Arquivo | novembro 2014

”Racismo” ou reação instintiva ao predador???

Pessoas educadas, boas, gentis e prestativas ‘tenderão a ser’ bem tratadas em qualquer lugar do mundo.

Vamos imaginar que você está em uma floresta acampando e depois de alguns dias de descanso e ar puro, um urso gigante e com fome aparece bem na sua frente. Em condições normais, o seu instinto afloraria e seu cérebro mandaria para você, sinais fisiológicos como aumento do suor corporal e da vigília perceptiva, como medidas para te alertar sobre perigo iminente.

Você não conhece o urso, mas ele é maior, mais pesado, mais dominante que você, que é um bípede fracote e esquisito. Você está sendo preconceituoso com o pobre urso, que pode ser um cara.. um animal legal, daqueles que nós levamos pra casa pra cuidar. Mas o preconceito é necessário porque você não conhece o urso pessoalmente e no mais, ele já demonstrou que é um predador.

A espécie humana também apresenta as mesmas divisões que encontramos ”na” natureza com relação à existência de predadores, presas e intermediários.

Mas o que isso tem a ver com ”racismo”???

Devem estar se perguntando…

Simples, tal como o urso é um predador, é muito comum que uma proporção de indivíduos de certas variedades raciais humanas também sejam de predadores e/ou variações intimamente derivadas.

 

O problema é a psicopatia não-decantada e não a raça

 

Quando estamos em uma sociedade com fartura de alimentos, a necessidade intensiva de cooperação diminui e aumenta a circulação de predadores. Enquanto que nas regiões de clima muito frio ou muito severo, a seleção natural tende a favorecer o mais inteligente porque a inteligência, até determinados limites, se relaciona positivamente com maior atratividade física que por sua vez se relaciona com maior saúde. Portanto, logo de início, quando os primeiros seres humanos foram expostos ao clima mais frio ou mais rigoroso, os mais saudáveis, mais atraentes ou com rostos mais gracilizados, sobreviveram mais do que aqueles com características faciais mais robustas ou especialmente, com maior incidência de defeitos fisiológicos. A segunda onda de seleção natural, decantou os tipos mais saudáveis pelos que cooperaram mais.

Nas regiões intertropicais, não há a intensa necessidade de cooperação. O espaço para povoamento e circulação é maior, a fartura de alimentos é maior e sua disponibilidade é constante. Este fator reduz a cooperação, porque não é tão necessária quanto em ambientes de muito clima muito rigoroso.

Este fator pode ajudar a explicar a maior incidência de psicopatas dentro da população negra.

EM MÉDIA, as raças negróides subsaarianas tendem a apresentar uma maior proporção de comportamentos de natureza psicopática, tal como a menor cooperação, a violência, a impulsividade sexual, etc…

É EVIDENTE que não estou afirmando que, ”todo negro africano é assim”, mas é muito mais comum do que nas sociedades euroasiáticas.

Os índices de criminalidade entre as raças humanas se distribui da seguinte forma, os asiáticos do leste (japoneses, chineses, sul coreanos, especialmente) são os menos violentos, especialmente as mulheres asiáticas; os caucasianos europeus são intermediários (norte europeus, especialmente os escandinavos, são os mais pacíficos enquanto que os ”eslavos são” os mais violentos) e os negros subsaarianos e sua diáspora out-of-africa são os mais violentos, claro, mediante uma comparação entre os 3 principais troncos raciais taxionômicos.

O blogueiro americano Robert Lindsay, fez uma observação muito interessante sobre as comparações raciais de comportamento. Percebam que, os homens leste asiáticos, tendem a ser tão pacíficos quanto as mulheres brancas caucasianas. Isto significa que, se uma população não-selecionada de brancos europeus migrar para o Japão, eles poderão engrossar as estatísticas de crimes no país e ganhar o status de ”subclasse”. Comparativamente falando, isso faz muito sentido!!!

A perspectiva comparativa também tem um papel importante.

 

Racismo na Índia e no Suriname???

 

O zumbi esquerdopata mais perto de você, aprendeu e replicou que a principal causa do racismo (branco) é o preconceito. Portanto, mesmo que você já tivesse se situado sobre o comportamento médio negro e mesmo que tivesse chegado à conclusão que, ”não gosta de pessoas negras, em média, sem haver a necessidade de ter uma justificativa racional ou lógica”, o zumbi ainda te acusaria de ser preconceituoso. Mas será que o acusador também não estará sendo preconceituoso contigo???? 😉 (como diriam alguns, ”eu se divirto”)

As explicações populares e totalitárias para o comportamento médio, especialmente de jovens negros, são

Opressão da ”sociedade branca”;

Preconceito;

Falta de oportunidades provocada pelo ”legado da escravidão”;

Falta de ”educação de qualidade”.

 

Os negros não vivem ou convivem somente com as pessoas brancas em suas sociedades brancas, mas também estão espalhados por várias outras regiões, como o Oriente Médio, a Índia e a China. Em todos esses lugares, ”as pessoas nativas tendem a ser preconceituosas” com eles, primeiro, porque os euroasiáticos tendem a ser mais geneticamente parecidos uns com os outros, seja em relação a comportamento ou aparência. Uma das possíveis grandes divergências raciais da espécie humana se dá justamente entre a população negra subsaariana e o ”resto”. Segundo que, os negros não são nativos, portanto o tratamento desconfiado não é apenas uma regalia oferecida aos negros, mas a qualquer um que não seja um local. É a regra em todo mundo, inclusive na África negra, aliás, lá, costuma ser até pior.

Terceiro que, muito provavelmente, o aumento de uma população negra não-decantada nestas regiões, propiciará inevitavelmente ao aumento da criminalidade. Percebam que eu estou usando o adjetivo ”não-decantada”.

As pessoas comuns (mas também vocês e eu) tendem a generalizar bilateralmente sobre  eventos, fenômenos e padrões que se sucedem. Portanto, é muito comum relacionar raça negra com criminalidade. Mediante o velho sistema científico de correlação e causalidade, de fato, mediante uma perspectiva correlativa e causal, isto é verdadeiro, visto que existe uma macro cadeia de similaridades eventos que se sucedem em todos os lugares onde existe uma população negra subsaariana não-decantada.

No entanto, mediante as múltiplas perspectivas, nenhum determinismo unilateral deve prevalecer. É correto afirmar que duas pseudo-contradições possam não apenas ”conviver”, mas também se afirmarem mutuamente.

A violência se correlaciona com a proporção de negros de uma determinada região e é inclusive geneticamente causal. No entanto, esta é apenas uma perspectiva, do objeto abstrato que estamos analisando, visto que, se existem negros pacíficos, e é claro e evidente que existem, então a causalidade será predominantemente correlativa, especialmente porque estamos lidando com uma abstração demográfica.

A predisposição inata para a violência indubitavelmente se relaciona com o espectro da psicopatia.

O problema não é a raça fisiológica, mas a raça mental da psicopatia. A ideia de que o termo ”raça”, só possa ser aplicado para explicar variabilidade fisiológica, não se sustenta, porque raça não está contida no mundo dos reais, parafraseando um professor de matemática mais próximo de você. No entanto, pelo fato de ser uma abstração, não significa que não exista.

Portanto, as razões para que as pessoas em todos os lugares do mundo em que existe uma diáspora subsaariana nativa, desenvolvam mecanismos de defesa (mediante suas mentalidades dualistas e binárias) se dá da mesma maneira quando nos deparamos com uma ameaça natural, isto é, um predador, na natureza, ou seja, o instinto de sobrevivência.

Mas nem todo urso é um predador. 😉

Alguns ursos são menos violentos do que outros.

A pobreza de explicações e a histeria psicótica e megalomaníaca de um esquerdopata ao acusar qualquer pessoa de ”preconceito” sem analisar com requinte de detalhes as motivações do seu algoz do momento, bem como, de principiar pelo DIÁLOGO (palavra mágica na cabeça de grande parte da humanidade, tal como Deus), funciona perfeitamente para os ditames da elite que ”agora” domina as sociedades ocidentais, ou seja, a imposição de pensamentos totalitários pela própria população visando na redução de sua própria liberdade.

Além de ser irracional, também será anti-científico gritar como uma judia histérica de um sanatório vienense do início do século XX, impropérios analfabetos sobre a moral de uma pessoa,

sem conhecê-la

sem conhecer suas motivações

sem buscar por diálogos que busquem o acordo ou a ponderação.

A violência ou a predisposição para cometer crimes:

é predominantemente genético (quer mais?? NÓS somos predominantemente genéticos, nós somos nossos genes. Ainda que outros fatores bio-ambientais também possam ter influência variável na criação de um fenótipo psicopático violento, dependerá de caso para caso),

está indubitavelmente relacionado com o espectro da psicopatia (ainda que existam psicopatas não-violentos ou que, não estão em uma situação ou pressão que o torne violento),

não é patente de nenhuma raça, de nenhuma população aglomerada mediante critérios biológicos, como os canhotos, por exemplo,

pode ser ambientalmente controlada, mas quanto mais forte for o ímpeto inato para transgredir regras de comportamento civilizado (especialmente a moralidade objetiva ou honestidade), maior será a impulso para cometer crimes, portanto, muitos psicopatas com estas predisposições passam incólumes durante anos sem ser identificados, até o primeiro crime.

