Ginástica e Hbd parte 4

Gina Gogean, metade canastrona, metade habilidosa. A ginástica romena tem um histórico de polêmicas, grande talento e popularidade…

Desde que Nádia Comaneci ganhou o primeiro ”10” da ginástica artística feminina, que a Romênia foi alçada ao posto de grande potência do esporte. Observando os vídeos disponíveis na internet sobre os ”perfeitos 10” que muitas ginastas tiraram, dos anos 70 até o início dos anos 90, conclui-se que, muitos fatores técnicos podem ter influenciado para esta época, digamos, de exageros em relação às pontuações. A maioria das performances com ”perfeito 10” daquela época, hoje em dia, teriam suas pontuações reduzidas.

Se for a um estádio ver uma competição de ginástica artística ou se resolver assistir pela televisão ou pela internet, você notará uma grande quantidade de aparelhos tecnológicos, câmeras de último tipo, com flashes e slow motions a perder de vista. Na época de Comaneci e cia, esta tecnologia de ponta não existia e o julgamento das performances se dava mais por meio de observação visual. Os exercícios também exibiam muitas diferenças. Alguns aparelhos ainda se encontravam em ”sua infância evolutiva” tal como a trave.

Gina Gogean é um famoso e obscuro nome de uma ginasta romena que eu escolhi para mostrar um pouco sobre a história da ginástica romena, uma das mais importantes escolas de ginástica artística em todo mundo.

A evolução cronológica da carreira desta ginasta se divide em ”talento” e ”esperteza”. Ainda que não possa julgá-la em relação ao seu talento no geral, Gogean, basicamente, foi a protagonista de um dos maiores roubos na história do esporte (ela ganhou a medalha de ouro por esta performance tola,enquanto que a ginasta chinesa Kuy Yuanyuan ficou com a prata. Quem tu achas que mereceu o primeiro lugar?? Neste mundial, o quesito ”romenicidade” contou muito) Para quem se interessar, basta procurar no youtube, sobre o mundial de ginástica artística de 1997 (em inglês, de preferência) e constatar o porquê.

Ainda hoje, parece muito comum que as ginastas também sejam julgadas por suas nacionalidades. Isso significa que, se uma ginasta vem de um país com pouco prestígio dentro do esporte, existe uma grande  chance de que sofra com injustiças em relação às pontuações de suas performances.

A ginástica romena se caracteriza por esta mistura de polêmicas, grande talento e popularidade dentro do mundo da ginástica artística e fora dele.

Eficiência e rapidez, as campeãs ”em” tempos de reação e ”em” testes de qi cronometrados 😉

Uma das maiores bobagens dos testes de ”inteligência”, é a ideia de que rapidez se relaciona indubitavelmente com capacidade cognitiva. Eu esqueci que ”Youssein Boult” (nome pseudo-fictício) é um gênio. 😉 (do esporte sim)

Como resultado, nós temos pessoas que pontuam alto em testes de qi apenas porque responderam com rapidez as questões. Como nada está 100% errado, não há como negar que a agilidade mental pode se relacionar de maneira não-linear com inteligência. Depende, visto que nós podemos ter os ”pensadores rápidos” e os ”pensadores lentos”.

No entanto, se não existir uma avaliação precisa, os resultados poderão ser muito enganosos.

Uma das razões para a pouca fiabilidade dos testes de inteligência online, é que muitas pessoas principiam pela agilidade para responder as questões, ao invés de tentar resolvê-los, de fato. E a real resolução de questões dos testes exige raciocínio e não apenas rapidez.

Na ginástica artística, todos os aparelhos são cronometrados, até para que haja certa igualdade de condições entre os competidores. Portanto, além dos quesitos artístico e acrobático, as ginastas também devem respeitar o tempo limite para a execução de suas performances. Do contrário, serão penalizadas pelo tempo excedido. Alguma semelhança com alguns tipos de testes de qi???

