A raposa é politicamente incorreta

Que Deus abençoe esta coisinha bunitinha do papai!!

 

A evolução inconsciente das espécies geralmente, tem durado de milhares a  milhões de anos até o aparecimento de mudanças morfológicas e comportamentais significativas. No entanto, o ser humano, sendo o único ser vivo altamente consciente, especialmente a partir de ‘agora’, se tornou hábil para produzir a evolução de si mesmo e de outras espécies em tempo recorde. No final das contas, a evolução das espécies em si tem sido muito lenta, somente porque não tem até então existido algum ser plenamente consciente que pudesse promover essas mudanças de maneira rápida e programada. O experimento das raposas na Sibéria é um exemplo gritante daquilo que estou tentando dizer aqui. Por meio das mãos do homem, foi possível domesticar um grupo de raposas selvagens, selecionando os tipos mais dóceis dentre elas e fazendo-os procriar entre si. Em pouquíssimo tempo, os resultados começaram a aparecer. Em poucas gerações, as raposas, que antes pertenciam à ”natural” cepa selvagem de sua espécie, caminharam de geração em geração para o tipo domesticado que a equipe russa revelou ao mundo recentemente.

Uma das implicações ”politicamente incorretas” deste experimento se relaciona a uma das mudanças morfológicas que este grupo de raposas sofreu, o processo de clareamento da pele e da pelugem. Em outras palavras, a pomba da paz é branca! As implicações sobre estes achados são tão profundamente politicamente incorretas que não é necessário se prolongar muito para explicá-lo, basta dizer que

sim, não é somente a cor da pele

mas também o pacote diversificado de características que estão relacionados a ela. As respostas alternativas ou mais profundas que nós buscávamos para responder adequadamente a um oponente hipotético sobre o porquê das diferenças raciais serem reais já não são urgentemente necessárias se a pele não tem como única função, o enfeite, da mesma maneira que a superfície do solo não é somente uma superfície de solo onde nós pisamos e onde a vida local emerge e vive.

Se as raposas domesticadas são mais inteligentes que as raposas selvagens, isso já é outro papo, ainda que com resultados parecidos. Poderíamos comparar entre nós mesmos, seres humanos, para ver até onde a domesticação pode proporcionar o aumento da inteligência. Como eu acredito plenamente que devamos enxergar sob diferentes perspectivas e que não temos de escolher entre elas, visto que todas são perfeitamente cabíveis em seus respectivos lados, parece que assim como no caso dos seres humanos, a domesticação de fato provoca o aumento de um tipo de inteligência entre as espécies, que eu tenho denominado de inteligência técnica ou qi. Os animais selvagens são inteligentes mediante as suas perspectivas como mestres do seu jogo evolutivo. Em outras palavras, eles são bons na capacidade de sobreviver à sua maneira, são autodidatas. Em compensação, os animais domesticados estão constantemente aprendendo, o que é basicamente o oposto do que esperamos entre as cepas selvagens. Isso se relaciona com a ideia de educação. O cérebro mais neotênico está aberto para novas informações, que cria uma mente mais influenciada pelo ambiente. Em compensação, o cérebro mais atávico, já nasce pronto, com pouca abertura para o aprendizado mediante a interação cotidiana com as intempéries ambientais. Os seres humanos mais inteligentes, partindo-se desta premissa geral, serão então mais influenciados pelo ambiente do que os seres humanos menos inteligentes, se a neotenia é basicamente o processo de maior encefalização em comparação ao resto onde o cérebro ocupará um espaço proporcional maior em comparação ao corpo. Mas não podemos reduzir todas as transformações evolutivas que variam consideravelmente de espécie em espécie somente com a dualidade selvageria e domesticação e sabemos que todo o pesadelo do pensamento binário e simplista encontra-se em sua desfragmentação mediante a construção lógica de uma linha espectral. Todas as espécies apresentam uma diversidade interna de tipos, que são basicamente as variações de graus de selvageria e docilidade.

A raposa doméstica será mais esperta para aprender coisas novas enquanto que a raposa selvagem já nascerá com uma programação hereditária e genética de comportamentos e portanto será menos apta para aprender novos condicionamentos. Isso é um avanço significativo para a inteligência da raposa, mas com custos altos visto que ao se tornarem domesticadas elas também caminharão para se tornar completamente dependentes dos seres humanos.

