”Stupid smart man”

Um ”termite”. Inteligente sim, gênio não.
Por que os outliers mudaram o mundo e  por que o ego inflado dita as regras na ciência moderna
A maior hecatombe moderna da psiquiatria, da psicologia e da ciência cognitiva, para ser mais específico, foi o estudo longitudinal de Lewis Terman na década de 20. O mesmo teve um impacto significativo para o estudo da excepcionalidade cognitiva humana e provocou grandes mudanças na maneira como os profissionais do ramo enxergavam e lidavam com os gênios. O estudo de Terman simplesmente negou todo o enorme corpo de evidências biográficas que relacionava a genialidade humana com a predisposição latente para o desenvolvimento de  psicopatologias ou personalidades extremas.

Além da clara relação entre transtorno mental e genialidade, os estudos anteriores ao famoso estudo de Terman, haviam também encontrado uma grande relação entre anomalias físicas e saúde frágil com extrema capacidade intelectual.

No entanto, os termites ”provaram” o contrário, visto que a maioria deles apresentaram excelente ajustamento social e levaram vidas saudáveis e economicamente enriquecidas como foi demonstrado ao longo deste trabalho. Os termites também foram mais altos, saudáveis e mentalmente ”sãos” do que os grupos de controle.

 

 

Rica, qi acima de 130 e com  eminência social, gênia*** não
Uma série de erros foram cometidos por Terman. Primeiro, o critério de seleção dos ”termites”, qi acima de 130. Sim meus amigos, o mais famoso de todos os estudos de psicologia, do século XX sobre genialidade humana, usou apenas um único critério, diga-se, duvidoso, para medir a excepcionalidade humana e com rigor de metodologia visto que todo aquele que não conseguiu chegar à mágica marca de qi 130, foi categoricamente excluído. (Alguém deveria dar o prêmio Ignobel ou de framboesa de ouro para este homem, ele merece, pena que já é falecido =).

Segundo, além deste ”rigor”, Terman também foi muito tendencioso ao selecionar crianças de classe social elevada, com pais que trabalhavam em universidades. Se os registros históricos sobre os gênios nos mostram que eles apareceram em todas as camadas sociais… mas Terman deve ter pensado:

”- Vamos desprezar 2500 anos de sabedoria popular e evidências significativas quanto à relação clara e óbvia entre genialidade e personalidades extremas”

 

”Nunca existiu um gênio sem um toque de loucura”. 

Aristóteles

E foi o que fez. Isso me leva a pensar o porquê de um homem como Terman, ter desprezado um milênio de evidências sobre a etiologia da genialidade humana e resolvido pensar que de outro modo poderia ser melhor… Todos nós somos movidos por nossos egos. Eu, apesar de ser um Santo, também sou movido pelo meu ego inflado para redigir este texto. Eu faço na melhor das intenções, desbaratar esta magia que paira sobre o trabalho porco que este homem fez e até posso redimi-lo de suas falhas, visto que no início dos anos 20, os testes de qi apareceram como excelentes medidores de inteligência… e ainda são… mas a genialidade não é só ou especialmente inteligência e eu já demonstrei o porquê e vou continuar a demonstrar. Até cunhei o termo ”gênio alto qi” para que os primos cognitivos do Roger Moreira, não fiquem tristes com o fato de que, uma pontuação de qi (seria melhor, muitas pontuações para comparação e redução de erros metodológicos) não te faz um gênio da noite para o dia.

O ego inflado de Terman me parece a resposta mais cabível para este seu estudo, assim como eu vejo que este mesmo traço, é abundante na academia. Não é ruim ter um ego inflado, é ruim quando se é um estúpido e com um ego inflado.

Apesar disso, eu não culpo Terman pela transformação do seu estudo em uma bíblia, mas sim por todo o corpo acadêmico da psicologia de todas as nações ocidentais, que de diferentes maneiras,tem tentado (palavra certa) entender, aceitar ou rejeitar o estudo deste homem, mas especialmente, em relação àqueles que assim como Terman, também desprezaram o enorme corpo de evidências históricas que comprovaram a relação quase simbiótica entre o transtorno mental e a excepcionalidade intelectual.

O que é melhor meu caro leitor, a biografia dos gênios ou o estudo de nerds californianos??
Mas é claro que por meio desta pergunta, acabaremos caindo (de novo) na dicotomia natureza ou ambiente para explicar o fenômeno da genialidade humana.
É evidente que o gênio não se faz por meio de intervenções ambientais. Mas se os gênios, em sua grande maioria, não são como estes termites e não há a extrema necessidade de pontuar alto em testes de ”inteligência” (convergente), visto que é necessário muito mais a criatividade para a sua manifestação, então como poderíamos reconhecer os gênios antes que eles possam por conta própria produzirem os seus trabalhos excepcionais, contando com a sorte das circunstâncias e com os interesses da elite (infelizmente). Como poderíamos reconhecer o número máximo possível de gênios e colocá-los em seus ambientes laborais de conforto para que possam endireitar e revolucionar nossa sociedade, como sempre fizeram???
Eu tenho o palpite muito forte de que nós sabemos reconhecê-los. Não, meus amigos, eles são essas crianças certinhas (alguém disse chatas??) que tiram notas altas na escola e querem ser ou médico ou cientista (para realizarem trabalhos verbalmente sofisticados com zero de inovação ou de conteúdo adequado). Eles são sim muito inteligentes mas para que a alquimia da genialidade possa acontecer, é necessário no mínimo, um pouco de loucura…
A criatividade é o traço que divide o mundo dos termites e seus associados ao redor do mundo e os verdadeiros gênios. Eles estarão em sua maioria dentro da categoria dos ”duas vezes excepcional”, o termo moderno para definir alguém que combina grandes excepcionalidades cognitivas com déficits, muitas vezes que são subjetivos e dependerão do ponto de vista de cada um.
Quem são eles??
Esquizofrênicos, sociopatas, adhd, bipolar, borderline, agorafóbicos, autistas…todos de alto funcionamento a altíssimo funcionamento.
Os elimine da piscina genética das populações europeias, selecione ”termites” e voi là, Bem-vindo ao mundo nerd, tecnicamente inteligente e pouco criativo.
O mundo não aguentaria mais uma grande população de ”leste-asiáticos”… eu acho que não.
Em breve, vou colocar os pontos dos quais eu considerei como mais importantes em relação ao livro que está disponível online de Cesare Lombroso, The Man of Genius.
Este livro nos mostra claramente que os modernos ”gênios”, imediatamente identificados por causa de suas pontuações psicométricas elevadas tendem a se destoar consideravelmente de boa parte dos gênios que de fato, fizeram algo de grandioso no passado da humanidade.
Vamos começar a pensar em, quais são as semelhanças entre os fãs de Star Wars e filósofos, poetas, ”doidivanos”…
Eu acho que são muito poucas.
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