécie de comorbidade entre autismo e esquizofrenia. O autismo contribui para uma série de componentes comumente presentes em genios

o grande senso de realidade

a obsessão por interesses ”restritos”, que eu prefiro chamar de, interesses intelectuais ou não-sociais

a capacidade de encontrar detalhes

O autismo apareceria na primeira etapa do desenvolvimento inato do pensamento criativo, em que a obsessão e a profundidade estão presentes e determinantes.

A esquizofrenia ou o espectro alargado dela, se daria justamente a partir da expansão de ideias, quando a profundidade, gerará uma quase inevitável expansão. A imaginação aparece como um fator muito importante nesta etapa, mas percebam que a expansão do universo é ao mesmo tempo, linear, ou seja, obedece a regras progressivas, mas também será inconstante, onde por exemplo, o choque de um grande asteroide, poderá produzir moldar um planeta (Terra***) e produzir o seu satélite natural (a Lua**).

Na esquizofrenia, ou ao menos, em suas partes mais vantajosas ou menos deletérias, a crença no sobrenatural, a crença organica (mas não inconsciente), profunda, que a expansão vale apena, combinará com a imaginação.

Em conclusão, a teoria do Big Bang pode ser usada como metáfora para explicar como funciona o pensamento criativo. E talvez, a irritação que gera a obsessão, poderia nos ajudar a explicar a força superior que produziu o nosso universo, bem como todos os outros. Uma vontade inata, poderosa, de existir ou talvez, a combinação de dois elementos intensamente díspares, que produz irritação, a obsessão, a profundidade e a expansão. A personalidade criativa, ciclotímica por natureza, pode nos ajudar a explicar o próprio universo.

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