Refutação do termo ”atavismo” para explicar genialidade e correlações causais Não é relíquia, é a diversidade

Atavismo e neofenótipo são relativos, assim como o tempo também é.

Cesare Lombroso, um nome já famoso aqui no blogue, o infame criminologista ítalo-judeu do século XIX, determinou que as características fisiológicas e mentais de gênios, criminosos e pessoas com personalidades extremas, seriam o resultado de atavismo, partindo-se da ideia de temporalidade do tempo, ou seja, de sua finitude linear.

No entanto, a maioria de nossas certezas são correlativas e não causais. Na realidade, a causalidade pura é tal como a verdade objetiva, é aquilo que é. E se não estamos lidando com maleabilidade das características hereditárias, então não existe causalidade infinita, ao menos, não dentro do ramo da genética de vidas dinâmicas como a humana.

A natureza é psicopática. Apenas os animais que domesticamos, merecem nossa fraternal consideração. Não queira abraçar um urso no Alaska, parece que não é algo muito convidativo para se fazer, fica a dica.

Lombroso e Satoshi Kanazawa confundiram minoria contextual com atavismo.

A imigração em massa na Europa e a substituição dos fenótipos ”novos” por ”velhos”, nos mostram o quão manipulável é a diversidade biológica humana.

A diversidade é sempre selecionada, visando à saúde reprodutiva de uma população. Por isso temos os indivíduos comuns, que estão adaptados para uma determinada estratégia de sobrevivência, em um determinado nicho ambiental ou nichos ambientais e temos a variedade de tipos. O gênio é minoritário, não apenas porque é raro, o que seria uma resposta estúpida, mas porque é pouco selecionado pela população e na verdade, nem mesmo a junta de cientistas especializados em inteligência, conseguem ver vantagens em produzir uma população numerosa, inteira, só deles.

No entanto, o gênio, assim como o criminoso e o louco, não é velho ou novo, é apenas contextualmente não-selecionado e por conseguinte, não decantado.

Tudo aquilo que é selecionado, será decantado e melhorado quanto à sua qualidade. Ainda que qualidade e quantidade possam ser vistas como opostos, nem sempre os opostos se localizarão em opostos, visto que o espaço também é relativo, especialmente no mundo abstrato.

Portanto, mais uma vez, as características fisiológicas dos grupos que Lombroso definiu como ”degenerados”, nada mais são do que a manifestação da diversidade e que por conseguinte, significará a manifestação de níveis de fitness reprodutivo ou de saúde. A diversidade pode ser vista como uma célula, hierarquicamente falando, onde o núcleo será onde se localizarão os fenótipos mais ”saudáveis”, ao passo que em sua borda, ficarão os extremos, que Lombroso ”gentilmente” definiu como degenerados.

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