Fator g integrado à personalidade e ao caráter buscando pela perfeição comportamental humana

O fator g é a partícula geral que (supostamente) será encontrada em todos os aspectos cognitivos ou seja, da inteligência. Acredita-se que certos testes de inteligência sejam mais capazes de ”encontrar o fator g” tais como as Matrizes de Raven. (Não é aquela moça de um seriado afro-descendente mais perto de você, 😉 )

Geralmente, atribui-se a estes testes mais carregados de fator g, como aqueles que são mais preditivos de capturar a essência da inteligência humana. No entanto, mais uma vez, nós não somos robôs.

Robôs humanoides do futuro estão sendo prometidos pela robótica para serem extremamente ”inteligentes”. No entanto, sem uma personalidade, não serão mais integralmente inteligentes do que um ser humano médio. Existem algumas pessoas que sugerem que a possível substituição da humanidade orgânica (tradicional) por robôs será um marco da evolução humana, transformando a própria humanidade em um artigo obsoleto.

No entanto, o fato de ”estarmos” bem longe de sermos perfeitos, não significa que não poderemos encontrar seres humanos que se aproximarão da perfeição e que portanto, poderão competir em pé de igualdade com a inteligência mecânica, de computador, dos futuros humanoides.

A personalidade também funciona como intermediadora e moduladora de nossas respostas (limitadas por nossas predisposições ou limites adaptativos) às constantes interações e portanto, existe a real necessidade da união entre a mesma e a inteligência.

O fator g:

não pode ser limitado apenas à ”inteligência”, visto que a capacidade cognitiva humana se relaciona visceralmente com as demais capacidades mentais (psicológicas, comportamentais);

não pode ser medido apenas por testes de inteligência mais apropriados.

Respostas certas para situações certas

A perfeição comportamental humana não é exatamente aquela que rotineiramente reconhecemos pela mídia vulgar, como o funcionário do mês, ainda que não possa negar que mediante algumas perspectivas isto também se constitua em perfeição. Mas a perfeição deste tipo, esconde algo menos belo e digno de admiração, é a conformidade à autoridade, que o ”funcionário do mês” de uma empresa hipotética será o melhor a fazer.

Portanto, o inteligente integralizado, será aquele que é ”portador” de um equilibrado e conjuntamente elevado fator g, tanto para personalidade quanto para inteligência.

O caráter é a combinação harmoniosa entre inteligência e personalidade.

Alguém que é capaz de interagir corretamente com as outras pessoas, em partes, será alguém que poderá ser dotado de grande caráter.

No entanto, muitas das pessoas mais inteligentes, tenderão a ser inconformistas e antes de buscarem à interação social plena, tentarão alertar aos demais quanto às forças opressoras a que sempre estiveram sujeitos.

Autoconhecimento e fator g cognitivo

O fator g ou a partícula cognitiva geral que está presente em todas as nuances da inteligência humana, ao menos na minha opinião, parece reverberar na capacidade de autoconhecimento, que eu tenho falado muito aqui no blogue.

A partir do momento em que nos reconhecemos, também reconhecemos nossas forças e nossas fraquezas e a partir desta auto-análise, podemos fazer as melhores escolhas com relação a tudo aquilo que influencia nossa capacidade de obter sucesso assim como também para interagirmos o melhor possível com os outros.

Aquele que insiste no erro, mesmo quando já foi provado muitas vezes a incapacidade de evolução de tal afirmativa hipotética, muito provavelmente será dotado de uma menor capacidade de autoconhecimento, especificamente quando este erro se relacionar com o próprio indivíduo.

O autoconhecimento, ao menos nos seus níveis mais primitivos e portanto mais instintos, nos ajudou a fazer as melhores escolhas em diferentes regiões climáticas para a adaptação. Ainda que muitos genocídios perpetrados pelas circunstâncias tenham ceifado a vida de milhões de humanos, aprendemos com nossos erros e se tivéssemos aprendido antes, poderíamos ter evitado a habitual carnificina que se consiste o hábito de viver.

Portanto, a inteligência integralizada à personalidade, pode produzir todos os tipos objetivamente virtuosos da espécie humana, visto que condensará todos os atributos que constituem a mente humana e não apenas a sua capacidade cognitiva técnico-utilitária.

Ao mudarmos nosso enfoque seguindo esta linha de raciocínio, estaremos de fato buscando pelo primor da humanidade, àquele que é por si mesmo o próprio ápice da evolução humana.

A melhoria da qualidade de vida sob todas as suas perspectivas se fará quando estas pessoas forem reconhecidas como fenótipos comportamentais reais e sua posterior seleção. E mais do que nunca, ao buscarmos por empáticos, honestos, não-conformistas e criativos, não cometeremos os mesmos erros que ceifaram com a alma criativa em muitas civilizações antigas como a chinesa.

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