O avanço tecnológico como destruidor das gerações etárias humanas

O avanço da tecnologia humana corresponde ao ponto em que caminhamos progressivamente para nos tornar dependentes de nossas próprias invenções.

Inventamos armas como compensação por nossa negação involuntária pela estratégia orgânica evolutiva da vida selvagem que é o desenvolvimento do corpo e da mente como armas biológicas unidas.

”Escolhemos” a mente e a partir disso, caminhamos para nos tornar mais fracos fisicamente, mas com grandes cérebros.

A revolução tecnológica aumenta nossa dependência e sua eficiência para nos defender de ameaças externas, leia-se, vida selvagem não-humana, juntamente com o aumento de nossa capacidade craniana.

Chegamos ao ponto de ruptura, onde o aumento da capacidade craniana torna-se cada vez menos necessária, se melhoramos consideravelmente nossas extensões corporais de auto-defesa ao ponto de dar-lhes consciência própria.

Não somos os mais rápidos, os mais ágeis, os mais fortes ou os mais altos, mas somos os mais inteligentes e usamos as armas que podemos para sobreviver.

Despreze a ”bbc”. 😦

Antropomorfizamos nossos ambientes, agora nos antropomorfizaremos também.

O liberalismo é a religião racionalizada, a humanização da natureza e a negação da importância desta em nossas construções, que de início, se faz por meio da transformação cultural, mas que será racionalizada em um provável futuro.

O avanço tecnológico tem demarcado a extensão das gerações humanas.

A dependência gera vício e quanto mais poderosa for a dependência, mais viciante será.

Pessoas viciadas perdem a noção de tempo.

Tudo isto é proposital.

O vício destrói a noção do tempo e destrói as gerações, destruindo a tradição, que nada mais é do que perpetuação da cultura de geração em geração e destrói o passado e o futuro.

É uma prisão, assim como é alcoolismo, o vício por sexo, por drogas alucinógenas, etc…

A dependência tecnológica é como a nossa dependência pela bebida, visto que não é entendida pelas ”autoridades” como um problema de saúde pública.

O debate público de hoje divide-se em ”tratar as pessoas como incapazes de decidir pelo melhor para si mesmas” ou ”acreditar que todos estão em seus juízos perfeitos” e portanto todos tem o veredito pessoal de escolha, se é que temos escolha.

A destruição da tradição por meio do avanço tecnológico, se dá porque a tradição é um processo lento de transmissão de hábitos intergeracionais enquanto que o avanço tecnológico radicaliza nossa percepção de tempo, tornando nossos cérebros viciados em uma velocidade muito maior do que a tradição cultural pode produzir.

Ao centralizarmos nossas atenções no presente, desprezamos o passado e somos constantemente alimentados pela cultura imediatista. O futuro também não será importante. E tudo isso pode ser produzido por intervenções ambientais.

As pessoas mais inteligentes ou tecnicamente inteligentes, podem facilmente conciliar suas funções utilitárias na sociedade com a alimentação constante de seus egos. Não há tradição, os deuses do passado são assassinados, em prol de deuses superficiais.

Não se racionaliza o dogma religioso pela razão, mas por uma religião mais terrena, ainda uma religião, mista de razão e crença.

A destruição da percepção de tempo também é a destruição da percepção de espaço, se ambos se relacionam ostensivamente.

Quem não observa as mudanças no espaço geográfico, se torna uma presa fácil, é um ser sem orientação.

Os sul-africanos liberais que não notaram as mudanças, até mesmo na atmosfera, ou não buscaram se informar, são seres frágeis, que perderam seus instintos e estão completamente vulneráveis à exploração de outros.

A centralização de nossas vidas na tecnologia, corrói nossas capacidades de sentir de maneira integrada o mundo ao nosso redor, de interagir com ele de maneira plena.

A desconexão e a redução das gerações tem sido marcadas a cada micro-revolução tecnológica e nós estamos vivenciando a extinção das gerações temporais.

As turmas dos anos 80, dos anos 90, da década de 70, dos anos 40, agora serão transformadas em gerações sem tempo.

Mesmo que o avanço tecnológico continue a ser notado pela maioria, as diferenças de gerações e até mesmo, as etapas de desenvolvimento natural, estão sendo extirpadas.

É por isso que tantos, esticaram suas adolescências até os 40,50 anos.

Qualquer mudança na seleção ou em padrões de acasalamento, começam com mudanças culturais.

Essas mudanças são as responsáveis por mudanças nos processos seletivos, onde aqueles que eram selecionados, deixam de ser. Esta mudança também significa uma reviravolta na paisagem bio-cultural.

Existem pessoas que são mais  naturalmente neotênicas, mas especialmente as massas, as pessoas medianas, estão mais passíveis de se adaptarem a qualquer circunstância, porque elas tem pouco a perder em termos de personalidade pessoal e muito a perder se forem socialmente ostracizadas.

Estes camaleões inconscientes podem acreditar em qualquer coisa, basta que todos os outros ou a maioria deles ao redor, também acredite.

Portanto, dentro de uma população, existem os tipos adaptáveis, o ”homem raso”, que se adapta em qualquer circunstância, porque antes de qualquer matrix artificialmente produzida, eles já são escravos de si mesmos e de suas dependências para com o tecido social.

Mas, eu acredito que intervenções ambientais poderosas como o avanço considerável da tecnologia, podem produzir mudanças fenotípicas, a expressão da genética, em muitos outros tipos.

O limite máximo de convencimento, separa deuses autoconscientes de domesticados ou potencialmente domesticados.

 A cultura como modeladora de mentes

Você tem uma população de pessoas normais mas que são influenciadas por um gênio da filosofia que diz

CORPO SÃO, MENTE SÃ

A partir daí, todos passam a se dedicar às atividades físicas. O filósofo ainda diz

CÔNJUGE FORTE, MENTE FORTE

Então todos passam a buscar por aqueles que melhor desenvolvem seus músculos. Dentro de algumas gerações, começaremos a ver mais tipos que são mais biologicamente predispostos para desenvolver músculos do que aqueles que não são.

Dependendo da intensidade de seleção, as mudanças fenotípicas poderão se suceder em poucas décadas ou demorarão um século.

O vício por malhar, inculcado pelo filósofo, reduz a variedade de interesses interessantes e desinteressantes que as pessoas poderiam buscar e cria uma espécie de ISMO, onde todos ou a maioria, que é conformista, passará a enfatizar algumas atividades que são socialmente vantajosas.

Quando a cultura baseado no ISMO afeta também a infância, nós temos a destruição da passagem relativa do tempo, que é notada por meio de etapas. A mente de pessoas medianas é mais moldável do que a mente daquele que tem ego forte. Por uma questão de socialização e de proteção, as pessoas medianas aderem com mais facilidade a qualquer argumento, porque não é importante o argumento mas os efeitos socialmente vantajosos que pode trazer.

Este é o ”homem raso”, completamente superficial em seu interior e cheio de informações de identidade em seu exterior.

Então, o avanço da tecnologia nos vicia em determinados micro-ambientes que provoca micro-adaptações em milhões de pessoas e portanto se consiste em um macro-evento bio-cultural.

Passamos a desprezar aqueles que são mais inconformistas e conseguem compreender e seguir a passagem do tempo e selecionamos os tipos imediatistas, e eu diria mais, os tipos fatalistas.

O importante, de fato, é viver agora, porque não existe o amanhã e porque o passado já passou. No entanto, para viver o agora de maneira correta e segura, precisamos entender os eventos do passado e prever os eventos do futuro. E ambos estão relacionados.

Se você não conseguir entender a passagem do tempo, o seu agora será marcado pelo caos e nem tudo aquilo que não aconteceu é caótico.

A redução das gerações tem como princípio destruir a percepção de tempo das pessoas, lacrando-as em suas prisões atemporais, onde as inovações tecnológicas funcionarão como um novo marcador de tempo, substituindo rituais e tradições intergeracionais.

Quem não conhece o passado, não conhece o futuro.

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