Implicações para os seres humanos

A partir do momento em que sabemos que todo o processo de domesticação, provocará a redução significativa da agressividade e o aumento da inteligência técnica bem como do tempo para o aprendizado, então seria interessante pensar se eventuais intervenções ”não poderiam” (é claro que poderiam e devem ser feitas) ser feitas na própria humanidade visando acabar com toda a cadeia de conflitos evitáveis que emanam especialmente das pessoas que denominamos como ”estúpidas”, mas que são tipos atávicos que estão mal adaptados em nossos ambientes urbanos.

Pele branca, albinismo e neotenia

Estudos realizados na Tanzânia, entre a população negra habitual e a de albinos, encontrou que, apesar das pontuações similares de qi, os albinos apresentavam diferenças de comportamento e eu poderia também dizer, de personalidade, em comparação aos negros, que se relacionava com os traços vantajosos para a aquisição de conhecimento, ”aka” educação.  Existe inclusive um estereótipo recorrente entre os locais em que se acredita que os albinos sejam mais inteligentes.

Estes achados são surpreendentes, visto que os albinos africanos são filhos, na grande maioria das vezes, de pessoas negras, típicas da região. Parece visceral a relação entre maior inteligência e a presença de genes recessivos, expressados ou não, que são responsáveis pela coloração mais clara. Não é necessário ir tão longe da realidade africana em termos de melanina, para que possamos notar que a inteligência humana, em sua gênese, é promovida pelos genes recessivos que diminuem a produção de melanina.

Albinos africanos não são brancos em um sentido racial, eles ”só” tem um quantidade extrema reduzida de melanina. No final das contas, eles fazem parte da diversidade intra-racial dos negros subsaarianos.

 

Uma proposta

 

Uma maneira de fazer a raça negra evoluir sem a necessidade do acasalamento com populações euroasiáticas, seria por meio da promoção de casamento e procriação de albinos africanos com pessoas negras, que assim como no caso do experimento com as raposas, serão escolhidos mediante os seus atributos psicológicos mais favoráveis para a cooperação e não para a competição.

A domesticação se dá especialmente por meio da estrogenização do homem, em que os machos menos agressivos são promovidos para procriar com as fêmeas, que no geral serão menos agressivas que os machos de qualquer maneira.

Como eu acredito que o aparecimento do albinismo na espécie humana se deu da mesma maneira que nas outras espécies, ou seja, somente por uma questão de mutação aleatória que apresentou-se como vantajosa e passou a ser selecionada, então eu também posso inferir, afinal eu sou um Santo, acima do bem e do mal, que as variações de pele clara e especialmente a pele rosada típica dos norte europeus, pode ter sido o resultado da decantação do albinismo, da mesma maneira que os olhos verdes são uma decantação dos olhos castanhos ou dos olhos azuis. A combinação de pessoas com diferentes variações de coloração de pele e neste caso estamos falando de extremos, caminhará ao longo do seu percurso por produzir a sua própria diversidade de tipos, isto sem falar dos encargos correlativos à redução da melanina. O aumento dos genes recessivos que reduzem a melanina se relacionará também com o aumento de genes que promovem a cooperação e não a competição.

O casamento de um número minoritário de albinos dentro de uma população negra, composta por pessoas dóceis e com potencial para a cooperação, acabaria com o racismo que as pessoas negras decentes sofrem injustamente, por causa da disfuncionalidade significativa dos seus ”irmãos” menos simpáticos. Tal como as raposas, em pouco tempo, especialmente mediante as medidas que poderão e ou deverão ser tomadas, esta população de africanos continuará a exibir as suas características típicas da raça, porém com uma redução da melanina e o aumento da inteligência cooperativa ou técnica.

Enfim, só mais um achismo deste louco que vos escreve.

 

Anúncios

Tags:,

About santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

7 responses to “A raposa é politicamente incorreta”

  1. X says :

    Muito interessante, porém veja bem, os albinos na África infelizmente são muitas vezes massacrados acusados de bruxaria e até às vezes tem seus membros amputados e colocados no caldeirão (que não é o do Huck). Teríamos primeiro que convencer os africanos que o albinismo é do bem.

