Arquivo | dezembro 2014

Pureza racial (genotípica) e pureza endogâmica (fenotípica)

O ”seu Madruga” do Paquistão é mais ”puro” que você. E isso não é uma piada. 😉

A endogamia é um padrão de acasalamento onde parentes próximos se casam, reduzindo a diversidade genética. Os efeitos desta prática são cada vez mais conhecidos. Todo nós sabemos que casamento entre primos de primeiro grau, aumentam os riscos da criança nascer com defeitos.

Todos nós temos genes mutantes. Quando nos casamos com alguém que é mais geneticamente próximo de nós, os riscos de acumulação destes genes em comum será maior do que quando casamos com uma pessoa que não é da família. Alguns genes são vantajosos quando são herdados parcialmente e desvantajosos quando são totalmente herdados. Por exemplo, os ”genes” da esquizofrenia podem aumentar a capacidade criativa quando são herdados parcialmente. Podemos dizer que uma pessoa nestas condições, apresentaria uma espécie de manifestação branda do transtorno. O potencial criativo da esquizofrenia está presente, mas sem o descontrolo cognitivo, que lhe é característico.

A endogamia aumenta os riscos de acumulação de mutações, que quase sempre serão deletérias, especialmente se forem totalmente expressadas.

No entanto, esta prática também reduz a diversidade genética e isto quer indicar ”pureza”. Agora, como muitas das populações muçulmanas do Oriente Médio podem ser geneticamente puras se são racialmente mestiças????

As populações do oriente médio são em média, racialmente mestiças, que é o resultado de séculos de miscigenação por exemplo com os milhões de escravos ”africanos” que foram trazidos por meio do tráfico terrestre, especialmente com as mulheres africanas (leia-se, negras).

A pureza racial se relaciona com genótipo enquanto que pureza endogâmica se relaciona com fenótipo, ou seja, a expressão dos genes ou do genótipo.

Os finlandeses são racialmente puros?? Mas o que realmente é a pureza racial??

O aparecimento de etnias e posteriormente de raças e de espécies, é o resultado de acasalamento próximo, que necessariamente não precisa ser endogâmico, contanto que seja mantido dentro da população. O acasalamento dentro da etnia, produz o acúmulo de mutações, o que nos ajuda a explicar porquê algumas doenças são mais comuns em certas populações do que em outras. As mutações também produzem novas adaptações ou vantagens.

Em resumo, o aparecimento de novas etnias, é resultado direto de um acúmulo de mutações e posterior combinação única de adaptações. Você tem uma população X. Esta população está se casando entre si, mas sem ser baseado em um padrão endogâmico. Então, as mutações mais comuns entre eles, não só será preservada, provavelmente como uma vantagem heterozigota, como também poderão ser mais selecionadas, produzindo diferenciação fenotípica.

A diversidade genética pode acontecer quando você tem o surgimento de múltiplas micro-adaptações. Isso provavelmente não aconteceu com os finlandeses, que tem se concentrado demograficamente no extremo do sul do país (bem como também em outras regiões ao redor do atual território) desde há um bom tempo, por causa do clima severo do restante do território que tem ocupado. Os finlandeses, segundo alguns estudos genéticos importantes, teriam 60% de genes ”siberianos” ou ”asiáticos” pelo lado materno. Mas isso não é sinal de miscigenação, porque temos de especular, de onde realmente surgiu a variação racial caucasóide europeia…..

A teoria mais aceita diz que ”todos nós éramos como os negróides subsaarianos” (maneira nonsense de dizer, mas enfim) até que ocorreu, por acúmulo de mutações, resultado de um provável isolamento geográfico, a grande divergência genética humana, dando início ao aparecimento dos ”eurasiáticos”. Europeus e asiáticos, teriam se separado ”tempos depois” provocando o aparecimento de novas variações humanas.

Mesmo se não for comprovado que os finlandeses são a representação moderna dos antigos europeus, parece que a genética é mais complexa do que canta a nossa vã antropologia… (( 🙂 ))

Frequência genética não vem do além…

Parece claro que existem dois tipos de pureza, a racial e a genética. A pureza racial se baseia na pureza do genótipo enquanto que a pureza ”genética” (se devo denominá-la assim) seria a pureza do fenótipo, da expressão do fenótipo.

O termo ”pureza” não se baseia em ”inexistência” de alelos de outras populações, mas a combinação única destes alelos. Aqui, como sempre, é um palpite. Os ”genes europeus” não vieram do nada, mas são combinações únicas dos mesmos genes ou traços que estão universalmente distribuídos pela espécie humana.  É apenas uma questão metodológica da genética moderna em determinar que uma combinação de genes ou a maneira como se expressam possam ser classificados como ”europeus” ou ”asiáticos”. Isto não quer indicar que europeus sejam aliens em comparação às demais raças ou variedades humanas. Portanto é perfeitamente possível afirmar que, se for confirmado tal versão é claro, os finlandeses são os mais racialmente puros da Europa, por manterem mais intactas as combinações únicas do fenótipo caucásico ancestral (inclusive, com maior presença de traços mongólicos). Mas partindo do pressuposto que os caucasianos sejam muito diversos em aspecto racial, esta afirmação não se sustentaria porque, se também for comprovado que os europeus evoluíram de diferentes ramos ancestrais, tanto o puro mediterrâneo, moreno, dolicocéfalico e com rosto oval, quanto o nórdico, de mesmas características, mas com pigmentação muito mais clara, sejam ambos, representantes fidedignos de gracilização ancestral das variedades caucasianas.

Portanto, é perfeitamente possível termos uma população que seja racialmente pura (preservação das combinações fenotípicas únicas desde o primeiro efeito fundador) e geneticamente diversa, assim como podemos ter uma população que seja racialmente diversa ou mestiça e que seja mais geneticamente pura, isto é, que tenha uma menor diversidade genética provocada pela endogamia, ou seja, o casamento de familiares muito próximos que tendem a compartilhar uma maior porcentagem de ”genes” em comum.

Crescimento zero como solução para a desigualdade e a metáfora da caminhada desigual da manada

A ideia de que o ”crescimento econômico” seja sempre um sinônimo de ”progresso” já está totalmente anexada em nossas cabeças, tal como se fosse uma verdade objetiva. No entanto, o progresso, como o próprio nome está dizendo, isto é, o movimento, a evolução, a caminhada de um lugar para outro, parece produzir mais desigualdade do que igualdade. O progresso se dá às custas da exclusão de uma importante parte da população, a míngua de grande parte e o real progresso, salto de qualidade de vida, para uma pequena minoria.

A metáfora da manada, tal como esta manada de elefantes que eu postei acima. Pensem que para que possam ser bem sucedidos no trajeto que esta manada planejou,  os elefantes devem ter um corpo ágil, senão perecerão e ficarão pelo caminho. A ”igualdade de condições” já foi estipulada. Todos devem ter boas pernas para que possam chegar ao fim do trajeto em segurança (ou, todos devem ser bons memorizadores para que possam ter um diploma, aka, escola). No entanto, os elefantes são diferentes e alguns não são ágeis o suficiente para caminhar no mesmo ritmo que o resto da manada. Isso não os faz menos importantes ou completamente inferiores aos outros, até porque existe uma grande diversidade qualitativa de talentos. O progresso da manada dos elefantes, ao menos, consegue preservar a maioria e andar em um ritmo relativamente diplomático, para que o máximo possível de indivíduos do grupo possam chegar em segurança no destino final.

O ”progresso” proporcionado pelo ”crescimento econômico” nas sociedades humanas é muito pior que o progresso das manadas de elefantes africanos porque poucos conseguem chegar ao destino final e produz-se um rastro de morte e destruição durante a ”caminhada”.

 

Crescimento zero

 

O crescimento zero da economia pode representar, quando executado de acordo com as diretrizes que vou desenvolver superficialmente (minha preguiça é enorme), a real distribuição interna da riqueza. Se temos todos os habitantes de um país, trabalhando e ganhando relativamente bem para esquentar o mercado interno, então teremos crescimento, mesmo que isto não represente um aumento no PIB. Até mesmo um crescimento negativo temporário, pode representar crescimento real para a maior parte da população do que para monopólios multibilionários. O crescimento zero da economia seria induzido por uma”reforma social objetiva e justa”, onde haveria certa variação nos níveis dos ganhos, mas não aos níveis exorbitantes que temos, onde existe uma ”elite” que ganha MUITO (muitas vezes para fazer nada, vejam as ”celebridades”) enquanto que temos uma grande maioria, incluindo boa parte da classe média que ganha muito menos. As pessoas trabalham em cargas horárias sub-humanas porque temos desemprego. As funções ou ao menos a carga horária, que era pra ser equitativamente bem distribuída, se concentra na população oficialmente empregada. O monopólio de multinacionais bem como de grandes empresas nacionais, produz mais desemprego e subemprego, porque os microempresários já entram em desvantagem na ”competição” para ganhar parte do mercado interno, muitas vezes, parte ínfima do mesmo. Os tubarões dos grandes conglomerados querem até mesmo os terrenos baldios mais escondidos dos mercados consumidores. Ganância, gula e estupidez combinadas.

 

Economia é abstração financeira

 

Um país só cresce quando a sua população também avança em qualidade de vida. Uma nação é como nosso organismo. Para que se possa evoluir, é necessário estar com a saúde em dia. Claro que esta é uma analogia e sabemos que é mais complexo no caso do ser humano, mas pode-se dizer que organismos complexos que não tenham pretensões transcendentais extremas tal como as sociedades humanas, precisam principiar pelo equilíbrio, pela harmonia. A economia lida com uma quantidade de dinheiro que é improvável de existir no mundo real. Portanto, se consiste em  uma abstração.

As pessoas passam fome, se matam, enriquecem e empobrecem por causa de abstrações. Como resultado, o primeiro passo para produzir uma sociedade completamente sustentável deve se dar com base na negação desta ilusão de realidade que a macroeconomia passa por meio de seus ”convincentes” dados estatísticos. Não é a economia que deve ser regulada, porque ”ela” não existe, mas as pessoas que produzem este fenômeno coletivo que denominamos de sociedade.

O segundo passo é a real valorização do capital humano, dividindo a sociedade em castas cognitivas especializadas, os governadores, os nichos especializados de produção baseados em atribuições geneticamente cognitivas, enfim, qualquer indivíduo poderá usar o seu talento mais eloquente para contribuir (e não, servir) para a sociedade em que vive. Para que isso possa se tornar realidade, é necessário que o sistema escolar passe por uma reforma importante, onde os professores serão treinados para funcionar como ”caça-talentos” e/ou ”caça-especialidades-cognitivas”, em outras palavras, como ”recursos humanos”, ao invés de doutrinadores de ideologias falhas e deterministas (e portanto, falhas por excelência) do século XIX, que mantém as crianças dentro de um prédio estatal por uma década e meia, para aprender nada. Algumas crianças nascerão para comandar, outras nascerão para produzir arte, outras serão proficientes para organizar tecnicamente o mercado econômico. As crianças poderiam contribuir economicamente para a sociedade mesmo dentro suas novas escolas, sem qualquer analogia remota com ”trabalho escravo infantil”.