Todos nós queremos viver em uma sociedade funcional, pacífica, cooperadora e ainda mais agora, também queremos uma sociedade onde as pessoas sejam respeitadas pelo que fazem de bom e não pela roupa que vestem ou por preferências comportamentais anormativas subjetivas ou neutras, isto é, que tenderão a não ter um impacto negativo sobre a harmonia daquela sociedade.

MUITAS pessoas negras também desejam o mesmo. E até poderia dizer que muitos psicopatas inconscientes, do qual, muitos negros poderiam ser caracterizados, também gostariam de viver em sociedades tranquilas, seguras e fartas em qualidades e virtudes. No entanto, por causa de eventos muito antigos, uma boa parte das tribos africanas remanescentes, ”selecionaram” a psicopatia, justamente por causa da necessidade menos intensa de cooperação em ambientes intertropicais. Ou melhor dizendo, os psicopatas se aproveitaram da vida menos conturbada na zona intertropical e procriaram mais, aumentando os conflitos tipicamente masculinos de competição e pulverizando a cooperação de grupo. Isto ainda não quer dizer que não existam tribos pacíficas na África Subaariana e nos mostra que micro-adaptações divergentes da norma local, também aconteceram paralelamente.

De fato, ”ter um amigo negro”, não é sinal de hipocrisia, somente na mentalidade UGAUGA, das cavernas, destas pessoas fanático-dogmáticas. 😉

Será por meio das variações dos espectros que poderemos fazer evoluir a ciência, a filosofia e a religião, e não por meio desta mentalidade ”us and them”, ridiculamente primitiva. E no caso deste texto, eu estou me referindo especialmente aos ”esquerdopatas”.

 

 

 

 

 

 

Curando uma doença chamada inteligência

O país que é a própria antítese da inteligência, que conhecemos como Brasil, agora quer contribuir para ”curar” algumas das únicas criaturas humanas andando sob a face da Terra que são verdadeiramente inteligentes, autodidatas por excelência.

Nenhum país do mundo é mais anti-intelectual do que o Brasil. Se você quer apostar sua virgindade, seu status social e sua popularidade em ”terras tupiniquins”, apenas pareça realmente inteligente e verá uma rejeição por grande parte da população. E mesmo a ”fração inteligente”, mediante critérios termanianos, está bem distante de ser uma reserva minoritária e decrescente de pessoas realmente inteligentes. Basicamente, o nível de inteligência do brasileiro de classe média, é ligeiramente inferior à média americana. Talvez, nós possamos dizer que a classe média alta brasileira, equivale à classe média americana, Agora imagine onde a classe (média) ”mérdia” brasileira se localizaria…

Para quem assistiu a deliciosa sátira de ”O pestinha”, clássico filme dos anos 90, sobre a sociedade americana, pode ter uma breve noção quanto ao nível da classe média brasileira.

Será que eu sou um dos poucos indivíduos que não conseguem ver o ”autismo” como uma doença neuro-fisiológica objetiva, isto é, que sempre tenderá a causar danos irreversíveis ao seu portador e que muito pelo contrário, existe uma tendência para o talento e a inteligência naturais dentro desta população, que não encontraremos, mesmo em uma grande multidão de ”neurocomuns” (????)

Pois é, no país da estupidez, da mediocridade, da inveja, do ”jeitinho” (doce desculpa para incompetência e remediação de suas complicações), agora, nós também temos pesquisadores que estão muito preocupados em erradicar o estorvo chamado ”autismo”. Claro, a nossa querida humanidade, tão evoluída e inteligente, quer continuar a se ”aperfeiçoar”…

Quando interferimos radicalmente na natureza, o resultado tenderá a ser bizarro.

”Um dos sintomas do autismo é o isolamento social”. Frase proferida pelo jornalista da reportagem que deixei o link. Vamos analisá-la.

Apenas uma frase pode conter uma enorme quantidade de informações e fatos que DEVERIAM ser muito relevantes para aquele que trabalha na ”produção” de notícias. Mas nós sabemos que os nossos repórteres não costumam ser muito inteligentes não é mesmo??

Isolamento social é um sintoma??

Febre é um real sintoma, uma manifestação fisiológica, ”isolamento social” não é… Portanto, o uso da palavra ”sintoma” para se referir a ”isolamento social”, não está contido no mundo real.

Será que um ermitão é um doente mental?? Qual são as credenciais objetivamente verdadeiras destes pesquisadores, os famosos neurocientistas (provavelmente, uma das mais estúpidas categorias laborais da psicologia), para que possam determinar que ”o autismo” seja indubitavelmente um problema de saúde pública???

Se um grande número de autistas não estão empregados, então uma das razões para o isolamento social de muitos deles, não é biológica, mas ambiental visto que o ambiente de trabalho entre os adultos equivale à escola para crianças e adolescentes (aborrescentes), enquanto local de socialização.

A ideia de que os autistas são desprovidos de empatia, enquanto que uma das marcas para a ”normalidade” seja justamente a empatia, é completamente absurda e se baseia (mais uma vez) em uma interpretação tola, errônea da realidade. Os autistas são mais sinceros, mais honestos do que grande parte dos neurotontos, quer dizer, dos neurocomuns.

O super sincero, que sempre ou quase sempre diz a verdade.

Eu imagino que, em uma mesa redonda de professores universitários de psicologia, de esnobes, a ideia de sinceridade pareça mais próxima de insanidade do que de naturalidade.

Eu sou totalmente favorável à cura para o AUTISMO CLÁSSICO. Agora, para todo o resto do espectro, eu espero (mas eu também devo ser muito inocente ao estilo autista, 😦 ) uma maior compreensão quanto aos efeitos ambientais ou interativos entre os ”autistas” e os ”neurocomuns”. No entanto, pelo ”andar da carruagem”, nossas ”elites cognitivas” continuarão a esfregar seu ”sucesso” subjetivo e status intelectual, e a cometer as suas sandices de sempre…. como a tentativa flagrante de eliminar a piscina genética que realmente produz gênios.

Eu imagino o tal ”pesquisador” brasileiro e seu brinquedo… quer dizer, ‘em’ seu laboratório de genética e suas ”preferências” políticas e ideológicas…

Se Lombroso ”estiver” realmente mais certo sobre a etiologia e as características da genialidade humana, do que Lewis Terman, então algo de muito grave está acontecendo e estamos ostracizando, condenando ao anonimato, ao sofrimento solitário ou buscando eliminar o fenótipo dos gênios do mesmo calibre que Aristóteles ou Darwin, pelos ”termites”, super normais e completamente mudos em termos intelectuais, isto é, REALMENTE intelectuais. E eu conheço MUITOS que são exatamente assim.

A minha comparação sobre ”educação”, ”conhecimento” e estupidez se encaixa perfeitamente com esta situação, onde ”o conhecimento PARA o estúpido (de qualquer franja de qi) poderá ter o mesmo efeito que uma granada nas mãos de uma pessoa que não sabe manejá-la”.

Para entender o ”autismo”, nós devemos

Ouvir o que os ”autistas” tem a nos dizer,

Comparar suas inteligências de maneira objetiva e direta (e não tenho dúvidas que serão mais inteligentes do que os neurotontos),

Estudar com afinco e profundidade, os possíveis efeitos ambientais, ou interações interpessoais e interdimensionais sobre os seus comportamentos,

Des-patologizar estilos de personalidades não-sociais (não confundir com ”anti-sociais”, ainda que, sociopatas e psicopatas de alto funcionamento costumem ser muito sociáveis e até onde vai o espectro da sociopatia para a população não-diagnosticada como tal, é um mistério). Apenas na conferência da ONU, dá para ter uma ideia da abrangência demográfica da personalidade psicopática dentro da população humana,

Redefinir o conceito de ”empatia” como ”honestidade”, duas palavras inquebrantáveis em relação aos seus significados ligeiramente destoantes e portanto que são essencialmente iguais,

Estudar o impacto do autismo e do espectro largo da condição sindrômica sobre o talento, genialidade e realizações humanas (como em uma pintura rupestre mais perto de você),

Apenas o começo…

Mas uma de minhas constatações mais decepcionantes, que tenho falado com frequência aqui, é que ”dizer o óbvio, parece algo consideravelmente difícil de compreender” pelas amebas humanas.

Até quando??

