Gênios, atavismo e mestiçagem

Idêntico a um ”ariano”. 😉

Este texto é o início informal e não ordenado (olá, bem-vindo à minha mente, fique à vontade) de uma série que pretendo redigir sobre os ”achados” de Cesare Lombroso em relação ao gênio criativo. O seu livro ”The man of genius” vai de encontro com as observações gerais que tem sido realizadas desde tempos muito antigos sobre a genialidade. Infelizmente, ”rejeitamos” todo este corpo de evidências milenares quanto ao papel das ”psicopatologias” ou seja lá como você quiser conceituá-las e a extrema inteligência bem como também a extrema criatividade, graças ao trabalho de Lewis Terman e seus ”termites”. De gênio torturado por sua extrema capacidade bem como por suas extremas fraquezas para nerds e populares (”head girl syndrome”) extremamente bem-sucedidos. Algo me diz que, ou a ideia da genialidade atrelada à ”loucura” ou ao tal do ”qi” que deve prevalecer, sem chances de que ambos possam coexistir, sem que tenha uma hierarquia rígida e bem entendida entre e sobre eles. Como eu sempre vou dizer por aqui, eu não sou estupidamente contra os testes de inteligência. Eu sou contra a popularização de sua infalibidade, de sua universalidade e especialmente da moderna correlação entre qi e genialidade. Pode até ser verdade (menos para savants e outros tipos, ainda não precisamente identificados ou aceitos pela comunidade científica) que de fato, todo o gênio necessita pontuar alto em ”testes de qi”, mas quais?? Temos o qi verbal, o qi espacial, o qi matemático , o qi performance (isso sem falar dos sub-subtestes dos subtestes), enfim, não estamos falando de um único atributo, mas mesmo entre círculos psicométricos do mais alto gabarito, ainda se mantém esta ilusão de uniformidade. Talvez e eu já disse aqui antes, os testes sejam muito bons para avaliar as pessoas com fiação cerebral comum, mas para os ”outliers” como os gênios, é necessário muito mais profundidade avaliativa do que apenas 2 ou 3 dígitos como resposta.

Atavismo

O termo se refere à características antigas ou anteriores. Muitos antropólogos e psicólogos evolucionistas gostam de dizer que o homem do passado pré-histórico, ao contrário do que se pensa, era muito mais inteligente do que o atual. O homem moderno realmente parece mais um blefe perfeito do que qualquer outra coisa. Lombroso denominou o atavismo como degeneração. As características do homem não-civilizado seriam atávicas ou ”degeneradas”. Eu entendo a seleção de traços dentro das espécies como a decantação das características, a mescla para seleção, tal como quando separamos os feijões bons dos ruins. Primeiro você mistura, depois você decanta. Hoje em dia fala-se muito em diversidade, e o que vemos?? Casamentos interraciais, aceitação da homossexualidade bem como por todos os tipos de relações sexuais anormativas, entendimento da criminalidade menos como fraqueza de caráter e mais como uma variação espectral de comportamentos biologicamente programados, onde esta localiza-se no extremo oposto da bondade humana ou empatia genuína. Lombroso reparou que os criminosos bem como outros tipos de ”degenerados” diferiam substancialmente da população ‘normal”. Ele foi o primeiro que conectou criminalidade com genialidade. As mesmas forças evolutivas universais aleatórias, ou seja, que se encontram presentes na maioria das espécies deste planeta (quiçá em outros ambientes), que produzem os extremos da capacidade humana, também irão produzir os extremos das aberrações contextuais de comportamento e habilidade como a psicopatia e a grave deficiência mental. Psicopatas e sábios tem mais em comum do que com as pessoas ”normais”. Um sábio tem um pouco de psicopata em si, da mesma maneira que o psicopata tem um pouco de sábio, se neste caso, a parte ”técnica” ou cognitiva da sabedoria puder ser levada mais em consideração do que os atributos gerais. Lombroso encontrou que os gênios criativos tenderam a apresentar características físicas distintas tanto dos seus pais quanto do arquetipo nacional de seus respectivos países. Magnus Carlssen é um exemplo gritante desta peculiaridade, visto que por definitivo, ele está muito longe de se parecer plenamente com um norueguês típico. (Reparem no rosto assimétrico de Carlssen, na foto acima, um sinal de que algo de diferente aconteceu no útero da sua mãe, mais testosterona do que o esperado??)

Bjork é mais um exemplo de alguém com grande capacidade, no caso dela, artística ou criativa, nascido na Escandinávia e que definitivamente não parece com o arquetipo clássico de sua nação, ao invés de uma loura de olhos azuis o que temos?? Qualquer um diria que Bjork tem um pé em Shanghai ou Tóquio.

O atavismo pode ser entendido como uma regressão das características comuns dos pais, avós ou bisavós. Bjork e Carlssen representam o provável passado escandinavo, onde mais destes tipos pseudo-lapões, seriam mais comuns do que hoje em dia. Sabe-se que a seleção sexual intensa produziu a predominância anômala de olhos claros nas populações norte-europeias. A seleção sexual tem como primazia a escolha pelos tipos mais atraentes e sua multiplicação por meio da procriação. Em nenhum outro lugar do mundo, traços sexualmente atraentes foram mais selecionados do que no norte da Europa e especialmente nas áreas nórdicas ou de povoamento nórdico. Estes dois tipos são radicalmente diferentes dos nórdicos ”modernos”, isto é, até os anos 70, antes da invasão de imigrantes estrangeiros. Os tipos atávicos tendem a apresentar características anteriores aos processos seletivos. É interessante pensar ser o homem civilizado possa ser um indício de domesticação. Atualmente o Ocidente vive o processo onde os tipos atávicos aumentaram, porque enquanto que a pureza da seleção tende a neutralizar as mutações, a diversificação de tipos, as aumenta. A pureza é a redução do número de mutações, que quase sempre são deletérias e mesmo aquelas que não são inteiramente ruins, ainda assim, tendem a apresentar vantagens combinadas com desvantagens, especialmente para os portadores homozigotos como a esquizofrenia. Um descendente de escocês com características da subraça mediterrânea, ao invés da pele muito clara e o cabelo avermelhado.