Isto quer indicar que com este modelo social, o artesanal voltará com força, mas sem as imposições hierárquicas da idade média, que em grande parte, foram orquestradas pela igreja católica, ao menos na Europa.

A moeda de permuta se diversificará, onde as pessoas poderão por exemplo, cambiar favores como forma de pagamento, como ”dinheiro dinâmico e direto”.

O terceiro passo é a re-sincronização das atividades sociais e econômicas humanas dentro de um modelo taoista que tolere tanto a igualdade quanto a desigualdade, a hierarquia e a sua inexistência, visto que, negaremos (se possível com base em ”patologização” oficial) a ”mente cultural monocromática humana”, ”duas patas ruim, quatro patas bom”. Mediante as múltiplas perspectivas, em que vemos abstrações como objetos em todos os seus focos de observação (ou perspectivas), retirando-lhes perspectivas unilaterais como conceitos previamente estabelecidos, as palavras perderão estas corrosivas considerações, excepcionais como prisões comportamentais.

O quarto passo será a distribuição perfeitamente proporcional de trabalho para a população, destruindo parcialmente o modelo pseudo-meritocrático, unilateral, que seleciona as pessoas para as vagas de trabalho, ao invés de ir em busca destas pessoas para trabalhar. Estamos fazendo isso errado, visto que ao invés de buscarmos pela mão de obra, nós a selecionamos. Nem é uma questão de seleção clássica, separar os feijões bons, dos ruins, mas de desperdício e com consequências dramáticas de longo prazo.

O desemprego existe justamente por causa disso. O desemprego assim como também o desperdício do trabalho infantil em escolas, visando a produção de artesanato ou qualquer outro tipo de atividade recreativa e de valor, provocam problemas em todo o resto do sistema econômico.

 

Conclusão

 

A conclusão sobre este texto, trabalhado especialmente com base em minha preguiça existencial, uma constante em minha vida, é a de que o tal progresso social que o ”crescimento econômico” diz produzir não acontece de fato, visto que poucos irão se beneficiar dele. Mais uma vez, eu clamo pela divisão do trabalho humano mediante tendências cognitivas genéticas, isto é, de como as pessoas nascem, quais são suas forças, onde estarão melhor alocadas, esta é a verdadeira educação, não apenas para a sociedade como um todo mas também para o indivíduo. A irrelevância de certas ”profissões” foi rapidamente pincelada, visto que eu quis sugerir que ou certos tipos de ”empregos recreativos” sejam extintos ou que sejam valorizados de maneira justa, sem estas enormes diferenças de ganhos que é habitual em quase todas as sociedades humanas. A utopia socialista é possível mas sem estas deformidades filosóficas de revolução francesa, que aliás, são uma das principais fontes de desigualdade em nossas sociedades, por tratar a todos como iguais, dando-lhes ”condições iguais” e por conseguinte, decantando-os para determinadas profissões e excluindo uma parte importante da mão de obra. O desemprego não é tão fundamental assim quanto o oxigênio que captamos.

Uma sociedade qualquer pode crescer concretamente sem a necessidade de expandir ”o seu” PIB, que por agora não é seu, mas de uma elite incompetente, idiota e canibal. Sociedades e sistemas não existem sem seres humanos e um PIB não existe, não está contido no ”mundo dos reais”. É possível produzir riqueza sem produzir este tipo de desigualdade chucra, apesar de sempre afirmar que a hierarquia é uma realidade para qualquer sistema complexo.

Testes cognitivos com viés cultural objetivamente perceptivo como complemento para um avaliação psicométrica oficial

O ser humano precisa de vinho (entretenimento), beleza (arte), política (filosofia ou sabedoria) e segurança (ciências). A genialidade humana se manifesta especialmente nessas raízes da experimentação humana.

A partir delas, fizeram-se as civilizações dentre outros tipos de sociedades humanas. A inteligênciA poderia ser resumida pela capacidade de percepção holística. Nós temos as macropercepções e as micropercepcões (pagar a conta do banco, estudar para a prova do concurso público, juntar dinheiro para viajar, ir a sauna, enfim). A maior parte da humanidade se limita a se adaptar ao ambiente em que estão sem analisá-lo profundamente (micropercepções). Aderem a modismos, regras e limitações sem tentar entender o porquê, provavelmente porque falta um grande número de humanos providos de autoconsciência desenvolvida para se questionarem o porquê de tudo ser como é.

 

Testes de qi, culturalmente neutros demais e sem sentido

”Qi maior do que de ‘Einstein”.

Será que esta belezinha tem mais crânio que 99% da humanidade??

 

Os testes de qi visam analisar a inteligência humana mediante um viés culturalmente neutro. A intenção é boa, mas os resultados nos mostram uma pobreza de detalhes, especialmente porque o ser humano é uma espécie social e que portanto depende consideravelmente de sua interação com o seu ambiente para que possa ser analisado. Além do mais como eu tenho comentado aqui diversas vezes, os testes tradicionais de inteligência medem a mesma em um estado estático, tal como se fosse uma idealização da inteligência, a maquete de um empreendimento comercial por exemplo.

A inteligência humana pode ser resumida em dois aspectos fundamentais, a capacidade de adaptação e a capacidade de resolução de problemas. Será que um matemático é tão bom para solucionar problemas na vida real, tal como ele é com os cálculos?? Será que um historiador ”de” alto qi verbal, é tão eficiente para entender realmente o que se passa ao seu redor tal como ele é para encontrar analogias em testes de inteligência ou na extensão do seu vocabulário??

