Gosto musical e qi (Gosto musical e Inteligência) mediante uma perspectiva tupiniquim parte 1

Gosto não se discute??? 🙂

A inteligência não é apenas a capacidade de memorizar e replicar determinado conhecimento. Também não é apenas a capacidade para acumular dinheiro ao longo da vida. A inteligência tampouco se relaciona ”apenas” com habilidades específicas. Ser inteligente não é apenas demonstrar sua capacidade, seja por meio de manifestações indiretas-correlativas ou diretas-causais, mas também se relaciona consideravelmente com tudo aquilo que abarca a personalidade humana.  Não é que inteligência e personalidade sejam a mesma coisa, mas ambas se relacionam consideravelmente. Ainda que existam exceções óbvias, a regra nos mostra que o gosto musical tende a se relacionar linearmente com inteligência.

Da mesma maneira que o mais inteligente tende a ser melhor para executar funções do dia-a-dia do que os menos inteligentes, ele também será mais propenso a ”acertar” no gosto musical e preferir pela qualidade.

O que música clássica, rock clássico, música popular de alta qualidade e música instrumental (não-clássica) tem em comum???

Simples, estes são gêneros musicais atemporais, isto é, que não são apenas modismos sonoros populares.

Aquilo que é de boa qualidade, dura muito mais tempo.

A ideia de que ”o gosto não se discute”, se assemelha à várias ideias-prisões tais como ” a beleza é relativa”, ”todos tem a sua opinião” ou ”somos todos iguais”. Todos estes mantras que são constantemente entoados pelos ”zumbis da modernidade” nada mais são do que armas que são usadas contra o livre pensamento e contra a verdade dos fatos. Ainda que exista um fundo de verdade na relatividade da beleza, na natureza universal das opiniões e na igualdade da condição humana e existencial, a verdade para cada mantra é muito mais holístico e diplomático do que esta pobreza de significados.

Gosto não se discute em uma perspectiva do debate público, mas pode ser discutido sob outras perspectivas. São as múltiplas perspectivas desbaratando todo e qualquer discurso totalitário e dando significância racional e lógica à complexidade e à relatividade.

Roqueiros tendem a ser mais inteligentes que funkeiros e isso não está em discussão porque se consiste em um fato, facilmente comprovado no cotidiano, por simples observação.

Psicoticismo, masculinidade e alto qi

Os roqueiros estão para os funkeiros em termos de inteligência, da mesma maneira que os ateus estão para os religiosos. A diferença entre os dois grupos é tão significativa que parece bastante estúpido negar esta realidade.

Em média, os roqueiros tenderão a ter vocabulários maiores e mais sofisticados, maiores médias de inteligência técnica, maior proporção de sábios e criativos, maiores habilidades matemáticas e visual-espaciais do que os funkeiros.

O padrão universal para os amantes deste gênero musical é a combinação entre personalidade psicótica, maiores níveis de masculinidade e tendência para ”ter” qi acima da média.

No Brasil, a média de inteligência dos roqueiros, é bem provável de situar-se bem acima da média nacional. Portanto, se a média nacional de inteligência quantitativa ou qi se situa em torno de 87-89, para os roqueiros brasileiros, isto é, a população que tem como principal predileção musical, o rock, será esperado uma média de qi próxima a do nível universitário, ou seja, em torno de 104-107.

No caso do rock no entanto, a causalidade correlativa (‘pura’) entre inteligência (fazer a escolha certa) e o gênero musical, não será linear, visto que muitos subtipos do rock parecem estar distantes de qualquer parâmetro de beleza sonora. Como resultado, é esperado que, para estes subtipos específicos, os fatores ”personalidade psicótica” e ”masculinidade”, sejam mais importantes do que apenas ”inteligência”.

Funkeiros e a obviedade

Preciso dizer mais nada… )*-*(

Se você não for mais um ”sensível” que prefere ”fazer o bem”, se tornando um elemento social ativo para a propagação do pensamento totalitário ou se você for uma pessoa com o mínimo de inteligência decente, já sabe que é fato palatável e constatável que tudo aquilo que se relaciona puramente com inteligência, tenderá a estar sub desenvolvido entre uma boa parcela da população que tem como principal predileção musical, o gênero funk brasileiro.

Funk também parece se relacionar com personalidade psicótica, que é comum entre os proles.