Intolerância, perfeição e a evolução do comportamento social humano

Quando ”o mais absurdo” é o mais provável de ser…

A maioria das pessoas ‘comuns’ são tolerantes para uma série de situações absurdas de nosso dia-a-dia. A normalidade, mais parece um modo de vida onde todas as cadeias diárias de erros primitivos são sumariamente desprezados. São muitos os exemplos:

– É normal vermos pessoas vivendo na rua e no lixo,

– É normal vermos ‘animais’ de rua, magros e maltratados pelo descaso,

– É normal vermos pessoas estúpidas ganhando uma enorme quantia de dinheiro enquanto que o honesto e trabalhador que sustenta as nações, ganhe uma miséria,

– É normal darmos enorme consideração para cédulas de dinheiro do que para a vida, aliás, ”adoramos” papéis como representação da realidade, como os diplomas por exemplo,

– É normal julgarmos as pessoas pela aparência, mas não pela essência,

– É normal defendermos uma classe parasita e a venerarmos tal como se fossem deuses,

– É normal desprezarmos as injustiças, mesmo quando elas acontecem bem debaixo de nossos narizes,

– É normal usarmos a palavra DEUS como desculpa para toda a cadeia de conflitos evitáveis que a humanidade produz,

– É normal confundirmos subjetividade como objetividade e vice-versa,

– É normal aceitarmos que as interações interpessoais humanas mais pareçam com isso…

O EMOCIONALMENTE ”INSTÁVEL” TEM RAZÃO DE ESTAR ASSIM???

Algumas pessoas são fanáticas por futebol, outras são fanáticas por música. A vida humana pode ser resumida como a repetição constante de vícios e virtudes. Os vícios são a manifestação de nosso ego, as virtudes são a manifestação de nossa alma.

Existe um grupo de pessoas que não se conectam obsessivamente por nenhum destes apetrechos culturais desenvolvidas pela mente humana para distração, porque são ”buscadores por transcendências existencialistas” como a ”perfeição”.

Então nós temos os ”buscadores por sensações”, os ”buscadores da verdade” e também temos os ”buscadores da perfeição”. Os 3 grupos de obsessivos (todos nós somos algum tipo de obsessivo) que determinam suas transcendências pessoais por meio da ênfase por abstrações holísticas e concretas (no caso das sensações), que são aqueles com uma mente existencialista, ou seja, que estão em busca de um sentido maior da vida.

O emocionalmente instável tenderá a ser altamente intolerante com erros e isso é muito bom. Imagine se vivêssemos em uma sociedade onde as pessoas fossem alérgicas a erros, a quantidade de problemas seria dramaticamente reduzido.

A inteligência, tal como fomos habituados a reconhecer, não se relaciona assim tão consideravelmente com instabilidade emocional, ainda que seja muito comum que este fenótipo comportamental seja encontrado em gênios.

Os mais inteligentes, mediante critérios termanianos ou qi, tendem a ser altamente tolerantes para com toda a cadeia de conflitos evitáveis ou problemas que cotidianamente, desgraçam a existência humana. Além da completa falta de sabedoria, é como que se este tipo se utilizasse de várias desculpas geneticamente programadas para evitar se aprofundar dentro da panaceia da mente humana.

A instabilidade emocional tende a se relacionar com graus de adaptabilidade ao contexto de circunstâncias e eventos. Os mais adaptados, tendem a desprezar a enorme quantidade de erros evitáveis que a superestimada ”humanidade” produz a nível diário.

Se você é um perfeccionista, mas o meio social onde está inserido não é, então existe uma grande chance de atrito entre a sua cultura neurológica, que é uma buscadora pela perfeição, e a cultura coletiva predominante, que abarca a sua existência, onde você está contido e te pressiona para que se adapte (ignore a imperfeição).

O perfeccionismo pela interação interpessoal é um traço muito comum entre as manifestações contextualmente minoritárias de ”neurodiversos” como os autistas. A presença de uma  reatividade emocional dentro deste grupo não tem como causa fundamental a sua biologia, mas especialmente a sua interação com o meio, partindo-se de uma perspectiva interior, ou do próprio indivíduo centralizado.

Portanto, mediante a perspectiva do indivíduo emocionalmente instável ou reativo, não existem razões para desenvolver um estado anafilático de alegria e positividade, se o mundo em que estão inseridos, é caracterizado principalmente pela desarmonia das múltiplas interações.

O ”neurodiverso” tende a vivenciar muito mais profundamente o ambiente do que o ”neurocomum”. Se o ambiente está salpicado de erros ou desarmonias, ele sentirá organicamente esta realidade e se expressará por meio da negatividade. O neurodiverso, tenderá a replicar a realidade em seu próprio comportamento, se ele sente muito mais profundamente o ambiente em si.

Portanto, quando vemos a revolta não-fisiológica de uma pessoa autista, isto é, que não é o resultado de qualquer desordem do sistema nervoso per si, estamos basicamente assistindo também a desarmonia do ambiente. É como se, metaforicamente falando, o indivíduo incorporasse o ”ser” ”ambiente” dentro de si e replicasse o seu grito por meio da reatividade emotiva.

PERFECCIONISMO, SUICÍDIO E IRRITABILIDADE

Vamos imaginar que você está em uma situação limite, em que falta água, comida, um animal selvagem com o dobro do seu tamanho está a espreita para te atacar e está perdido em uma floresta muito densa. Para complicar, está anoitecendo. Em uma situação como essas, não há como qualquer indivíduo são, não se tornar irritadiço.

Para a maioria de nós, esta é a situação limite por excelência. Mas para algumas pessoas, o limite da tolerância é muito mais baixo. E eu vos diga mais,

ELAS ESTÃO CERTAS.

Tal como eu tenho mostrado de diferentes maneiras aqui no blogue, seja por meio da poesia (Rosas Raras), seja por intermédio dos textos, tal como a definição do perfil psicológico-cognitivo dos ”solucionadores de problemas”, algumas pessoas são mais sensíveis, sensitivas ao ambiente e podem capturar com maior rapidez e eficiência, a ”imagem maior” e portanto, as raízes mais profundas de todos os problemas. É por isso que são solucionadores natos de problemas, visto que não estão preocupados em solucionar a superfície de um sistema, mas o ponto fundamental, o esqueleto do sistema, que o sustenta.

EVOLUÇÃO DO COMPORTAMENTO HUMANO

O caminho para harmonização objetiva das relações humanas, pelo que parece, só se dará quando aqueles que são fortemente intolerantes em relação aos conflitos evitáveis (quase todo conflito humano é evitável, em condições perfeitas de racionalidade e ponderação) substituírem demograficamente a maior parte da população humana, que é predominantemente inconsciente ou mesmo conivente com a maior parte dos problemas que produzem e que interagem  abarcando obviamente este macrocosmo transcendental que a espécie dominante e beligerante deste planeta produziu, levando consigo uma grande quantidade de espécies não-humanas, seja para o geno-cídio alimentício, seja para a escravização direta ou indireta (domesticação).

Nem todo emocionalmente instável terá este potencial para captura de problemas e externalização deste sentimento por meio da reatividade emotiva. Em muitos casos, a biologia terá um papel mais importante para determinar este tipo de comportamento. No entanto, os emocionalmente ”instáveis” que desenvolvem esta reatividade sensitiva negativa (especialmente) por causa de sua interação biológica ou genética com o ambiente, ”incorporando” a desarmonia predominante deste para si mesmo, apresentam um enorme potencial para a harmonização das relações humanas, aqueles que eu também denominei como ”savants sociais”.

Mesmo que (e de fato é), a causa para a sensibilidade emocional seja predominantemente biológica, isto não quer dizer que não seja produzida também ou especialmente pelo ambiente. O determinismo biológico, enquanto hierarquicamente mais importante para explicar um determinado comportamento, não se sobrepõe completamente em como esta dinâmica interativa irá se dar, muito menos na importância da intuição do sensitivo, especialmente dos tipos mais geniais e de sua confiabilidade para explicar os problemas transcendentais humanos.

A maioria dos ”normais”, usam seus cérebros filtradores e ”racionais” para explicar uma situação como essa. A revolta e a intolerância são indispensáveis para a evolução comportamental humana, assim como também a ponderação e sabedoria.

Revolta para o mal objetivo, sabedoria para o bem objetivo.

A objetividade ponderada é a verdadeira beleza da sabedoria e muitos intuitivos sensitivos sabem disso.

Metáforas aforísticas sobre inteligência, criatividade e sabedoria

Inteligência sem sabedoria é inútil e perigosa. Inteligência sem criatividade é monótona.

A Criatividade sem a inteligência está para o Romeu sem o veneno do amor.

A sabedoria está para a inteligência assim como o ancião está para o aprendiz.

A sabedoria não é um estado mental resultado da velhice. Não é porque está velho que automaticamente se tornará sábio.

Serenidade não é plena sabedoria. A plena sabedoria é a genialidade. Serenidade é o estado inconsciente da sabedoria.

A sabedoria está para a criatividade, assim como a utilidade está para o momento.

A criatividade é dinâmica e atemporal. A sabedoria é atemporal e temporal.

O autodidata é o único ser realmente inteligente. O resto entende o conhecimento como responsabilidade, o inteligente entende o conhecimento como alegria.

A vida está para o oxigênio assim como o inteligente está para o conhecimento.

A insanidade do gênio é a hiperrealidade.

A sanidade do normal é a verdadeira loucura da humanidade.

O amor incondicional é a suprema sabedoria. Mas a paixão desgovernada é a suprema inconsciência.

