SEM ”estratégia” K ou R de reprodução

Quando dizemos que os animais apresentam ”estratégias de reprodução”, eu acredito que, não estejamos falando em um sentido literal. Isto é, os animais não-humanos não apresentam a capacidade de pensamento estratégico conscientemente motivado, que é racional, complexo e de (ou para) longo prazo. Predadores podem ser eficientes para encurralar as suas presas, mas este tipo de pensamento estratégico não se aproxima ao nível de complexidade que o ser humano é capaz de produzir. Os animais não planejam quantos filhos vão ter. Por isso que são reconhecidos como ”irracionais”, porque tendem a ser consideravelmente menos reflexivos do que nós, seres humanos. Como resultado, eles interagem no ambiente por meio de ”ação e reação”, são levados por seus instintos biológicos mais primitivos. Se o ambiente não apresentar grande estresse para a sobrevivência, os animais tenderão a ter mais filhos. Em compensação, se o ambiente apresentar grande estresse para a sobrevivência e portanto, grande risco de vida, isto é, de extinção, seja por predadores ou por mudanças bruscas do ambiente (mudança climática, florestal, etc), acredita-se que tenderão a ter menos filhos. No entanto, estas afirmações são praticamente idênticas àquelas que se baseiam na teoria K/R de reprodução. Os ”animais” como seres predominantemente irreflexivos, não terão menos ou mais filhos em ambientes com grande ou pouco estresse, por que chegaram a um consenso ou constatação racional. Mas serão forçados pelas circunstâncias a terem menos filhos e/ou serão selecionados de acordo com as demandas de cada local.

Portanto, fatores ambientais podem e geralmente selecionarão determinados perfis biológicos de comportamento dentro de uma diversidade de combinações fenotípicas dentro de cada espécie.

No caso dos seres humanos, nota-se que as pessoas mais intelectualmente estúpidas tenderão a ter mais filhos, especialmente se o ambiente estiver mais propício, mas mesmo em ambientes menos propícios como nas sociedades africanas. O erro da teoria das ‘ESTRATÉGIAS’ K e R, é o mesmo que para qualquer outra teoria politicamente correta dentro da psicologia evolutiva, porque basicamente, não existe uma REAL estratégia, especialmente no caso dos supostos R-reprodutores. Eles não decidiram ser pobres como estratégia, rsrsrs, isso é estúpido. Eles não tem qualquer estratégia e estão mais próximos do reino animal não-humano, por isso que se reproduzem ‘sem responsabilidade’. Não há estratégia alguma aí.

Apenas o impulso (sexual) instintivo mais forte que fazem com que se reproduzam muito mais do que os K-reprodutores. A maior taxa de mortalidade dos seus filhos, não é uma espécie de ”resultado esperado” de acordo com o que ”foi planejado”. Aí aparece um fator interessante. Uma maior interação com patógenos pode impulsionar a fecundidade dos supostos ”r-reprodutores” enquanto que uma menor interação com patógenos nos supostos ”k-reprodutores” pode reduzir o ímpeto sexual. (maior interação ou diferentes tipos de interações com diferentes patógenos??)

Portanto, não existe uma causa racional-inata, intuitiva ou -inteligente-instintiva  para explicar o porquê de milhões de africanos terem uma enorme quantidade de filhos em ambientes sociais extremamente deprimidos, isto é, onde predomina a extrema avaria do básico para a sobrevivência. Eles não decidiram estrategicamente que serão pobres ou melhor, que é importante ter mais filhos porque a mortalidade infantil e adolescente (antes da reprodução) na região é muito alta.

Eles tendem a ter mais filhos porque tendem a ser menos inteligentes e uma menor inteligência pode ser resumida a maiores níveis de irracionalidade e impulsividade instintiva, ou seja, são menos auto-motivados e portanto, são mais levados por seus instintos do que por estratégias (auto-motivadas) pessoais de longo prazo, uma característica de maior inteligência.

Uma hipótese para explicar o porquê dos diferentes modelos de reprodução

Tal animal, tal humano

Qualidade versus quantidade, mas por que?

Bactérias, vírus dentre outras formas simples de vida, apresentam as maiores populações biológicas de nosso Planeta. Primeiro, porque são os seres vivos mais primitivos ou mais antigos e portanto, já estão a se auto-replicar aos bilhões (zilhões) desde a muito tempo. Segundo, porque formas mais simples de vida, são mais fáceis de se reproduzirem do que formas de vida mais complexas. Terceiro, porque a seleção dos mais contextualmente adaptáveis entre as formas simples de vida é muito mais veloz do que em comparação aos seres mais complexos. Não existe estratégia alguma das bactérias para se reproduzirem. Mesmo que existam nano-sociedades ou ciclos sociais parecidos com aqueles que são reproduzidos por grande parte das outras formas de vida, não dá para compará-los  com o esquizo-bípede que se questiona sobre a existência de Deus e é capaz de construir naves espaciais.

A irracionalidade é predominante tanto no reino animal quanto no reino humano. A suposta estratégia K de reprodução pode ser o resultado de grande seleção, ocasionado por longa ou brusca (efeito fundador) interação de certas espécies, que eliminou os ”R-reprodutores”, de menor ou diferente qualidade no material genético individual e que são instintivamente mais propensos a se reproduzirem em maior quantidade. (”pior” qualidade do material genético individual combinado com maior interação patogênica).

Patógenos cooperativos e patógenos parasitas

Outras especulações podem ser levantadas. Uma delas é a de que as espécies com tipo de  reprodução R possam ter maior presença de patógenos parasitas enquanto que as espécies de tipo de reprodução K possam ter uma maior ”quantidade” de ”patógenos cooperativos”, que eu denominei como ”patógenos metamórficos”. isto é, que são mutações novas e vantajosas que ”estão se harmonizando” com o organismo hospedeiro, em outras palavras, que estão a caminho de se transformarem em ”genes”.

A própria ”estratégia” de reprodução dos patógenos pode influenciar no comportamento dos seus hospedeiros. Partindo-se novamente da ideia de que o comportamento sexual seja o resultado de ‘cooperação”’ entre microrganismos e não por ”simples desejo” ou ”motivação”. Enquanto que os patógenos predominantemente parasitas podem aumentar a libido sexual e reduzir a expectativa de vida dos seus hospedeiros, os patógenos ”cooperativos”, isto é, que perderam as suas forças como agentes parasitas e ”foram domesticados” (decantados), podem ter um efeito mais fraco, mas ainda significativo para a promoção da libido sexual.

Portanto, nós temos os patógenos parasitários ou selvagens, os patógenos em transição ou metamórficos e os patógenos decantados, domesticados ou simplesmente ”genes”, partindo da ideia óbvia de que as formas de vida complexa se originaram (no sentido que, as formas complexas SÃO um acúmulo sistêmico, hierárquico, organizado de ”fósseis” de patógenos, ou ”genes”) das formas de vida simples.

O comportamento irracional poderia se originar a partir da fricção dos patógenos não domesticados ou metamórficos sobre o restante do organismo. Claro que existem diferenças significativas de níveis de ”independência” dos ”patógenos” porque sem contar os mercenários ou simplesmente vírus, bactérias, etc…, nós também temos os ”genes instáveis”, justamente os patógenos metamórficos e por último os patógenos que estão na fase de transição entre ”mercenários” e os ”metamórficos”.

Por que os animais com reprodução R cuidam menos dos seus filhos??

