O mal do homem, Grupos de interesse, Universalidade de Deus e Nepotismo do Diabo

O que diferencia sábios de não-sábios é que o primeiro grupo de uma forma ou de outra, termina ao longo da vida compreendendo a universalidade da virtude. Nós estamos metaforicamente (e por que não, organicamente) constituídos por 3 personas fundamentais que dizem tudo aquilo que somos e fazemos: as duas personas que representam a dinâmica interna e externa da dualidade e a persona-EU, que se caracteriza pela racionalidade de julgamento, de ação e reação.

Nós temos dentro de si, a tese, a antítese e a síntese. O mesmo conflito que externalizamos em nossas dinâmicas sociais acontece em diferentes níveis, para diferentes contextualidades individuais internas. A vida é atrito. A seleção natural é um macro-bioproduto desta realidade. Todas as outras formas de seleção, que nada mais são do que tipos de seleção natural, seguem o mesmo caminho e os mesmos princípios. Muitas verdades absolutas estão plantadas em nossas cabeças, basicamente porque também aderimos com naturalidade aos mesmos princípios que ditam a seleção natural da qual participamos. No entanto, nada é 100% indiscutível. Para que possa ocorrer a seleção natural e ”micro-evolução” ou adaptação contextual da espécie visando a sobrevivência coletiva, é necessário que existam grupos, que existam diferenças encaixáveis e portanto, irreconciliáveis entre estes grupos (obviamente para que possam ser organicamente compreendidos como grupos e não como pertencentes ao mesmo todo). Contextualidade refere-se a subjetividade que por sua vez refere-se à negação da verdade e portanto a negação de Deus.

Deus é nossa consciência. Nossa consciência é a parte de nossa mente que nos faz iguais, onde todos os princípios, pressupostos e respostas serão exatamente os mesmos. A ”melhor” resposta mediante uma perspectiva baseada em inteligência, é pragmática e atende às demandas da seleção natural.  Mas o princípio fundamental da existência é a convivência do equilíbrio com o desequilíbrio, enquanto que a seleção natural emula esta realidade. No entanto, nada diz que deve ser sempre assim. Não existem verdades absolutas visto que nenhuma verdade é absoluta, a verdade é apenas um emaranhado de verdades e mentiras que compõe um quebra cabeças. Podemos escolher qualquer verdade unilateral assim como também podemos escolher pela verdade suprema, onde todas as verdades pessoais são reunidas em uma só, a verdade divina, a sabedoria. Ao decidirmos por verdades que legitimem nossos estilos de pensamento e de vida, estaremos amaldiçoando outras pessoas ao calvário e o mesmo acontecerá se outras pessoas sobreporem suas concepções de realidade em cima de nossas concepções.

Todos os extremismos nascem do nascimento de certezas subjetivas, das quais sabemos que em sua grande maioria atenderão à demandas muito particulares, muito contextuais. A negação do extremismo é a aceitação da sabedoria e a mesma é desconstrução do pensamento habitual de seres sapientes, onde buscamos pela realidade, por aquilo que é a verdade e não por aquilo que possa legitimar nossos pontos de vista sobre a verdade. Um indivíduo não é capaz de mover montanhas, apenas um grupo com ideias parecidas pode fazê-lo. Os grupos servem como legitimação de interesses egocêntricos.

Quando nos reunimos em grupos com interesses unilaterais ou extremistas, negamos a racionalidade. Ainda que possa ser plenamente possível criarmos grupos que busquem enfatizar a sabedoria. Neste caso, estaremos usando a artificialidade da dinâmica seletiva da evolução contra a sua universalidade artificial de aplicação.

Quando atendemos ao chamado de Deus que vive em nós, a inteligência universal, todos nós passamos a pensar racionalmente ao estilo do sábio, do gênio. É por isso que a afirmativa ”todos nós temos um gênio adormecido” não é tão inadequada assim como alguns grupos acreditam.

A diferença entre o sábio e o não-sábio é que o segundo grupo não é capaz de acessar naturalmente a consciência do seu EU-universal, que se consiste em Deus e portanto, ”transforma-se” em uma ”marionete do acaso”.

Todos nós temos nosso Deus e ele nos faz iguais enquanto seres potencialmente abertos para entender e seguir a nossa consciência universal, que se consiste na moralidade objetiva, a ação da verdade objetiva e subjetiva, na racionalidade holística, o verdadeiro conceito da sabedoria.

Enquanto que Deus é universal, o Diabo, alegoricamente falando, é situacional, contextual, local. O Diabo é a fração da verdade, tal como quando quebramos um espelho pela metade. Um pedaço completará o outro. No entanto, a quebra do espelho será eterna durante a pressão contextual temporalmente específica.

O Diabo nos faz enxergar a diferença, enquanto que Deus nos faz buscar por semelhanças. O Diabo odeia diálogo e cooperação, se possível, quer apenas guerra. Deus busca sempre pela verdade, que é a compreensão sobre tudo aquilo que ele é e portanto, tudo aquilo que é. Deus quer que você o veja, que veja o TODO, o Diabo quer que você veja que Deus morreu ao despedaçar a verdade. O Diabo é o deus dividido em dois. É a metamorfose degenerativa do Todo. E o ser humano é apenas um desdobramento necessário para que a busca pela compreensão de si fosse iniciada. A real conexão com Deus, com a verdade suprema, se dará por meio da autoconsciência. Por isso o ser humano é extremamente importante para esta auto-antropofagia.

A bondade é universal, a maldade é local. Não comer carne é bondade, comer carne de vaca ou de cachorro é maldade. De início, o imperativo de evitar o consumo de carne ou ao menos a tentativa para suprimir o desejo pelo consumo de vida morta é um dos caminhos para buscarmos Deus, o verdadeiro universalismo.

Nepotismo e justiça universal

A justiça universal e tudo aquilo que é universal, baseia-se no julgamento individual por meio da moralidade objetiva. O nepotismo também pode ser usado por meio da subordinação de leis impostas por grupos em cima de indivíduos atomizados ou de grupos que não estão no poder. Ao impormos NOSSOS pontos de vista em cima de outros, estamos aplicando o nepotismo mental, da mesma maneira se favorecermos nossos parentes sobre outros indivíduos.

A aplicabilidade do verdadeiro moralismo universal, daquilo que é irrevogavelmente ruim e bom, é a introdução da neutralidade, da sabedoria e portanto das leis divinas.

Eu disse, verdadeiro, porque hoje em dia, as elites ”ocidentais” tentam nos empurrar que estão aplicando esta máxima em suas sociedades e com tendências expansionistas quando está claro a extrema subjetividade de discurso e aplicação, uma realidade que não se consiste na negação do ego, acumulado por indivíduos que compartilham interesses mesquinhos e anti-universais comuns, ou seja, os grupos.

Anúncios

Tags:, , , , ,

About santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

%d blogueiros gostam disto: