Teoria absurda 1: Por que temos a percepção de que existem poucos ”gênios”??

As pessoas muito inteligentes tendem a racionalizar a subjetividade da socialização humana. Resultado: grandes tendências para o isolamento social.

As pessoas muito inteligentes não são apenas aquelas: com qi alto (especialmente o ”qi geral”, à la termite way), socialmente ajustadas ou que estão em evidência quanto às suas capacidades. E geralmente é a escola que deveria identificar todos os tipos de superdotados, mas sabemos que os casos de acertos na identificação precoce de crianças superdotadas são ao menos, a metade do percentual total, sendo medianamente otimista.

Abundam os casos de gênios historicamente reconhecidos do passado que não foram precocemente identificados como tal em suas escolas e na verdade, foram até considerados como estúpidos. Também parece comum os casos de gênios que não conseguiram ter um ”excelente” desempenho na universidade.

Minha teoria sobre a  triarquia da genialidade diz que ao contrário da crença concretamente estabelecida dentro da comunidade Hbd e psicologia em geral, não basta ”ter” um qi alto para ser considerado um gênio ou um superdotado, ainda que o percentual de superdotados e gênios de qi alto, será bem maior do que em comparação às pessoas normais. Estou falando de sobreposições de curvas de sino, centralizando todos os traços relacionados à maior inteligência e deixando o qi como apenas mais um traço relevante para a construção do perfil psicológico-cognitivo completo. O mundo não é esta continuidade linear se principiarmos que vivemos em uma realidade polidimensional, então nossa biologia segue o mesmo rumo.

O sistema educacional como eu tenho mostrado aqui, provoca a desigualdade de resultados, ESPECIALMENTE para as populações que são neurologicamente divergentes das exigências contextuais de longo prazo desenvolvidas pelo aparelho estatal das civilizações modernas.

O aperfeiçoamento das engrenagens do sistema educacional, que se intitula como ”meritocrático”, mais a culturalização da psiquiatria, ambos, especialmente a partir da segunda metade do século XX, foram os dois macro-eventos que transformaram para pior as vidas de muitos gênios e derivados similares.

O primeiro, é um filtro que vai contra a excepcionalidade cognitiva humana, ou ao menos, boa parte dela. O subaproveitamento da população superdotada é muito maior do que imaginamos. Também é substancialmente alto o subaproveitamento cognitivo em todas as camadas humanas de intelecto.

Então temos a seguinte situação, nos dias atuais. A maioria das pessoas que não são capazes de reconhecer verdadeira inteligência surpreendentemente serão aquelas que deveriam ser especialistas no assunto, os ”educadores”, desde a pré-escola até à faculdade.

O segundo é uma poderosa ferramenta social de longo alcance que patologiza, eu estimo que, ao menos metade dos superdotados e os gênios, que estão embutidos dentro do primeiro grupo.

A extrema inteligência do gênio deriva de sua super sensibilidade sensorial e emocional. Sem a identificação precoce, continuaremos a perder ao menos metade das mentes mais poderosas da humanidade, por pura burrice!!

A baixa inibição latente te faz um produtor prolífico de ideias, eu sou assim, mas também te faz desatento para corresponder às exigências técnicas do mercado de trabalho, como no ensino superior.

Mais uma vez, damos enorme importância à aparência e desprezamos a essência.

Quem tem ideias novas e boas, todo santo dia, não é igual a alguém que se dedica a algumas teorias durante toda a vida…

Por isso que Temple Grandin, dentre outros, precisam de tutores.

Eu preciso de um,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Alguém?? 😉

”Temos” a percepção de que, na era moderna, existem poucos gênios vivos. Muitos tem buscado respostas darwinistas para este fenômeno.

Mas, ao desprezarmos as mudanças estruturais que se sucederam na sociedade ocidental neste último século, é provável que estejamos negligenciando a causa mais hierarquicamente importante da redução de gênios que conseguem desenvolver e expor os seus projetos, teorias, trabalhos, enfim…

Portanto, a educação, com a sua bobagem de igualdade humana, não consegue encontrar o maior número possível de gênios e direcioná-los para suas carreiras hereditárias, a produção de um grande número de ideias úteis pra sociedade.

E ao contrário dos pressupostos de Bruce Charlton, nem todo gênio terá motivação suficiente para superar todos os modernos obstáculos burocráticos que o impossibilitará de prosseguir com o seu desenvolvimento profissional e na verdade, mesmo aqueles com grande motivação, ainda encontrarão enorme dificuldade de promover suas ideias, ainda mais em um mundo completamente academicamente automatizado como a que vivemos atualmente no ocidente.

Sobre santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

4 Respostas para “Teoria absurda 1: Por que temos a percepção de que existem poucos ”gênios”??”

  1. Davi diz :

    Eu tenho baixa inibição latente. E não sou bom para “coisas técnicas”… Mas fazê o que… Isso é muuuuuuuiiiitttoooo ruim…. 😉 rsrsrsrsrsrs

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