As mulheres ”pobres” em média, não costumam ser boas mães. Por acaso isso é uma espécie de estratégia???? Não. A pobreza está positivamente relacionada com menor inteligência. A menor inteligência é um dos resultados da maior presença de patógenos metamórficos parasitas. Necessariamente não quer indicar nada de muito especial, nem deve ser levado a ferro e fogo. Menos emoção e mais racionalidade. No entanto, a evolução humana caminha inexoravelmente para uma maior harmonização e consequentemente para uma maior inteligência. Se estes objetivos não forem alcançados então não terá havido nenhuma evolução da espécie. Os ”filhotes” dos ”reprodutores-R” tendem a amadurecer mais cedo. Interessante que o exato oposto costuma acontecer com os superdotados. O rápido amadurecimento orgânico (não confunda com as crianças prodígios visto que o amadurecimento cerebral destes tipos tenderá a ser assíncrono, isto é, marcado por grande discrepância interna, como saber muito sobre matemática mas ser emocionalmente ‘instável’) significará principalmente, menor complexidade e tamanho do cérebro. Então, nós temos um ciclo reprodutivo em que a mãe mais ‘negligente”, terá uma maioria de filhos que serão mais ”maduros” para levar o mesmo estilo de vida, com expectativa de vida mais baixa (em média é claro), maior promiscuidade sexual, maior impulsividade e menor capacidade de acúmulo de dinheiro e/ou ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO.

Patógenos metamórficos parasitas são mais agressivos do que os ”quase-genes” que se constituem os patógenos metamórficos ”cooperativos”, isto é, que são os parasitas menos agressivos. Esta agressividade, é provável que se resultará em maior impulsividade, maior libido sexual, que é um dos tipos de impulsividade (a mais importante porque contribui para o ciclo reprodutivo do próprio patógeno de corpo para corpo), menor memória, dentre outras ‘sequelas cognitivas.

As inovações que estão sendo propostas aqui para remodelar a teoria ”dos tipos de reprodução K e R” são as seguintes

Retirar o termo ”estratégia”, porque não se baseia em estratégia de reprodução, de fato, só se for dos patógenos, mas ainda assim, não será estratégico de acordo com o significado literal desta palavra mediante uma perspectiva racional humana,

Substituir a premissa anterior que considera que a suposta estratégia R se baseia justamente na luta contra a maior mortalidade provocada pelos patógenos, quando na verdade, não há qualquer estratégia consciente ou inconsciente e que seriam os próprios patógenos metamórficos parasitas que induziriam à maior libido sexual, resultando em maior natalidade. De fato, alta natalidade e alta mortalidade estão relacionados, mas não há qualquer ”luta coletiva instintiva e inconsciente contra maiores incursões patogênicas para evitar a extinção da tribo”, porque é o próprio patógeno que causa o maior desejo sexual (ainda existe a hipótese de que o comportamento sexual se assemelhe aos tipos de comportamento ”autoimune” do corpo, como defecar, urinar, suar ou vomitar. O sexo poderia aparecer como um mecanismo na tentativa de eliminar ou reduzir a quantidade de patógenos dentro do organismo, tal como acontece com a tosse),

Patógenos distintos OU os mesmos patógenos antigos que induzem ao comportamento sexual, de natureza parasitária, mas que estão reduzidos em quantidade nas espécies de reprodução K. Vale ressaltar que a menor quantidade destes patógenos reduziria a libido e produziria uma menor natalidade. Menos patógenos também contribuiria para aumentar a expectativa de vida e reduzir a mortalidade.

Expectativa de vida

Da mesma maneira que os reprodutores-R tendem a ter filhos ”precoces” em termos de comportamento, especificamente o comportamento sexual, faz sentido pensar que como consequência, também apresentem uma tendência para ter uma vida ‘curta’, se ”amadurecem” mais cedo. É interessante pensar que as ‘percepções temporais” das pessoas, mediante os mais diversos critérios (dentre eles o racial), não são as mesmas.

Ambientes instáveis e estáveis e a teoria malthusiana

Os africanos sempre tiveram muitos filhos, mas a mortalidade e a mortalidade infantil, antes da introdução da medicina moderna (ocidental), eram altas o suficiente para produzir um equilíbrio demográfico, mantendo um ritmo lento de crescimento da população (alta fertilidade/alta mortalidade).

