Genialidade é uma degeneração hereditária? Mito ou verdade?

Um dos prováveis mitos sobre a genialidade é a de que se consista em uma forma de degeneração fisio-psicológica hereditária e progressiva, isto é, que o ”desequilíbrio mental” dos gênios, seja herdado de seus pais e por conseguinte, eles também passarão a ”degeneração fenotípica” para os seus filhos. Seria progressiva porque a cada geração, os defeitos do corpo e da mente que configuram o fenotípico do gênio humano, se agravariam, sobrepondo consideravelmente as suas qualidades.

No entanto, nós devemos direcionar nossas atenções para os pares de acasalamento que costumam ser atraídos por homens ou mulheres geniais. Se um casal de esquizotípicos se casarem, as chances para que a esquizofrenia se manifeste totalmente em um ou mais de seus descendentes será bem maior do que se apenas um dos pares for o portador dos ‘genes’. As pessoas são atraídas por similaridades fenotípicas, seja para o acasalamento seja para o convívio social cotidiano.

O vale do silício é um caso interessante. Pelo que parece, todo centro tecnológico, tende a atrair uma população de nerds. O acasalamento entre pares de ”geeks” ou ”nerds”, reduz a diversidade genética e aumentam as chances para o aparecimento do autismo em seus filhos. Alguns sugerem que a correlação positiva entre alto nível educacional dos pais e autismo entre os filhos, seja causado pela maior média de idade de gravidez das mulheres ”mais educadas”. Pode ser verdade, especialmente para casais que não apresentam traços de personalidade extremamente introvertida ou outras características comportamentais e psicológicas autistas. No entanto, para os casais que apresentam estas características, mediante a lógica intuitiva, tenderão a apresentar maiores chances para produzir uma criança autista. Tal como no caso da esquizofrenia, os casais com características autistas (isto é, que apresentam maior quantidade de genes que podem produzir o autismo) são muito mais propensos a terem filhos autistas do que aqueles sem essas características.

Por que as melhores pessoas do mundo raramente procriam??

Pessoas de personalidade forte costumam ser intolerantes com aqueles que lhes são ”culturalmente” diferentes.

Aqueles que são constituídos por aquilo que eu denomino como ”personalidades extremas”, tenderão a ser intensamente transcendentais. E isso reverberará substancialmente em suas predileções para o ”acasalamento”. A personalidade extrema requer:

ambientes e circunstâncias extremamente específicos para que possa florescer

e

pares de acasalamento extremamente parecidos.

Eu sou ‘portador’ de alguma forma obtusa e ainda mal compreendida de ”personalidade extrema”. E sou extremamente intolerante com as pessoas que não pensam parecido comigo. Em outras palavras, são poucos aqueles que eu posso manter algum tipo de convívio mais íntimo, ainda que me esforce de maneira sobre-humana para buscar a diplomacia entre todos aqueles que conheço superficialmente. Eu sou um típico ”buscador da verdade” enquanto que a maioria das pessoas não são. Como resultado, as minhas opções de acasalamento são muito mais estreitas do que se forem comparadas com as opções das ”pessoas normais”. O comportamento predominantemente adaptável do ser humano, se relaciona com capacidade para o ”ajustamento social”. O ”normal” ou neurocomum pode fazer muitas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O neurodiverso ou aquele com personalidade extrema (forte) pode fazer poucas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O ”normal” ou neurocomum é ”tolerante”. O ”neurodiverso” não é.

Claro que o termo ‘tolerância’ aqui, se relaciona com divergências neuro-culturais. O ”neurocomum” pode se adaptar às necessidades do seu cônjuge. Alguém com personalidade forte ou extrema, o contrário sempre será necessário.

Isto se assemelha analogicamente com os termos ”emigrante” e ”imigrante”. O neurocomum pode ser considerado como uma espécie de emigrante, isto é, ele pode ”migrar” para a maior parte das diversidades de mentes da espécie humana, especialmente, se ”estiverem” dentro do espectro de ”mentes predominantemente adaptáveis”. Em compensação, o neurodiverso  pode ser comparado ao ”imigrante”, ou seja, ele recebe as mentes que tentam se adaptar às suas necessidade ”culturais” internas.

”Neurodiversidade” = França.  ”Normalidade” = México??

As ”melhores pessoas” do mundo costumam  acasalar pouco, porque o mercado de casamento e procriação ”compatíveis”, é muito limitado pra eles. Uma pessoa extremamente complexa, tenderá a ter poucos pretendentes que possam conviver com ela. Pior. Uma das razões para a degeneração  genética geracional destes pares se dá justamente porque eles tenderão a ser muito parecidos em características fenotípicas como inteligência e personalidade. Esta forma de ”pseudo-endogamia” acarreta o acúmulo de genes dos dois lados da família, que são mais suscetíveis para expressar o fenótipo inteiro de certas condições sindrômicas como esquizofrenia e autismo.

Se condições extremas exigem ações extremas, então as pessoas de igual natureza, precisariam de um modelo intergeracional de acasalamento, para que os genes que as tornam mais inteligentes e criativas, pudessem ser mantidas na família, sem ocasionar a manifestação das condições sindrômicas em grande proporção e posteriormente provocar a degeneração progressiva. Do gênio ao deficiente mental severo.

O ideal poderia ser, o primeiro casal, um gênio e uma mulher moderadamente inteligente ou sem nenhum histórico recente de personalidades extremas.  Um terço dos seus filhos, poderiam se casar com tipos mais psicologicamente parecidos, enquanto que o restante manteria o mesmo padrão de dar preferência para cônjuges sem personalidades extremas. Este equilíbrio constante, partindo-se da lógica intuitiva, manteriam os ‘genes’ que produzem elevado perfil cognitivo e intelectual, mas também afastaria as chances de degeneração progressiva, mais ou menos parecida com os efeitos adversos que a endogamia costuma provocar.

Respondendo à pergunta do título. A genialidade pode se tornar uma degeneração hereditária progressiva se não forem tomadas atitudes no que diz respeito ao padrão de acasalamento, visando evitar que ocorra um acúmulo de ”genes”, que são benéficos apenas quando são parcialmente herdados. Os efeitos da degeneração hereditária progressiva nas famílias de gênios, se assemelham aos mesmos efeitos provocados por ”depressão endogâmica”.

Até poderíamos especular se o gênio seria um dos efeitos da depressão endogâmica e exogâmica….

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