    Outra coisa: vc acha que tem um gene do maltratamento de animais (ou indiferença a seu sofrimento) que afeta os asiáticos? Estou ficando com raiva do povo chinês, nunca vi povo tão cruel com animais inocentes.

    • santoculto says :

      Os genes que predispõe aos asiáticos acharem uma carne de cachorro muito gostosinha são os mesmos que o fazem refugar na hora de pular de um trampolim alto. O pragmatismo. Claro, existe uma variação de comportamentos onde iremos encontrar pragmáticos frios, apesar disto parecer pleonasmo. (talvez seja, enfim)…

      Eu disse que, assim como no experimento da raposa, somente os africanos menos violentos que seriam colocados para procriar com uma porção de albinos e outros africanos dóceis.

  2. DIREITA says :

    Tu apenas esqueceu de frizar que oque provoca o albinismo não é o mesmo fenomeno que faz pessoas de origem leste asitica e européia ter pele clara .
    o albinismo é fruto da ausênssia de melanina na epiderme .já a pele e cabelos claros em europeus e leste asiaticos se dá por um tipo diferente de melanina ; a feomelanina!

    • santoculto says :

      Sim, eu sei disso. No entanto, como este blog se baseia especialmente em minhas hipóteses, então eu estou somente a expor os meus achismos.
      Um deles é a de que o albinismo e a coloração da pele dos eurasiáticos apresentam uma mesma origem. O albinismo enquanto uma minoria genética, se apresentará recessivo e com poucas chances de ser selecionado pela população local.
      Eu vejo o albinismo da mesma maneira que eu vejo a esquizofrenia. Se as taxas de fecundidade dos albinos fossem altas (eu tenho o palpite que eles fazem poucos filhos, em comparação aos não-albinos, especialmente na África), haveria uma maior combinação de características e portanto eu acredito que ocorreria a longo prazo o clareamento da cor da pele.
      Por lógica, eu acredito que não exista uma única maneira para se branquear a pele de uma população.
      Alguns genes que produzem o albinismo foram positivamente selecionados nas populações euroasiáticas, da mesma maneira que muitos genes da esquizofrenia e do autismo também estão sendo positivamente selecionados.
      Entenda, não é que os esquizofrênicos e os autistas tenham mais filhos que as pessoas sem estas condições. Pelo contrário. Mas como os dois se constituem em polimorfismos (quase tudo é um espectro e portanto é um polimorfismo, pelo que parece), então existem muitos genes dos dois e pelo que Cochran e cia deixaram a entender, estas condições foram fortemente selecionadas no passado.
      A pele clara do europeu e o albinismo podem ser comparados à criatividade e a esquizofrenia ou o transtorno bipolar.
      A diferença é que enquanto os padrões seletivos do polimorfismo da cor da pele se diferem em relação aos padrões seletivos das personalidades extremas, visto que a pele clara é sempre positivamente selecionada, especialmente para a mulher, enquanto que as condições extremas de personalidade não são.

  3. santoculto says :

    Os cientistas gostam de dar nomes a genes, mas os próprios genes em si são pouco compreendidos pelo público. O que são realmente os genes*
    Esta é uma dúvida que surgiu na minha cabeça algum tempo atrás, por causa da natureza patogênica da reprodução sexuada.
    Criatividade se relaciona com a presença de, sei lá, metade dos genes da esquizofrenia ou de combinações com as personalidades extremas.
    Cor da pele branca, porém não albina, seria praticamente a mesma coisa.
    Enfim, achismos.

  4. caio says :

    falar isso hoje em dia principalmente no brasil é caso até de ameaça de morte… eu sou obrigado a negar minha descendencia italiana e dizer que eu sou “pardo”(mesmo tendo olho verde e pele clara) mas um negro não pode dizer que é mestiço… viver em país esquerdista é um CU infernal mesmo!

    • santoculto says :

      Leia 1984. O mundo que Orwell imaginou em sua obra, é quase que idêntico ao mundo em que estamos vivendo.

      Não é uma questão de racionalidade, é uma questão de política e toda política que conhecemos se baseia quase nunca na razão, mas na manipulação, buscando a finalidade por meios escusos. O importante é o resultado final e não o rastro de destruição que causa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

%d blogueiros gostam disto: