Hipótese, canhotos e ambidestros tendem a apresentar perfis assimétricos de inteligência técnica (qi)

Todos são savants, mas alguns são mais savants do que outros. 😉

Um dos mais importantes marcadores bio-psicométricos das denominadas ”dificuldades de aprendizagem” são as pontuações discrepantes de qi. Muitos estudos tem sugerido que existem mais canhotos com algum tipo de ”dificuldades de aprendizagem” em comparação à população neurocomum. Isto é, enquanto que 10% da população tenderá a ser de canhotos, acredita-se que um percentual maior deles poderá ser alocado dentro da categoria ”dificuldade de aprendizagem”.

Dislexia, dispraxia, discalculia, autismo, TDAH, etc… Todos aqueles que apresentam um perfil discrepante de capacidades, muito bom em alguns componentes, muito ruim em outros, terão grandes chances de serem categorizados como portadores de ”dificuldades de aprendizagem”.

Asiáticos tendem a ter maior qi espacial do que qi verbal. Ashkenazim apresentam perfil cognitivo oposto, com qi verbal maior do que o espacial. As diferenças de pontuações em testes de qi, podem ser coletivas e individuais.

Todos nós costumamos ser melhores em algum componente cognitivo do que outro. Alguns são mais simétricos em suas capacidades, onde o qi performance representará parcialmente bem o seu perfil técnico de inteligência.

Outros são mais assimétricos. A maioria das pessoas são medianas em inteligência técnica, a minoria que denominamos como ”elite cognitiva” tenderá a se dividir em muitas categorias.

Aqueles com alto qi espacial e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi espacial.

Alto qi matemático e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi matemático.

As pessoas com ”dificuldades de aprendizagem”, tenderão a apresentar grande disparidade entre as suas forças e as suas fraquezas.

Alguém com discalculia por exemplo, será muito ruim em matemática e não apenas abaixo da média.

No entanto, é comum que o portador desta condição cognitiva minoritária também seja muito bom no componente verbal.

O mais interessante nas ”dificuldades de aprendizagem” é a amplitude cognitiva, ou seja, a diferença quantitativa e qualitativa de níveis entre o componente que é mais forte (força) com o componente que é mais fraco (fraqueza).

Esta variações mais amplas entre talento e deficiência, parecem ser ecos do savantismo, onde esta discrepância é substancialmente significativa. O savant reúne em si, o gênio e o retardado mental. Aqueles com dificuldade de aprendizagem, podem reunir os dois tipos, no entanto, em níveis muito menos severos.

Um dos meus mais fortes palpites para a moderna etiologia psiquiátrica do gênio é justamente em relação às ”dificuldades de aprendizagem”, ou seja, ao contrário do que a psicometria e a ”educação especial para superdotados” tem enfatizado, os mais inteligentes e especialmente, os tipos geniais, terão como marcador de sua extrema capacidade, a amplitude cognitiva, com uma grande habilidade, medida ou não-medida por testes de qi, e não apenas as pontuações altas de qi, com a linha termaniana como parâmetro (qi acima de 130).

Ou seja, para ser um virtuoso extremamente talentoso no violino, deve-se sacrificar alguns componentes cognitivos, tal como acontece com o savantismo, onde a deficiência abre espaço para a ilha de genialidade.

Canhotos e pontuação discrepante de qi

Canhotos podem ser mais propensos do que os destros, para exibirem pontuações individuais de qi mais discrepantes, ou seja, onde a amplitude cognitiva das forças em relação às fraquezas, será bem maior. Esta hipótese é uma amplificação da teoria dos ”ecos do savantismo”, que eu determinei com sendo o autismo, onde a relação deficiência e habilidade, é evidente.

Cérebros mais simétricos tenderão a exibir maior aleatoriedade na distribuição das habilidades cognitivas do que os cérebros dos neurocomuns. A principal diferença entre os dois tipos é a de que os cérebros dos neurologicamente comuns se constituem na maioria da população humana. Normalidade é apenas uma questão estatística.

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8 responses to “Hipótese, canhotos e ambidestros tendem a apresentar perfis assimétricos de inteligência técnica (qi)”

  1. Davi says :

    Estava observando o jeito que as pessoas cruzam os braços, e as pernas, em relação obviamente a lateralidade e principalmente como espectro. Destros tendem a cruzar o braço esquerdo sobre o direito e os canhotos vice-versa. E me parece, olhando “conhecidos e desconhecidos”, que destros que cruzam os braços como canhotos são mas introvertidos, principalmente negros(“pseudo-negros”)… Mas isso é muito complexo e tem milhares de variedades

  2. Davi says :

    Coisas de minha cabeça louca. Não liga não 🙂

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