Deusgenia, design inteligente e o estrabismo da natureza

dna

Ontem, três fatores marcaram o meu dia, o primeiro foi o desprazer de ter escutado uma briga ”barra pesada” entre ”marido” e ”esposa”. O segundo foi ter escutado novamente, situação semelhante de desavença entre cônjuges com alguns agravantes potencialmente danosos às partes envolvidas. Além da histeria habitual, eu também me deparei conjuntamente a ela, com uma profusão de palavras de baixíssimo calão. A terceira e última, foi ter visto este vídeo, de dois irmãos gêmeos com má formação. Dois não, ”apenas” um deles, nasceu praticamente com apenas a cabeça formada e grudada na cabeça de seu irmão.

Os dois casos iniciais apresentam semelhanças quanto às suas causas,

personalidade psicopática,

estupidez,

baixa inteligência

e

tendência feminina para escolher o pior cônjuge (e depois generalizar toda a população masculina).

A natureza é um capricho por si própria. Vejam só que, as mulheres mais frágeis, femininas e provavelmente mais empáticas, tendem a preferir homens que são o seu exato oposto em características gerais, hormonais, comportamentais e psicológicas. A mulher frágil busca o seu provedor.  Não é incomum vermos uma fila de mulheres extremamente femininas enganadas por galanteadores psicopáticos. A mulher mais masculinizada (porém. não-lésbica) tende a preferir homens mais emotivos. Alguém pode entender esta natureza??? Não é mãe natureza, é madrasta. 😦

Quando você agrega a esse fenótipo feminino à menor inteligência, temos uma pobre mulher que apresentará uma grande tendência para fazer a pior escolha de cônjuge e sofrer as consequências por seus gostos hormonais potencialmente infrutíferos.

O terceiro caso praticamente despreza maiores considerações, visto que é agonizante para nós que nascemos perfeitos, ver duas crianças siamesas, sendo que uma delas praticamente não tem corpo. 😦

Alguns espertalhões adoram comentar sobre o tal ”design inteligente”.

A ideia de que a natureza é perfeita, é cômica e trágica ao mesmo tempo. Aquele que pensa assim e principalmente, que não muda de posição, quando percebe a bobagem que está acreditando, despreza todo o processo doloroso que tornou possível a aparente perfeição dos mecanismos naturais. Pobre tolo.

A natureza é estrábica

A dualidade não se consiste apenas na presença de forças opostas, mas na interação entre essas duas forças, na verdade, esta parte é a mais importante para que possamos entender realmente como nascem os ”conflitos naturais”.

Eu jamais consegui conceber organicamente a razão pelo fato de nosso cérebro estar conectado de maneira ”estrábica”, onde o lado direito localiza-se no hemisfério esquerdo e onde lado esquerdo localiza-se no hemisfério direito. Por que não, o direito não poderia ficar no direito, e o esquerdo no esquerdo??

Parece a coisa mais óbvia do mundo não????

No entanto, para buscarmos a explicação para este estrabismo universalmente natural, devemos observar os mecanismos da seleção natural.

Como eu disse anteriormente, as mulheres mais empáticas tendem a serem atraídas por homens mais provedores ou ao menos, que passem uma maior ideia de que são provedores, mais dominadores. No entanto, no mesmo nicho de mercado de acasalamento que essas mulheres buscam, encontraremos sociopatas, psicopatas, isso sem falar no jardim pulverizado de tipos que estão dentro deste espectro.

Os dois eventos que presenciei, mesmo que distante, são apenas a manifestação da dualidade na natureza e a inconsciência da qual boa parte da população está organicamente inserida, que resulta em boa parte dos conflitos evitáveis da humanidade.