O estilo de apresentação romeno é bem demarcado. A expressividade artística ou emocional varia consideravelmente entre as ginastas do país. Enquanto algumas são muito elegantes e artísticas, outras como a Gina Gogean, são (foram) quase tão robóticas quanto as americanas. Tal como eu sugeri no primeiro texto desta série, as ginastas de origem europeia, tendem a variar consideravelmente em seus estilos. Em compensação, as ginastas negras e as ginastas leste asiáticas, costumam ser mais uniformes entre si.

As mais artísticas, mais acrobáticas, mais especializadas, tenderão a ser de brancas.

As romenas tendem a desenvolver níveis de capacidade acrobática, semelhantes ao de russas e americanas. No entanto, como a grande maioria das ginastas americanas são artisticamente débeis e extremamente talentosas na parte técnica ou acrobática, elas tendem a superar as europeias neste último quesito.

Os critérios seletivos aplicados na escolha de ginastas na Romênia, parecem principiar pela agilidade motora e mental visto que a característica mais diferenciada desta escola em relação às outras, é justamente a rapidez com que realizam as suas performances.

Juntamente à velocidade, as romenas (quando acertam as séries) tendem a ser impecáveis, consistentes na execução dos exercícios. Portanto, não existe uma grande necessidade por parte da junta técnica romena, que as ginastas tenham grandes habilidades acrobáticas, mas especialmente, que façam séries consistentes e rápidas. Quanto mais rápida e mais consistente for a série na trave, maior será a nota de execução.

Se a ginasta for muito lenta na execução mas for perfeita na parte técnica, é muito provável, em condições normais de julgamento, que sua nota seja fracionada quanto ao tempo excedido.

Se a ginasta for muito rápida e não apresentar dificuldades, é ”muito” provável que seja penalizada por isso.

Se a ginasta for rápida e inconsistente, isto é, apresentar constantes desequilíbrios ou não acertar as sequências de exercícios (que aumentam as pontuações), será penalizada pelos problemas de execução.

Séries muito difíceis, rápidas, sem hesitações na execução de cada elemento da série e que sejam tecnicamente perfeitas, estão mais próximas do mítico ”perfect 10”.

Chinesas e americanas parecem reunir quase todos os elementos, mas pecam miseravelmente no quesito artístico e isso realmente parece fazer toda a diferença, visto que a ginástica não tem o adjetivo ”artístico” a toa.

Hbd e ginástica romena

Richard Lynn encontrou que a média de qi da população romena se situa entre 90-95, isto é, entre as mais baixas médias de qi do continente europeu.

Deve haver alguma relação entre talento para o esporte e especialmente para esportes individuais e qi.

A população romena é multiétnica.

Além dos romenos étnicos (que também parecem ser multiétnicos), também existem minorias significativas de descendentes de sérvios, húngaros, alemães e ciganos.

Lynn acredita que a razão principal para a média de qi mais baixa dos países dos Bálcãs, é porque a população desta região é híbrida de europeus e médio-orientais. Europeus tendem a pontuar em torno de 100 enquanto que os médio orientais tendem a pontuar em torno de 85. Sem nenhum grande processo eugênico para a inteligência, a população dos Bálcãs parecem expressar perfeitamente bem o resultado da mistura entre essas duas populações. No entanto, estas populações parecem ser misturadas não apenas com ”médio orientais” (mais provável de serem turcos) mas também com outros grupos, como os ciganos.

A variação fenotípica das ginastas romenas é interessante. Gogean por exemplo,  parece fazer parte da ”ala eslava” da população.

A grande campeã de 2004, Catalina Ponor (na foto acima), apresenta uma aparência híbrida, de europeia e (muito possivelmente) cigana.

As estimativas oficiais falam em meio milhão de ciganos da etnia roma, vivendo na Romênia, mas as estimativas não-oficiais falam em até 2 milhões. A presença de ciganos no leste europeu remonta à idade média. É um pouco impossível pensar que algum fluxo genético não tenha acontecido entre os habitantes nativos e esta população durante este período e produzido tipos como Catalina.

A grande maioria dos ciganos roma parecem impossíveis de serem assimilados. No entanto, sempre tem uma minoria de qi mais alto e boa aparência que pode deixar as caóticas e sujas comunidades ciganas e buscar a assimilação dentro da sociedade europeia.

Muitos ciganos trabalham em circos.

Partindo-se da minha neo-hipótese sobre ”vira latas”, muitos ciganos podem ter grande saúde e juntamente a isso, habilidades atléticas. A influência da cultura cigana na cultura espanhola por exemplo, foi enorme e contribuiu significativamente para o desenvolvimento de suas características únicas.

Assim como os cães vira latas são expostos a toda a sorte de interações patogênicas e uma grande seleção dos mais saudáveis tenderá a acontecer (seleção natural pura), o mesmo pode ocorrer em relação aos ciganos, onde a famosa estratégia R de reprodução, ter muitos filhos e ”cuidar pouco”, se apresenta de maneira aberrante.

Muitos ciganos partem para vida criminosa e existem razões biológicas muito fortes para explicar esta situação. No entanto, partindo-se da hipótese levantado por Lombroso e constatado na modernidade, sobre a relação etiológica entre criminalidade e genialidade, muitos ciganos podem ser prodigiosos em muitos aspectos cognitivos como criatividade. Pode ser até possível dizer que para ser criminoso, se deve ser um pouco criativo.

O talento incomum das ginastas romenas pode ser explicado tanto por razões ambientais quanto por razões biológicas.

Assim como acontece em todas as grandes escolas de ginástica artística, no caso romeno, grande investimento no esporte e forte ”peneira” pelas melhores crianças para o esporte, aparecem como fator ambiental determinante para o sucesso.

Fatores biológicos são mais importantes para explicar as características específicas de cada escola, como a perfeição técnica e grande memorização de séries complexas para as chinesas, assim como a leveza corporal, a explosão muscular das atletas negras (e alguns nomes do passado, como da afro-francesa que eu postei no link acima, na parte do campeonato mundial de 97, vergonhosamente ”vencido” por Gogean no aparelho da trave, que foram extremamente talentosas e igualmente injustiçadas por ”alguma razão” muito obscura), a diversidade de estilos das europeias (caucasianas no geral), bem como pela falta de talento artístico representativo e coreográfico entre as anglófonas, em contraste com a tendência de elegância e expressividade emotiva entre as russas.

No caso romeno, eu espreito a possibilidade de que algum fluxo genético entre romenos e ciganos, especificamente aqueles que são mais assimiláveis, possa ter produzido as condições biológicas ideais para o sucesso de muitas ginastas romenas.

Partindo-se da semelhança de condições a que chineses e romenos tem sido submetidos, em ambientes densamente povoados e privações físicas, é muito provável que um ambiente socialmente deprimido, tenderá a resultar em alta mortalidade, mas também irá selecionar pelos tipos com as melhores constituições bio-fisiológicas. E saúde física se relaciona com talento atlético.

Se todas as escolas de ginástica, atrás da cortina de ferro, buscaram o seu lugar ao sol e somente a Rússia e a Romênia, conquistaram e mantiveram seus respectivos prestígios dentro do cenário internacional, talvez, algumas características biológicas gerais e portanto diversas, tais como tipo de personalidade, tipo de interação de personalidade e inteligência e vantagens atléticas, possam ter favorecido romenas, ao invés de sérvias, búlgaras ou húngaras.

O que deve ser interessante questionar é, se todas as nações oficialmente reconhecidas pela ONU, tivessem as mesmas condições para o desenvolvimento de escolas nacionais de ginástica artísticas, não haveria mais a supremacia de algumas poucas escolas?? Ou algumas populações humanas tem uma maior densidade demográfica de talentos atléticos do que outras???

Nem todo mundo pode dançar ou ter uma estrutura óssea mais elástica.

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3 responses to “Ginástica e Hbd parte 4”

  1. Ruberto says :

    Existe alguma pesquisa da média do qi do brasileiro… Acredito eu este ser baixo … Sem preconceitos mas as evidências demonstram…😜

  2. santoculto says :

    Sua observação não é baseada em preconceito, mas em observação, a antítese do preconceito.

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