Novamente, eu não sou um ”negador” da capacidade dos testes de qi para medir alguns importantes aspectos cognitivos, mas existe a real necessidade de que haja uma espécie de acoplamento dos resultados obtidos em baterias de avaliações psicométricas com certos componentes que são fundamentalmente aquilo que a inteligência é em seu conceito mais puro e objetivo.

 

A técnica de interação perceptiva (ou possivelmente, uma analogia remota com o ”fator g”)

 

O ser humano, obviamente, interage com o ”ambiente” em que está localizado. Esta interação, baseia-se na percepção dos fenômenos sociais e naturais. Todos os animais apresentam o mesmo fator g, ou seja, a capacidade de percepção e posterior reação à ameaças e perigos iminentes, aquilo que alguns chamam de instinto. A inteligência humana, em seu conceito mais puro, é uma mistura de instinto, ou capacidade de reação a curto prazo, e autoconsciência, estratégia ou reação a longo prazo.

Avaliamos a inteligência humana mediante resultados estéreis de testes cognitivos. Mas isso é uma grande estupidez, porque podemos avaliar a capacidade humana, especialmente através da perspicácia visionária da qual boa parte dos gênios estão dotados.

Portanto, além de reagir apropriadamente às (sic) microagressões ou micropercepções, os mais inteligentes se destacam das massas porque são capazes de ”prever” a continuação de padrões dinâmicos em um futuro próximo ou mais distante. Este tipo de capacidade estratégica, é uma das principais vantagens dos gênios sobre os demais.

A mentalidade dos ”intelectualmente excepcionais” se baseia nas múltiplas perspectivas. Enquanto que a mente monocromática dos comuns analisa o mundo mediante a dualidade ”branco-preto”, apenas uma minoria da espécie humana, pode compreendê-lo mediante uma mentalidade multidiversa e que portanto, é retida por meio das múltiplas perspectivas. Os famosos insights criativos, são justamente a união de ideias que são consideradas remotas por aqueles que só conseguem ver lógica simplista e determinista e portanto, só podem entender por exemplo que a palavra Páscoa tenha de se relacionar com a palavra coelho, desprezando qualquer outro tipo de associação, não apenas as que poderiam ser consideradas como bizarras, por não haver nenhum tipo de associação próxima, como coelho e Marte, mas também porque Páscoa e coelho podem remeter por si mesmas a várias outras associações ‘remotas’ que não são bizarras ou incomuns. Este é o toque de gênio, que a maioria considera como sobrenatural ou sobrehumano, enquanto que na verdade (na hiperrealidade) se constitui apenas em associar ideias que as mentes monocromáticas não podem imaginar. A novidade não está longe de nós, mas ao nosso redor. É por isso que os mais criativos, mesmo em uma pobreza de estímulos ambientais, conseguem desenvolver uma riqueza de percepções, ao passo que para a maioria, o cotidiano e a rotina são tidos como indiferentes ou pouco estimulantes. Isso nos ajuda a entender o porquê de tantos gênios serem de monomaníacos. Não é que desprezam a novidade, é que para quem está sempre produzindo uma riqueza qualitativa de percepções, qualquer lugar lhe servirá de paisagem propensa para a produção criativa mesmo que seja pobre em estímulos. E talvez, seja sábio para quem tem uma mente brilhante, a recusa de viver em lugares altamente complexas, visto que não há qualquer necessidade de ”ser estimulado pelo ambiente”, se este tipo de mente já faz este trabalho muito bem.

É justamente por isso que eu tenho batalhado tanto contra o ”determinismo do qi”. Para que este tipo de notícia idiota de ”psicologia popular”, deixe de ser propagada para que as pessoas acreditem que números de 3 dígitos possam substituir a alma e portanto a complexidade dos seres humanos e especialmente daqueles que nós somos mais encantados e ao mesmo tempo temerosos, os gênios.

Sem patricinhas de ”qi maior que Einstein” (este é outro provável…). As ideias mais inovadoras não brotam da terra, são retidas de observação ou percepção simples. A criatividade é simples e humilde por se basear na mais pura de todas as brincadeiras infantis, a manipulação da realidade ou imaginação. Ver o mundo como uma possibilidade sem limites para a criação (o mundo da hiperrealidade). Aqueles que tem uma percepção aguda, um faro canino para capturar problemas e soluções, recreativos ou objetivos, é que é o verdadeiro gênio. E os seus derivados, são os verdadeiros ”superdotados”.

O fator g ”não está contido no mundo dos reais” a partir do momento em que é baseado em uma abstração tal como a inteligência que é capturada por testes cognitivos. Ainda que possa se correlacionar com qualquer coisa que se relacione com inteligência, ou seja, um ”acidente” estatístico, ”a capacidade integrada de pensar e agir” só pode ser possível de ser analisada quando estiver em estado dinâmico (e não em estado inerte, como no caso do qi) e neste caso, em interação e captura de percepções no mundo real. Justamente por isso que ao invés da tentativa de neutralidade cultural, os testes precisam de um fundo cultural complexo e condizente com a realidade, para que possamos mensurar a real inteligência da população, aquele que consegue ter autoconhecimento (e controle cognitivo) o suficiente para não dirigir bêbado, para não tentar praticar ginástica sem estar em condições físicas ideais ou ser perceptivo a ponto de votar no candidato com as ideias mais racionais em uma eleição hipotética….

Nada de números vazios de substâncias, nós precisamos de seres humanos reais fazendo escolhas certas (e que se mostrarão complexas para personalidades complexas), sejam elas visando na interação com seus pares dentro da redoma social ou seja na produção intelectual.

Metaforicamente falando, os testes de qi medem parcialmente bem a capacidade cognitiva de formigas operárias, mas não consegue ser preciso na medição da capacidade cognitiva das formigas mais inteligentes. Voltamos mais uma vez para a ideia de ”castas cognitivas”, mas esta é um assunto pra outro texto.

Buda chora, aquilo que o susto ignora

Azul é tua pele celestial,

brilhante é tua aura de elefante,

Buda chora, aquilo que o susto ignora

Os justos cobram, aquilo que a loucura toca

Grita o homem de boca deformosa, enquanto o tempo passa, sua face se desfaz

Seus olhos pulam das órbitas e clamam por descrença,

Yehuda tolhe, aquilo que o tolo acolhe

teu coração encolhe e tua coragem vira pus

Manchas sem forma ou gosto,

Chamam-na de divina arte,

Eu cá, chamo-a de divino nojo

Medita a mil ondas,

pula pensando em recompensas mundanas,

As mesmas águas que sempre baterão rente as pedras,

Os mortos-vivos que sempre passarão,

a caminho de suas mortes inevitáveis,

cambaleantes, enquanto que certas vidas são como dança de salão,

Valsa e elegância,

Da classe à opressão,

Egos felpudos e a certeza que dantes, sempre embalou os mais acordados,

Tudo é irrelevante
e o mar é salgado.

Criatividade e ação

Ação e reação,

Criatividade dá vazão,

Ao meu coração flamejante de razão,
 Que adentro da loucura da paixão,
Responde caoticamente apenas uma pergunta,
 Que produz um universo de certezas, que sem elas, tudo haveria de ser pela aspereza,
Que chora mil folhas por um pingo,
 Luta entre o convencional e o bizarro,
De múltiplas perspectivas às múltiplas personalidades,
 Que enquanto Deus é um espelho liso e intocável, a minha divindade profunda é partida em mil pedaços,
Dá um assopro para acalmar a alma,
 Mas que exagera na dose e a faz voar sem finalidade,
Que como vulto entre o céu e o efêmero,
 Chora e luta porque não sabe o que quer,
Que da ação e reação,
 O transvivo responde tocando à realidade,
Que de Deus ou totalidade,
 Todas as combinações de cores mentais são prováveis,
O mundo da criação,
 É para os poucos bruxos e suas corujas negras fiéis ao ombro,
Que vigilam os sonhos da humanidade,
 enquanto os vivem..

Ansiedade, a força mais nefasta do mundo

Quem nunca ficou afoito para encontrar uma caneta e depois de muita procura descobriu que estava em sua mão**

Eu não sei se isso acontece com frequência com você. Comigo é muito comum não apenas o acontecimento deste fenômeno mas também a consciência de que está acontecendo novamente, tal quando temos a sensação de um déjà vu. A ansiedade é provavelmente a causa mais fundamental para a ocorrência desta estranha e realista sensação de espera por algo que nunca acontece.

O pensamento e a expectativa excessivos para a realização de um determinado objetivo (mesmo se for apenas para encontrar uma caneta) podem e geralmente produzem algum tipo muito estranho de fenômeno, onde estes excessos resultarão em uma sensação extremamente realista de atraso, tal como se o tempo tivesse parado. É como se você quisesse que as 18 horas chegasse logo e no entanto, o tempo simplesmente não passa. O mais surpreendente ainda está por vir, porque quando desistimos de esperar, é que justamente aquilo que desejávamos acontece. Será que a ciência tem alguma explicação para este tipo de fenômeno paranormal*

 

Naturalidade é fluidez

 

A passagem relativa e  linear do tempo é marcada pela fluidez e portanto pela naturalidade dos acontecimentos. A ansiedade é a quebra deste equilíbrio, em que a fluidez é paralisada em prol de uma grande expectativa. A paralisia da fluidez dos acontecimentos se assemelharia ao trecho arranhado de música de um disco de vinil qualquer ou se jogássemos uma chave de fenda nas engrenagens de um relógio cuco. Quanto menos esperamos por uma coisa, mais provável de acontecer. Quanto mais esperamos, menos provável de acontecer.

 

 

Segundo a teoria do ”big bang”, o universo (ou periferia de universo) em que nós vivemos, após a híper-nano-concentração de energia, nasceu a partir de uma grande ‘explosão’. A partir disso, começou a sua expansão. A passagem do tempo é a expansão linear e relativa do universo. Linear porque se baseia em uma cadeia de acontecimentos  em ordem progressiva. O ”nascimento” do Sistema Solar, do planeta Terra, o crescimento do Sol e seu futuro ”falecimento”. É relativo porque é parcialmente aleatório, isto é, ainda que não se baseie por pura aleatoriedade, se dá por meio de uma determinada diversidade limitada de probabilidades. A aleatoriedade universal não é  por livre associação porque parte de padrões pré-determinados porém diversos.

Portanto, para entendermos o porquê do comportamento ansioso, nós temos de adentrar mais profundamente nos poros mais especulativos de nossa existência, que estão acima de qualquer compreensão ou sensação mundana, porque somos afetados hierarquicamente por forças metafísicas ulteriores, se somos encapsulados por estas mesmas forças ou energias.

A sensação de ansiedade, agravada pela não-ocorrência do resultado desejado, é real e não apenas realista, que poderia indicar falsa-analogia. De fato, existe uma padrão recorrente e popularmente reconhecido de coincidências fenomenológicas em que a criação de grande expectativa mental pela ruptura de determinado acontecimento, pode provocar a paralisia da fluidez temporal ou naturalidade.

 

Os campeões olímpicos e a fluidez cronológica

 

 

A naturalidade é uma combinação entre ansiedade controlada ou vontade e um desapego inconsciente pelo perfeccionismo mental. Algumas pessoas gaguejam justamente porque tendem a mentalizar conscientemente (e que portanto será excessivamente, porque pensamos por osmose) mecanismos específicos da fala. O resultado da ansiedade excessiva é o desastre, mesmo quando absolutamente nada acontece. Se a expectativa não for aplacada, então a inércia nervosa será o desastre apropriado para esta ocasião.

