Intelectualmente obsessivos versus intelectualmente interessados (As diferenças qualitativas entre os tipos de inteligentes)

Eu já dividi a inteligência humana em algumas facetas tais como:

Os neurologicamente comuns e os neurologicamente incomuns,

Os  tipos simétricos e assimétricos (em atributos cognitivos),

Os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas

Novamente, re-categorizarei os dois tipos conceitual e hierarquicamente mais importantes do intelecto humano mediante um prisma qualitativo de análise e usarei este neo-espectro como maneira objetiva e simples para demonstrar que as diferenças de funcionalidade entre os dois tipos abstrato-categórico de inteligentes, reverberam consideravelmente para o sucesso e o fracasso ”dois” dois, enquanto entidades estatísticas e também enquanto indivíduos.

Intelectualmente interessado (importante parte da população com inteligência técnica acima da média, nível universitário, acadêmico e MENSA)

A maioria das pessoas tecnicamente inteligentes são de intelectualmente interessados, isto é, apresentam nível cognitivo suficiente para se tornarem interessados por assuntos intelectuais. A variação e diversidade de níveis e predileções neste quesito, dentro desta população, é considerável.

A característica fundamental que determina este grupo é justamente o maior interesse natural por aquisição de conhecimento, que denominamos de ”assuntos de natureza intelectual”.

O intelectualmente interessado, geralmente consegue equilibrar as exigências burocráticas e sociais da vida moderna com seus interesses. O intelectualmente interessado mais bem sucedido, usará seus interesses principalmente para ganhar dinheiro, obter de médio a alto status social.

No espectro obsessão-desinteresse, os interesses intelectuais raramente conseguirão encapsular a vida de boa dos intelectualmente interessados.

Percebam que o interesse se encontra no meio deste espectro.

O interesse intelectual é uma características tipicamente humana visto que se relaciona visceralmente com nosso nível muito alto de autoconsciência.

Os intelectualmente interessados, apresentam portanto, uma tendência de equilíbrio entre as características mentais (e neurologicamente culturais) tipicamente humanas e características mentais tipicamente não-humanas ou de natureza animal.

Quanto maior a reflexão para reagir a uma ação, mais (contextualmente) humano será.

A capacidade de adaptação do ser humano em sociedades complexas pode ser entendida como uma harmonia hereditária e natural entre as características mentais tipicamente humanas (criatividade, intelectualidade, capacidade abstrata, autoconsciência alargada, comunicação complexa) e as características mentais tipicamente não-humanas (instinto, desejo sexual, instinto reprodutivo, capacidade de ação e reação ou reflexão ”inconsciente’).

Isso explica o porquê de muitas pessoas inteligentes apresentarem 50 de tons de estupidez ao longo de sua vida e de suas escolhas. Como eu tenho mostrado com frequência, é muito comum vermos pessoas inteligentes fazendo coisas estúpidas.

A principal diferença, mediante esta perspectiva, entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos

não se encontrará na ausência de um dos tipos de mentalidades (ou personalidades), humana ou não-humana, mas em como estes traços estarão distribuídos.

O intelectualmente interessado geralmente tenderá a ser um neurologicamente comum, com perfil cognitivo simétrico e um mantenedor técnico do sistema.

Intelectualmente obsessivos ou obcecados

No espectro obsessão-interesse-desinteresse, os intelectualmente obcecados ou obsessivos, obviamente que se localizarão no fim desta linha abstrata representativa. Intelectualmente obsessivos tendem a apresentar uma forte predileção por interesses de natureza intelectual.

Eu já comentei em um texto sobre autismo, que os interesses humanos, podem ser sociais e ”não-sociais”, que geralmente serão de interesses intelectuais. Os autistas tendem a apresentar uma grande predominância dos interesses não-sociais.

Os intelectualmente obcecados ou obsessivos também serão exatamente desta maneira. Portanto, nós podemos afirmar que suas culturas neurológicas favorecerão em um cotidiano marcado pela obsessão intelectual, ”sacrificando” os interesses não-intelectuais ou sociais.

Ao contrário do grupo anterior, os intelectualmente obsessivos não estão bem adaptados às sociedades humanas, basicamente porque não exibem um equilíbrio de demandas mental-instintivas. Em outras palavras, o conhecimento, o desenvolvimento, o estudo constante de ideias ou a produção criativa, tenderão a ser mais importantes do que o convívio social. A faceta social da alma humana é onde reside a nossa personalidade animália.

O intelectualmente obcecado ou obsessivo tenderá a ser um neurologicamente incomum, com perfil cognitivo assimétrico e solucionador de problemas.

O sistema educacional favorece indubitavelmente o intelectualmente interessado enquanto que não apenas despreza as idiossincrasias comportamentais e cognitivas dos intelectualmente obsessivos, mas também sustenta barreiras salpicadas de burocracia, subjetividade e suposta meritocracia (indireta, baseada em idealizações sobre a inteligência).

O resultado é alarmante, onde nos encontramos em sociedades que desprezam e patologizam o talento genuíno em prol da aparência social da inteligência, ou seja, dinheiro, status social e resultados estéreis de ”inteligência” tal como testes de qi.

Há um grande excesso de mantenedores técnicos nos nichos laborais que racionalmente deveriam estar ocupados principalmente por obsessivamente intelectuais.

A perpetuação desta situação calamitosa significará na manutenção de uma sociedade objetivamente desigual e injusta, que não reconhece o verdadeiro talento.

Uma das principais causas do total subaproveitamento dos intelectualmente obsessivos é justamente o predomínio e manipulação da ”personalidade animália” do ser humano, onde os valores subjetivos para adaptação, são usados como camuflagem (impostores) dos valores subjetivos humanos, que podem ser resumidos por meio da inteligência suprema, a sabedoria ou Deus (enquanto uma entidade metafísica alegórica, usada com frequência por mim, para explicar a universalidade do amor, da criatividade e da razão).

Portanto, os intelectualmente interessados, são naturalmente propensos a se enveredar em ”aventuras” no mundo de intelecto humano, mas são ”puxados” por forças primitivas da mente humana, onde os mais adaptados utilizam de maneira coesa os dois mundos, a seu favor.

Os intelectualmente obsessivos, a próxima evolução humana, mediante uma perspectiva lógica retida da evolução não-linear do intelecto humano, com o predomínio deste sobre os interesses da ”personalidade animália” ou ”social”, são naturalmente propensos, desde à infância, à obsessão por interesses não-sociais, inerentemente humanos, prejudicando contextualmente a sua adaptação a um mundo bipolarizado entre as necessidades instintivas não-racionais e as necessidades conscientes e racionais humanas.

A grande maioria dos gênios da humanidade, pertencem ao segundo grupo e não há muito o que acrescentar quanto a isso, visto que, por razões óbvias, uma grande obsessão tende à perfeição.

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