Arquivo | novembro 2014

Ginástica e Hbd parte 4

Gina Gogean, metade canastrona, metade habilidosa. A ginástica romena tem um histórico de polêmicas, grande talento e popularidade…

Desde que Nádia Comaneci ganhou o primeiro ”10” da ginástica artística feminina, que a Romênia foi alçada ao posto de grande potência do esporte. Observando os vídeos disponíveis na internet sobre os ”perfeitos 10” que muitas ginastas tiraram, dos anos 70 até o início dos anos 90, conclui-se que, muitos fatores técnicos podem ter influenciado para esta época, digamos, de exageros em relação às pontuações. A maioria das performances com ”perfeito 10” daquela época, hoje em dia, teriam suas pontuações reduzidas.

Se for a um estádio ver uma competição de ginástica artística ou se resolver assistir pela televisão ou pela internet, você notará uma grande quantidade de aparelhos tecnológicos, câmeras de último tipo, com flashes e slow motions a perder de vista. Na época de Comaneci e cia, esta tecnologia de ponta não existia e o julgamento das performances se dava mais por meio de observação visual. Os exercícios também exibiam muitas diferenças. Alguns aparelhos ainda se encontravam em ”sua infância evolutiva” tal como a trave.

Gina Gogean é um famoso e obscuro nome de uma ginasta romena que eu escolhi para mostrar um pouco sobre a história da ginástica romena, uma das mais importantes escolas de ginástica artística em todo mundo.

A evolução cronológica da carreira desta ginasta se divide em ”talento” e ”esperteza”. Ainda que não possa julgá-la em relação ao seu talento no geral, Gogean, basicamente, foi a protagonista de um dos maiores roubos na história do esporte (ela ganhou a medalha de ouro por esta performance tola,enquanto que a ginasta chinesa Kuy Yuanyuan ficou com a prata. Quem tu achas que mereceu o primeiro lugar?? Neste mundial, o quesito ”romenicidade” contou muito) Para quem se interessar, basta procurar no youtube, sobre o mundial de ginástica artística de 1997 (em inglês, de preferência) e constatar o porquê.

Ainda hoje, parece muito comum que as ginastas também sejam julgadas por suas nacionalidades. Isso significa que, se uma ginasta vem de um país com pouco prestígio dentro do esporte, existe uma grande  chance de que sofra com injustiças em relação às pontuações de suas performances.

A ginástica romena se caracteriza por esta mistura de polêmicas, grande talento e popularidade dentro do mundo da ginástica artística e fora dele.

Eficiência e rapidez, as campeãs ”em” tempos de reação e ”em” testes de qi cronometrados 😉

Uma das maiores bobagens dos testes de ”inteligência”, é a ideia de que rapidez se relaciona indubitavelmente com capacidade cognitiva. Eu esqueci que ”Youssein Boult” (nome pseudo-fictício) é um gênio. 😉 (do esporte sim)

Como resultado, nós temos pessoas que pontuam alto em testes de qi apenas porque responderam com rapidez as questões. Como nada está 100% errado, não há como negar que a agilidade mental pode se relacionar de maneira não-linear com inteligência. Depende, visto que nós podemos ter os ”pensadores rápidos” e os ”pensadores lentos”.

No entanto, se não existir uma avaliação precisa, os resultados poderão ser muito enganosos.

Uma das razões para a pouca fiabilidade dos testes de inteligência online, é que muitas pessoas principiam pela agilidade para responder as questões, ao invés de tentar resolvê-los, de fato. E a real resolução de questões dos testes exige raciocínio e não apenas rapidez.

Na ginástica artística, todos os aparelhos são cronometrados, até para que haja certa igualdade de condições entre os competidores. Portanto, além dos quesitos artístico e acrobático, as ginastas também devem respeitar o tempo limite para a execução de suas performances. Do contrário, serão penalizadas pelo tempo excedido. Alguma semelhança com alguns tipos de testes de qi???

O estilo de apresentação romeno é bem demarcado. A expressividade artística ou emocional varia consideravelmente entre as ginastas do país. Enquanto algumas são muito elegantes e artísticas, outras como a Gina Gogean, são (foram) quase tão robóticas quanto as americanas. Tal como eu sugeri no primeiro texto desta série, as ginastas de origem europeia, tendem a variar consideravelmente em seus estilos. Em compensação, as ginastas negras e as ginastas leste asiáticas, costumam ser mais uniformes entre si.

As mais artísticas, mais acrobáticas, mais especializadas, tenderão a ser de brancas.

As romenas tendem a desenvolver níveis de capacidade acrobática, semelhantes ao de russas e americanas. No entanto, como a grande maioria das ginastas americanas são artisticamente débeis e extremamente talentosas na parte técnica ou acrobática, elas tendem a superar as europeias neste último quesito.

Os critérios seletivos aplicados na escolha de ginastas na Romênia, parecem principiar pela agilidade motora e mental visto que a característica mais diferenciada desta escola em relação às outras, é justamente a rapidez com que realizam as suas performances.

Juntamente à velocidade, as romenas (quando acertam as séries) tendem a ser impecáveis, consistentes na execução dos exercícios. Portanto, não existe uma grande necessidade por parte da junta técnica romena, que as ginastas tenham grandes habilidades acrobáticas, mas especialmente, que façam séries consistentes e rápidas. Quanto mais rápida e mais consistente for a série na trave, maior será a nota de execução.

Se a ginasta for muito lenta na execução mas for perfeita na parte técnica, é muito provável, em condições normais de julgamento, que sua nota seja fracionada quanto ao tempo excedido.

Se a ginasta for muito rápida e não apresentar dificuldades, é ”muito” provável que seja penalizada por isso.

Se a ginasta for rápida e inconsistente, isto é, apresentar constantes desequilíbrios ou não acertar as sequências de exercícios (que aumentam as pontuações), será penalizada pelos problemas de execução.

Séries muito difíceis, rápidas, sem hesitações na execução de cada elemento da série e que sejam tecnicamente perfeitas, estão mais próximas do mítico ”perfect 10”.

Chinesas e americanas parecem reunir quase todos os elementos, mas pecam miseravelmente no quesito artístico e isso realmente parece fazer toda a diferença, visto que a ginástica não tem o adjetivo ”artístico” a toa.

Hbd e ginástica romena

Richard Lynn encontrou que a média de qi da população romena se situa entre 90-95, isto é, entre as mais baixas médias de qi do continente europeu.

Deve haver alguma relação entre talento para o esporte e especialmente para esportes individuais e qi.

A população romena é multiétnica.

Além dos romenos étnicos (que também parecem ser multiétnicos), também existem minorias significativas de descendentes de sérvios, húngaros, alemães e ciganos.

Lynn acredita que a razão principal para a média de qi mais baixa dos países dos Bálcãs, é porque a população desta região é híbrida de europeus e médio-orientais. Europeus tendem a pontuar em torno de 100 enquanto que os médio orientais tendem a pontuar em torno de 85. Sem nenhum grande processo eugênico para a inteligência, a população dos Bálcãs parecem expressar perfeitamente bem o resultado da mistura entre essas duas populações. No entanto, estas populações parecem ser misturadas não apenas com ”médio orientais” (mais provável de serem turcos) mas também com outros grupos, como os ciganos.

A variação fenotípica das ginastas romenas é interessante. Gogean por exemplo,  parece fazer parte da ”ala eslava” da população.

A grande campeã de 2004, Catalina Ponor (na foto acima), apresenta uma aparência híbrida, de europeia e (muito possivelmente) cigana.

As estimativas oficiais falam em meio milhão de ciganos da etnia roma, vivendo na Romênia, mas as estimativas não-oficiais falam em até 2 milhões. A presença de ciganos no leste europeu remonta à idade média. É um pouco impossível pensar que algum fluxo genético não tenha acontecido entre os habitantes nativos e esta população durante este período e produzido tipos como Catalina.

A grande maioria dos ciganos roma parecem impossíveis de serem assimilados. No entanto, sempre tem uma minoria de qi mais alto e boa aparência que pode deixar as caóticas e sujas comunidades ciganas e buscar a assimilação dentro da sociedade europeia.

Muitos ciganos trabalham em circos.

Partindo-se da minha neo-hipótese sobre ”vira latas”, muitos ciganos podem ter grande saúde e juntamente a isso, habilidades atléticas. A influência da cultura cigana na cultura espanhola por exemplo, foi enorme e contribuiu significativamente para o desenvolvimento de suas características únicas.

Assim como os cães vira latas são expostos a toda a sorte de interações patogênicas e uma grande seleção dos mais saudáveis tenderá a acontecer (seleção natural pura), o mesmo pode ocorrer em relação aos ciganos, onde a famosa estratégia R de reprodução, ter muitos filhos e ”cuidar pouco”, se apresenta de maneira aberrante.

Muitos ciganos partem para vida criminosa e existem razões biológicas muito fortes para explicar esta situação. No entanto, partindo-se da hipótese levantado por Lombroso e constatado na modernidade, sobre a relação etiológica entre criminalidade e genialidade, muitos ciganos podem ser prodigiosos em muitos aspectos cognitivos como criatividade. Pode ser até possível dizer que para ser criminoso, se deve ser um pouco criativo.

O talento incomum das ginastas romenas pode ser explicado tanto por razões ambientais quanto por razões biológicas.

Assim como acontece em todas as grandes escolas de ginástica artística, no caso romeno, grande investimento no esporte e forte ”peneira” pelas melhores crianças para o esporte, aparecem como fator ambiental determinante para o sucesso.

Fatores biológicos são mais importantes para explicar as características específicas de cada escola, como a perfeição técnica e grande memorização de séries complexas para as chinesas, assim como a leveza corporal, a explosão muscular das atletas negras (e alguns nomes do passado, como da afro-francesa que eu postei no link acima, na parte do campeonato mundial de 97, vergonhosamente ”vencido” por Gogean no aparelho da trave, que foram extremamente talentosas e igualmente injustiçadas por ”alguma razão” muito obscura), a diversidade de estilos das europeias (caucasianas no geral), bem como pela falta de talento artístico representativo e coreográfico entre as anglófonas, em contraste com a tendência de elegância e expressividade emotiva entre as russas.

No caso romeno, eu espreito a possibilidade de que algum fluxo genético entre romenos e ciganos, especificamente aqueles que são mais assimiláveis, possa ter produzido as condições biológicas ideais para o sucesso de muitas ginastas romenas.

Partindo-se da semelhança de condições a que chineses e romenos tem sido submetidos, em ambientes densamente povoados e privações físicas, é muito provável que um ambiente socialmente deprimido, tenderá a resultar em alta mortalidade, mas também irá selecionar pelos tipos com as melhores constituições bio-fisiológicas. E saúde física se relaciona com talento atlético.

Se todas as escolas de ginástica, atrás da cortina de ferro, buscaram o seu lugar ao sol e somente a Rússia e a Romênia, conquistaram e mantiveram seus respectivos prestígios dentro do cenário internacional, talvez, algumas características biológicas gerais e portanto diversas, tais como tipo de personalidade, tipo de interação de personalidade e inteligência e vantagens atléticas, possam ter favorecido romenas, ao invés de sérvias, búlgaras ou húngaras.

O que deve ser interessante questionar é, se todas as nações oficialmente reconhecidas pela ONU, tivessem as mesmas condições para o desenvolvimento de escolas nacionais de ginástica artísticas, não haveria mais a supremacia de algumas poucas escolas?? Ou algumas populações humanas tem uma maior densidade demográfica de talentos atléticos do que outras???

Nem todo mundo pode dançar ou ter uma estrutura óssea mais elástica.

Qi verbal e a inteligência verbal pura

Comunicação>linguagem escrita> qi verbal

Qi verbal, presume-se que meça totalmente a ”inteligência verbal”. No entanto, precisamos ir mais a fundo na essência conceitual dos termos inteligência e verbal, para que possamos de fato compreender qual é a funcionalidade objetiva deste atributo.

A inteligência é um termo muito diversificado, abrangente e complexo que  pode ser resumido por algumas funções:

Capacidade de resolução de problemas

Capacidade de adaptação

Capacidade de memorização e replicação do conhecimento memorizado

Capacidade de interação com o meio em que vive

Capacidade de pensamento abstrato superior.

Este último, basicamente se relaciona de maneira considerável com  todos os outros componentes visto que apresenta uma grande importância hierárquica de funcionalidade cognitiva global. Aquele que é realmente capaz de entender abstrações, estará mais predisposto a

solucionar problemas com maior eficiência

se adaptar melhor, ao reconhecer o que é a realidade (logicamente falando, mas é habitual vermos aqueles com grande capacidade de pensamento abstrato em ”não se adaptar bem” à sociedade, ainda que seja muito, muito relativo e complexo para fazer qualquer conclusão linear)

terá uma memória mais prodigiosa e mais eficiente em recuperar informações cabíveis para determinadas situações

e finalmente, estará mais apto para interagir com maior perfeição com o ”ambiente” (pessoas, circunstâncias e tipos de habitats naturais).

O termo ”abstração” aqui, não se refere especialmente à matemática, à geometria ou ao pensamento verbal sofisticado, visto que, muito pelo contrário, principia-se pela simplicidade da realidade, que a estupidez humana faz o favor de complicá-la. No entanto, isto também não quer indicar que não possamos considerá-las, ainda que a intenção do texto não seja de correlacionar o termo com estas capacidades de natureza utilitária.

Palavras

A função do vocabulário nas sociedades humanas, é a de resumir e dinamizar o pensamento, melhorando a eficiência da comunicação entre as pessoas. As palavras são resumos compactos do pensamento. São onomatopeias sofisticadas.

Aquele que detém maior conhecimento sobre o significado das palavras, presume-se, apresentará uma maior capacidade cognitiva verbal do que os outros.

Mas como eu tenho sugerido aqui, a inteligência medida pelos testes de qi, é idealizada e inerte, baseada nos mesmos princípios que tem regido a pedagogia desde o seu início como ciência do saber, ou seja, a idealização da realidade. A idealização da realidade por si só, não se consiste na realidade, mas em uma tentativa de imaginá-la, em condições ideais.

Portanto, é comum que as pessoas que pontuam consistentemente alto em testes de qi, sejam quase tão inertes quanto os resultados os testes que executam bem.

A inteligência dinâmica, ou seja, aquela que todos nós praticamos a todo momento, é a melhor e mais abrangente maneira de analisar a nossa capacidade. Eu não sou um negador extremista quanto à eficácia dos testes de qi como medidores de inteligência, mas também não sou o oposto, um determinista, igualmente extremista, que acredita completamente no mesmo, a ponto de considerar ”o qi” como sinônimo de inteligência.

As palavras servem como atravessadoras da comunicação mas não são totalmente determinantes nesta função. Houve um tempo em que não existiam vocabulários, nem palavras. A capacidade verbal se relaciona mais puramente com dois atributos essenciais

Capacidade de comunicação (capacidade abstrata didática)

capacidade de organização eficiente do pensamento. 😉

O que vemos nos livros nada mais é do que a execução primordial destas duas capacidades cognitivas globais.

Os escritores são aqueles que são melhores para organizar e comunicar o pensamento (ou pensamentos) que desejam externalizar.

O que os testes de qi verbal medem e o que não medem?

Os testes de qi verbal medem nossa memória verbal ou tamanho do vocabulário. A memória humana é individualmente limitada, é plástica mas não é infinita. Todos nós temos um limite na capacidade para acumular informações adquiridas do ambiente.

Este limite varia entre indivíduos, dentro de famílias, entre e dentro das múltiplas coletividades humanas (seja para sexo, predisposição sexual, partido político, raça, cor dos olhos, etc).

A inteligência verbal é uma integração entre a nossa capacidade para memorizar palavras, que são ”pensamentos e sensações resumidas”, a capacidade para expressá-las, retida pela capacidade de organização destes pensamentos.

Partindo-se deste novo princípio psicométrico específico, a inteligência verbal não mais seria medida apenas pela capacidade de memorização verbal ou tamanho do vocabulário, mas também pela capacidade de exposição deste pensamento, por meio da capacidade de organização do mesmo.

Separando inteligência de personalidade, aquele que tem…

um rico vocabulário

e/ou

uma capacidade superior de expressão (externalização) do pensamento (retido de organização anterior)

…serão verbalmente mais habilidosos, mediante uma perspectiva puramente cognitiva, desprezando a interação entre inteligência e personalidade.

Por exemplo, eu estimei meu qi verbal em torno de 130, mas pode ser possível que ”seja” ”um pouco mais alto”. A minha capacidade para organizar e expressar o meu pensamento (especialmente na minha língua nativa;), especialmente por meio do uso constante de metáforas, é provavelmente maior do que a minha capacidade de memorização verbal. Não basta memorizarmos palavras, também é importante entender gramática.

Eu sou bom para organizar meu pensamento e externalizá-lo de maneira didática, mas sou relativamente ruim em relação à organização das palavras utilizando regras gramaticais. Tenho cometido um grande número de erros na parte da concordância verbal. Portanto, em resumo, eu sou bom na organização do meu pensamento e sou pior do que imaginava, na exposição do pensamento por meio do uso de regras gramaticais.

Testes de qi podem acessar superficialmente bem a nossa capacidade para memorizar palavras assim como também para realizar analogias simples entre elas, mas definitivamente não é bom para analisar a capacidade para organizar o pensamento e externalizá-lo de maneira didática e lógica.

Ser didático, é ser um comunicador eficiente e objetivo.

Como eu disse acima sobre a inércia e dinâmica da inteligência.

A capacidade para organizar o pensamento é uma propriedade cognitiva dinâmica, enquanto que a memorização é inerte.

Nós usamos a todo momento nossa memória para interagir com o meio (sob as mais diversas facetas, níveis e perspectivas, do ”nano ao macro”). No entanto, nós precisamos mais da eficiência deste acesso do que do seu tamanho. Logo, o mais importante é a eficiência e agilidade da memória para capturar as melhores respostas para cada situação. Se qi verbal mede principalmente a memória mas não mede a capacidade executiva, ou global, então não acessa a totalidade da inteligência verbal.

Para finalidades puramente cognitivas, o qi verbal responde por metade desta necessidade.

Para finalidades diversas, como interagir com o meio, sem no entanto, levar em consideração a interação entre inteligência e personalidade, o qi verbal é apenas correlativo, visto que não alcança a capacidade de manipulação ou uso do potencial, apenas mede a capacidade expansiva (limitada) deste potencial.

A capacidade para organizar o pensamento e se comunicar é a parte mais importante da inteligência verbal. Nossa capacidade de comunicação evoluiu primordialmente para atender a esta necessidade.

Mas e como ficariam os gagos e os mudos??

Para toda minoria com desvantagens evidentes, existe a necessidade de adaptação. Na verdade, os próprios seres humanos se viram na necessidade de inventar regras mecânicas de comunicação para agilizá-la, torná-la mais eficiente, visto que a palavra tende a ter um significado concreto, enquanto que grunhidos, especialmente no nosso patamar de sofisticação mental, aparecerá como menos eficiente para ser usado como uma ferramenta de comunicação entre dois, ou mais indivíduos.

As pessoas mudas, usam a linguagem de sinais, que é eficiente mas tende a apresentar desvantagens, tal como a impossibilidade da comunicação de longa distância ou sem visualização da linguagem dos sinais, realizadas pelas mãos.

Os sinais se assemelham mais aos grunhidos emitidos por humanos primitivos bem como por inúmeras espécies sociais, do que com a linguagem gutural ou por meio da fala.

No caso dos gagos, parece que não existe um suporte psico-cultural que possa atender às demandas de comunicação do grupo. Se como eu sugeri na minha hipótese sobre o fenótipo extremo da gagueira, em que os mesmos se veriam destituídos por uma coesão interna de personalidade, ”essencial” para os sistemas humanos de interação, cooperação e hierarquia, então podemos pensar em formas de adaptação alternativa. Eu também sugeri que as desvantagens desta população, seriam acompanhadas por vantagens incomuns como a capacidade de interpretação, com base em expressividade emocional (e provavelmente para cantar) e capacidade para copiar e expressar sons e sotaques de idiomas e dialetos diversos.

No entanto, tanto no caso de gagos e mudos, suas deficiências contextuais potencialmente objetivas, não são causais quanto a qualquer avaria dentro dos atributos cognitivos verbais puros. No entanto, como somos dependentes dos outros para viver, produzir e sobreviver, vê-se, especialmente para os gagos, uma real necessidade de melhoria da funcionalidade global verbal, que tem como princípio evolutivo primordial, a capacidade de comunicação eficiente.

Cereja, a bela dama de vermelho

Envolta pelo branco do castelo francês,

luzes fracas, cristais em jarras, plantas tropicais adornando o dote,

Todas loucas, acesas mamas, prontas para o bote,

Lábios temperados, brancura aumentada, faces de mel

Às cartas mecânicas, que não se dobram,

às regras da boa dama,

à baixa estatura perto do macho.

A atrevida cereja, desmancha a igualdade de mentes,

de hábitos,

teu vestido vermelho, longo atrás, curto a frente, à moda de ruelas francesas,

mornas pernas, cabelo picado ao coque de esmeraldas do mercado negro,

Beleza da ousadia, olhar com lascívia,

Aguarda o transtornar de olhos desconfiados, há algo de errado no meio do salão,

Todos formais e exuberantes, ela, formalmente louca e transpirante

Dança sem compasso, como quiser,

Espreita aos mais interessantes, mas lembra daquela amante, à mulher de cérebro de homem,

Do trem frio da estepe russa,

Ao baile quente de faces em frenesi,

Zumbis da própria aparência,

Ela, a rainha de sua própria subserviência,

A escrava de si mesma,

A cereja, é ela, a bela dama de vermelho,

que os olhos de todos agora ão de fitar.

Aforismos desvairados sobre percepção e realidade

Quando a luz do sol quase lhe cegar os olhos, quando o vento tiver muitos sabores diferentes, quando seu sempre brigar com o chão e teimar em lhe fazer doer os joelhos, quando o calor for muito maior do que pela percepção dos comuns, quando o frio lhe fizer ranger os dentes, quando o ranger de colheres no mármore lhe provocar mal estar, quando o mesmo ranger não causar mais breves avarias sensoriais do que naquela experiência, quando tudo isso que todos sentem, te fizer refletir e pensar, roubar sua percepção pelo suposto supérfluo, pelo desinteressante, por fenômenos que estão em outra dimensão observável, tal como fila indiana de formigas, tu estarás em comunhão com o todo que te pertence, perceberá ao Deus invisível e serás mais sábio, mesmo que por alguns minutos

A realidade se desenrola distinta aos olhos de todos, mas é pouco desafiante aos olhos dos tolos.

Quando silêncio e o vento cortam a sua epiderme em uma manhã de céu tímido e nuvens infladas, a caminhada pela paisagem campestre abafa o mundo de espadas e espinhos que te aguarda.

Em momentos de breve desespero, a luz fraca da esperança brilha mais forte.

Nas andanças da mente criativa, não há linearidade de pegadas, apenas uma constelação de rabiscos chamuscados pelos mesmos pés que agora pouco haviam passado ali.

À perturbação do humor, o passado é tão real quanto o presente. O futuro é o mais certo de todos eles.

Para aqueles que vivem do passado, a beleza de momentos que já foram vivenciados aumenta, a feiura é apagada ou adquire um ar de aprendizado.

Para aqueles que vivem no passado, o presente é um futuro infinito e chato.

Para aqueles que vivem pelo passado, a criatividade é uma grande ameaça.

Sorrir custa caro para aqueles que vivem a realidade.

O orgulho do escalador de montanhas de verdades, é atacado por pedras daqueles que juram nunca julgar os seus semelhantes. É por isso que o atacam. Porque o corajoso não é igual à corja.

A gentalha se acumula em multidões e repetem mantras em uníssono.

Certas verdades são tão evidentes que apenas a inconsciência é capaz de explicar.

O pior de todos os sentimentos é a pena. É a superioridade inconsciente.

Coragem de dizer o simples e apontar para o óbvio, não é coragem, é decepção.

A farsa da educação superior

Decorar e obedecer é viver.

Santos modernos e ocultos também podem buscar o seu lugar ”ao sol”. Tentei o mestrado e não passei. Será que eu sou burro??

Quem é melhor, a criança que sabe tudo sobre dinossauros ou sobre países, mas que não é a primeira da turma nas matérias tradicionais ou o clássico cdf (nerd)??

Eu vos regalo a resposta

As duas são igualmente boas… menos para o sistema, onde o memorizador, mantenedor inconsciente do sistema, é sempre o melhor e mais requisitado.

Em uma sociedade, todos os tipos de mentes são importantes. Temple Grandin que o diga.

A educação como eu tenho alertado aqui, se relaciona a uma série de princípios equivocados sobre inteligência e promoção da inteligência.

A educação se baseia na

igualdade cognitiva e

determinismo ambiental (e completo desprezo pela genética).

A grande maioria dos professores (que são estúpidos) acreditam nestes dois princípios visto que pensam que suas intervenções apresentam grande valia para o aumento do intelecto dos seus alunos. Eles também acreditam que a educação promove o aumento da inteligência, isto é, as pessoas mais ”estudadas” e ”esclarecidas” se tornaram mais inteligentes ao longo da carreira acadêmica. Provavelmente, eles devem imaginar que com o tempo, a exposição constante ao ”conhecimento”, aumenta o volume cerebral e matéria cinzenta das pessoas. Todos os meus leitores já devem ter tido a famosa aula de biologia sobre LAMARCKISMO E DARWINISMO. Quem não se lembra do exemplo da pescoço da girafa?!?

Mas não se adquire inteligência, se nasce com ela. Portanto, a ideia de que anos maçantes dentro de uma sala de aula irão ser recompensados com o incremento da inteligência, é uma completa estupidez.

Maior conhecimento, necessariamente não é sinal de maior inteligência.

Não é a montanha (conhecimento) que vai a Maomé (homem), é Maomé que vai à montanha.

As pessoas mais inteligentes é que buscam por mais conhecimento e não o contrário.

Educação e conhecimento não são a mesma coisa.

A educação é uma estrutura hierárquica para a promoção meritocrática de indivíduos que sejam bons replicadores do conhecimento humano acumulado.

O conhecimento em si, é o atravessador de um conjunto de técnicas ou ideias que visa resumir suas etapas de desenvolvimento. Em outras palavras, ao invés de fazermos por nós mesmos, pegamos o manual e vemos como deve ser feito.

Quanto mais honesto e sincero for o interesse para se adquirir conhecimento, maior será a inteligência.

Até um determinado teto, educação e inteligência são amplamente intercambiáveis.

No entanto, quando o interesse intelectual se torna em obsessão intelectual, a educação começa a se distanciar da inteligência e pode-se dizer que chega a um ponto em que ambas se tornam contrárias entre si.

O nível mais alto da inteligência é a genialidade, que se baseia na unção desta com a criatividade, com a sabedoria ou com as duas ao mesmo tempo… (que são estilos cognitivos ou de inteligência)

A maioria dos grandes gênios historicamente reconhecidos da humanidade ou foram de sábios, criativos ou os dois.

A criatividade, como eu tenho sugerido neste blogue, é um perfil cognitivo oposto daquilo que entendemos como inteligência, ou seja, capacidade de memorização e replicação, artificial e especializada.

Educação superior não promove o gênio, o solucionador de problemas e a criatividade

Quanto maior é a inteligência genuína, alimentada por grande obsessão intelectual, mais assimétrica ela tenderá a ser e mais incompatível será com o sistema meritocrático de longo-prazo e não-inovador da educação superior.

Algumas pessoas entendem a aquisição de conhecimento (e posterior manipulação) como um hobby, como um dos prazeres da vida. A recompensa está justamente na aquisição do conhecimento ou no trabalho criativo, seja de natureza artística, científica, filosófica ou literária.

Em compensação, a grande maioria daqueles que pertencem à ”fração inteligente” (qi acima de 105) não parece ver a aquisição de conhecimento como finalidade, mas como um meio para alcançar status social e ganhar mais dinheiro.

A ”educação superior” não é apenas predominantemente incapaz de promover os diferentes tipos de gênios por causa de seu sistema meritocrático que é anti-‘intelectualmente obsessivos” (e a favor dos ”intelectualmente interessados’), mas também porque interesses políticos mesquinhos e medíocres, desfavorecem ao pensamento livre.

Se a criatividade em seu mais alto nível, necessita desta liberdade de pensar, então a carreira acadêmica, monótona e longa, está consideravelmente desvantajosa em relação às necessidades dos muitos tipos de gênios, especialmente os criativos.

E como eu sugeri em um texto anterior, as pessoas mais criativas costumam ter uma grande densidade de ideias por dia. Isto significa que, é muito comum que aqueles que produzem um grande volume de ideias criativas, não sejam capazes de organizar a sua vida dentro dos moldes burocráticos e portanto lineares do sistema de educação superior.

Uma das prováveis explicações para o suposto desaparecimento de gênios criativos na sociedade ocidental, se dá muito mais por razões ambientais do que genéticas.

A promoção do tipo de inteligente que se assemelha às populações leste asiáticas, o tipo confuciano de inteligente, é totalmente oposta ao criativo clássico.

Conclusão

Portanto, como eu tenho sugerido muitas e muitas vezes aqui, o sistema educacional parte de pressupostos completamente equivocados sobre a biologia cognitiva humana e os aplica em toda a sua estrutura.

Os resultados são facilmente notados:

desigualdade social severa,

desprezo pela verdadeira criatividade,

confusão entre aparência (qi, dentre outros métodos indiretos de avaliação cognitiva) e essência (verdadeira inteligência),

monotonia nas universidades, dentre outras instituições de ensino superior

e

patologização oficial por meio da psiquiatria de todas as possíveis facetas bio-fenotípicas da criatividade humana.

O sistema educacional prioriza aquele que tem ”interesse intelectual”, mas despreza  aquele que tem ”obsessão intelectual”, uma das características mais importantes da genialidade. Quanto mais alto é o nível educacional, maior será a rejeição burocrático-mecânica dos muitos tipos de gênios, especialmente os criativos, que são de intelectualmente obcecados.

Hipótese, canhotos e ambidestros tendem a apresentar perfis assimétricos de inteligência técnica (qi)

Todos são savants, mas alguns são mais savants do que outros. 😉

Um dos mais importantes marcadores bio-psicométricos das denominadas ”dificuldades de aprendizagem” são as pontuações discrepantes de qi. Muitos estudos tem sugerido que existem mais canhotos com algum tipo de ”dificuldades de aprendizagem” em comparação à população neurocomum. Isto é, enquanto que 10% da população tenderá a ser de canhotos, acredita-se que um percentual maior deles poderá ser alocado dentro da categoria ”dificuldade de aprendizagem”.

Dislexia, dispraxia, discalculia, autismo, TDAH, etc… Todos aqueles que apresentam um perfil discrepante de capacidades, muito bom em alguns componentes, muito ruim em outros, terão grandes chances de serem categorizados como portadores de ”dificuldades de aprendizagem”.