Não restam dúvidas que a média de qi deste grupo tenderá a ser muito baixa. Em comparação à média nacional, eu acredito com fé que a média de qi para os funkeiros se situe em torno de 75-80 ( acima de 80, só se for depois de um combo de efeitos Flynn, 😉 ).

Como eu me refiro à médias, é possível encontrarmos uma minoria de alto qis, amantes deste gênero (medonho). Neste caso, a preferência política e o traço ”abertura para experiências”, podem ter um papel importante para este tipo de combinação.

Vale ressaltar que o funk carioca ou brasileiro, em quase nada se assemelha ao velho funk americano, o original e extremamente dançante dos anos 70 e 80 (excelente para festas e noitadas regadas à orgias, não falo por experiência própria mas porque é mesmo).

Música Clássica

Muitas vezes, inteligência e sabedoria estarão estampadas nas expressões faciais de pessoas especiais como no caso de Maria Calas.

Também não restam dúvidas quanto à correlação causal entre inteligência e predileção pelo gênero da música clássica.

Neste caso, a relação entre a inteligência suprema, ou sabedoria e o gênero musical, será consideravelmente mais forte visto que todos os atributos puramente atrelados aos mais elevados níveis do intelecto humano, serão expressados pela beleza atemporal da música clássica e como resultado, serão procurados por pessoas constituídas justamente por esta combinação de traços.

O apreço pela música clássica tende a se relacionar com uma série mais diversificada de características psicológicas e comportamentais. Por exemplo, para alguns subgrupos de criativos, o gênero será muito apreciado, mas para outros, será visto como a manutenção do velho. Geralmente, os criativos que são fortemente direcionados pela novidade, a música clássica não será tão apreciada. No entanto, se a criatividade genuína se relaciona com a busca pela beleza (e também pela novidade), o gosto musical tenderá a ser bastante eclético e portanto, muito diversificado para este grupo, raro e muito especial.

A música clássica é um gênero musical amplamente apreciado por pessoas introvertidas, que no geral, serão mesmo mais propensas ao regozijo auditivo pela música instrumental.

Eu estimo a média de qi para os amantes brasileiros da música clássica, mais ou menos no mesmo nível que os roqueiros, ou seja, ao nível universitário e com uma grande proporção de superdotados mediante critérios termanianos (ou seja, ”ter” um qi acima de 130, ainda que seja sumariamente arbitrário reduzir superdotação apenas a este tipo de critério). Ao invés de psicose, estes tenderão a ser mais introvertidos (psicoticismo parece não se relacionar tanto com introversão, ao menos entre os neurotípicos).

Música instrumental

Assim como algumas pesquisas nos EUA, eu também acredito que o padrão correlativo e causal entre alta inteligência (técnica e quantitativa) e preferência por música instrumental (música clássica, post-rock, rock alternativo, jazz, música ”étnica”) também será encontrado no Brasil.

Ao contrário do que clama a teoria de Satoshi Kanazawa sobre a relação entre alta inteligência e música instrumental, eu não acredito que preferir música instrumental seja basicamente porque se consiste em uma novidade comportamental evolutiva, que supostamente seria mais comum para os mais inteligentes. Eu acredito que a música instrumental é mais desafiadora para os ouvidos, visto que tende a focalizar exclusivamente nos sons dos instrumentos e os cérebros dos superdotados estão mais naturalmente interessados neste tipo de sonoridade, provavelmente por causa de similaridades consideráveis entre estes e os cérebros autistas, mais sensorialmente reativos. Se a superdotação comunga com vários traços autistas ( isto se o autismo funcional já não poderia ser considerado como um tipo de superdotação), então além da maior sensibilidade sensorial, os mais inteligentes tenderiam a ser mais avessos às músicas que se relacionam umbilicalmente com ”assuntos sociais”, começando pela externalização da voz.

No próximo texto, outros gêneros do cenário nacional também serão analisados.

Tags:, , , , , , , ,

Sobre santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

GRUPO BARRETO / Desde 1988

Assista, comente, curta e compartilhe nossos vídeos do YouTube e GANHE vouchers conosco, consulte condições

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia Blog

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

REBLOGADOR

compartilhamento, humanismo, expressividade, realismo, resistência...

%d blogueiros gostam disto: