Dificuldades de intelectualidade (aka, ”intelectual disabilities”)

Os testes de qi não medem a capacidade intelectual das pessoas, mas as suas habilidades técnicas. As habilidades intelectuais não se relacionam visceralmente com testes ”aculturais”. No entanto, é possível pensar em testes neutros que possam medir a inteligência intelectual. Mas o que ela é?

Inteligência intelectual: se consiste na capacidade de pensamento abstrato superior, para manipulação de ideias, pensamentos, conceitos.

Tótens do bem-viver

A busca pela harmonia dos elementos, das relações e dos padrões, que são elementos categoricamente acumulados, é um dos tótens fundamentais do bem-viver, a habilidade para se anteceder aos problemas e solucioná-los antes que aconteçam. Não é a previsão ou capacidade premonitória, mas apenas de grande acuidade de observador holístico, que pode entender o conceito puro de grande parte dos assuntos, especialmente os assuntos objetivos ou direitos, baseados na vivência do agora, mas toda a vivência instantânea é um produto de predisposições anteriores. Portanto, mesmo o agora pode ser modificado.

Aqueles que conseguem encontrar os tótens do bem-viver, são aqueles com grande inteligência bruta ou intelectual, os ”nostradamus do intelecto” que após grande acumulação de conhecimento objetivo e prático, poderão em cada situação, prever os acontecimentos, não porque tenham alguma forma de poder místico mas apenas porque aprenderam a seguir padrões, que consiste em tudo aquilo que nossos olhos veem, tudo aquilo que se consistem os universos.

Primeiro tóten: harmonia é beleza

Quase todo o ser humano está em busca da harmonia e portanto da beleza, mas por causa de uma série de fatores, como baixa inteligência intelectual, ação de patógenos que provocam vícios de comportamento e descentralizam esta busca primordial por interesses secundários e potencialmente danosos, dentre outros, a maioria não consegue capturar, vivenciar a aprender por meio da beleza ou da harmonia.

Segundo tóten: harmonia dinâmica, justiça, honestidade e inovação

Os seres humanos fazem coisas uns para os outros por causa da empatia que sentem. Mesmo o mais egoísta de todos ainda será auto-empático e portanto fará algo em prol de uma de suas personas dominantes.

Mas para fazer alguma coisa por alguém, se torna necessário que existam elementos dinâmicos de confiança como a capacidade de ser honesto, que eu defini como a empatia em seu estado mais puro em um texto, e a justiça, que é a capacidade para consertar a honestidade, quando ela é quebrada.

A justiça é a reação para a desonestidade.

A busca pela beleza estática, como eu defini no primeiro tóten, é um dos predicados que buscam a harmonia. A beleza dinâmica são as relações entre elementos não-inertes, ou seja, vidas, em que, ao invés de uma ruptura dualista e portanto de desarmonia, estes elementos estão em cooperação.

Acredita-se que, quando os elementos estão em desarmonia e portanto em competição (ruptura dualista), ocorre a evolução enquanto que, quando estão em harmonia, não ocorre a evolução. Presume-se que, para que ocorra qualquer evolução, um dos elementos em disputa deve perecer.

No entanto, nada neste mundo está sob nenhuma lei divina que possa nos assegurar que sempre deverá ser assim, visto que pode ser completamente possível que, durante a desarmonia, não ocorra qualquer evolução ao passo que, em harmonia, a evolução possa acontecer e mais, em harmonia, todos poderiam evoluir, sem haver avaria para nenhum dos lados.

A inovação se relaciona basicamente com a criatividade. É muito importante ser criativo e não apenas contemplativo, mas é comum que essas duas forças não caminhem lado a lado, visto que enquanto a contemplação requer a negação do ego, a criatividade se baseia completamente na externalização do ego.

No entanto, a habilidade para a manipulação abstrata é a mesma para a capacidade criativa, visto que a criatividade é a externalização da abstração. Um desenho perfeito de uma paisagem campestre é uma abstração porque se consiste na reprodução de uma imagem, a sua petrificação medusiana, eterna.

O talento criativo tem a maravilhosa tarefa de eternalizar a pegada humana em diferentes épocas, é a transformação de nossa espécie no mesmo ser inerte e sábio que é a rocha ou uma montanha milenar.

Terceiro tóten: a verdade contemplativa ou inerte, a cadeia de padrões em seu estado perfeito

A busca pela verdade é a busca pela beleza e portanto é a busca pela harmonia dos elementos, estes em cooperação.

Quando o mundo está em uma profusão de equívocos, as pessoas com maior desenvolvimento destes predicados psicológicos, tenderão a constatar, mais cedo que qualquer outro, que o mundo está em desarmonia.

Os gênios abstratos ou da capacidade intelectual, quase sempre concluirão que o mundo está e sempre foi desarmônico. No entanto, a desarmonia é parte do jogo dualista que se consiste todos os universos, não apenas este em que vivemos. É o dualismo que aciona todas as cadeias de todos os conflitos de todas as magnitudes.

Ao menos, não podemos reverter a etiologia fundamental da natureza, do viver, mas podemos eliminar os conflitos evitáveis. Não é apenas possível de fazer, é urgentemente necessário.

Quarto tóten do bem-viver: a verdade dinâmica

Este tóten é fundamental, porque enquanto que a contemplação é o contrário da ação, a verdade dinâmica, não é apenas a observação da harmonia dos elementos na paisagem, nem na busca de padrões harmônicos, não é apenas a idealização, é a prática.

E isso é muito importante para tudo aquilo que vive, porque a vida em si, é uma forma de atrito, de infecção autoimune, somos como o espantalho de O Mágico de Oz. Temos um corpo com energia que precisa ser gasta.

A verdade é a reunião de tudo aquilo que se relaciona com a harmonia. Se algo está desarmônico, é porque alguma forma de mentira se apossou daquilo.

A vida enquanto uma entidade dinâmica, baseada em ação e reação, precisa buscar por sua verdade e quanto mais evoluída ela for, maior e mais completa será esta verdade. A verdade da formiga obviamente que não será a mesma que a verdade do ser humano.

Para boa parte dos animais, encontra-se a verdade, quando encontra-se a morte. Quando seus instintos acedem ao máximo e quando nada mais poderá parar o trem desgovernado. É o fim, é a tristeza não-sentida, é o alvorecer da autoconsciência.

Ao vermos a morte, encontramos algumas das mais agudas das verdades.

Eu já mostrei que a doença ou a desarmonia corpo-mente pode ter um potencial significativo para elevar nossas autoconsciências.

A morte é o fim da harmonia ou da tentativa de harmonia de uma vida.

Aquele que convive bem, de uma maneira plena e sábia, com os seus semelhantes e também com outras formas de vida, compreende instintivamente o que a verdade dinâmica significa.

Não mais prevemos ou contemplamos quando achamos a beleza. Agora, também precisamos reconhecê-la de imediato, visto que dinâmica das interações sociais não deixam tempo para busca, contemplação e captura, todas essas etapas acontecem em um piscar de olhos.

Ao reconhecer o seu interlocutor, você deverá observar todos os seus padrões para que possa criar empatia. Conhecendo as pessoas que mantém relacionamento, você reduzirá as probabilidades de conflitos evitáveis de maneira considerável.

Portanto, a capacidade de padronização dos acontecimentos, pessoas, lugares, abstrações numéricas, é fundamental para que se possa navegar por ambientes humanos e também no meio natural. Esta é a verdadeira inteligência. Muitos intelectuais não conseguem entender o mundo em que estão, provavelmente porque não são os ”nostradamus da perspicácia”, visto que em toda a população, nós teremos uma variação quantitativa e qualitativa de traços, que produzirão as médias espectrais.

A busca pela harmonia, como eu tenho falado aqui, é a busca por padrões cooperativos ou que funcionam bem em conjunto. A beleza e a harmonia são a mesma coisa. A empatia genuína se baseia na honestidade e a verdade não pode ser apenas contemplativa mas também dinâmica, e nossa mesma capacidade de foco para observar e contemplar a harmonia inerte, deve ser reduzida à nossa capacidade de reação como quando convivemos uns com os outros.

Os tótens do bem-viver são um conjunto limitado de aprendizado, prático e objetivo, que visa na redução dos conflitos evitáveis entre dois elementos inertes e portanto energéticos, ou vidas. Infelizmente, é improvável que possamos mudar radicalmente a natureza que é um produto direto da etiologia do universo, assim como também da própria vida, ou seja, o atrito entre elementos díspares que produz a dualidade. No entanto, enquanto seres autoconscientes, é dever buscar pela harmonia.

Como eu mostrei também, não existe nenhuma lei que impeça que a evolução possa se dar sem o conflito e a melhor maneira para entendermos como isso pode funcionar, será por meio da observação em relação aos elementos que estão em desarmonia. Todos os aspectos de nossas vidas merecem uma avaliação holística como esta, visando a transcendência da natureza animal e primitiva que sempre nos ronda.

Por último, eu liguei além das características tipicamente sábias buscando a beleza e portanto a harmonia, também necessitamos da criatividade, que é uma das mais importantes atividades humanas. Sem ela, perdemos nossa própria noção de humanidade, de nós mesmos enquanto espécie.

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