Asiáticos tendem a ter maior qi espacial do que qi verbal. Ashkenazim apresentam perfil cognitivo oposto, com qi verbal maior do que o espacial. As diferenças de pontuações em testes de qi, podem ser coletivas e individuais.

Todos nós costumamos ser melhores em algum componente cognitivo do que outro. Alguns são mais simétricos em suas capacidades, onde o qi performance representará parcialmente bem o seu perfil técnico de inteligência.

Outros são mais assimétricos. A maioria das pessoas são medianas em inteligência técnica, a minoria que denominamos como ”elite cognitiva” tenderá a se dividir em muitas categorias.

Aqueles com alto qi espacial e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi espacial.

Alto qi matemático e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi matemático.

As pessoas com ”dificuldades de aprendizagem”, tenderão a apresentar grande disparidade entre as suas forças e as suas fraquezas.

Alguém com discalculia por exemplo, será muito ruim em matemática e não apenas abaixo da média.

No entanto, é comum que o portador desta condição cognitiva minoritária também seja muito bom no componente verbal.

O mais interessante nas ”dificuldades de aprendizagem” é a amplitude cognitiva, ou seja, a diferença quantitativa e qualitativa de níveis entre o componente que é mais forte (força) com o componente que é mais fraco (fraqueza).

Esta variações mais amplas entre talento e deficiência, parecem ser ecos do savantismo, onde esta discrepância é substancialmente significativa. O savant reúne em si, o gênio e o retardado mental. Aqueles com dificuldade de aprendizagem, podem reunir os dois tipos, no entanto, em níveis muito menos severos.

Um dos meus mais fortes palpites para a moderna etiologia psiquiátrica do gênio é justamente em relação às ”dificuldades de aprendizagem”, ou seja, ao contrário do que a psicometria e a ”educação especial para superdotados” tem enfatizado, os mais inteligentes e especialmente, os tipos geniais, terão como marcador de sua extrema capacidade, a amplitude cognitiva, com uma grande habilidade, medida ou não-medida por testes de qi, e não apenas as pontuações altas de qi, com a linha termaniana como parâmetro (qi acima de 130).

Ou seja, para ser um virtuoso extremamente talentoso no violino, deve-se sacrificar alguns componentes cognitivos, tal como acontece com o savantismo, onde a deficiência abre espaço para a ilha de genialidade.

Canhotos e pontuação discrepante de qi

Canhotos podem ser mais propensos do que os destros, para exibirem pontuações individuais de qi mais discrepantes, ou seja, onde a amplitude cognitiva das forças em relação às fraquezas, será bem maior. Esta hipótese é uma amplificação da teoria dos ”ecos do savantismo”, que eu determinei com sendo o autismo, onde a relação deficiência e habilidade, é evidente.

Cérebros mais simétricos tenderão a exibir maior aleatoriedade na distribuição das habilidades cognitivas do que os cérebros dos neurocomuns. A principal diferença entre os dois tipos é a de que os cérebros dos neurologicamente comuns se constituem na maioria da população humana. Normalidade é apenas uma questão estatística.

Hipótese para medição da criatividade humana em indivíduos e coletividades

Para a medição adequada da criatividade, existe a necessidade de se quantificar a quantidade de ideias criativas que um ser humano pode ter ao longo de um dia. No entanto, como as pessoas mais criativas tendem a ser emocionalmente instáveis, existe a necessidade também para medir a densidade de ideias criativas nos dias onde ocorrem ápices de produção de ideias novas.

A quantidade de ideias criativas de alto valor ou a qualidade das ideias como demarcador para a genialidade

Pessoas genuinamente criativas, isto é, que são aquelas que podem produzir uma grande quantidade de ideias novas ou incomuns, se diferenciam dos gênios criativos pelo número e (ou) pela qualidade de ideias criativas de alto valor ou com alto potencial para ter grande impacto.

Conhecimento geral e criatividade

Para produzir ideias novas, existe a necessidade de se ter um nível elevado de conhecimento geral, isto é, ter alguma proficiência em vários ramos do conhecimento humano. Não existe a necessidade de ser extremamente bom em todas as áreas, como trivialmente vemos entre aqueles com alto qi performance (ou total), mas para que novas ideias possam ser criadas, existe a necessidade de que a memória possa ser eficiente para compilar pontos relevantes ou lógicos de cada ideia. Em outras palavras, existe a necessidade de produzir correlações (quantidade) lógicas entre diferentes ramos do conhecimento humano e quanto mais causalidades (qualidade), maior será a genialidade.

Conhecimento geral não se relaciona apenas às matérias escolares ou ramos da ciência, mas também a tudo aquilo que se relaciona com o intelecto humano e que possa ser usado de maneira benéfica pelo indivíduo, para o seu próprio bem-estar ou da sociedade.

Portanto, além de matemática, história, geografia, química, literatura ou física, o altamente criativo também pode ser proficiente em ”seriado Friends” ou em métodos para fazer crochê. A área em que o criativo tem interesse apaixonado, não é necessariamente o mais importante, contanto que ele consiga produzir muitas ideias…

O conhecimento geral não quer indicar necessariamente que ”deve ser bom ou proficiente em tudo”, visto que poucos serão bons em tudo. A maioria das pessoas se especializam em suas respectivas áreas.