Não parece coincidência que a escocesa morena Susan Boyle também seja autista.

Mestiçagem e genialidade

O maior gênio literário da França, Alexandre Dumas, autor de ”Os três mosqueteiros”, era mulato assim como o maior gênio literário da Rússia, Alexander Pushkin, Os dois exemplos de gênios de primeira grandeza, que alçaram o nome de suas nações ao panteão literário, eram mestiços. Alexander Pushkin tinha descendência etíope enquanto que Dumas era neto de uma mulher negra.

Dois gênios que destoavam fisicamente de seus pais e do arquetipo nacional. Bethoveen não se parecia com um alemão típico, alto, louro e com olhos azuis. Os exemplos parecem abundar. Se os gênios não tendem a diferir da paisagem fenotípica local, eles tenderão a exibir defeitos físicos. Tudo isso é sinal de atavismo. Rostos não muito atraentes ou incomuns são sinais de que traços anteriores ao aspecto facial desejado foram comfigurados durante as etapas para a produção pessoal de seres humanos, acasalamento, combinação dos ”genes” do pai e da mãe mais o período intrauterino. A combinação genética dos progenitores é o mais importante. Os genes recessivos podem ser selecionados, produzindo os fenótipos incomuns que vemos. Se o ser humano pré-histórico era muito mais inteligente que o humano moderno, então faz sentido que a genialidade possa ser um dos produtos do atavismo. A mestiçagem tende a resultar no atavismo. Eu vivo no país onde a miscigenação racial é como dar bom dia ou roubar a carteira, desde 1500. Se o vigor híbrido se manifesta nas primeiras gerações de mestiços, então já estamos bem distantes dos super-heterozigotos atávicos e não é preciso buscar por estudos científicos para comprovar isso. 😦 A mestiçagem emula os mesmos processos aleatórios que produzem a genialidade mas que também irá provocar as personalidades extremas bem como também a toda a sorte de ”degeneração objetiva” como baixa inteligência e propensão genética à criminalidade.

Machado de assis, mais um gênio literário mestiço.

Alguns estudos tem demonstrado que a mestiçagem racial produz a mescla dos cromossomos sexuais, aumentando as chances de progenia de comportamento sexual anormativo e até mesmo com uma biologia mais fixa, mais física, como o hermafroditismo. É de se esperar que o acasalamento de duas raças distintas também reverbere na lateralização do cérebro. Quanto mais pura for uma raça menos anômala será a sua lateralização??? Parece que existem dois tipos de pureza racial, a pureza por decantação genética e a pureza por manutenção das características genéticas. A primeira não prioriza a endogamia enquanto que segunda baseia-se fundamentalmente nesta prática. No entanto, a pureza pode basear-se na lateralização anômala. Eu tenho a impressão de que o povo judeu seja um dos poucos conglomerados humanos etnicamente relacionados que tem selecionado as características cognitivas, comportamentais que são contextualmente minoritárias na maioria das outras populações. A mestiçagem ou diversidade pode se situar no núcleo da genética de uma população ou em suas bordas. As raças puras ou decantadas do norte da Europa são puras em seu núcleo mas ainda exibem vestígios de seu passado mais fenotipicamente variado enquanto que a raça pura ashkenazim exibe o exato oposto.

Conclusão

A genialidade é uma potencialidade genética universal que foi fortemente produzida pelas civilizações da Eurásia e atualmente por meio da Civilização Ocidental. A sua etiologia, segundo Lombroso e reinterpretado por mim, relaciona-se com os processos aleatórios de mutações, muitas delas de natureza poligênica, com vantagens e desvantagens. Nos próximos textos eu vou falar sobre as outras observações de Lombroso. Muitos gênios ou eram mestiços, filhos de pais de raças distintas ou com alguma linhagem não-pura, ou eram fenotipicamente diferentes dos seus pais. Os dois fenômenos se relacionam com o embaralhamento de características díspares e na produção de fenótipos raros da espécie humana. Tanto a aleatoriedade genética, presente em todas as raças humanas, puras e híbridas, quanto a mestiçagem, produzem grande diversidade de tipos humanos, dentre  eles, os extremos como o gênio. Há abundantes exemplos de tipos de gênios e de semi-gênios fenotipicamente atávicos na modernidade, como Bjork e Magnus Carlssen, assim como também de gênios historicamente reconhecidos do passado. A genialidade é um dos resultados da aleatoriedade genética e depende de mutações. O vigor híbrido, em parte, pode explicar o fenômeno da genialidade. No entanto, a mestiçagem a longo prazo e sem decantação, caminhará para resultar em ”degeneração objetiva”, com um acúmulo de fenótipos predominantemente ruins, ao invés do equilíbrio ou da maior produção de extremos de capacidades intelectuais ou gerais elevadas. A mestiçagem racial é uma maneira para produzir o atavismo, visto que quando duas raças historicamente separadas mas que tiveram origem em uma mesma espécie, procriam entre si, os antigos traços de quando elas eram ”gondwanas” emergem novamente. É interessante pensar que as primeiras gerações de mestiços tendem a ser melhores que os pais e ao longo de séculos de acasalamento sem seleção, a degeneração de traços se torna a paisagem comum.

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