A incapacidade para entender a si mesmo, é a incapacidade para se antecipar com relação a desejos ardentes que possa te levar para caminhos tortos. Mesmo aquele que é incapaz de evitar o seu destino mais provável de acontecer, ainda poderá manipular os resultados, mitigando os efeitos mais danosos à própria existência. O auto conhecimento é a verdadeira inteligência, é a suprema sabedoria, é o domínio da personalidade-Deus, do terceiro fator, sobre as personalidade dualistas ou animais.

Aquele que é capaz de se consertar ao longo de seu trajeto, está a repetir os mesmos processos que modificam o universo infinitamente e não há algo mais poderoso do que isso. É o cientista de si mesmo, o dirigente de si mesmo.

O estrabismo da natureza se assemelha à imagem cientificamente popularizada de nosso DNA ou do entrelaçamento das raízes de uma árvore muito antiga. O tal ”design inteligente”, parte exatamente do entrelaçamento entre os dois polos, os extremos, tornando-os quase que improváveis de se separarem. Tal como irmãos siameses. Por isso, as mesmas relações dualistas que vemos na natureza como a sombra e a luz, se repetem em nossa própria biologia.

Opostos se atraem mas se repelem ao mesmo tempo. A dualidade não é o fim de uma conclusão, é o desdobramento infinito desta conclusão. Portanto, os opostos se atraem, se repelem, aqueles que se repelem, serão atraídos, que por sua vez, se repelirão novamente e assim por diante. Para entender como se dão as dinâmicas da existência basta fracionar. A dízima periódica explica a dualidade.

Deusgenia

Todo processo seletivo requer a limpeza do excesso, da diversidade de tipos. No entanto, nada neste mundo nos garante que exista um determinismo pra esta situação. Como eu já disse anteriormente, a seleção natural é injusta e imperfeita. A ideia de que a naturalidade é correta, parte de um pensamento muito superficial do caminho cheio de espinhos que a ”evolução” percorre para produzir a sua variação fenotípica de vidas.

Como resultado, existe a necessidade de buscarmos uma forma de eugenia que não repita o erro cíclico dos processos seletivos.

Se Deus, partindo do seu conceito metafísico mais simples, mais ”uno”, é a soma de todas as perspectivas, é o Todo untado em si próprio e se a união de nossas três personalidades, produzirá o nosso próprio Deus, nosso todo em perfeita harmonia, então precisamos encontrar um jeito de romper com as correntes pseudo-deterministas da imperfeição, a que temos sido filosoficamente e religiosamente convencidos.

Deus não escreve certo por linhas tortas, porque se é perfeito, não há a necessidade de escrever.

A seleção natural é como quando escrevemos em uma folha de papel branco. O papel é descartável. Quando aceitamos a natureza finita do papel, aceitamos a infinitude do universo, de Deus, enquanto conceito metafísico mais puro e abrangente.

Aquele que é capaz de compreender a si mesmo e a buscar melhorar objetivamente a si mesmo, detém algo que é universalmente concebido como, ter a inteligência. Não é uma questão de especialidade ou de abrangência cognitiva, mediante uma perspectiva tecnocrata, visto que especialidade e abrangência, dentro da dualidade, se interagem continuamente.

A manutenção da diversidade e a evolução em conjunto, é a negação do pseudo-determinismo de imperfeição natural. É como fundamentar bases sólidas para que o trem evolutivo possa trafegar sem dor, sem desarranjos em sua caminhada.

No entanto, a ideia de diversidade, pode partir de infinitas perspectivas. Por exemplo, atualmente, o discurso público apregoa que o termo se refere a tudo aquilo que não é europeu, loiro, de olhos azuis e culturalmente tradicional. A diversidade é a divisão das cores e não a soma de todas elas, que resultará no branco de nossos olhos.

A bandeira da diversidade é a negação do branco, que é a sua soma.

A eugenia tradicional mantém os mecanismos universais de seleção, os mesmos mecanismos que produzem o pensamento científico, as nossas escolhas cotidianas, porém, partindo de princípios idealizadas e muito superficiais, como a ideia ultra-determinista de qi como o fidedigno conceito de inteligência.

