Por que o capitalismo ”funciona”??

Por que a maior parte das sociedades de caçadores coletores não evolui??

Porque essas sociedades estão organizadas em divisões de trabalho igualitárias, onde todos tem uma função de magnitudes parecidas mas especialmente, porque a hierarquia é quase inexistente ou não é tão significativa quanto em uma sociedade tipicamente capitalista.

Para que haja inovação, devem haver problemas.

A inovação aparece para solucionar problemas. Uma sociedade perfeita não tem problemas. Logo, não há a necessidade de inovar. O capitalismo é imperfeito. Provoca desigualdade e quanto mais puro for o regime capitalista, mais desigual será.

Ainda continuamos sob efeito da seleção natural e sob o efeito da dualidade, onde deve haver ”lógica” para que o mundo flua mediante determinados parâmetros paradoxais. Sociedades pacíficas e perfeitas se tornam obsoletas e estáticas enquanto que sociedades relativamente problemáticas e imperfeitas são mais competitivas.

Supostamente, ao nos depararmos com esta correlação causal, acreditamos que DEVE ser assim e que isto, que é a realidade, se constitui na lógica.

No entanto, faz MUITO mais sentido que, em sociedades pacíficas e perfeitas, a inovação aumente consideravelmente enquanto que em sociedades problemáticas e imperfeitas, o contrário aconteça.

Dualidade, sombra e claridade

A luz é mais evidente quando está rodeado por escuridão, enquanto que o escuro é mais forte quando está rodeado por claridade.

A inovação é mais comum e constante quando está rodeada de problemas, ao passo que é decrescente quando está rodeada de paz.

A lógica daquilo que é, que eu já disse muitas vezes aqui.

No entanto, nem sempre a realidade será perfeita e mais, na maioria das vezes, não será.

Como eu tenho pontuado sistematicamente, o grande, o problema essencial da humanidade se chama Dualidade.

Pessoas inventivas poderiam criar dentro de sociedades perfeitas, mas parece que seus cérebros funcionam mais e melhor quando estão motivados a solucionar problemas.

Quando uma sociedade atinge a um nível de perfeição, as motivações para inovar vão lentamente diminuindo. Quando uma sociedade é muito pobre e tem uma casta criativa altamente inteligente, as maiores invenções poderão aparecer aí.

O capitalismo ”oferece” os problemas como motivação para a  inovação.

Na perfeição, não há competição e por isso não existem indivíduos lutando para fazer melhor que os demais adversários.

Na imperfeição, abrem-se brechas para inovadores e isso aumenta a competição. Todos vão vender o seu produto e melhorá-lo para que possam vencer a competição e ganhar status.

Melhorar o quê, cara amarela??

Eu já sugeri que os asiáticos do leste são mais ”perfeitos” que os caucasianos europeus, especialmente mediante uma perspectiva mais biológica, mais natural. Eles tendem a ser mais biologicamente saudáveis, vivem mais tempo e melhor, são em média, mais tecnicamente inteligentes e sua civilização milenar é prova desta estabilidade e melhor equilíbrio.

No entanto, essas vantagens são acompanhadas por desvantagens. A China com ”a faca e o queijo na mão”, para mostrar ao mundo sua capacidade inventiva e portanto criativa, apenas emula com um certo mau gosto, toda a trajetória de industrialização que o Ocidente vivenciou um século atrás.

Um documentário que mostra a chegada de um maestro judeu-americano à China nos anos 70, como uma espécie de nascimento da abertura cultural do país, me impactou consideravelmente.

Especialmente quando o documentário mostra que os chineses instrumentistas haviam aprendido perfeitamente como tocar algumas músicas clássicas, manejando violinos, violoncelos, pianos… No entanto, eles não demonstraram qualquer capacidade de inovar dentro da música.

Além de pragmáticos, os asiáticos tendem a ser também extremamente preocupados com segurança, um efeito colateral do tipo de seleção que foram submetidos por séculos. Como resultado, eles raramente inovam, porque toda a inovação está suscetível ao julgamento dos outros, ao escrutínio assim como também à glória.

Não é apenas que, a cultura asiática reforça este medo de errar, mas também que os asiáticos selecionaram estes perfis de personalidade e inteligência, ou funcionalidade integrada, em que quase sempre prefere-se pela segurança do que pelo risco.

As sociedades asiáticas são coletivistas, ou eram… onde há maior igualdade, escasseia inovação porque a mesma se relaciona com a resolução de problemas.

Os brancos fazem sociedades mais complexas e com maior hierarquia porque são mais cognitivamente e psicologicamente diversos, tanto em qualidade quanto em quantidade. Esta maior diversidade, aumenta a especialização, aumentando a sensação de individualidade mas também aumenta o conflito, por causa da maior diversidade genética = problemas.

Aumentam as diferenças cognitivas e seus resultados ambientais = problemas.

Problemas necessitam de solução e uma variedade de mentes funcionam melhor para solucionar problemas do que uma predominância de um tipo.

Os asiáticos tendem a ter mentes pragmáticas e tudo isso reverberou em tudo aquilo que são, que praticam e que creem.

Eles são bons pra solucionar problemas, mas não são práticos porque não visam a solução mais sábia.

A sabedoria asiática é ”apenas” a emulação da sabedoria no reino animal.

Eles buscam a melhor solução, mas nem sempre, a melhor resposta será a mais sábia.

Os asiáticos tendem a ter excelente qualidade técnica e podem ser capazes de aprender muitas coisas, como tocar violino. No entanto, não basta aprender uma função, deve se pensar sobre o porquê de aprendê-la. Muitas vezes, eu acho que isso é muito comum nos países asiáticos, aprende-se por aprender. Da mesma maneira que querem reavivar o casamento arranjado, casam por casar, os europeus inventaram o amor romântico. No reino animal, as fêmeas procriam com os machos que demonstram os melhores atributos, uma maneira pragmática de se pensar. Também é pragmático casar por casar.

É sábio casar com quem se ama, o amor romântico é sábio, mas a sabedoria, neste caso, pode ter um preço mais alto a se pagar. A melhor escolha, a verdadeiramente sábia, seria uma combinação da segurança do casamento arranjado, com o risco do casamento por romantismo, o melhor talvez seria se casar com amigos que temos grande admiração, nem lá, nem cá.

Conclusão breve, o capitalismo ”funciona” como estímulo para a inovação a curto prazo, porque provoca problemas, é naturalmente imperfeito, e portanto necessita da atuação de inovadores, solucionadores de problemas, para resolvê-los.

A longo prazo, o capitalismo produz uma população mais especializada. Um homem sem trabalho, é um homem sem motivação. Muitos pensam. Isso cria nichos laborais derivados deste processo de especialização de funções e abre espaço para diversificação fenotípica.

O capitalismo induz na seleção de inovadores e especialistas, ao passo que o confucionismo e os exames para cargos públicos produziu a multidão de tecnicamente inteligentes, mantenedores do sistema e não-inovadores, na Ásia Oriental.

A posição insular do Japão, única nesta região do mundo, pode ter tido uma influência na preservação de maior capacidade criativa que é claramente mais significativa neles do que nos asiáticos continentais. Regiões à beira do mar, também podem selecionar para tipos mais criativos, porque o comércio marítimo tenderá a apresentar demandas para tipos de alto risco.

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