A maleabilidade da hereditariedade

O grau de hereditariedade para olhos e cabelos claros na população lituana é muito mais alto do que na população espanhola, por exemplo. A hereditariedade dos traços humanos está suscetível de mudanças de padrões seletivos. Isso também vale para os fenótipos comportamentais.

 

Populações de diferentes regiões apresentam diferentes características fisiológicas, cognitivas e psicológicas. É evidente  que para alguns povos, certos traços são mais comuns e portanto mais hereditários do que outros. Esta variação se refere a dois tipos contextualmente conceituados de traços,  recessivos e  dominantes.

 

Recentemente, eu me deparei com uma possibilidade para estender as ideias concebidas de hereditariedade genética. Acredita-se que, um traço genético seja perpetuamente homogêneo quanto à sua carga de hereditariedade. Por exemplo, diz-se que o bioproduto da lateralização anômala, o canhotismo, tenha até 25% de carga genética.

 

Eu já especulei sobre o fato de que, as minorias genéticas da espécie humana estejam espalhadas por todos os seres humanos e que portanto, as diferenças entre os portadores homozigotos e o João da padaria se encontra apenas em NÍVEIS e não em diferenças qualitativas. Portanto, todo ser humano apresenta carga genética para produzir uma criança canhota. No entanto, este potencial é fraco para 70% da população, emprestando a teoria de Marian Annett, enquanto que será maior para os 30% restante.

 

Parte-se da ideia de que, este é o grau de hereditariedade do canhotismo. No entanto, despreza-se diferentes cenários em que este fenótipo seja mais selecionado. Algumas populações parecem ter mais canhotos do que outras, por exemplo, os judeus ashkenazim. Estima-se que de 15 a 20% da população euro-judia seja composta por canhotos e ambidestros. Mediante a enorme quantidade de evidências que eu compilei na série de textos sobre ”judeus e perversão”, parece evidente que esta população tenha até o dobro de canhotos do que é esperado para uma população ocidental. Se os judeus não selecionam mais canhotos para o acasalamento, então este bioproduto pode ser um dos traços primordiais que contribuíram para fundar a população ashkenazim.

Os padrões de fecundidade desta população são variáveis mediante a sua própria etiologia de igual natureza.  Mas no geral, entende-se o canhotismo como a marca da redução do fitness reprodutivo humano e existem muitos subgrupos com o dobro de canhotos que são bastante inférteis como esquizofrênicos e homossexuais.  Tudo indica que, além da maior fecundidade dos portadores heterozigotos (que tem mais chances de produzir uma prole com frações de lateralidade incomum), os canhotos também apresentem alguma forma de padrão de fecundidade extrema, onde alguns subgrupos praticamente  não tem  filhos enquanto que outros subgrupos mais do que compensam a falta de crianças.

Estes dois mecanismos podem ajudar a explicar a incidência média de 10% de canhotos nas populações humanas. No entanto, a hereditariedade parece variar mais a nível individual do que a coletivo. As minhas chances de ter uma criança canhota, sendo eu um canhoto, são maiores do que de uma pessoa destra.

No entanto, somos influenciados a nível coletivo em relação aos padrões de seleção. Se algumas populações são mais introvertidas do que outras, isso não pode ser apenas explicado por diferenças culturais. Se a introversão é 50% hereditária, então para uma população como a Finlândia, este percentual tenderá a ser muito maior.

A minha especulação é sobre o potencial de maleabilidade da hereditariedade de qualquer fenótipo humano. Se os olhos claros são recessivos para a maior parte da população humana mas é dominante para a população norte-europeia, especialmente os nórdicos, então algo nos diz que a hereditariedade genética varia de acordo com contexto ou padrões seletivos, região geográfica, raça, etnia etc…

 

Baixa seleção, baixa hereditariedade, alta seleção, alta hereditariedade

 

 

O grau de hereditariedade pode variar dependendo basicamente dos padrões de seleção. Se uma população está selecionando mais pessoas extrovertidas do que introvertidas, então o percentual de extrovertidos vai aumentar e consequentemente aumentarão as chances de um casal deste país ou região, de ter uma criança extrovertida (predominantemente extrovertida).

Aumentarão tanto o grau de hereditariedade da população como a nível individual.

Por uma razão muito simples: seleção, a hereditariedade genética é maleável.

Portanto, no exemplo dos canhotos, o grau de hereditariedade que foi fixado em 25%,  é mutável mediante as circunstâncias. Se a taxa de seleção (fecundidade inter-geracional bem-sucedida) dos canhotos for o dobro do que a seleção de destros, a população canhota aumentará e a estimativa de hereditariedade também aumentará para esta população.

Então, pelo que parece, todos os traços são maleáveis e apresentam uma variação universal de hereditariedade, dependendo das circunstâncias e contextos.

Este princípio se aplica para todos os traços humanos, como a inteligência e a altura.

Uma hipótese.

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