Deus se encontra em um átomo.

A ‘educação’ substitui a inteligência por memória robótica, subjetiva e desapaixonada. Despreza e exclui a criatividade. Criminaliza a sabedoria.

A escola odeia pensadores livres.

O fanático defende com ferocidade o seu mestre parasita.

A igualdade de condições, gera desigualdade de resultados.

A desigualdade igualitária de condições, geral igualdade diversificada e especializada de resultados.

Refutação quanto à perspectiva moral normativa de Cesare Lombroso em seu trabalho ”O Homem de Gênio”

Nem tudo o que Lombroso disse é ouro

Eu tenho comentado várias vezes aqui sobre Cesare Lombroso. Não restam dúvidas quanto ao seu brilhante trabalho do século XIX sobre a relação entre genialidade e ”tendências psicopatológicas”.

Em relação à perspectiva técnica, ”O homem de gênio”, mostrou-se impecável e atemporal quanto a sua utilidade. No entanto, no que se refere à perspectiva moral, o livro deixou muito a desejar, especialmente porque o criminologista utilizou de suas próprias considerações pessoais de moralidade para julgar o comportamento e as predisposições psicológicas dos homens de gênio, fazendo com que a análise que propôs, perdesse um bocado de seu alcance. Ainda que não se possa, sob hipótese alguma, descartar este trabalho, quanto a sua capacidade de descrever a genialidade, seja em relação a sua etiologia, seja em relação às suas características gerais, existe a real necessidade de buscar entender o que Lombroso quis dizer com relação a muitos de seus julgamentos de natureza moral sobre o comportamento desta população. E é exatamente isso que vamos fazer agora.

EXCENTRICIDADES???

Uma das conclusões de Lombroso sobre a relação entre genialidade e comportamento ”excêntrico”, foi a de que o cérebro doente dos gênios é o  responsável pela excentricidade. No entanto, devemos tentar buscar a objetividade e abrangência das perspectivas.

Por exemplo, sabe-se que Nikola Tesla desenvolveu obsessão por pombos no final de sua vida (isto sem falar de outras idiossincrasias). Será que isso se consiste em alguma forma de ”insanidade”??

Julgá-lo por insanidade, especialmente pelo grande gênio que foi, me parece muito mais uma forma (real) de preconceito do que uma análise desapaixonada, analítica e portanto científica.

Lombroso pecou consideravelmente a partir do momento em que sobrepôs suas considerações pessoais sobre moralidade como parâmetro de definição de ”insanidade”.

Ao focalizarmos em uma determinada perspectiva, tendemos a perder todo o resto.

A obsessão de Tesla assim como outras de suas idiossincrasias se diferiam enquanto qualidade, a raridade do comportamento, mas não em termos de grandeza, isto é, ele jamais foi o único ser humano ou dentre poucos que já ”sofreu” com obsessões.

Por exemplo, a obsessão das pessoas ”comuns” em relação ao STATUS SOCIAL, se difere apenas no tipo de obsessão que Tesla desenvolveu, mas continua a ser obsessão. Se você é obcecado por pombos ou por status social, isso realmente faz alguma diferença??? (especialmente mediante uma perspectiva neutra, sem julgamentos)

No entanto, a relatividade do julgamento não pode ser aplicada no mundo real para todo tipo de obsessão. Por exemplo, cometer assassinato ou roubar, cleptomania, etc…

Ainda que se possa usar o termo ”excentricidade” enquanto um conjunto incomum de comportamentos, isto não significa que excentricidade será igual à insanidade.

NORMALIDADE NÃO É IGUAL À NATURALIDADE.

NORMALIDADE é apenas uma questão de estatística.

A ideia de que muitos gênios historicamente reconhecidos do passado foram de ”insanos”, precisa ser mais profundamente investigada do que apenas por meio do uso de parâmetros normativos para julgar comportamentos, especialmente se forem subjetivamente morais, isto é, se não causarem problemas objetivos na sociedade.
PSICOSE, PENSAR POR SI PRÓPRIO, ”NORMALIDADE”, PENSAMENTO predominantemente INCONSCIENTE

Os gênios tendem a ser muito mais psicóticos do que a média. A psicose se relaciona com a desorganização da percepção real. No entanto, também se relaciona com a super percepção da realidade. E é aí onde a conexão entre genialidade e psicose se faz mais presente.

Aquele que não tem uma formato de realidade pré-programado, pode manipulá-la mais intimamente e pensar em coisas que a maioria das pessoas desprezam. Os famosos insights criativos ou ”pensar fora da caixa”, realmente fazem sentido a partir do momento em que entendemos que os psicóticos tendem a pensar por conta própria. A importância da capacidade cognitiva aqui é muito grande, visto que, um psicótico comum tenderá a enxergar apenas aquilo que sua mente desorganizada está interpretando, enquanto que o gênio terá a capacidade para enxergar a realidade ao manipular melhor a ”desorganização” de sua percepção ou ”não-organização”.

Pense na mente dos ”comuns” por meio da metáfora onde uma pessoa está olhando para um cubo mágico planificado. Agora pense na mente do psicótico como uma pessoa que está olhando para pedaços de cubo mágico voando aleatoriamente pelo espaço abstrato. Pense na mente do gênio como aquele que pode ver a simplicidade em meio à complexidade da aleatoriedade instável de eventos ou, fazer correlações potencialmente causais entre as peças esvoaçantes do cubo mágico. Para encaixar uma peça na outra e produzir algo que seja criativo e ao mesmo tempo lógico, é necessário ter grande percepção enquanto que para o psicótico, a quantidade de erros será muito maior do que de acertos.

A psicose promove a abertura para a realidade ou para a hiperrealidade, que é dificilmente acessada pelos comuns. Mas somente a sabedoria e a inteligência que poderão nos levar para esta ”nova” dimensão sem nos perdemos pelo caminho.

O psicótico se joga do precipício, mas muitas vezes não conseguirá bater asas e voar, embora muitos psicóticos ”comuns” possam ter a destreza de fazê-lo. Em compensação, o comum (o velho ”normal”) será puxado do precipício por seu juízo. O gênio e o sábio voará muito alto quando se jogar.

A ideia de que a própria psicose se relacione com insanidade, ao ponto que, possam ser consideradas como sinônimos, não se sustenta a partir do momento em que QUALQUER PROPRIEDADE ABSTRATA E PORTANTO, METAFÍSICA, está passível de manipulação conceitual interna. Portanto, dentro da própria psicose, existe uma grande variedade de manifestações da condição. Algumas serão mais características para com o conceito usual enquanto que outras serão até mesmo o seu exato oposto, ou seja, não é aquele que cria mais padrões erradas e produz uma realidade distorcida, mas aquele que consegue captar a hiperrealidade por si mesmo. Um tremendo talento para observação e percepção.

Portanto a ‘insanidade” do gênio a que Lombroso tanto se referiu em seu trabalho, não se consiste em uma tendência objetiva retida de todas as perspectivas. E talvez, o diagnóstico de ”insanidade” do gênio, possa significar na verdade em uma grandiosa capacidade de percepção para entender a realidade.
A criatividade enviesada pela autoconsciência, se dá a partir do momento em que se compreende que a vida social (mamífera) é um grande teatro comportamental pré-programado e predominante inconsciente. O criativo é de fato, aquele que pensa por conta própria. E para um homem como Lombroso, fortemente inserido dentro do cenário social e cultural vitoriano da metade do século XIX, qualquer forma de comportamento desviante dos ditames majoritários e de ”bom tom”, seria visto como alguma forma de desvio da ”normalidade” e portanto que se consiste ou só pode ser explicado como uma patologia.

Se eu penso por conta própria, então eu não vejo limites invisíveis de comportamento e de ideias e posso produzir a quantidade de ideias e me comportar do jeito que eu quiser. Isto parece um pouco como ”selvageria comportamental”, mas é uma pseudo semelhança. Lombroso deve ter retido sua observação de ”atavismo” do gênio, por meio da captura de comportamento excêntrico entre eles. Mas atavismo e neofenótipo são muito relativos.

”INSANIDADE MORAL”

No século XIX, época de Lombroso, o ”comportamento homossexual” por exemplo, ‘era” fortemente rejeitado pela sociedades ocidentais. No mundo de hoje, declarar-se publicamente como ”racista”, é uma forma de grave ofensa moral. Se você percebeu bem, a ”maleabilidade” da mente do homem comum é bastante significativa,  subjetiva e falsa.

Lombroso, que não há dúvidas, que seria definido como ”racista” se vivesse em nossa época, também seria considerado como um ”moralmente insano”.

O comportamento moral derivado da sabedoria (Deus) é objetivo e universal. O comportamento moral ”tipicamente” humano é subjetivo e local.

É muito provável que muitos gênios não fossem as pessoa mais honestas e empáticas do mundo, no entanto, o ser humano não é um átomo complexo separado do seu meio. Partindo de uma série de possíveis especulações, muitas pessoas, hoje em dia por exemplo, que podem ser definidas como (intelectualmente) geniais, podem usar sua extrema capacidade de maneira ”desonesta” para ganhar a vida, seja porque a vida não lhe deu outra alternativa ou por pura comodidade pragmática.

No entanto, mediante alguns exemplos, particularmente ridículos, que Lombroso usou para ”comprovar” a ”insanidade” do gênio, como ”um amor exagerado por animais”, nos mostram que suas considerações sobre insanidade moral não se basearam em objetividade mas nos pressupostos normativos que eram cronicamente comuns na sociedade europeia do final do século XIX.

 

 GÊNIOS E MATÓIDES, ”INSANIDADE” SUBJETIVA E INSANIDADE OBJETIVA

Mediante a maneira com que Lombroso descreveu a ”insanidade moral” dos gênios, mais parece que todo gênio seria também um matoide . No entanto, como eu tenho mostrado aqui sobre a moralidade, algumas formas de comportamento podem ser objetivamente negativas ou positivas e na verdade, o próprio comportamento pode ser internamente contextual, isto é, depende muito em como será a influência deste sobre a harmonia do ambiente. É objetivo se tem um impacto direto,  negativo ou positivo. É subjetivo, quando não tem um impacto direto. É como sexo para procriação e para recreação mediante o prisma da concepção.

Se a maioria dos gênios historicamente reconhecidos do passado não foram sobre-representados no mundo do crime ou da política (ou mundo do crime, 😉 ), então é provável que ao menos em relação à objetividade da moralidade, eles também não foram de ”insanos”.

Lombroso deixou bem claro as diferenças entre o gênio verdadeiro e o matoide.  Agora, se Voltaire preferia os animais aos seres humanos, isso não é sinal de insanidade, muito pelo contrário…

DUPLA PERSONALIDADE DO GÊNIO, ACEITAÇÃO DA HIPERREALIDADE E PORTANTO DE NOSSA PERSONALIDADE DUALISTA??

Todos nós somos providos de duas personalidades. E eu ainda acredito que tenhamos uma terceira personalidade (ou persona). Eu propus que esta terceira personalidade seria justamente aquela que nos conecta com Deus e com tudo aquilo que não se relaciona com as frugalidades contextualmente inconscientes do reino animal. Todos nós temos a dualidade, dentro de nós, que no entanto mais se consistiria em um trio de identidades. As duas personalidades ”animálias” lutam entre si pelo domínio da mente. O domínio da ”terceira personalidade”, seria o consenso entre as duas personalidades animálias. A colaboração entre o Ying e o Yang, produzirá a sabedoria e a genialidade, visto que ambas tendem a se manifestarem em conjunto.

As pessoas mais criativas tendem a ter cérebros não-filtradores de informações e estímulos que são captados através da interação com  o ambiente.  A realidade  tem uma gravidade mais pesada  para estes tipos em relação à emoções, sensações e respostas às ações e/ou eventos.

Todos nós vivenciamos (muito mais) nossas duas personalidades dualistas. Portanto, a manifestação deste tipo de pseudo-disordem em gênios, se difere em relação ao populacho apenas por uma diferença de níveis.

E se os gênios são extremamente autoconscientes e portanto, estão intensamente conectados com a realidade, então eles vivenciarão a natureza dualista universal da existência, de maneira muito mais enérgica do que em relação às pessoas ”comuns”, explicando maravilhosamente bem o porquê de ”terem” dupla personalidade. No entanto, todos nós temos…

Lombroso deve ter desprezado ou sequer ter tido conhecimento do mundo de falsidades que consistia as sociedades europeias conservadoras. Não muito diferente de hoje em dia.

PATOLOGIA CEREBRAL E INSANIDADE

Eu já disse que a autoconsciência pode ser alargada pela ”doença”. E  isso acontece com certa regularidade. A genialidade parece se relacionar consideravelmente com predisposições psicopatológicas, porque estas condições sindrômicas, não apenas criam percepções completamente diferentes daquelas que são vivenciadas pela maioria (que são potencialmente criativas), mas também porque alargam a percepção humana.

O psicótico não tem um tipo de cérebro que o faz refém de percepções distorcidas da realidade. É a capacidade cognitiva do psicótico médio que faz com que desenvolva uma tendência crescente de perda de contato com a realidade. A capacidade cognitiva elevada, pelo contrário, o colocará em contato direto com a realidade. Não é a distorção para menor contato com a realidade mas também para grande contato. A psicose é como se fosse um som que tem um volume desregulado, ou é muito baixo ou é muito alto.

Portanto, é a interação com o meio que, dependendo do nível de capacidade cognitiva do psicótico, o fará um verdadeiro ”insano” ou um verdadeiro gênio e/ou sábio.

ALTRUÍSMO ”EXCESSIVO”

Lombroso comentou sobre a tendência do gênio para desenvolver uma espécie de ”altruísmo excessivo”. Parece que todos os comportamentos ”desviantes” que foram catalogados por Lombroso, se relacionam com a extrema autoconsciência dos mesmos e não apenas ou resumidamente com alguma forma de doença mental. Portanto, aquele que sente mais o peso gravitacional da realidade, tende a se tornar mais sensitivo, emocionalmente reativo, perceptivo e criativo.

A reatividade emocional do gênio não é apenas o resultado do seu cérebro desequilibrado, mas também de sua interação com um mundo marcadamente estúpido. O nervosismo, a raiva e a depressão podem ser predisposições mais exacerbadas entre as mentes mais poderosas da espécie humana, mas os gatilhos ambientais poderão ter um papel muito importante para a piora do quadro mental destas pessoas.

O altruísmo excessivo muitas vezes se manifestará porque a grande capacidade perceptiva do gênio o fará valorizar as pessoas realmente virtuosas e por causa de suas tendências perfeccionistas, mesmo para micro-interações interpressoais, eles tenderão a procurar pelo máximo possível de perfeição na socialização e tal como o asperger, se tornará frustrado ao saber que a socialização humana é essencialmente subjetiva. A solidão comumente, nos faz mais ”carentes”. Mas o termo é abusivo, tal como os critérios de julgamento moral que Lombroso usou para patologizar a genialidade. A ”carência” do gênio não é porque tem baixa auto estima (geralmente, o contrário é muito mais comum), mas porque tem enorme dificuldade para encontrar pessoas que estão compatíveis ao seu nível de intelecto.

A genialidade não é psicopatológica, porque assim como a inteligência, a genialidade é o resultado de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos e ambientais. A genialidade é o fenótipo, a combinação entre doença mental e alta inteligência é o seu genótipo fisiológico.

A ideia de patologia do gênio não se sustenta enquanto manifestação comportamental e cognitiva. Não tem como definir como doente, aquele que pode entender o mundo como realmente é, mais do que grande parte da população poderia tentar fazer. Mas a relação entre disfuncionalidade cerebral (excesso ou falta) e a genialidade é causal em sua raiz. Mas sem a sua manifestação ou externalização, inteligência, criatividade, sabedoria ou genialidade, serão apenas palavras soltas pelo ar…

CONCLUSÃO

”O Homem de Gênio” é, na minha opinião, o livro mais importante sobre ”genialidade” que já escrito, apesar de sua antiguidade. No entanto, tal como muitos autores posteriores a ele já haviam comprovado, as considerações morais (normativas) de Lombroso, são predominantemente dispensáveis, visto que foi usado julgo de valor pessoal e unilateral sobre a determinação do que é normal e do que não é normal. E como eu sempre falo, ”a normalidade é superestimada”.

Os gênios não serão ”loucos” ou ”insanos”, apenas porque tendem a apresentar comportamentos excêntricos e/ou desviantes. Ao invés de ”insanidade”,  nós teremos ”extrema autoconsciência”, que produzirá as condições ideais para uma mente autodidata e independente. A transgressão de regras de comportamento, se relacionam consideravelmente com a produção de ideias criativas, visto que os mesmos mecanismos que produzem um, produzirão o outro.

Lombroso, em sua época, apenas replicou uma tendência muito comum no mundo acadêmico, a de super centralização ou focalização no objeto de estudo e posterior super generalização (desumanização) do mesmo.

Os gênios tendem a ser emocionalmente instáveis porque uma mente com aguda capacidade perceptiva aumenta os sentidos e as sensações. E para complicar esta situação, a interação dos gênios com os seus respectivos meios sociais de vivência, não será das melhores, visto que as diferenças de percepção entre eles e as pessoas comuns serão enormes e que portanto, não serão intercambiáveis. Esta predisposição para a mútua incompreensão, pode ter consequências consideráveis para o bem estar mental dos homens (e mulheres) de gênio.

Todas as tendências psicopatológicas dos gênios, tenderão a ser alargadas por suas dificuldades para navegar pelo meio social humano. Ainda que a condição da genialidade possa ser considerada como uma forma de psicopatologia, sua cultura neurológica tenderá a ser mais sã, racional e sábia de todas.

Os genes são fundamentais, mas suas interações com o meio também serão.

Minha pequena hecatombe nuclear de emoções

Minha alegria, minha alma,

Minha energia, meu sol, meu poente
Felicidade sempre, melancolia me adora,

bailamos pelo salão de tristezas e rimos de nossa frieza
Minha euforia, meu grito silencioso, meu movimento,

minha pequena hecatombe nuclear de emoções,

A condensação do fogo de minha existência, arde e se consome sozinho e por inteiro, se devora de fora e pra dentro,
É a fênix sem corpo, sem formato, sem vida, apenas energia,

É o leve desespero, é o breve amor sincero,

Todo dia, toda hora, todo minuto,

EU VIVO, eu grito, eu mudo, eu agito, eu penso, eu duvido, eu produzo e destruo
Eu nasci para vivenciar tudo o que há de mais belo nesta vida,

Eu nasci sem propósito assim como a todos, mas criei o meu próprio destino,

Eu decidi sem consentimento explodir cada pedaço da minha existência,

Agora eu sou eterna turbulência,

Minha dívida é meu frenesi, explodir para produzir e me sucatear por inteiro,

Amo a todos e vos odeio,

Mas não se preocupem, porque quando eu abrir os meus olhos,

o mar de lágrimas irá me levar para onde nunca saí,para o interior do meu Deus, brincar com Buda e levantar a saia de nossa senhora,

Minha hecatombe de agora, a que nunca vai embora…

Gosto musical e qi (Gosto musical e Inteligência) mediante uma perspectiva tupiniquim parte 1

Gosto não se discute??? 🙂

A inteligência não é apenas a capacidade de memorizar e replicar determinado conhecimento. Também não é apenas a capacidade para acumular dinheiro ao longo da vida. A inteligência tampouco se relaciona ”apenas” com habilidades específicas. Ser inteligente não é apenas demonstrar sua capacidade, seja por meio de manifestações indiretas-correlativas ou diretas-causais, mas também se relaciona consideravelmente com tudo aquilo que abarca a personalidade humana.  Não é que inteligência e personalidade sejam a mesma coisa, mas ambas se relacionam consideravelmente. Ainda que existam exceções óbvias, a regra nos mostra que o gosto musical tende a se relacionar linearmente com inteligência.

Da mesma maneira que o mais inteligente tende a ser melhor para executar funções do dia-a-dia do que os menos inteligentes, ele também será mais propenso a ”acertar” no gosto musical e preferir pela qualidade.

O que música clássica, rock clássico, música popular de alta qualidade e música instrumental (não-clássica) tem em comum???

Simples, estes são gêneros musicais atemporais, isto é, que não são apenas modismos sonoros populares.

Aquilo que é de boa qualidade, dura muito mais tempo.

A ideia de que ”o gosto não se discute”, se assemelha à várias ideias-prisões tais como ” a beleza é relativa”, ”todos tem a sua opinião” ou ”somos todos iguais”. Todos estes mantras que são constantemente entoados pelos ”zumbis da modernidade” nada mais são do que armas que são usadas contra o livre pensamento e contra a verdade dos fatos. Ainda que exista um fundo de verdade na relatividade da beleza, na natureza universal das opiniões e na igualdade da condição humana e existencial, a verdade para cada mantra é muito mais holístico e diplomático do que esta pobreza de significados.

Gosto não se discute em uma perspectiva do debate público, mas pode ser discutido sob outras perspectivas. São as múltiplas perspectivas desbaratando todo e qualquer discurso totalitário e dando significância racional e lógica à complexidade e à relatividade.

Roqueiros tendem a ser mais inteligentes que funkeiros e isso não está em discussão porque se consiste em um fato, facilmente comprovado no cotidiano, por simples observação.

Psicoticismo, masculinidade e alto qi

Os roqueiros estão para os funkeiros em termos de inteligência, da mesma maneira que os ateus estão para os religiosos. A diferença entre os dois grupos é tão significativa que parece bastante estúpido negar esta realidade.

Em média, os roqueiros tenderão a ter vocabulários maiores e mais sofisticados, maiores médias de inteligência técnica, maior proporção de sábios e criativos, maiores habilidades matemáticas e visual-espaciais do que os funkeiros.

O padrão universal para os amantes deste gênero musical é a combinação entre personalidade psicótica, maiores níveis de masculinidade e tendência para ”ter” qi acima da média.

No Brasil, a média de inteligência dos roqueiros, é bem provável de situar-se bem acima da média nacional. Portanto, se a média nacional de inteligência quantitativa ou qi se situa em torno de 87-89, para os roqueiros brasileiros, isto é, a população que tem como principal predileção musical, o rock, será esperado uma média de qi próxima a do nível universitário, ou seja, em torno de 104-107.

No caso do rock no entanto, a causalidade correlativa (‘pura’) entre inteligência (fazer a escolha certa) e o gênero musical, não será linear, visto que muitos subtipos do rock parecem estar distantes de qualquer parâmetro de beleza sonora. Como resultado, é esperado que, para estes subtipos específicos, os fatores ”personalidade psicótica” e ”masculinidade”, sejam mais importantes do que apenas ”inteligência”.

Funkeiros e a obviedade

Preciso dizer mais nada… )*-*(

Se você não for mais um ”sensível” que prefere ”fazer o bem”, se tornando um elemento social ativo para a propagação do pensamento totalitário ou se você for uma pessoa com o mínimo de inteligência decente, já sabe que é fato palatável e constatável que tudo aquilo que se relaciona puramente com inteligência, tenderá a estar sub desenvolvido entre uma boa parcela da população que tem como principal predileção musical, o gênero funk brasileiro.

Funk também parece se relacionar com personalidade psicótica, que é comum entre os proles.

Não restam dúvidas que a média de qi deste grupo tenderá a ser muito baixa. Em comparação à média nacional, eu acredito com fé que a média de qi para os funkeiros se situe em torno de 75-80 ( acima de 80, só se for depois de um combo de efeitos Flynn, 😉 ).

Como eu me refiro à médias, é possível encontrarmos uma minoria de alto qis, amantes deste gênero (medonho). Neste caso, a preferência política e o traço ”abertura para experiências”, podem ter um papel importante para este tipo de combinação.

Vale ressaltar que o funk carioca ou brasileiro, em quase nada se assemelha ao velho funk americano, o original e extremamente dançante dos anos 70 e 80 (excelente para festas e noitadas regadas à orgias, não falo por experiência própria mas porque é mesmo).

Música Clássica

Muitas vezes, inteligência e sabedoria estarão estampadas nas expressões faciais de pessoas especiais como no caso de Maria Calas.

Também não restam dúvidas quanto à correlação causal entre inteligência e predileção pelo gênero da música clássica.

Neste caso, a relação entre a inteligência suprema, ou sabedoria e o gênero musical, será consideravelmente mais forte visto que todos os atributos puramente atrelados aos mais elevados níveis do intelecto humano, serão expressados pela beleza atemporal da música clássica e como resultado, serão procurados por pessoas constituídas justamente por esta combinação de traços.

O apreço pela música clássica tende a se relacionar com uma série mais diversificada de características psicológicas e comportamentais. Por exemplo, para alguns subgrupos de criativos, o gênero será muito apreciado, mas para outros, será visto como a manutenção do velho. Geralmente, os criativos que são fortemente direcionados pela novidade, a música clássica não será tão apreciada. No entanto, se a criatividade genuína se relaciona com a busca pela beleza (e também pela novidade), o gosto musical tenderá a ser bastante eclético e portanto, muito diversificado para este grupo, raro e muito especial.

A música clássica é um gênero musical amplamente apreciado por pessoas introvertidas, que no geral, serão mesmo mais propensas ao regozijo auditivo pela música instrumental.

Eu estimo a média de qi para os amantes brasileiros da música clássica, mais ou menos no mesmo nível que os roqueiros, ou seja, ao nível universitário e com uma grande proporção de superdotados mediante critérios termanianos (ou seja, ”ter” um qi acima de 130, ainda que seja sumariamente arbitrário reduzir superdotação apenas a este tipo de critério). Ao invés de psicose, estes tenderão a ser mais introvertidos (psicoticismo parece não se relacionar tanto com introversão, ao menos entre os neurotípicos).

Música instrumental

Assim como algumas pesquisas nos EUA, eu também acredito que o padrão correlativo e causal entre alta inteligência (técnica e quantitativa) e preferência por música instrumental (música clássica, post-rock, rock alternativo, jazz, música ”étnica”) também será encontrado no Brasil.

Ao contrário do que clama a teoria de Satoshi Kanazawa sobre a relação entre alta inteligência e música instrumental, eu não acredito que preferir música instrumental seja basicamente porque se consiste em uma novidade comportamental evolutiva, que supostamente seria mais comum para os mais inteligentes. Eu acredito que a música instrumental é mais desafiadora para os ouvidos, visto que tende a focalizar exclusivamente nos sons dos instrumentos e os cérebros dos superdotados estão mais naturalmente interessados neste tipo de sonoridade, provavelmente por causa de similaridades consideráveis entre estes e os cérebros autistas, mais sensorialmente reativos. Se a superdotação comunga com vários traços autistas ( isto se o autismo funcional já não poderia ser considerado como um tipo de superdotação), então além da maior sensibilidade sensorial, os mais inteligentes tenderiam a ser mais avessos às músicas que se relacionam umbilicalmente com ”assuntos sociais”, começando pela externalização da voz.