A gagueira funciona perfeitamente como analogia para este fenômeno comum e cotidiano de ansiedade temporal porque a extrema ansiedade para se falar com fluidez perfeita terminará por provocar o exato oposto. É partir desta conclusão que chegamos ao cerne principal da ansiedade, a dualidade dinâmica.

Nosso comportamento está constantemente interagindo com a morte e a com a vida. Basicamente, existimos porque evitamos a morte e porque abraçamos a vida, quando evitamos a morte, ação (perigo) e reação (sobrevivência). O mais importante da existência é a sobrevivência, não basta existir, é importante sobreviver. Nos habituamos a considerar a vida como um marasmo burocrático em nossos sofás tecnoestáticos, em nossas confortáveis mediocridades de hábitat antropomoderno. No entanto, mesmo  nestes ambientes (mais) seguros, também estaremos a todo momento interagindo diretamente com ‘riscos de vida’ (alguns sugeririam como ‘riscos de morte’).

Quando não pensamos no tempo, o tempo passa. Momentos de alegria catártica são seguidos de indagações sobre ”o porquê do tempo ter passado tão rápido justamente naquele momento de euforia”. A insônia é outro exemplo de ansiedade mental, provocada por este erro do sistema fluido-existencial.

Se a resposta para a morte é a vida, então a resposta para a expectativa é o desprezo. Portanto, tal como a luz baila com a escuridão e a vida luta contra a morte, a todo momento, a ansiedade também se dualizará com o descanso, naturalidade ou fluidez. A ansiedade é a previsão e a expectativa para que certo desejo se realize idealmente. Tal como todo insone idealiza o sono e o gago idealiza a discurso oral (provavelmente, todo idealizador é um ansioso compulsivo, tal como os caucasianos negrófilos modernos dos grandes centros urbanos do Ocidente), tudo aquilo que é dinamicamente idealizado, será afetado pela ansiedade e consequentemente perecerá na paralisia temporal.

Talvez o segredo da vida se encontre justamente neste aspecto conceitualmente simples mas ao mesmo tempo fundamental, ou seja, o de se acoplar à dualidade ao invés de desejar que o mundo seja reto, preto no preto, branco no branco, quando esta idealização primordial se mostrará não apenas infrutífera mas também consideravelmente controversa em relação à dualidade preto-no-branco ou branco-no-preto, escuridão-e-luz. Se há interação, é porque existem elementos díspares como protagonistas. Se todos nós fôssemos como indivíduos atomizados, então não haveria interação.

A resposta para o sucesso é a fluidez. E a fluidez nada mais é do que a REAL e orgânica humildade. Eis aí um grave problema porque, é comum que os organicamente humildes não tenham o fogo da vontade, da paixão, tal como os arrogantes. Portanto, os seres humanos mais autoconscientes, assim o são porque são extremamente egocêntricos, ainda que este narcisismo seja parcialmente contido por atributos positivos em combinação, tal como elevado intelecto e busca transcendental pela beleza.

A diferença conceitual fundamental entre inteligência e sabedoria

A inteligência é a racionalidade

É habitual determinarmos que a inteligência seja sinônimo de racionalidade. A racionalidade tende a basear-se em um modelo de respostas pretensamente objetivas e ponderadas sobre todo tipo de fenomenologia que incita nossas mentes curiosas. No entanto, a inteligência pode ser holisticamente definida como relativa visto que não existe uma única resposta ou ação que seja eficiente na promoção da sobrevivência do indivíduo em relação às intempéries do ambiente.

Portanto, nós temos uma tentativa de igualdade de dois conceitos que são de naturezas opostas, visto que enquanto que a inteligência é complexa e multifacetada, a racionalidade principia-se por uma linha de respostas homogêneas. A inteligência é apenas correlativa com a racionalidade e portanto não se consiste em seu sinônimo.

A partir disso, nós podemos inferir que ”nem todas as pessoas inteligentes serão racionais”.

Mas então, a racionalidade realmente se relaciona de maneira causal com qual outro conceito*

Sabedoria

Eu determinei que a sabedoria teria uma série de sinônimos objetivos, metafísicos e coerentes tais como: Deus, ponderação e diplomacia. Todos eles desembocariam num mesmo significado. Tal como a racionalidade, a sabedoria também se baseia em um modelo, em uma conduta ponderada ou diplomática. No entanto, nem tudo que é lógico, será racional.

É costume afirmar que a inteligência seja racional. No entanto, existem vários exemplos contrários em relação a esta máxima. Por exemplo, a estratégia de reprodução das vespas parasitas pode ser considerada como uma poderosa manifestação de inteligência no ”reino animal”. A incrível destreza das vespas porém não se baseia e nem irá resultar na sabedoria (equilíbrio) porque a exploração dos hospedeiros será tão intensa que terminará por ocasionar a morte destes e o fim da relação. Uma estratégia simbiótica entre o parasita e o hospedeiro se daria mediante a ótica da sabedoria, por meio da cooperação, mesmo que no fim das contas, o parasita terminasse por se aproveitar um pouco mais da hospedagem do que o próprio hospedeiro. Ainda assim, seria de maneira não-predatória.

A sabedoria, que encapsula a inteligência por ser uma entidade conceitual hierarquicamente superior ou dominante, se relacionaria com evolução enquanto que a inteligência por sua vez se relacionaria com adaptação. Perceba que a evolução é a união de todas as formas de adaptações, que por meio de múltiplos eventos positivamente correlacionados, que nós denominamos como ”sorte”, produz um salto quântico de transformações em uma população, produzindo uma duplicação mutante e destoante da coletividade a que pertencia.

