A ilusão da supremacia racial, raça como uma forma de religião e a única força que rege a continuação, a vontade

Exceções e regras se anulam mutuamente. No mundo das múltiplas perspectivas, qualquer teoria científica que tenha pretensões grandiloquentes, será sumariamente refratada ao seu lugar de periferia conceitual humilde, como apenas parte de todo o conceito, tal como nós somos parte do todo, de Deus.

As ideias sobre a imutabilidade genética, precocemente validadas por muitos especialistas no assunto, inclusive muitos hbds, não se sustenta, especialmente porque esta tenderá a anular a ideia de seleção natural além de invalidar o próprio conceito primordial de Biodiversidade humana.

Se fôssemos imutáveis, então qualquer seleção resultaria nos mesmos resultados. E no entanto, as maiores mudanças genéticas começam de maneira simples, incompreendida e em um pequeno grupo de indivíduos.

Se a população ashkenazim é muito mais neurótica do que a população europeia, então o neuroticismo, um dos traços mais importantes da personalidade humana, pode ser selecionado ou não-selecionado. Um dos eventos mais raro da genética é a extinção de um fenótipo dentro de uma população, tal como a humana, onde praticamente todos os traços fenotípicos estão consideravelmente bem distribuídos pelas populações e também a nível individual.

Qualquer traço comportamental, psicológico, cognitivo ou fisiológico pode ser selecionado. Podemos ter raças de gigantes assim como de anões.

A ilusão da supremacia racial

Os gregos antigos devem ter sido muito orgulhos de sua ”raça” (ou subraça). Mas hoje em dia, ao vermos o nível de produção intelectual grega, notamos que ”já não se fazem gregos como antigamente”.

Todo orgulho exagerado cega, mas toda a humildade exagerada também terá o mesmo efeito. É muito importante gostar de si para que possa ter vontade de viver, de melhorar e de superar desafios.

A supremacia racial baseia-se na ideia de imutabilidade genética, onde uma determinada população será sempre de uma certa maneira e que os valorosos traços do grupo não estarão sob nenhuma pressão seletiva.

No entanto, quanto mais intensa for a seleção, mais rápido serão os resultados.

Tal como o fenômeno político-cultural da ”culpa branca” se baseia na atemporalidade da coletividade racial europeia, a supremacia racial também se baseia na atemporalidade da raça.

A ilusão da supremacia, também é a ilusão da atemporalidade da dinâmica e de coisas dinâmicas, como a vida. Apesar das múltiplas possibilidades de entendimento quanto aos processos físicos e metafísicos que se sucedem, pode-se dizer que, podemos perder algo precioso a partir do momento que nos tornamos muito confiantes da existência e da perfeição deste algo.

Tal como a alegria constante, a confiança constante também tem um efeito inebriador que se mantido com constância por um longo período, pode nos fazer perder o chão, abaixar nossas defesas e deixar-nos  vulneráveis ao ataque externo.

A dúvida é um sinal de desconfiança e é uma realidade para grande maioria das pessoas mais inteligentes.

NORMALIDADE NÃO É A REALIDADE

A normalidade é a realidade contextual e temporal, completamente passível de ser modificada.

A única maneira de sustentar um projeto coletivo de similaridade genética e por conseguinte mental, psicológica e cultural, de longo prazo, é por meio do entendimento da atemporalidade, como o próprio tempo em si, como a Deus, a tudo aquilo que abarca e não como a si mesmo.

O orgulho racial é o próprio ego.

A manutenção da raça por longo prazo é o desprendimento deste ego individual, visando um projeto coletivo.

O racismo, que é a ênfase em questões raciais, não é muito diferente da religião. Na verdade, pode-se dizer que a raça é a primeira crença coletiva do homem.

Como eu mostrei por meio da teoria dos ”dois rios”, o termo ”raça” se refere a uma aglomeração de indivíduos geneticamente semelhantes, onde se enfatizam os traços fisiológicos. Isso explica porque cada raça apresenta uma variação de características como a inteligência. No entanto, qualquer aglomeração de indivíduos semelhantes pode se configurar em raças.

O ponto principal desta discussão é a força  que as palavras tem sobre a percepção humana da realidade.

A vontade é o princípio da existência

Se tudo pode ser modificado, se nenhuma raça é atemporal, se a atemporalidade e a temporalidade coexistem continuamente, então o que restaria aos enfatizadores de assuntos raciais ou racistas bem como para os estudiosos de assuntos raciais ou raciologistas??

Simples, a vontade para que a raça possa existir.

Se tudo é relativo e mutável então a única razão para manter uma coletividade abstrato-numérico temporal viva pela atemporalidade, é certificando-se de que é uma estrutura demográfica temporal. É pela percepção da passagem do tempo que se constroem culturas e se legitimam a existência das nações e dos povos.

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2 responses to “A ilusão da supremacia racial, raça como uma forma de religião e a única força que rege a continuação, a vontade”

  1. Davi says :

    Realmente a vontade é o princípio da existência. A vontade de modificar o estado de toda a matéria.

    Coincidentemente hoje de manhã estava pensando sobre ‘a vontade’. Eu estava distante de um caderno, e pensei; “a vontade… Se não fosse pela vontade seria uma inércia… Óbvio… 😉

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