Com a introdução da medicina ocidental, o envio constante de ajuda humanitária, assim como também o processo de urbanização, o equilíbrio demográfico que mantinha o crescimento da população africana estável, se rompeu, produzindo a situação cada vez mais desesperadora e ecologicamente insustentável que se traduz em um crescimento demográfico exponencial.

Antes, em ambientes ”instáveis” (mas com fartura de alimento e clima tropical), os africanos tinham muitos filhos, mas muitos morriam antes de chegarem na idade de procriação.  Agora, com a redução da mortalidade infantil, um número muito maior de crianças africanas estão nascendo e chegando à idade adulta. Os reprodutores-R poderiam ser entendidos como os ”predadores ecológicos”. Isto é, sem nenhum tipo de intervenção, eles procriarão sem responsabilidade, até que algum fator poderoso os force a parar de fazê-lo.

Os reprodutores-K, segundo a teoria que elaborei logo acima, seriam o resultado de grande seleção  anterior, resultando no modelo de procriação que produzem, isto é, baseado em grande cuidado parental e baixa natalidade.

Na espécie humana, observa-se que os seres humanos mais inteligentes tendem a ter menos filhos e a cuidar melhor deles, do que os seres humanos menos inteligentes. Os seres humanos mais inteligentes tem filhos mais tarde, porque precisam de ”ambientes estáveis” para que possam criar uma família. A complexidade do pensamento racional entre os mais inteligentes bem como por uma maior empatia (responsabilidade),  pode ser observada pelo cuidado destes em relação aos seus filhos, que ainda não nasceram. Isso também demonstra pensamento de longo prazo ou estratégico, ainda que a maioria dos seres humanos sejam predominantemente irracionais, pode-se dizer que aqueles que são mais inteligentes, tenderão a ser mais racionais, mas não ”completamente racionais”, estes são os sábios. E mesmo entre os extremamente racionais, a complexidade dos eventos ambientais a que estão predispostos, poderão produzir uma série de resultados, até mesmo entre os menos esperados.

É interessante observar que os excepcionalmente inteligentes, criativos e/ou sábios, são tão complexos, tão humanos, que qualquer tipo de ditame biológico similar de comportamentos, tal como os dois modelos de reprodução K/R, serão praticamente irrelevantes pra eles. A maior complexidade do cérebro pode aumentar o cuidado parental, mas o excesso de complexidade, que por si só é uma forma de desequilíbrio, pode deprimi-lo.

Portanto, todos os atributos que estão relacionados aos dois modelos de reprodução, podem ser resumidos a INTELIGÊNCIA.

É mais inteligente cuidar melhor de cada filho do que soltar um monte deles ao ”deus-dará”,

É mais inteligente ter poucos filhos, até para que cada um possa ter um melhor cuidado,

É mais inteligente ter filhos em ambientes estáveis do que em ambientes instáveis.

Os animais que estão sob a clássica reprodução-K se desenvolvem mais lentamente, isto quer indicar que podem ser mais propensos a terem cérebros maiores e mais complexos (isso acontece com os seres humanos, claro, estou sempre falando de médias). A relação entre inteligência e altura ou tamanho, no entanto, parece ser mais complexa. Elefantes tem cérebros maiores de acordo com o tamanho do seu corpo. No caso dos seres humanos e de outros animais mais complexos, a relação entre estes dois componentes é ainda menor. Portanto, não dá para afirmar que um componente irá causar diretamente o outro, ainda que possam se relacionar consideravelmente e racionalmente, não será sempre assim…

A  breve conclusão deste texto é a de que as estratégias de reprodução K/R não são estratégias e que fatores biológicos e cognitivos são mais importantes para explicar os diferentes estilos de reprodução das espécies, incluindo a humana, do que a teoria que eu refutei. No entanto, as possíveis combinações de modelos de reprodução são potencialmente muito numerosas e diversificadas e portanto, é possível dizer que a reprodução-K e a reprodução-R se localizem no ”fim de um espectro”, onde mais tipos de reprodução existirão como poucos filhos e pouco cuidado parental (taxa de maturação mais rápida) ou muitos filhos e muito cuidado parental, etc.

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