The man of genius Gênios, loucura, mattoides, eminência e o papel da loucura na construção da humanidade

Continuando a série não-oficial e não-linear sobre os tópicos que achei mais pertinentes, do livro ”The man of genius” ou ”O homem de gênio”, do famoso e infame criminologista judeu italiano Cesare Lombroso.

Maine de Biran, mesmo pensamento que eu tenho, disse que a doença é um fator potencial para o desenvolvimento ou aumento da autoconsciência.

Jacobs observou que ”poderes ilimitados podem levar à demência e ou á megalomania”.

”Ataques de loucura” em pessoas comuns pode aumentar consideravelmente a inteligência delas, ao menos por alguns momentos.

Morel escreveu:

”Em alguns pacientes -histéricos, hipocondríacos e epilépticos com extraordinário talento em períodos mais agudos do transtorno”

Gênios tendem a ter ”monomania” INTERESSES REPETITIVOS. (É autismo estúpido!)

Casos de pacientes que durante períodos de febre intensa, apresentaram grandes talentos incomuns

Poesia é um traço cognitivo atávico, no passado, foi uma linguagem muito comum e em sociedades primitivas.

Simon ao observar os ”monomaníacos pintores”, concluiu que ”o intelecto é proporcionalmente inverso à imaginação” (será que a minha teoria sobre criatividade e inteligência como opostos autoexcludentes está correta??)

Muitos pacientes de hospícios e sanatórios, demonstram grande talento bem como de pessoas estúpidas em momentos de delírio, febre alta ou quando sofrem algum acidente que modifica o cérebro.

”Lunáticos” odeiam os gênios, que combinam insanidade com genialidade

Em resumo, o ”mattoid” está mais perto do imbecil enquanto que o artista ”lunático” está mais perto do gênio, ainda que o primeiro consiga levar uma vida mais funcional.

A importância do louco em sociedades pré-bárbaras tem sido histórica e ”patológica”.

A existência de ”insanidade endêmica” entre os ”velhos hebreus” foi provada pela história e pela linguagem, visto que a palavra profeta, homem bruxo e homem louco são sinônimos.

Lombroso cita vários exemplos em diversas culturas sobre a importância de xamãs dentre outros tipos excêntricos para a cultura e religião.

Relação simbiótica entre ”loucura” e não-conformismo, no Maghreb, na China…

…neste último caso, poucos relatos sobre a importância dos ”loucos”  na sociedade. (A Ásia oriental continental e a profunda eliminação dos genes ”dopaminérgicos” relacionados com personalidades extremas como ADHD)

Muitos homens psicóticos apresentam extraordinária força muscular com insensibilidade à dor, frio, fogo, ferida e fome…

Relação orgânica entre ”loucura” e habilidades mentais extraordinárias, que pôde ser comprovado por meio de mudanças brusca de pessoas do povo, quando em estado de ”transe” ou ”psicose”.

Muito interessante, muitas pessoas em estado psicótico conseguem falar em línguas que nunca haviam aprendido antes.

Clara relação entre esquizofrenia e religião, bem como também pela cultura.

Grandes homens da história da América do sul, Argentina, Rivadura era hipocondríaco assim como Manuel Garcia. Admiral Brown tinha mania de perseguição, Varela era epilético, Francia era ”melancólico”, Rosas era ”moralmente insano”, Monteagudo era ”histérico”. Machado de Assis era tão epilético como Dostoiévski.

Observações

Quando você lê este clássico do século XIX, não paira mais nenhuma dúvida quanto à relação simbiótica que existe entre a ”loucura” e a genialidade. Basta notar os relatos muitíssimo interessantes sobre pessoas comuns, com inteligência medíocre, que depois de ataques de loucura, se tornaram excepcionalmente inteligentes, ao menos por alguns instantes. Se isso não é uma comprovação cabal quanto ao papel da loucura na promoção da genialidade, então eu não sei mais o que poderia ser.