Você pode ter grande conhecimento em uma área e não saber manipulá-lo na produção de novas ideias.

O altamente criativo com grande conhecimento geral, tenderá a produzir muitas ideias diferentes, de grande amplitude e riqueza de combinações pouco usuais.

O altamente criativo que apresenta maior foco, tenderá a produzir ideias criativas dentro de uma menor gama de fontes de inspiração. Este tipo é um híbrido entre o ”puramente” criativo e o quintessencialmente não-criativo visto que mesclará o estilo criativo com o estilo ”inteligente” ou mantenedor (memorização superficial e replicação).

Conclusão

Portanto, o criativo puro ou clássico, é aquele que produz uma grande quantidade de ideias por dia e se esta é a manifestação mais característica do fenótipo cognitivo da criatividade, então devemos partir dele para medir o talento criativo e sua distribuição e diferenciação fenotípica pela população. (gênios criativos, criativos clássicos, criativos híbridos e os pseudo-criativos ou criativo-”savant sty-lish” ).

Inteligência, não é apenas a ALTURA, mas também a CONSTRUÇÃO

No mundo moderno, dizer ”qual” é o ”seu” qi, se tornou uma espécie de comprovação de sua inteligência. Este tipo de diálogo é surreal pra mim. O problema nem é o qi, mas a maneira extremamente superficial com que os seus resultados são interpretados e sua reverberação para o meio social, onde além de ser retratado como substantivo de inteligência, também passa a ser visto como símbolo biológico de status social. Um pouco triste e lamentável que o ego humano pareça ser muito mais poderoso do que a sabedoria.

Qi não é uma parte do corpo humano. É uma medição quantitativa de atributos cognitivos que são de natureza técnico-utilitária. O mundo moderno necessita de pessoas que tenham boa memória, sejam socialmente funcionais e que consigam compreender um conjunto específico de regras e replicá-las. Presume-se que quanto mais eficientes forem os indivíduos que conseguirem atender a essas demandas técnicas, maiores serão as suas pontuações em testes cognitivos.

Os testes cognitivos medem a superficialidade da inteligência. É o melhor que temos por agora, até porque já perdemos um século negando a influência genética sobre a inteligência humana ou  determinando o qi como substantivo para capacidade cognitiva global.

Como nos tornamos presos à realidade abstrata dos resultados de qi como fidedigna representação da capacidade cognitiva individual, passamos a negar qualquer possibilidade que possa se distanciar deste modo de entender o intelecto humano ou (especialmente) de interpretar os resultados concretos de capacidade que não validem a distribuição normal de distribuição de pontuações de qi.

Proposta para a interpretação sensata dos resultados de um teste de qi

Os testes de qi, pressupõe-se que meçam inteligência (em seu todo). No entanto, para princípio de conversa, os testes não medem todas as perspectivas da inteligência, porque não existe apenas um tipo de inteligência.

As pessoas de qi mais alto (em média) tendem a se fazerem melhores colaboradores ou cooperadores do que aqueles com baixa pontuação. Para o modelo atual de civilização em que vivemos, a socialização funcional e superficial (criar uma ampla rede de ”amigos” para socializar em diferentes conveniências do dia-a-dia) e a captura e replicação de regras técnicas, (duplamente) igualmente superficial, são as qualidades necessárias para que se possa ser financeiramente bem sucedido, ao nível de classe média alta. Entre os multi milionários, a socialização superficial e os atributos técnico-utilitários aumentam quanto a sua complexidade, no entanto, não se relacionam com os atributos mais hierarquicamente importantes que determinam conceitualmente o que é a inteligência humana.

A nível individual, a inteligência humana é ainda mais complexa, visto que cada ser humano é único. As circunstâncias ambientais das mais diversas naturezas, influenciam substancialmente tanto na externalização da inteligência para o meio social quanto para o uso dela como meio para a auto-promoção do bem estar, material, mental, social, espiritual etc…

Coletividades são estatísticas e são mais facilmente acessadas pelos testes de qi, visto que se os testes medem nossa funcionalidade mecânica contextualmente direcionada ou requisitada, então nada mais fácil do que a medição de uma máquina, tal como são as sociedades humanas.

Atributos técnico-utilitários ( o cooperador-competidor) 

O ser humano pensa, interage, produz e sustenta.

Os testes de qi medem a nossa capacidade para sustentar a sociedade, baseando-se em nossos atributos técnico-utilitários, ou seja, nossa capacidade para memorizar tarefas repetitivas e executá-las, buscando mitigar o número de erros ao máximo possível.

Qi mede superficialmente bem este atributo.  No entanto, é muito menos eficiente na mensuração de nossa capacidade para interagir e pensar. Quanto à ação ”produzir”, a validação predominante dos testes apresenta-se relativa visto que a produção de produtos pode se fazer tanto por meio da criatividade  quanto pela sustentação do esqueleto mecânico das sociedades complexas.

Os testes de qi não apenas parte do errôneo pressuposto de ”igualdade qualitativa por meio da desigualdade quantitativa”, mas também da ideia determinista de ”grandeza crescente”, onde pontuações maiores reverberarão em maiores capacidades, indiscutivelmente globais.

Mas Davi derrubou Golias.

Qi parece medir ”maior capacidade de funcionamento dentro das sociedades complexas”, mas isso é muito relativo.

Funcionamento para quê??

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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