Gosto musical e qi (”inteligência”) mediante uma perspectiva tupiniquim parte 2

Do pós rock ao samba

Eu devo ser um dos poucos (se não for o único!!) na minha cidade que apreciam as belas músicas da banda americana de ”post rock”, Balmorhea. Conheço alguns poucos potenciais admiradores deste estilo de música e eles tendem a se parecer com os homens (pseudo-afeminados e afeminados) deste grupo, da foto acima.

Post Rock pode ser visto como um estilo de música comum entre Hipsters dentre outros tipos de altamente inteligentes (e também de altamente criativos). Uma das minhas bandas favoritas de post rock, o Sigur Ros, é outro famoso nome do gênero e não preciso me estender muito em relação à tendência para alta inteligência daqueles que apreciam esta banda.

Post Rock pertence ao gênero maior do ”rock alternativo”, que também será apreciado por pessoas ”de” alto qi.

Como eu sugeri no texto anterior desta série, os superdotados tendem a ser mais sensorialmente reativos do que as pessoas comuns. Como resultado, eles tenderão a preferir por músicas instrumentais do que por músicas vocalizadas. Outra correlação interessante que eu pensei agora é que os mais inteligentes tendem a ser mais eficientes para encontrar padrões harmoniosos. Isso também se aplica à música. Os mais inteligentes são melhores para solucionar problemas, ou seja, encontrar a raiz dos problemas, o ponto inicial de onde a harmonia foi desarmonizada. Isso se relaciona com uma mente mais lógica, mais racional e que está sempre em busca da produção de analogias de igual natureza visando mitigar conflitos e perigos. Em outras palavras, os mais inteligentes são melhores no aproveitamento de sua memória de trabalho de longo prazo para produzir analogias que sejam cabíveis na resolução de paradoxos do cotidiano (ou de outras naturezas). A maioria das pessoas não fazem isso e acabam se tornando agentes predominantemente passivos em relação à dinâmica social e ambiental (não no sentido de meio ambiente, mas de território e suas circunstâncias).

Outra possível explicação (em conluio com as outras acima, como complemento) para a preferência de superdotados por música instrumental, pode se relacionar ao fato de que este estilo de música, não se relacione com socialização mas com apreciação. Mais uma possível similaridade psicológica entre os superdotados e os autistas.

Voltando ao tema central do texto, como o gênero de post rock é provavelmente pouco conhecido entre o público brasileiro, nós poderíamos imaginar então que a média de qi para os apreciadores deste ”novo” estilo musical tenderá a ser bem mais alta do que a média nacional e acima das médias que estipulei para os apreciadores de música clássica e rock. Portanto, não seria pouco comedido pensar em uma média de qi 110 para os apreciadores de post rock.

Mas talvez, mesmo que ocorra o aumento da visualização das bandas de post rock pelo público brasileiro, ainda assim, eu não duvidaria que a qualidade cognitiva dos apreciadores se mantenha alta mesmo depois deste hipotético evento.

Rock nacional, bossa nova, chorinho, MPB, músicas populares e samba

O velho chorinho, que o pintor brasileiro Cândido Portinari, retratou em seu quadro, hoje em dia, mais parece um artigo cultural de elite do que das massas.

O rock nacional (e isto inclui uma panaceia de tipos, muitas vezes, que serão completamente diferentes uns dos outros ou que terão a alcunha de ”Rock”, apenas como parte da agenda relativista dos psicopáticos que estão no poder, para dissolver a comunidade de roqueiros, percebam que eles ”a-d-o-r-a-m” funk =) parece estar provido de grande variedade cognitiva e psicológica, até mesmo por ter um valor comercial mais apelativo e condizente com a realidade intelectual das classes médias urbanas brasileiras. Portanto, nós vamos encontrar os fãs ou apreciadores de bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, dentre outros de mesma estirpe, onde a média de qi flutuará no mesmo nível dos apreciadores de rock internacional, post rock (rock alternativo em geral) e música clássica, enquanto que outros tipos como Capital Inicial (ainda que seja muito bom), Kid Abelha e Rita Lee, por exemplo, poderão ser apreciados por ampla variedade de níveis de intelecto quantitativo bem como em relação à faixas etárias e classes sociais. Isto reverberará em uma maior diversidade cognitiva e possivelmente, médias de qi mais baixas, se comparadas aos grupos anteriores. As pessoas mais inteligentes costumam desprezar músicas populares (que são muitas vezes de baixa qualidade), ou seja, que as massas mais apreciam porque quase sempre, as músicas mais populares, são temporárias e serão descartadas da memória do populacho quando outro ritmo (uma música do tipo ”chiclete”, letra fácil e ritmo morbidamente contagiante) se tornar ”a música do momento”.

Ainda que muitas baladas de Rita Lee, Kid Abelha e Capital Inicial, tenham se tornado populares (principalmente, quando se tornaram trilhas sonoras de novelas) em algum momento, os verdadeiros fãs destas bandas, que eu defini como mais populares dentro do gênero ”rock nacional”, tenderão a ser mais inteligentes do que a média nacional, mas talvez não tanto ao mesmo nível que o rock internacional bem como de grupos como Os Paralamas do Sucesso. Mas as diferenças serão quase que insignificantes. Parece que quando chegamos a um determinado nível de qi (especialmente, se baseado em uma distribuição gaussiana de pontuação e em uma população neurologicamente comum), a quantidade se torna menos importante do que a qualidade e o gosto se torna realmente mais relativo. Esta é a diferença entre relativizar quantidade e qualidade. Músicas ou estilos musicais ruins, são quantitativamente e qualitativamente pobres em beleza ou criatividade, que são dois dos componentes mais importantes da música. O gosto é relativo somente quando se compara dois estilos musicais que são ricos em beleza ou criatividade, ou seja, quando comparamos grandezas iguais.

Bossa nova e chorinho, o samba da ”z’elite branca”

No passado, chorinho era música de malandro carioca. Hoje em dia, é um gosto rebuscado do intelectual(lóide, muitas vezes, serão de pseudo-intelectuais, verdade seja dita) bem educado e de classe média alta. Não preciso me estender quanto ao nível de intelecto quantitativo deste grupo, ainda que possa estar sendo relativamente apressado em fazer esta afirmação, porque é provável que exista uma maior diversidade cognitiva entre os apreciadores, mas com uma forte presença de pessoas ”de” alto qi entre eles.

Outro artigo musical de luxo, literalmente falando, é a bossa nova, ritmo que nunca conseguiu se tornar popular entre o populacho, mas que mantém público cativo em altas rodas intelectuais. Os herdeiros da bossa nova, atualmente podem apreciar as belas canções que são produzidas por Marcelo Camelo e sua esposa, Mallu Magalhães, filhos da elite carioca e paulistana, respectivamente, ainda que este gosto musical tenha uma tendência para aflorar os ânimos de outros roqueiros, como o ”gênio brasileiro”, Roger Moreira, aquele ”do qi estratosférico” que já citei algumas vezes…

Tal como o chorinho, os apreciadores modernos da bossa nova assim como de estilos musicais que tenham como principal inspiração, justamente a bossa nova, tenderão a ter elevadas médias de qi (inteligência quantitativa).

Entre os ritmos afrobrasileiros (eu já falei do ”funk carioca” né?? 😉 ), o samba é o mais popular. Na verdade, o samba é definido como o ritmo e estilo musical mais popular do país. Como é o costume dizer:

”Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça e doente do pé”.

Eu sou os dois, =)

Eu estimo a média de qi para os apreciadores deste ritmo, bem próximo da média nacional de inteligência quantitativa, ou seja, entre 87-93

MPB e ”música do populacho”

A talentosa cantora de alto qi, Adriana Calcanhotto. MPB (música popular brasileira, do luxo ao lixo).

Durante o período de popularidade do rádio e mais tarde da televisão, a música popular brasileira foi um dos estilos musicais (internamente multifacetado) mais populares do país. Atualmente, a MPB parece ter se tornado um gênero musical com ”ar mais exclusivo”, enquanto que a moderna ”música popular” brasileira, é apelativa, vulgar ou muito simples, comercial e descartável.

Existe a possibilidade de que a massiva redução da inteligência média do brasileiro (eu imaginei, média de qi do brasileiro em torno de 93-94 no final dos anos 50, para em torno de 87-89 atualmente…. e um futuro ainda mais estúpido), ocorrida concomitantemente com o aumento da urbanização, possa nos ajudar a explicar essas mudanças abruptas de gosto musical. Há de se ressaltar que houve uma diversificação dos estilos em comparação ao passado. No entanto, em termos de ”média nacional”, o ”qi musical” do brasileiro despencou e aderiu à máxima do capitalismo, pragmatismo e valorização da quantidade, com o dinheiro como representante-mor desta filosofia superficial e organizacional da vida macro-comunitária ou nacional.

Para os apreciadores da ”música do populacho”, eu posso imaginar uma média de qi, semelhante à média nacional, tal como no caso do samba. Sem ter a intenção de colocar samba de boa qualidade e essas porcarias de momento, na mesma categoria de qualificação. No caso do samba, a sua popularidade se dá justamente porque encarna o caráter cultural nacional.

Vale ressaltar no entanto que nem toda ”música de momento” será uma ”música de populacho”.

O cavernoso ”sertanejo universitário”

Quando eu falo que universidade no Brasil é uma piada é porque é verdade (se bem que hoje em dia, a piada de universitário se internacionalizou, tal como a piada do papagaio). Não parece ser coincidência que um novo gênero musical tenha sido alcunhado com este adjetivo. O perfil cognitivo e psicológico dos apreciadores do sertanejo universitário parece caminhar para um modelo homogêneo, o jovem de classe média, classe média alta, de nível universitário, do interior do país, consumista, existencial ou espiritualmente superficial e conservador.

Alguns aspectos cultural-comportamentais dos apreciadores de ”sertanejo universitário”, se assemelham aos que são encontrados entre os apreciadores de estilos musicais baianos como o ”axé”. Tanto para o axé quanto para o sertanejo universitário, eu estimo uma média de qi entre 89-98. As diferenças são grandes principalmente porque enquanto que os apreciadores baianos de axé tenderão a ter mais baixo qi, os apreciadores ”sudestinos”’ e sulistas, tenderão a ter mais alto qi. Aqui, o fator personalidade é importante. Isso mostra que a inteligência humana não funciona separada da personalidade.

É bastante triste e revoltante imaginar que a ”elite cognitiva” do ”nosso” pais possa desenvolver alguns gostos tão medíocres para a música. No entanto, abaixo da superfície, parece ser mais complexo, visto que os jovens ”sudestinos” que ”apreciam” axé, o fazem somente para poder se ambientarem ao clima do carnaval (ou inferno) de Salvador (ou inverno), ainda que existam poucos apreciadores genuínos de axé que tenham  cara pálida, sotaque da ”terra da garoa” e que estude na USP.

Os ”irracionais” do rap

No caso do rap, a variação de inteligência quantitativa será significativa, ainda que a média tenderá a se situar abaixo de 90. Os ”altos qis” que contribuirão para esta variação mais significativa, serão compostos principalmente por esquerdoides de faculdade pública. Não se pode negar que o rap seja provido de muita criatividade. No entanto, sua influência é perniciosa ao incentivar não apenas a anarquia (que não seria tão ruim) mas também à violência interracial.

Forró e ritmos modernos nortistas

Acompanhando as baixas médias de qi das populações nas regiões Norte e Nordeste do país, os ritmos regionais bem como os neo-estilos urbanos, como o gênero ”brega” dos estados amazônicos, também apresentarão baixas médias de qi. E esta é uma tendência para todos os ritmos regionais ou folclóricos como o ”sertanejo de raiz”, ou seja, acompanhar as médias de qi ou inteligência quantitativa de suas respectivas regiões.