No próximo texto, outros gêneros do cenário nacional também serão analisados.

Autismo (relação linear com superdotação) e Esquizofrenia (relação não-linear com superdotação)

Autismo (relação linear com superdotação)

Ao contrário do mito moderno, popularizado por ”especialistas” sobre o autismo, não é apenas uma minoria de autistas funcionais que exibem talentos savants. Na verdade, todo autista funcional (isto é, que não é um autista clássico), apresenta alguma manifestação cognitiva de savantismo.

Existe a necessidade de determinar o que é o savantismo. Acredita-se que o mesmo seja uma extrema capacidade cognitiva que está segregada apenas a uma pequena população. No entanto, o talento savant se refere a uma grande especialização cognitiva, que apresenta forte componente genético e especialmente, não tem a necessidade  de se relacionar apenas a um fenótipo extremo condensado por extrema deficiência e extrema habilidade E PORTANTO NÃO PRECISA SE BASEAR APENAS EM ALGUMAS HABILIDADES COMO MÚSICA, PINTURA OU MATEMÁTICA.

Resumindo, SAVANTISMO = TALENTO EXCEPCIONAL, QUE É RESULTADO DE OBSESSÃO INTELECTUAL.

Todo autista funcional apresenta obsessão intelectual ou não-social. A maioria dos superdotados mais excepcionais também apresentam a mesma tendência de obsessão.

A inteligência superior dos autistas não é apenas uma ”impressão”, é uma realidade.

E é muito comum que os testes de qi não consigam acessar as habilidades autistas, porque o autismo é uma variação leve do savantismo. (Mas isso parece tão óbvio que me sinto mal por fazer esta constatação tão tola).

Não é apenas a etiologia biológica da superdotação que é a mesma que  a do autismo, mas também a maioria dos traços cognitivos (com exceção do ”cavernoso” ”qi”).

Pode-se dizer que o autismo funcional seja uma espécie de estilo cognitivo extremo de superdotação.

Portanto, a relação entre autismo e superdotação, é linear tanto em relação à etiologia quanto em relação aos critérios de caracterização, especialmente no que se relaciona aos traços cognitivos puros (desprezando traços de personalidade e ”qi”).

Esquizofrenia e superdotação (relação não-linear)

A esquizofrenia também apresenta a mesma etiologia biológica da superdotação. No entanto, diferente do autismo, a sua relação com o talento excepcional, é mais difusa e portanto não-linear.

Provavelmente, os efeitos colaterais desta condição sindrômica, são muito mais intensos e incapacitantes do que o autismo. Outra provável explicação é a de que existe uma maior tendência para que a aleatoriedade limitada da esquizofrenia tenda a produzir maior variação de fenótipos dotados de talento/deficiência extremos assim como também, fenótipos sem a compensação de alguma forma de superdotação. Em resumo, enquanto que todo autista funcional poderia ser considerado como um superdotado, nem todo esquizofrênico poderia ser caracterizado como tal.

Ou talvez, estejamos comparando os grupos errados visto que o autismo funcional é uma significativa melhoria do funcionamento cerebral ( e corporal) em comparação ao autismo clássico, que é a proto-patologia objetivamente incapacitante deste espectro. A esquizofrenia clássica ou simplesmente esquizofrenia, poderia ser comparada ao autismo clássico enquanto que o autismo funcional poderia ser comparado às manifestações heterozigotas da esquizofrenia como a esquizotípia.

Ainda assim, as características cognitivas dos superdotados, com exceção do ”qi alto” (se isto é uma característica), são idênticas às características cognitivas dos autistas funcionais.

Autismo e esquizofrenia, definitivamente não estão na mesma categoria taxionômica da psicologia.

Maior variedade de tipos de habilidades excepcionais em esquizofrênicos do que em autistas

Como o autismo é uma manifestação mais leve do savantismo, então é de se esperar que as suas habilidades tenham uma tendência para se concentrar na mesma gama que tem caracterizado o ”savantismo clássico” (nova denominação para ”síndrome de savant”). Portanto, habilidades de memória visual,auditiva, matemática ou verbal, são a gama principal de talentos de onde gravitam todas as outras combinações neurológicas subsequentes como por exemplo, os autistas que são mais interessados em ciências humanas ou em ciências exatas.

No caso da esquizofrenia, além da possibilidade de ”comorbidade” com as habilidades ”tipicamente savants”, esta também pode oferecer ao seu portador, outras habilidades, que se relacionam com o grande espectro das psicoses como grande capacidade perceptiva, grande autoconsciência e criatividade genuína.

A mente muito literal do autista tenderá a inibir a produção de ideias completamente desviantes e geralmente, a criatividade autista será produzida por meio da manipulação dos padrões que os autistas são excelentes para capturar.

A mente esquizofrênica pode ser menos literal e aberta para a produção de ideias genuinamente criativas, completamente novas, que desafiam a racionalidade. Ainda que o esquizofrênico também tenha uma tendência a uma visão dogmática do mundo (os autistas tendem a ter uma visão racional-dogmática do mundo), como eu sugeri, é possível que exista uma maior diversidade de habilidades incomuns entre os esquizofrênicos que se relaciona com criatividade genuína, do que entre os autistas.

Intelectualmente obsessivos versus intelectualmente interessados (As diferenças qualitativas entre os tipos de inteligentes)

Eu já dividi a inteligência humana em algumas facetas tais como:

Os neurologicamente comuns e os neurologicamente incomuns,

Os  tipos simétricos e assimétricos (em atributos cognitivos),

Os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas

Novamente, re-categorizarei os dois tipos conceitual e hierarquicamente mais importantes do intelecto humano mediante um prisma qualitativo de análise e usarei este neo-espectro como maneira objetiva e simples para demonstrar que as diferenças de funcionalidade entre os dois tipos abstrato-categórico de inteligentes, reverberam consideravelmente para o sucesso e o fracasso ”dois” dois, enquanto entidades estatísticas e também enquanto indivíduos.

Intelectualmente interessado (importante parte da população com inteligência técnica acima da média, nível universitário, acadêmico e MENSA)

A maioria das pessoas tecnicamente inteligentes são de intelectualmente interessados, isto é, apresentam nível cognitivo suficiente para se tornarem interessados por assuntos intelectuais. A variação e diversidade de níveis e predileções neste quesito, dentro desta população, é considerável.

A característica fundamental que determina este grupo é justamente o maior interesse natural por aquisição de conhecimento, que denominamos de ”assuntos de natureza intelectual”.

O intelectualmente interessado, geralmente consegue equilibrar as exigências burocráticas e sociais da vida moderna com seus interesses. O intelectualmente interessado mais bem sucedido, usará seus interesses principalmente para ganhar dinheiro, obter de médio a alto status social.

No espectro obsessão-desinteresse, os interesses intelectuais raramente conseguirão encapsular a vida de boa dos intelectualmente interessados.

Percebam que o interesse se encontra no meio deste espectro.

O interesse intelectual é uma características tipicamente humana visto que se relaciona visceralmente com nosso nível muito alto de autoconsciência.

Os intelectualmente interessados, apresentam portanto, uma tendência de equilíbrio entre as características mentais (e neurologicamente culturais) tipicamente humanas e características mentais tipicamente não-humanas ou de natureza animal.

Quanto maior a reflexão para reagir a uma ação, mais (contextualmente) humano será.

A capacidade de adaptação do ser humano em sociedades complexas pode ser entendida como uma harmonia hereditária e natural entre as características mentais tipicamente humanas (criatividade, intelectualidade, capacidade abstrata, autoconsciência alargada, comunicação complexa) e as características mentais tipicamente não-humanas (instinto, desejo sexual, instinto reprodutivo, capacidade de ação e reação ou reflexão ”inconsciente’).

Isso explica o porquê de muitas pessoas inteligentes apresentarem 50 de tons de estupidez ao longo de sua vida e de suas escolhas. Como eu tenho mostrado com frequência, é muito comum vermos pessoas inteligentes fazendo coisas estúpidas.

A principal diferença, mediante esta perspectiva, entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos

não se encontrará na ausência de um dos tipos de mentalidades (ou personalidades), humana ou não-humana, mas em como estes traços estarão distribuídos.

O intelectualmente interessado geralmente tenderá a ser um neurologicamente comum, com perfil cognitivo simétrico e um mantenedor técnico do sistema.

Intelectualmente obsessivos ou obcecados

No espectro obsessão-interesse-desinteresse, os intelectualmente obcecados ou obsessivos, obviamente que se localizarão no fim desta linha abstrata representativa. Intelectualmente obsessivos tendem a apresentar uma forte predileção por interesses de natureza intelectual.

Eu já comentei em um texto sobre autismo, que os interesses humanos, podem ser sociais e ”não-sociais”, que geralmente serão de interesses intelectuais. Os autistas tendem a apresentar uma grande predominância dos interesses não-sociais.

