Inteligência e burrice, sabedoria e estupidez, perspicácia e idiotice A triarquia conceitual da diversidade cognitiva humana

Estúpido, burro e idiota são usados como  adjetivos de mesmo significado, ou seja, que buscam expressar a mesma ideia de falta de inteligência. No entanto, a inteligência é uma entidade universal fenotípica que se caracteriza por sua multidimensionalidade. Portanto, existe a necessidade de conceitualização destas características, que podem se assemelhar naquilo que almejam intuir, mas que se diferenciam porque são nuances opostas da inteligência e não o mesmo substantivo da mesma.

Inteligência e burrice

A inteligência é a capacidade de retenção e replicação do conhecimento adquirido, indiferente da natureza deste conhecimento ou aprendizado. Pode-se resumir o conceito de inteligência por meio do famoso ditado popular:

Cometer o erro uma vez é normal, repeti-lo, é burrice.

Inteligência, no seu conceito mais puro, baseia-se exatamente nesta ação. Podemos ter pessoas inteligentes que são estúpidas e/ou idiotas, mas dificilmente teremos um ”inteligente-burro”. Seria como se tivéssemos luz e escuridão ocupando o mesmo espaço, como fenômenos unidos.

Sabedoria e estupidez

A sabedoria é o autoconhecimento. Alguém sábio e inteligente, é capaz de responder ao meio, por meio da seleção voluntária de sua melhor ”arma” junto com sua capacidade de aprendizado. Um inteligente-estúpido (algo como, uma proporção importante das frações inteligentes, de qi acima de 105) é alguém que é desprovido de autoconhecimento profundo, mas que é capaz de executar funções utilitárias dentro das sociedades humanas. Enquanto for educado, adestrado, o inteligente-estúpido estará apto para fazer o seu trabalho, como uma formiga operária de alta qualidade. Mas a sua inconsciência predominante de si mesmo, não só fará o seu trabalho repetitivo e dependente de instruções de superiores, como também o fará incapaz de auto melhoramento. Um número substancialmente elevado de ”socialistas” parecem pertencer a este grupo. De fato, se há algo que parece faltar para a maioria desta população neuropolítica, é justamente a sabedoria. Isso nos ajudaria a entender o porquê de serem mais inteligentes para executar funções utilitárias de alto valor intelectual mas de serem estúpidos para entender a realidade, se a sabedoria se consiste justamente nesta capacidade, entender a si mesmo, para entender a realidade e decidir pelas melhores escolhas visando à mitigação de possíveis conflitos interpessoais e intrapessoais.

Perspicácia e idiotice

Ingenuidade é uma forma de idiotice. Não parece ser a toa que fosse comum no século XIX (bem como em épocas anteriores), definir os portadores de personalidades extremas, dentre eles, os autistas, como ”idiotas”. O adjetivo ”idiota”, é mais uma nuance do antônimo da inteligência.

A burrice se consiste na incapacidade de realizar plenamente as funções utilitárias (em sociedades modernas, funções de sobrevivência prática, em sociedades de caçadores coletores ou não-modernas).

A estupidez se consiste na incapacidade de autoconhecimento. Sabedoria e inteligência são fortemente complementares. A inteligência poderia ser vista como uma sabedoria contextual.

A idiotice é uma mistura tanto da burrice quanto da estupidez e se consiste na incapacidade de notar padrões harmônicos bem como de desarmonia, usando funções cognitivas executivas, tal como a perspicácia, que eu determinei como ”o oposto da idiotice”.

Os autistas parecem apresentar esta incapacidade de perspicácia, especialmente em relação às intenções das outras pessoas. O idiota, no entanto, tenderá a ser limitado quanto ao seu alcance conceitual, ainda que se possa universalizá-lo.

Muitos gênios do passado foram considerados como ”idiotas” pela população. Provavelmente, a relação entre autismo e genialidade pode nos ajudar a explicar estas semelhanças propostas, mediante esta nova caracterização.

A perspicácia é um complemento para a sabedoria e para a inteligência, obviamente, como não haveria de ser. Ela se consiste na capacidade de perceber com rapidez o contexto de eventos, fenômenos, situações. É um substantivo para intuição.

As pessoas criativas também poderão apresentar algumas destas virtudes ou falhas.

Todos nós somos um pouco cada um destes adjetivos, durante nossas vidas, mas é evidente que caminharemos para expressar mais corriqueiramente uma ou duas destas características, positivas e negativas.

Na hierarquia quantitativa bem como na qualitativa, a sabedoria reinará como a virtude mais importante, sendo seguida obviamente pela inteligência e pela perspicácia.

No outro extremo, a pior das três falhas, será a estupidez, enquanto que a idiotice será a menos grave.

Percebe-se, por meio das ações e pensamentos dos esquerdistas ocidentais, o quão grave pode ser a estupidez como promotora da destruição da civilização.

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