Cultura da genialidade, como podemos adestrar nossa mente

Inteligência técnica não é uma particularidade da biologia humana, autoconsciência plenamente passível de ser desenvolvida é.

Eu não concordo e tenho grandes razões e evidências para provar o meu ponto, de que a genialidade possa ser aprendida ou construída por esforço repetitivo. Todas as nossas características tem uma natureza biológica primordial.

A principal identidade humana, que nos separa dos outros animais em qualidade, é a nossa AUTOCONSCIÊNCIA ou ao menos o nosso potencial para o seu desenvolvimento.

Quanto mais autoconsciente, mais verdadeiramente inteligente será o ser humano.

Portanto, esqueça a ideia de tomar mais café para ficar mais ativo, esqueça os remédios que melhoram a memória, esqueça o reforço nos estudos acadêmicos acreditando que vai aumentar a sua inteligência, como a de um gênio… visto que o atributo mais fundamental da espécie humana, que a destoa significativamente e que quer indicar inteligência bruta, pura, é justamente a autoconsciência e você pode ter meios para aumentá-la, não ao nível de gênio, mesmo que, não é desejável chegar a este nível, se você quer continuar sendo uma pessoa plenamente funcionável na sociedade.

Voz interior e ”converse consigo mesmo”

Como eu sugeri em um post anterior, a voz interior é um dos meios mais simples para o desenvolvimento de sua autoconsciência. A voz interior é pura e simplesmente a manifestação de sua verdadeira identidade, o seu universo neutro porém particular que de fato você é. Aquele que reflete, tal como o reflexo no espelho, compreende mais a si mesmo do que aquele que não o faz.

O primeiro passo é ”agir como um louco”, desde que não o faça na frente dos outros é claro,rsrsrs… Conversar consigo mesmo, debater sobre o que fez hoje, acaso já for de noite, conversar sobre a vida, dizer tudo aquilo que gostaria de dizer, sem preconceitos, sem autocensura, nada de politicamente correto, é só você com você mesmo.

O segundo passo é, acaso estiver sozinho, fazer aquilo que gostaria de fazer, só com você mesmo, mas que não o fez em público ou por qualquer outra motivação. Claro, eu falo de fazer aquilo que não seja prejudicial à sua saúde.

Dançar aquela música, despedaçar um travesseiro, se lambuzar de geleia, enfim… abra asas à sua imaginação e volte a ser criança por alguns instantes, irresponsável porém em busca de divertimento.

O terceiro passo se baseia justamente em manter viva a sua memória infantil. Brincar de bonecas, ver o desenho preferido. É um exercício que vai acionar mais a sua memória de longo prazo, afinal de contas, a infância é o período mais distante de nossas respectivas idades adultas e quanto mais distante dela melhor. A infância também é a época da inocência e da experimentação para o aprendizado.

Lembre-se, a felicidade é como os universos, ela não existe enquanto uma entidade compacta mas fragmentada, ao menos mediante as nossa perspectivas, mas se localiza em cada momento de alegria, de reflexão ou de aprendizado. É impossível encontrar a felicidade, da mesma maneira que é impossível encontrar o universo. A felicidade está envolta dentro de sua entidade existencial e de sua identidade pessoal. Quando você se torna mais autoconsciente, reconhece com mais facilidade a cadeia de sistemas dinâmicos que poderão te levar aos momentos de alegria e enriquecimento.

Quando inconsciente, a alegria lhe aparecerá como de sopetão. Quando consciente, você saberá encontrá-la quase que de maneira intuitiva.

Mas a vida não é feita apenas de alegria, mas também de aprendizado e muitas vezes o melhor de todos os aprendizados, acontecerá depois de um período de tormenta.

Se o ser humano pode ser adestrado para aceitar uma série de situações e isso geralmente virá acompanhado com predisposições genéticas, então é importante moldar o sistema educacional, que existe apenas para sustentar sociedades que negam a espiritualidade e portanto a autoconsciência, visando desenvolver ”vícios de mente” para que a maior parte da população possa ao menos exercitar parte do gênio adormecido que existe dentro de si.

Ao forjarmos práticas culturais relacionados a estes tipos de exercícios mentais constantes e popularizá-los em todos os meios de socialização, é muito provável que possamos forçar a população a se auto-aperfeiçoar ao invés de esperar ”especialistas fajutos” para ditar as regras de sua vida.

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7 responses to “Cultura da genialidade, como podemos adestrar nossa mente”

  1. voza0db says :

    Olá!

    Só falta uma coisa para fazer, quiçá, a mais fundamental: Ficarmos imóveis durante algum tempo. Só assim conseguiremos, ou não, contemplar a nossa singularidade! E aí… 😎

    Todos os dias, começar com uns minutos e ir alongando…

    Abr 😉

  2. David Ricardo says :

    Gostei, muito legal! Parabens

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