A loucura é um estado instintivo, onde todos os sentidos estão intensamente ativos, assim como também o cérebro. Ataques de loucura podem provocar um aumento significativo da circulação de energia pelo corpo, podendo provocar desde a força sobre-humana até o incremento fantástico do intelecto.

O que separa um gênio de um medíocre, pelo que parece, seria especialmente a que grau de ativação cerebral e sensorial um está em relação ao outro. O gênio é um ser dotado de grande energia e isso pode ser facilmente constatado por meio do volume, quase sempre descomunal, de ideias e trabalhos que eles tendem a produzir ao longo da vida. Pense em uma chuva fina ou um chuvisco e uma tempestade. A quantidade de pingos será muito maior na tempestade, obviamente, do que em um simples chuvisco.

A criatividade é um bioproduto abstrato deste volume de informações e ideias, visto que quanto maior a quantidade de ideias, mais diversificada elas serão e mais chances de novas combinações aparecerão.

Gênio e mattoid

Eu já expliquei o que o termo mattoid, cunhado por Lombroso, significa. Muitos mattoids são gênios e quase todo mattoid é habilidoso. Hoje em dia, esses lunáticos de alto funcionamento e desvio de caráter significativo, seriam identificados como sociopatas de alto funcionamento.

É interessante notar que Lombroso observou que os mattoides odeiam os gênios, provavelmente porque o mattoid tem níveis ainda maiores de psicose e portanto exibem egos superinflados. O excesso de ego pode ajudar a explicar porque o mattoid não é um gênio verdadeiro, apesar de poder ser colocado nesta categoria, como um grupo separado. O gênio verdadeiro também é revolucionário, tal como o mattoide, mas o gênio quase sempre busca a compreensão bem como também a melhoria do mundo, ao passo que o mattoid deseja a melhoria do seu mundo por meio do declínio do mundo dos outros. É uma forma parasitária de viver, que no entanto se dá por meio de grande talento.

Gênio e Autismo

A relação entre a genialidade e o autismo mais uma vez mostrou-se comprovada pelo trabalho de Lombroso, mediante a enorme semelhança do quadro sintomatológico do espectro em comparação às ”manias” que foram encontradas nas biografias e relatos históricos sobre os gênios historicamente reconhecidos.

Há de ressaltar no entanto que, é provável que a maioria dos gênios do passado não eram de autistas, literalmente falando, mas não parece haver dúvidas de que eles ”sofriam” com alguma forma de autismo leve. A presença de traços psico-comportamentais típicos de outras condições sindrômicas como TDAH e esquizofrenia, parece comprovar aquilo que sugeri neste texto. Se não, todos os gênios e derivados, como os mattoides, são autistas, esquizofrênicos, TDAH, bipolares… de alto a altíssimo funcionamento.

Gênio, loucura e judeus

A incidência significativamente maior de transtornos mentais entre os judeus é um resultado das práticas eugênicas que remontam à idade média??

Se você respondeu que sim, então como  isto pode ser possível, se os judeus já apresentavam uma maior incidência de transtornos mentais tão cedo quanto na época do nascimento de Jesus ?? (se isto não é uma fábula)

A loucura parece ser um dos traços mais primordiais da etnicidade judaica, tal como o pragmatismo é uma característica essencial das populações leste asiáticas.

Se loucura se relaciona simbioticamente com genialidade, então isso nos ajuda a explicar o porquê dos judeus terem conquistado o mundo ocidental (mais uma vez) de maneira excepcionalmente bem planejada e detalhada.

Uma grande quantidade de mattoides, talentosos natos dentre outras excepcionalidades, resultantes da ênfase na seleção e ou manutenção dos traços que são derivados da lateralidade cerebral anômala.

Há um enorme corpo de evidências que nos mostram que os judeus e especificamente os ashkenazim, os mais talentosos destes, tem realizado processos seletivos radicalmente diferentes das outras populações europeias.

Apesar da repetição das evidências quanto à etiologia da genialidade, eu ainda vou continuar a produzir estes textos sobre os tópicos mais pertinentes do livro de Lombroso. Aguardem.

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