A definição conceitual entre sabedoria e inteligência é fundamental para a racionalidade ou razão, não apenas como conceito de si própria mas especialmente como método de observação analítica e comparativa dentro da realidade social humana.

Desta maneira, nós poderemos finalmente separar joio do trigo e aceitar que o grau de irracionalidade das ”frações inteligentes” de qualquer sociedade humana, será quase tão alto quanto de outras classes cognitivas. A loucura da sabedoria é que esta se consiste na incarnação pseudo-voluntária do próprio Deus sem no entanto estar constituído pela imensidão da eternidade. O que diferencia o tolo-estúpido do inteligente-estúpido, é que o segundo desenvolve respostas sofisticadas para negar a totalidade da sabedoria e para continuar com a existência caótico-dinâmica.

Teoria da natureza patogênica da genética (novamente). Agora, por meio de uma metáfora como tentativa de explicação didática.

Genes e tijolos, tudo a ver.

A evolução da vida se deu de organismos unicelulares para  organismos macro-pluricelulares, ou seja, nós, que somos existências dinâmicas complexas. A história da vida na Terra encontra-se presente em cada criatura deste planeta, mas especialmente nas espécies mais avançadas ou que acumulam uma maior quantidade de mutações evolutivas, os saltos evolutivos que produzem intensa divergência genética e portanto, que produzem novas espécies. Pense na linha do tempo do seu facebook. Seus genes e o seu desenvolvimento, especialmente durante o período intrauterino, são a linha do tempo da vida na Terra.

A minha ideia de que nossos genes ou em outras palavras, cada célula do nosso corpo, se consistam em patógenos decantados, parece fazer mais sentido depois desta breve pincelada.

O processo se daria da seguinte forma.

Primeiro você tem um organismo unicelular. Depois ocorre a duplicação deste organismo, como já sabemos. Os organismos mais complexos seriam uma mutação divergente dos unicelulares. Você não tem a duplicação e posterior separação, produzindo duas vidas simples, mas uma espécie de ”células-gêmeas siamesas”.

A partir disso, surgiram todas as formas de vida complexa.

Percebam que uma célula duplicou para produzir duas células separadas, porém, aconteceu alguma espécie de ”erro” e ao invés da duplicação, ocorreu uma mutação na própria célula, ou seja, não houve separação de uma em relação a outra.

Os primeiros organismos unicelulares estão para o homem domesticado ou pacífico, assim como vírus e bactérias estão para o homem selvagem.

Se diferem quanto às suas ”funções” na natureza mas descendem de um mesmo denominador biológico comum, em outras palavras, são quase a mesma coisa.

Pode-se afirmar (ainda que baseado em minhas especulações) que os genes são, concretamente falando, patógenos cooperativos. O que diferencia os genes dos patógenos é que eles são sedentários enquanto que os vírus tendem a ser nômades.

Nós, seres humanos, apenas replicamos culturalmente a mesma guerra microbiológica que acontece entre os organismos unicelulares.

Harmonia é sincronicidade

Quando uma casa está sendo construída, o cimento usado para colar os tijolos ainda está fresco. Nós somos a sincronicidade ou harmonia de um universo de microorganismos, ou células. Tudo o que acontece na nano-escala, acontece igualmente na macro-escala. Nossas células podem adoecer. Nascem, vivem, se reproduzem assexuadamente (por auto-replicação) e morrem.

As mutações não-estabilizadas ou novas, acontecem quando novos microorganismos tentam entrar em harmonia com a paisagem intra-celular de uma determinada espécie. Este processo tende a resultar em reação autoimune, porque o organismo interpreta, corretamente, que está sendo atacado. O nosso próprio corpo é REALMENTE  preconceituoso com estranhos, é xenófobo.

Estas reações autoimunes podem se manifestar de diferentes formas, dependendo da especialidade do organismo invasor.

No entanto, a evolução se dá por causa destas interações que são dolorosas, variáveis e instáveis. Primeiro vem a tempestade, depois a calmaria. Os patógenos que antes eram invasores do mal, se tornam cooperativos e entram em um estado zumbi, semelhante aos das massas servis humanas. Pense em um idiota útil, nossas células são idiotas úteis.

Alguém falou Império Romano????

Quando nos domesticamos, também estamos domesticando nossos próprios genes.

Rei Midas e a estupidez humana

Nascem os pensamentos, nascem os pretextos,

Nasce lá na nascente, tímida e fina,

Deságua firme e mortífera tal como cascata,

Rei Midas e sua mão de vampiro,

que tudo o que toca, vira ouro fino

Nasce incerta, morre cheia de certezas,

Ideias mais ideias, más tal como somente elas,

Rei Midas e sua maldição,

mãos de ganância ou de ambição…

Que mais parece o senhor estúpido,

que a tudo que toca, vira lixo então…

Da bela cidade clássica à favela do tempo jurássico,

De bons conselhos ao escárnio pouco lisonjeiro,

Da religião ao fanatismo,

Da filosofia ao carreirismo,

Da paz para a guerra,

Da transparência à verdadeira indecência….

Àquele que nunca aprende,

tal como ao rei das mãos douradas,

que quando pensava como uma serpente, douraste a tudo que resvalava,

A maldição é pensamento,

do estúpido ao rei.

Ideias voam como solução,

para aqueles que detém e amam sempre a razão,

Ideias se transformam em bombas atômicas,

para aqueles que só conseguem ver luz e escuridão,

A beleza da gradação,

É onde se encontra a verdadeira imensidão,

Desarme sua cabeça,

se ela não é tinta e fresca

para que possa amar as sutilezas,

do meu eu e do seu,

Ao estúpido eu dou o conselho do silêncio,

certos seres mais parecem sábios como estátuas do que em movimento.

Síndrome do ”gênio”???

Obs.: Eu usei a palavra gênio entre aspas, porque existem MUITOS tipos diferentes de gênios, sendo que a especulação que vou levantar no texto abaixo, não pretende encapsular o termo como ”único” representativo desta rara categoria cognitiva.

Obs número 2.: Desprezem categoricamente, se possível, as definições EXTREMAMENTE NORMATIVAS, irreais, exageradas ou preconceituosas como ” desordem afetiva sazonal” que é típico dentro da ”psicologia”, infelizmente.

”Autismo esquizotípico”

”Um sintoma clássico é a desordem afetiva sazonal.

”Para um diagnóstico, os  pacientes precisam de sintomas específicos associados à Síndrome “clássica” de Asperger, estes geralmente estão presentes desde a idade da criança, como:

Dificuldades com a interação social


Comportamento ritualística

interesses obsessivos

QI alto

Com Deficiência Habilidades Motoras

Incapacidade de ”mentalizar “

ansiedade
Mas também os sintomas de esquizotipia , que geralmente tornam-se mais proeminente na infância final:

indiferença


desconfiança

Verbosidade ou uso estranho da linguagem

Pseudo alucinações

Episódios Depressivos

paranoia

pensamentos suicidas”

Retirado da wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Schizotypal_autism

O gênio criativo pode ser uma espécie de esquizotípico autista ou um autista esquizotípico, dependendo de qual personalidade extrema que predominará. A esquizotípia é uma  manifestação moderada da esquizofrenia. Se caracteriza exatamente pelos mesmos sintomas que a esquizofrenia, mas em doses homeopáticas. Portanto, a confusão cognitiva da esquizofrenia, causada por uma quase ausência de inibição latente, será menos intensa para a esquizotípia.

Podemos comparar um esquizofrênico e um esquizotípico da seguinte maneira:


Em uma pequena e cândida cidade bíblico-caucásica do sul amarelo (é milho) americano, as cercas de madeira que humildemente enfeitavam a igrejinha pentecostal, passaram a voar enfurecidas pelos céus. É o tornado que se aproxima neste verão quente e úmido.

Um esquizofrênico, não apenas consegue ver os tornados mas também será levado por eles, tal como as cercas brancas, mais algumas vacas pinkfloidianas. Ao passo que as pessoas comuns podem ver apenas céus carregados de nuvens cinza-escuro.


O esquizotípico pode ver os tornados, mas tem o controle cognitivo para se segurar e não ser levado pelos céus.

Alguns famosos gênios criativos e científicos do passado foram de esquizofrênicos. Neste tipo de combinação  é muito mais provável que o alto qi funcione por si mesmo como um controle cognitivo, enquanto que na esquizotípia, não existe a real necessidade de um (super) alto qi para esta função.

Entre os esquizotípicos, o ”fator g” ou ”funcionamento cognitivo integrado”, é o controle cognitivo per si.

No entanto, pelo que parece, os gênios tendem a combinar características psicológicas e cognitivas tanto do espectro da esquizofrenia quanto do espectro do autismo.

São obcecado por interesses específicos e intelectuais, mas também são criativo e mentalmente difusos.
Podem ser metódicos mas também podem ser desorganizados. Metódicos para determinadas nuances do dia-a-dia, mas desorganizados para outras,
Podem ser apaixonados mas também indiferentes,

Podem ser paranoicos mas também sossegados.

O gênio, sendo ele mesmo, ou seja, sua essência existencial e sua personalidade, uma nova dimensão humana de existência, manifesta-se quanto ao comportamento bem como pela visualização ou externalização de seu talento, partindo-se de perspectivas tendenciosamente desconectadas entre si.

Em outras palavras, os comuns veem o mundo em uma perspectiva monocromática. Gênios e seus derivados veem o mundo em uma perspectiva fracionada ou em múltiplas perspectivas. E é justamente daí que surgem os insights.

Outros tipos de gênios podem ter outras personalidades extremas, como TDAH e transtorno bipolar. No segundo caso, observa-se uma semelhança com o ”gênio esquizo-asperger” porque o transtorno bipolar em si parece reunir a dicotomia da dualidade existencial e portanto, assim como o depressivo e o hiper-eufórico estarão presentes, outras combinações de opostos também poderão acontecer com a personalidade bipolar combinada com muito alta inteligência e/ou muito alta criatividade.

No caso da TDAH, eu tenho a impressão de que sem uma ”comorbidade” (muitas vezes como ”pseudo-comorbidade”, como por exemplo combinação desta condição com uma personalidade mais introspectiva, criando a falsa impressão de ”transtorno de humor”) com autismo ou o espectro das psicoses, se assemelhará mais ao talento ou ”altas habilidades” do que ao gênio.

Os ”sintomas” desta pouco conhecida condição batem perfeitamente com as características comportamentais dos ‘homens de gênio’ que Cesare Lombroso investigou no século XIX.

Se o autismo se relaciona mais com extrema inteligência enquanto que as demais condições sindrômicas tenderão a se relacionarem mais com extrema criatividade (incluindo a psicopatia), então parece fazer muito sentido que a genialidade tenha uma tendência para ser uma combinação entre estas condições.
E é interessante que esta condição sindrômica não tenha sido aceita em outras nações como diagnóstico oficial. A psicologia é apenas uma questão de manipulação da realidade abstrata. A linha do equador pode estar mais em cima ou mais embaixo de Quito.
De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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