A eugenia moderna sofreu uma metamorfose em seu discurso, do nascimento e do fascínio romântico e milenar pela liberdade da loucura criativa como a chama que ascende a genialidade, para a tecnicidade do bem-estar moderno, onde sonhos, devaneios e a hiperrealidade, presentes em gênios originais, foi substituída por atributos medíocres dos termites de Lewis Terman.

A eugenia moderna nasceu com Lombroso, Galton e outros e morreu com Terman e todos os outros que seguiram o seu descomunal estudo longitudinal. Como eu já deixei claro aqui, os termites ou mantenedores técnicos de alto perfil cognitivo, são muito importantes para a manutenção das engrenagens das civilizações humanas, mas os solucionadores de problemas, bem como toda a classe genuinamente criativa, são fundamentais. Os termites são o corpo da tocha enquanto que os criativos são o próprio fogo da tocha.

Portanto, eu vou resumir minhas ideias para aperfeiçoar a eugenia, por meio de sua mutação, aqui sugerida, a Deusgenia, partindo de princípios bio-filosóficos.

– Negação do determinismo linear do qi, baseado em uma curva de sino tradicional, onde parte-se do pressuposto que, todo aquele que pontuar alto em testes de inteligência, será irrevogavelmente mais inteligente que todo aquele que pontuar baixo,

– Entendimento da existência de castas cognitivas, negando a ”meritocracia” idealizada do ”sistema educacional”, que principia pela igualdade humana e por ”igualdade de  condições”, que na verdade, são as causas para as desigualdades,

– Buscar pela construção de perfis integrados de inteligência, ou seja, pelos fenótipos que reverberam em níveis qualitativos e quantitativos de inteligência, por meio da minha teoria das ”cordilheiras” (e não da curva) de sino, como representantes da diversidade cognitiva humana,

– Entendimento da natureza dos ”genes”, sua etiologia orgânica, aquilo que realmente é (e não conceitos que camuflam a real natureza das coisas, por meio da construção habilidosa de palavras que se sobrepõe ao conceito mais puro, didático e palpável de fenômenos, matérias e pensamentos), bem como dos processos que produzem mutações mais divergentes, tal como a minha teoria dos genes como ”patógenos” milenarmente decantados (retido da ideia do universo como bonequinhas matrioshka, universos que se sobrepõe infinitamente) e os genes que produzem fenótipos extremos, como ”genes metamórficos”,

– Entendimento da empatia, verdade e moralidades objetivas, que se baseiam igualmente na pureza das enfatizações, quanto ao tratamento bem como pela convivência interpessoal, principiando por essência e funcionalidade harmônica dos indivíduos e não por suas aparências comportamentais. Verdade como verdade objetiva e verdade subjetiva, verdade objetiva como aquilo que seus olhos estão vendo e verdade subjetiva como, aquilo que pode ser produzido e modificado, basicamente, a verdade abstrata. A empatia objetiva como honestidade e a empatia subjetiva como simpatia. A moralidade como a prática da verdade, subjetiva ou objetiva. A moralidade objetiva como a essência do indivíduo e não sua aparência, a busca pelo Deus que vive dentro de si e não pela superfície. A moralidade subjetiva como a busca pela aparência, construída por meio da inconsciência, a incapacidade para o auto conhecimento e o uso da moralidade, como um todo, para finalidades de grupo ou pessoais, que não são objetivas e que portanto, não procuram pela harmonia.

– O conceito puro de inteligência como a própria sabedoria, o auto conhecimento, a empatia suprema, a busca objetiva e consciente pela plenitude. O amor incondicional e ancião. A presença de 3 componentes fundamentais que produzem o ser humano perfeito ou aquele que busca pela perfeição, sabedoria, criatividade e capacidade de encontrar padrões e principiar por padrões de harmonia na natureza e no meio social.

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