Composição racial como fator de importância nas diferenças de médias de qi entre os apreciadores brasileiros de diferentes gêneros musicais

Como eu já comentei em alguns textos neste blogue sobre as médias de qi no Brasil, assim como em todos os países em que este tipo de estudo comparativo foi realizado, a mesma tendência mundial também foi encontrada aqui. Isto é, quando é aplicado um teste de qi em qualquer país do mundo, as probabilidades indicam que as maiores médias nas pontuações, serão encontradas na Ásia Oriental, na Europa e nas regiões da ”diáspora europeia”. Não há como discutir com fatos. Só podemos tentar entender o porquê desta ”coincidência” de resultados ter uma consistência internacional tão significativa.

Em palavras secas, em qualquer área deste planeta que estiver povoado por uma população negra, cigana ou latino-americana, que NÃO FOI PREVIAMENTE SELECIONADA por inteligência ou seria melhor, por atributos ”culturalmente” positivos de comportamento, será potencialmente disfuncional e isto significa:

maiores índices de criminalidade;

maiores taxas de famílias disfuncionais (necessariamente, não estou tentando fazer a analogia comparativa entre monogamia e promiscuidade, até porque ser promíscuo ou não ser monogâmico, não irá indicar sempre, alguma disfuncionalidade, visto que o comportamento disfuncional mais influente de todos é a irresponsabilidade);

maior quantidade de conflitos entre vizinhos (falta de empatia, que alguns chamam de ”falta de educação”);

maior poluição do meio ambiente, dentre outros.

Qi se relaciona com inteligência e eu o classifiquei como ”inteligência quantitativa”, ainda que também possa acrescentar o adjetivo ”contextual”, porque funciona (quase que) perfeitamente para a vida moderna, mas pode não ser útil em outros estilos de vida. Se fosse, já teria sido selecionado ou as tribos de baixo qi já teriam desaparecido.

O estilo musical (genuinamente nacional) com a menor estimativa para média de qi foi o funk. O perfil racial, social,cognitivo e psicológico dos funkeiros é bem conhecido. Há uma super-representação de negros, jovens, que moram na periferia e portanto pertencem às baixas classes sociais. Tendem a ser sexualmente promíscuos, que quer indicar elevada impulsividade e são os que estão mais representados no ”mundo do crime”.

O estilo musical que eu defini como aquele que mais atrai jovens (pessoas em geral, de todas as faixas etárias, mas com uma tendência para os jovens, por se consistir em um gênero relativamente novo) inteligentes, foi o post rock, que é um tipo de rock alternativo. A maior parte dos apreciadores deste estilo musical tenderão a ser constituídos por brancos (e asiáticos), de classe média, média alta e urbanos. No entanto, eu acredito que além do fator raça, a inteligência parece ser mais preponderante como chamariz principal do ”rock alternativo”, porque combina alguns dos elementos mais importantes, não apenas para inteligência mas também para criatividade, como beleza acústica, senso de profundidade (aquela música que parece uma sinfonia do vento cortante de um dia nublado de primavera, em tempos de ”mudanças climáticas”…) e novidade. A novidade neste caso, é uma espécie de sinônimo para criatividade, porque ao menos desde que comecei a apreciar as bandas de post rock, eu tenho notado que eles gostam de experimentar novas combinações de sons, com instrumentos inusitados, tal como uma velha máquina de escrever.

Conclusão

A conclusão deste texto é a de que o Brasil, sendo um país continental de extrema diversidade cultural e étnica, apresenta um universo particular de variações tanto para gostos quanto para níveis de intelecto, onde podemos encontrar em quantidades (ainda) apreciáveis, um bom público da ”boa música”, assim como também, de coelhos marrons e pretos, amantes da música ”lixo tóxico”, que nada de belo tem a nos dizer.

Vale ressaltar que apesar da conclusão claramente realista quanto às evidentes diferenças de inteligência quantitativa entre as diferentes raças que habitam este país, a jovem negra da banda Balmorhea, nos mostra que, em termos individuais, a realidade, especialmente a micro-realidade interativa, isto é, a realidade que nós vivemos em nossos cotidianos, tenderemos a conviver muito mais com pessoas com mesmo nível de intelecto que o nosso. Em termos individuais, haverá maior complexidade de situações circunstanciais, de naturezas biológicas assim como também, de maior humanidade.

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