Ginástica e Hbd parte 2

Por que será que somente a única ginasta ítalo-americana da equipe de 2008 não pareceu muito feliz durante a cerimônia de premiação em Pequim??

Como combinado, vou agora comentar superficialmente sobre as minhas observações em relação às equipes americanas de ginástica artística e seu potencial enquanto correlação biológica investigativa.

Nos EUA existe uma anedota muito popular e que foi ampliada pela mídia dominada por judeus quanto à suposta incapacidade da população branca para dançar. A ideia de que ”os brancos” não sabem dançar não parece se sustentar mediante à ótica das múltiplas perspectivas, visto que existem diferentes tipos de danças que exigem diferentes tipos de habilidades corporais. Pode ser possível afirmar que os europeus e seus descendentes tendam a ser fracos no quesito ”suingue”, mas não existe apenas este tipo de ritmo corporal não é?

Negros são melhores nesta habilidade possivelmente porque tendem a ser mais individualistas do que as populações cooperativas da Eurásia. Por esta perspectiva, poderíamos até pensar se os asiáticos são ainda menos capazes de dançar que os europeus. Mas as características antropológicas do homem branco, podem ter confabulado para reduzir a sua capacidade de dançar igual a um negro, tal como a tendência generalizada para a incapacidade caucasiana de ”sentar” de cócoras, que eu já comentei no primeiro texto desta série. Para que você possa fazer um break e não se desequilibrar, por exemplo, existe a necessidade de que consiga manter-se firme com os joelhos dobrados ao máximo.

Como as populações norte europeias, especificamente a Grã Bretanha, a Europa germânica e a Escandinávia, são as variedades caucasianas mais racialmente depuradas entre os europeus, pode-se especular se a incapacidade para dançar com suingue seja uma tendência geral apenas para estes grupos e que quanto menos nórdico, maior será o talento para a dança na Europa, comparativamente falando.

A maior parte da população branca americana (não-hispânica) é composta por descendentes de norte-europeus. Talvez esta incapacidade para a maleabilidade corporal dinâmica possa explicar o porquê das ginastas americanas tenderem a ser tão duras na hora da graciosidade artística, um dos fundamentos mais importantes e característicos do esporte.

Mas esta não é uma realidade apenas para as ginastas caucasianas da equipe nacional, assim como também para boa parte das demais ginastas, que são de outras raças do caldeirão multicultural da ”América” moderna.

Com uma população tão racialmente diversificada, ao mesmo tempo em que ficaria um pouco mais complicado analisar possíveis tendências nacionais de estilo étnico-característico do esporte, também pode ficar mais interessante visto que certas tendências parecem ser racialmente universais.

Na ginástica artística existem duas tendências muito interessantes entre os dois troncos raciais principais mais distantes, ou seja, os leste asiáticos e os negros subsaarianos. A musculosidade natural das atletas negras e a leveza das atletas orientais.

E isso pode ser observado com certa pontualidade no aparelho das barras assimétricas. Eu já vi mais de uma vez, com toda certeza, a grande facilidade com que as ginastas negras conseguem realizar o exercício Tkachev.

Enquanto que as ginastas negras costumam ter uma boa explosão muscular, as ginastas asiáticas apresentam déficits neste mesmo quesito e isto pode ser observado como quando uma ginasta chinesa ou japonesa fazem o exercício de transição da barra baixa para a barra alta, ainda nas barras assimétricas. Se desejarem se aprofundar mais no assunto, eu sugiro que reparem na relativa dificuldade com que elas tem para apoiar o corpo e estendê-lo normalmente na barra alta, em vídeos disponibilizados pelo You Tube.

Na equipe americana, ginastas negras, asiáticas, caucasianas e mestiças, mostram tendências que são mais comuns em suas respectivas variedades. A explosão muscular dos negros, a leveza e maior capacidade acrobática entre as asiáticas, a grande variação de tipos entre as caucasianas assim como também entre as mestiças. Mais de uma ginasta asiático-americana já apresentou dificuldades específicas durante a transição da barra baixa para a barra alta, nas barras assimétricas. Mais de uma ginasta afro-americana, mostrou grande explosão muscular. Mais de uma ginasta euro-americana mostrou diferentes estilos de performance assim como também no caso das mestiças.

Mesmo que exista um projeto da equipe nacional americana (capitaneada por Marta Károlyi) com diretrizes marcadas para determinadas ênfases como para a excelência técnica e menos para a expressividade artística, parece notório observar que as ginastas multirraciais americanas apresentam tendências raciais demarcadas quanto aos seus estilos performáticos com os predicados e déficits que eu tenho mostrado superficialmente neste e no primeiro texto desta série.

As ginastas brancas americanas não sabem dançar ( e suas primas anglos do outro lado do atlântico também)

Outra observação que tenho notado também com certa frequência, é que o mesmo déficit em passes artísticos e expressividade emocional (interpretação) também pode ser notado nas apresentações de solo das ginastas britânicas. Parece que quanto mais atlântica for a Europa, menos artística será. Não parece ser pura coincidência que os centros europeus de alta cultura não se localizarem na Grã Bretanha. Um povo que promove e produz alta cultura, pode vivenciá-la em muitos outros aspectos como a dança por exemplo. Mas até onde as circunstâncias ambientais e históricas influenciam nestas ”escolhas transcendentais coletivas”??

A incapacidade para dançar, não apenas com suingue, mas com beleza e leveza de passos, parece ser um déficit tipicamente britânico, mais do que um ”problema” globalmente europeu. Não faz sentido julgarmos os brancos caucasianos como incapazes de dançar se foram justamente eles que inventaram o balé.

Mas principiando pela ideia de diversidade fenotípica europeia, eu acredito que fatores circunstanciais, ou seja, ambientais e históricos, possam ser um pouco mais importantes para explicar a falta de graciosidade anglo-saxônica na dança, ao menos na ginástica artística.

No entanto, ainda é muito interessante observar que a ginasta americana mais artística dos dois últimos ciclos olímpicos, tenha sido justamente uma filha de pais russos, Anastasia Liukin. Apenas coincidência ou a personalidade da população russa é diferente da personalidade (média) anglo-americana??

Russos tendem a ser mais de introvertidos, dramáticos, melancólicos, tradicionais. Americanos tendem a ser mais de extrovertidos, pragmáticos, utilitários, técnicos…

Uma nação de losers e winners

Os EUA é a superpotência que é, justamente por causa de sua mente coletiva pragmática, que se baseia na apresentação de resultados e menos em aforismos e considerações de natureza e ações filosóficas. Impérios muitas vezes se transformam metaforicamente falando, em gigantescos supermercados, com a sua variedade demográfica de ”pessoas-produtos”, a oferta e a procura.

Ao contrário de uma sociedade como a russa, onde certas tradições nunca parecem morrer, nos EUA, o contrário é o mais provável de ser. As duas nações com alta concentração de diferentes estilos de nichos criativos, se baseiam  em preceitos transcendentais coletivos opostos. Uma nação (ainda) tradicional e (ainda) racialmente homogênea ou com uma variedade local de tipos, como no caso da Rússia, tenderá a colocar inconscientemente um ”pouco” de seus atributos etnicamente típicos em cada exibição ou externalização, seja pela cultura, pelo política, pelo modo de pensar ou pelo esporte.

A sociedade americana não construiu sua história com base filosófica na eterna ‘decadência’ russa, apesar de estar caminhando para cenário parecido. As diversas características ríspidas da terra russa, podem ter contribuído para produzir uma população com grande potencialidade na expressividade emocional genuína, sincera, enquanto que o conforto dos subúrbios americanos, pode ter feito o caminho inverso.

No quesito acrobático e portanto técnico, a equipe americana é excepcionalmente talentosa e talvez a alma puritana dos anglo-saxões, que ajudou a construir os enormes prédios nova-iorquinos, também possa ser observada no tipo de ênfase da escola nacional de ginástica artística, onde se principia pela demonstração de excelência técnica, ou seja, apresentação de resultados ”objetivos”.

Pragmatismo, frieza e sucesso na ginástica artística

Se não há ênfase na expressividade artística e portanto emocional, então haverá uma grande concentração de esforços para a perfeição técnica e é justamente isso que acontece com a equipe americana. Raros são os casos de ginastas deste país que superaram o limite de reação emotiva que parece ser ditado pela equipe técnica, tal como da ginasta Alicia Sacramone, a única italiana-americana da equipe do ciclo olímpico de Pequim/2008 e que contribuiu consideravelmente para  a perda da medalha de ouro por equipes na mesma competição, em um momento decisivo, por causa do seu descontrole emocional.

A frieza para fazer guerras, derrubar florestas, matar índios, empurrar a sua cultura lixo para grande parte da humanidade (ainda que muito da cultura americana seja universal, mesmo que não tenha valor artístico de alto nível), também pode contribuir para acertar séries complexas de exercícios tais como aqueles que foram realizados por Shawn Johnson em Pequim, sem nenhum pingo de expressão artística ou emocional.

O choro infantil de Sacramone, depois de perder a ”disputa” com as chinesas, em que ela foi a mais entusiasmada de todas as ginastas americanas, também pode ser comparado ao grande fracasso dos italianos nas duas grandes guerras do século XX, assim como também em sua tentativa de colonizar algumas nações africanas, como a Etiópia.

O grande talento italiano para as artes, pode explicar o seu déficit para o talento estratégico.

Dolce vita não combina com ”eficiência”.

No próximo texto, eu vou falar da beleza artística da ginástica russa…

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