Hipótese da colcha de retalhos (novamente) para explicar como se dá o processo de adaptação

O average joey é o produto acabado, industrializado para ”ser consumido” ou procriar.

A ”mediocridade” das massas é necessária para que cada população humana ou projeto transcendental coletivo de cultura, tradição, valores ou fenótipos bio-comportamentais, possam ser perpetuadas pelo espaço e tempo por meio da reprodução ou replicação.

Um projeto requer a escolha de um nicho populacional bem como de um território, a imposição de uma cultura e consequentemente a introdução voluntária das massas para a competição interna visando o sucesso pessoal ou da família.

Ao longo deste acontecimento trivial na história da vida ou existência, certos grupos serão mais selecionados do que outros e quase sempre, estes tenderão a ser aqueles que melhor equilibrarão as características universalmente distribuídas dentro desta população. Portanto, o ser humano comum seria uma espécie de colcha de retalhos. E a colcha de retalhos é um produto artesanal (vestígio laboral da era pré-industrial), um produto acabado, finalizado, de um conjunto de matérias-primas ou produtos não-elaborados.

Personalidades extremas versus personalidades maleáveis

As pessoas ”medíocres” tendem a ser mais maleáveis, em diversas perspectivas, do que aquelas que estão no fim do espectro da adaptabilidade. A inconsciência coletiva ou da maioria, se dá não apenas por razões circunstanciais tais como pelo fato de se localizarem no meio da cena social, como protagonistas ou coadjuvantes, mas também porque estão fenotipicamente mas relacionadas com a maioria da população ou com a proposta cultural da elite, do que aqueles que estão dentro de amplos espectros das personalidades extremas.

A maneira como as pessoas se vestem e as respectivas mudanças ao longo do tempo, é uma demonstração de grande maleabilidade a que a maioria da população, de comuns, está dotada. Nota-se que enquanto para aqueles constituídos tanto por uma personalidade maleável, a aparência pode e é completamente manipulável, e encontra-se organicamente separada da essência, para aqueles que são menos contextualmente maleáveis, essência e aparência são a mesma coisa.

Para a maioria, a aparência é hierarquicamente mais importante do que a essência enquanto que para a prodigiosa minoria contextualmente e potencialmente mal adaptada, a essência é hierarquicamente mais importante.

O que é personalidade??

A personalidade não é apenas um conjunto preponderante de comportamentos de indivíduos, mas pode-se afirmar que a tudo influencia, na inteligência, para a produção do fenótipo da criatividade, como meio de sobrevivência, adaptação e procriação, para a própria razão de existir. No mundo das múltiplas perspectivas, um conceito não é apenas aquilo que foi racional e logicamente caracterizado, por pensadores de épocas mais antigas. O acúmulo do conhecimento não quer indicar deteministicamente que não possa ser manipulado, nem visualizado por todos os seus lados e o mesmo acontece com a personalidade.

A personalidade não existe sem uma Inteligência, assim como também será incompleta se não levarmos em conta cada nuance da biologia humana tal como a altura, por exemplo, ou a capacidade de ganhar músculos.

A personalidade não é algo, um ser concreto, não exatamente, ainda que também se relacione, como eu exemplifiquei acima. A personalidade também é o processo de múltiplas interações, sua origem, seu desenvolvimento e o seu resultado. É a personalidade dinâmica que é uma promotora coesa e poderosa das ações e reações.

Portanto, seja por causa do excesso de estímulos sensoriais (autismo), generalizados (Tdah) ou visual-auditivos (esquizofrenia), a personalidade será caracterizada como extrema, justamente porque esta maneira de interagir com o seu meio, caminhará para produzir respostas ou comportamentos.

Como maneira de melhor conceituar a ideia de personalidade extrema, a substituo por um conceito mais amplo e auto-elucidativo,

o fenótipo integralizado da personalidade humana, extrema a maleável.

Decantação dos fenótipos extremos para a produção dos fenótipos adaptados ou produtos industrializados

Um portador de autismo funcional, se podemos chamá-lo assim, independente do seu grau de predominância, tenderá a estar pouco apto para a adaptação, visto que, ao contrário do que acontece com as pessoas neurocomuns, a essência de um autista, encontra-se atrelada à sua aparência.

É por isso que a maioria dos autistas tenderão a ser sinceros e honestos. Uma colcha de retalhos tem mais cores que poderão ser aproveitadas para diferentes ocasiões, enquanto que metaforicamente falando, um autista funcional terá uma menor variedade de cores e portanto, será menos adaptado às mudanças do ambiente.

No entanto, a adaptação é quase sempre contextual e portanto relativa.

Fenótipos extremos são territorialistas e neuroculturalmente específicos enquanto que os fenótipos maleáveis não são territorialistas e são neuroculturalmente maleáveis, ainda que esta maleabilidade apresente limitações evidentes de camuflagem adaptativa.

Fenótipos extremos são como produtos não-decantados (enquanto que os traços universalmente presentes, serão como a matéria prima) enquanto que os fenótipos contextualmente adaptados serão como os produtos industrializados ou artesanais, a própria alquimia da natureza.

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10 responses to “Hipótese da colcha de retalhos (novamente) para explicar como se dá o processo de adaptação”

  1. Davi says :

    Essa “não seleção” de atividade, para fins reprodutivos nos canhotos, explica a minoria, e também a maioria incidência homossexual?

    Por exemplo; não procria/não selecionado -> com passar do tempo; sem necessidade do sexo oposto -> mudanças e preferências sexuais para o sexo recreativo/necessário para o indivíduo do mesmo sexo…. De isso Arnaldo??

    • santoculto says :

      Sim e não. Partindo-se desta conjectura, sim, mas isso não significa que necessita de ter uma única explicação, até porque não tem. Na verdade, a melhor de todas as explicações para qualquer coisa é,

      não existem explicações.

      Simplesmente acontece e nós damos valor ou não.

      Se é conveniente, será aproveitado e possivelmente selecionado.

      O canhotismo parece ser o início da inversão dos sexos, mas na verdade, a maioria dos homossexuais não devem ser canhotos, ainda que estes estejam super representados.

      A dúvida que fica é, existe a real possibilidade de inverter os papéis*** Quer dizer, a etiologia da biologia humana e suas respectivas subdivisões são completamente maleáveis ou a única possibilidade é a da seleção visando à substituição de um fenótipo predominante (destrismo, heterossexualidade) por outro *canhotismo, homossexualidade)??

  2. Davi says :

    A natureza é tão “louca” que não podemos duvidar de nada. É uma possibilidade.
    Mas onde iria para a humanidade? Digo, vou supor que essa substituição a longo prazo iria diminuir a população do planeta. Ou tomaria outro rumo. Ou o fim seria uma evolução de algum modo. Alguma espécie de terceiro quarto sexo(que viagem)….

  3. Davi says :

    Sim só se evoluir saberemos.

    Mas quando eu digo terceiro, quarto sexo é algo totalmente diferente. Vamos dizer quatro sexos mesmo.

    O caso do cangurus me fez pensar uma coisa. Falando de uma forma leiga, todo menino já foi uma menina. O macho era uma fêmea imperfeita e se torna macho. Já a menina, se torna perfeita. O que poderia explicar os dois “canais”.
    Já nos cangurus algo parecido. Como a fêmea imperfeita -> fêmea -> mas para formar a bolsa, dos filhotes, no processo cria-se desnecessariamente um terceiro canal.
    É só uma invenção… Pois não entendo de cangurus

  4. Elymar says :

    Estou maravilhado com o blog. Certamente obteve um leitor assíduo.

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