Por que a principal culpa pela ruína de uma nação é de sua elite e não de seu povo? E por que todo o império é um câncer maligno, a externalização da personalidade desconfigurada dos seus líderes??

País rico é país sem realeza

Quando era criança e até durante a minha adolescência, um dos meus passatempos prediletos era ler um livro de Geografia, daqueles sem ”ensinamentos marxistas” e com a Geografia em seu estado mais puro, com mapas, dados, imagens…

Eu me lembro da primeira vez que fiquei sabendo sobre a existência de Barbados, um pequeno país localizado no Caribe. Os meus olhos não brilharam somente por causa da exuberância das praias barbadianas, mas especialmente por causa dos dados sociais e econômicos desta pequena nação.

Barbados não tem a população mais inteligente do mundo, mas tem uma elite inteligente, combinado com vultosas ajudas financeiras da Comunidade Britânica de Nações. No entanto, eu duvido que a harmonia desta nação, se dê somente por causa da ajuda financeira da coroa, visto que como sabemos bem, qualquer dinheiro que seja colocado em mãos erradas, não irá ser usado para o bem dos outros. Portanto, não há dúvidas quanto ao nível de conscienciosidade da elite barbadiana.

As características deste pequeno reino da simplicidade, especificamente em relação ao seu povo, são consideravelmente contrárias àquelas que os grandes impérios apresentam.

A superlatividade dos impérios representa e se transforma em tudo aquilo que a sabedoria ignora, despreza e luta contra, a alienação, a escolha da quantidade ao invés da qualidade, a competição significativa e sem o respeito por princípios morais universais (que eu vou falar em breve, a moralidade que deriva da verdade, também se divide em objetiva e subjetiva) que resulta na formação de elites pseudomeritocráticas, que fizeram de tudo, passaram por cima de tudo e de todos para chegar onde chegaram, a desigualdade extrema e a substituição da pureza pela mecanicidade e frieza do chão de concreto.

A comunidade HBD tende a culpabilizar a população pela má gestão, pela má administração e que resulta em uma sociedade disfuncional. No entanto, quem dirige a nação é quem deve ser culpado, especialmente. Não é que a média de qi baixo não tenha como resultado o aumento da disfuncionalidade de uma sociedade, mas a presença de uma elite estúpida aumenta consideravelmente esta disfuncionalidade.

Você pode ter um trem velho e enferrujado que é bem dirigido pelo maquinista e pode ter o mesmo trem que não é dirigido e portanto encontra-se à deriva dos trilhos, pronto pra se esburrachar em algum lugar, tombar de lado ou cair em um precipício ou que é dirigido por um maquinista estúpido. Culpar a população somente, é demasiado cruel. Sabemos que as sociedades humanas estão hierarquicamente organizadas e que alguns poucos, que chamamos de elite, lideram a evolução das mesmas. Quando o cérebro não anda bem, o corpo também não vai.

Barbados é a chave do sucesso para reduzir a pobreza nas nações pobres, de terceiro mundo. Países pequenos, com pequenas populações e territórios e com elites inteligentes são muito mais eficientes do que grandes e populosas nações. São poucos os grandes países que são funcionais, especialmente em relação à população. Nós sabemos que existem fatores genéticos, cognitivos, raciais que ajudam muito bem para explicar porque os EUA conseguiram chegar onde chegaram e o Brasil não, apesar de serem muito parecidos em tempo de história, tamanho do território e ainda com a vantagem do segundo ao ter uma população menor.

No entanto, não basta dizer que a população é culpada, a única culpada pelas mazelas do país, quando a minoria que é responsável pela organização  da sociedade, falha em sua função ou está mais preocupada com futilidades classicistas.

Seychelles, Maurícios… e eu ainda poderia pensar no Butão também, como nações que estão trilhando caminhos de sucesso.

Portanto o princípio da prosperidade e isto não quer indicar expansão urbanoindustrial, mas qualidade de vida com respeito primordial pelo meio ambiente, pode ser alcançado, de maneira mais rápida e eficiente, por meio da introdução de novas medidas que trabalhem contra a dinâmica expansionista e reducionista dos impérios e que busquem criar sociedades funcionais onde de fato, existam organizadores das funções, atividades e da vida geral das sociedades.

Esqueça o tamanho e olhe para a Islândia.

Se por agora, não é possível pensarmos em intervenções biossociais, aka eugenia, ao menos podemos pensar que de fato, existem medidas simples que podem reduzir as mazelas humanas bem como os conflitos evitáveis que delas emanam e uma delas é a valorização da qualidade ao invés da quantidade e portanto, da comunidade hierarquicamente sustentável ao invés de um império.

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