Os intelectualmente obcecados ou obsessivos também serão exatamente desta maneira. Portanto, nós podemos afirmar que suas culturas neurológicas favorecerão em um cotidiano marcado pela obsessão intelectual, ”sacrificando” os interesses não-intelectuais ou sociais.

Ao contrário do grupo anterior, os intelectualmente obsessivos não estão bem adaptados às sociedades humanas, basicamente porque não exibem um equilíbrio de demandas mental-instintivas. Em outras palavras, o conhecimento, o desenvolvimento, o estudo constante de ideias ou a produção criativa, tenderão a ser mais importantes do que o convívio social. A faceta social da alma humana é onde reside a nossa personalidade animália.

O intelectualmente obcecado ou obsessivo tenderá a ser um neurologicamente incomum, com perfil cognitivo assimétrico e solucionador de problemas.

O sistema educacional favorece indubitavelmente o intelectualmente interessado enquanto que não apenas despreza as idiossincrasias comportamentais e cognitivas dos intelectualmente obsessivos, mas também sustenta barreiras salpicadas de burocracia, subjetividade e suposta meritocracia (indireta, baseada em idealizações sobre a inteligência).

O resultado é alarmante, onde nos encontramos em sociedades que desprezam e patologizam o talento genuíno em prol da aparência social da inteligência, ou seja, dinheiro, status social e resultados estéreis de ”inteligência” tal como testes de qi.

Há um grande excesso de mantenedores técnicos nos nichos laborais que racionalmente deveriam estar ocupados principalmente por obsessivamente intelectuais.

A perpetuação desta situação calamitosa significará na manutenção de uma sociedade objetivamente desigual e injusta, que não reconhece o verdadeiro talento.

Uma das principais causas do total subaproveitamento dos intelectualmente obsessivos é justamente o predomínio e manipulação da ”personalidade animália” do ser humano, onde os valores subjetivos para adaptação, são usados como camuflagem (impostores) dos valores subjetivos humanos, que podem ser resumidos por meio da inteligência suprema, a sabedoria ou Deus (enquanto uma entidade metafísica alegórica, usada com frequência por mim, para explicar a universalidade do amor, da criatividade e da razão).

Portanto, os intelectualmente interessados, são naturalmente propensos a se enveredar em ”aventuras” no mundo de intelecto humano, mas são ”puxados” por forças primitivas da mente humana, onde os mais adaptados utilizam de maneira coesa os dois mundos, a seu favor.

Os intelectualmente obsessivos, a próxima evolução humana, mediante uma perspectiva lógica retida da evolução não-linear do intelecto humano, com o predomínio deste sobre os interesses da ”personalidade animália” ou ”social”, são naturalmente propensos, desde à infância, à obsessão por interesses não-sociais, inerentemente humanos, prejudicando contextualmente a sua adaptação a um mundo bipolarizado entre as necessidades instintivas não-racionais e as necessidades conscientes e racionais humanas.

A grande maioria dos gênios da humanidade, pertencem ao segundo grupo e não há muito o que acrescentar quanto a isso, visto que, por razões óbvias, uma grande obsessão tende à perfeição.

Aforismos sobre idiocracia

O problema não é a diversidade de opiniões, é a diversidade de opiniões erradas.

O debate comum, começa como debate e termina como unanimidade.

As pessoas comuns tem dificuldade para reconhecer os inteligentes e comuns. As pessoas comuns e inteligentes tem dificuldade para reconhecer os gênios. As pessoas comuns espelham sua mentalidade assim como também fazem as pessoas comuns e inteligentes, para reconhecer a inteligência, e justamente por isso que falham.

A relatividade é a negação do gênio e a supressão do orgulho.

A inteligência humana está biologicamente poluída por rudimentares partículas primitivas que reprogramam a mente para acatar por agendas transcendentais semelhantes aos das espécies animais menos evoluídas. Perfeitamente cabível para dogmáticos fanáticos que são tecnicamente inteligentes.

Somos iguais na superioridade de percepção do universo e portanto de Deus. Somos diferentes na mediocridade e quanto maior a carga e qualidade de mediocridade, menor será a sabedoria.

As pessoas conseguem reconhecer com facilidade os atributos mundanos que a inteligência pode prover e como resultado, podem como consequência, reconhecer parte da inteligência. Mas grande parte da humanidade é completamente cega para reconhecer a sabedoria. A maioria dos seres humanos atribuem ao sobrenatural, aquilo que está muito acima de suas compreensões vazias e primitivamente robotizadas.

Aquele que é destituído de moral objetiva, mas é muito inteligente, é o maior idiota de todos, porque o alcance de sua estupidez é enorme. Não é um grandioso idiota por razões biológicas, mas circunstanciais.

Quanto mais limpo de personalidade animália, mais sábio será.

Quem confunde dinheiro com inteligência, não acredita na sabedoria.

Um idiota com boas intenções, é idêntico a um psicopata com más intenções. A diferença é que o primeiro é completamente inconsciente do seu pedantismo e das consequências de sua estupidez.

Quem vê beleza de maneira desapaixonada, é apaixonado pela razão suprema.

Quem vê beleza e feiura, consegue ver harmonia e desarmonia e consegue entender estatística de maneira intuitiva.

Mas a capacidade de percepção, não se baseia apenas na visão, mas também na sensação de estar organicamente em  interação direta e constante com o ambiente.

Quem gosta de qualidade, odeia multidões e opiniões uníssonas.

O idiota é menos reativo e mais aberto para defender seus absurdos. O sábio é extremamente reativo para estupidez, injustiça e maldade.

A maioria dos seres humanos são como formigas com roupa e produtos tecnológicos a tira colo.

Se as elites cognitivas fossem inteligentes, não haveria pobreza e injustiça.

Aqueles que podem realmente melhorar nossas vidas, simplesmente não  procriam. Aqueles que tem grandes chances de te matar, procriam como coelhos.

A barriga de uma mulher estúpida, é o berçário de bandidos vulgares.

A barriga de uma mulher vazia, é o criadouro de escravos de buracos negros sem amor verdadeiro.

O olhar inocente de uma jovem estúpida, se assemelha ao olhar do predador depois do almoço.

O mais inteligente, mesmo depois de ver a realidade, ainda consegue ser criativo.

A inteligência sem criatividade, é como uma pintura sem cores. É uma inteligência sem vida.

A democracia promove a degeneração do intelecto coletivo e faz os mais inteligentes, reféns de seu juízo e das circunstâncias.

Uma sociedade de sábios é naturalmente democrática e ao mesmo tempo elitista.

A sabedoria encapsula a inteligência tal como um manto branco encapsula o frágil cadáver de um bebê que nasceu morto, frio e ao mesmo tempo reconfortante.

A maioria das pessoas são capazes de botar fogo em sua própria aldeia para proteger os seus filhos.

Idiotas não podem reconhecer o gênio, apenas se outros idiotas forem convencidos.

A realidade é quando o seu corpo está exatamente na lugar onde está repousado. É quando a interação corpo-ambiente acontece em tempo real.

A intuição é como um déjà vu intelectual. A intuição é a habilidade inconsciente de humildade ao dar importância à insignificância.

Qi é uma expressão estéril de inteligência.  A construção criativa e lógica de ideias é a manifestação mais perfeita e pura do que é ser inteligente.

Provas de múltipla escolha são usadas para ”avaliar o intelecto das pessoas” porque o sistema precisa de quantidade de servos e não de qualidade de amigos colaboradores.

A civilização é a construção de concreto do ego atemporal de opressores.

A normalidade está para o medíocre humano assim como a água está para o peixe.

A maior tortura do gênio não é o seu intelecto descomunal, mas a falta de intelecto das pessoas que o cercam.

O primeiro inimigo do gênio é o inteligente.

O criativo não apenas tem ideias criativas, ele é criativo. A criatividade não é uma síndrome, é parte essencial da identidade do indivíduo.

Da mesma maneira, o inteligente não apenas tem ideias inteligentes, ele é e vive sua inteligência, a cada minuto do seu pensamento.

O autismo é a demonstração da completa incapacidade humana de reconhecer a inteligência pura, visto que as pessoas se interessam fundamentalmente pela aparência e não pela essência.

Um mundo sem pessoas inteligentes e criativas, é frio, primitivo e violento.

A inteligência ilumina a vida e escurece a morte. E nos faz acreditar que a eternidade é possível…

Quanto maior a ternura, maior será a sabedoria.

Muitos sábios são inconscientes de sua capacidade e são explorados por outras pessoas.

O amor incondicional é a inteligência suprema. Aquele que deseja criar a harmonia, deseja afastar a morte e amplificar o sentido da vida.

Quando a mulher dá a luz ao seu rebento, o seu gênio instintivo de amor floresce. Quando a criança deixa o berço, a natureza puxa a mulher para o seu estado de ser embebecido pelas frugalidades da vida social.

Gênio completo é amor, a revolta do gênio não é orgânica, é fundamentalmente ambiental.

Aquele que mais ri, é o que menos sente.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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