Livre arbítrio e a patologização necessária da violência

Ser ou não ser, eis a questão!    Não é tão simples assim Shake

 

Acabei de ler uma reportagem em uma revista, que não vou falar o nome, onde os argumentos sobre o tratamento mais humano para criminosos, me pareceu, pela primeira vez, menos absurdo e grotesco do que em leituras anteriores sobre o assunto. Basicamente, a reportagem diz aquilo que tem sido discutido já há um tempo entre os círculos da filosofia e também dentro da comunidade Hbd, a inexistência do livre arbítrio. Ainda é cedo e extremista dizer categoricamente que não existe livre arbítrio. Inclusive eu escrevi um texto falando um pouco sobre isso.

O principal problema desta afirmativa se baseia em, onde os seus apoiadores centralizaram as suas convicções para chegar a esta conclusão. E eu sei onde foi, no conceito ou etiologia da expressão LIVRE ARBÍTRIO. O termo livre aqui, parece ter  um impacto significativo nas mentes analítico-dualistas. De fato, nós ”não somos livres”, mas o mundo não é este preto e branco, este monocromático que estes pensadores estão a imaginar. Como eu disse algumas vezes e vou sempre repetir, TUDO é um espectro. E não poderia deixar de ser diferente no caso da liberdade. Portanto, existem aqueles que não são livres e existem aqueles que são ”completamente” livres e  também existem vários graus de liberdade e de escravidão.

A maioria dos seres humanos não são totalmente livres, mas também não são totalmente cativos. No entanto, o livre arbítrio para boa parte deles é consideravelmente menor e menos influente do que aquilo que imaginávamos. Até mesmo as mentes mais potentes da espécie não são totalmente livres. A ideia de ser totalmente livre existe enquanto abstração espectral, como simbologia dos extremos da liberdade e da escravidão, mas na realidade ela não existe para nós.

Ainda não é possível apesar de tudo, dizer que somos completamente escravos de nossa biologia, se ela é basicamente aquilo que nós somos. Nós não podemos ser escravos de nós mesmos. No entanto, é fácil para um Santoculto, acima do bem e do mal, ficar filosofando enquanto para uma parte importante das pessoas, o mundo não é esta maravilha ou este céu.

Se eu fui biologicamente ”predestinado” para gostar de debater, gostar de ideias novas e inovadoras, de ser mais pacífico, mas também de ser mais ansioso, hiperativo e consciente, então ”eu não tive domínio” para desejar aquilo que eu gostaria de ser,  e seria ainda pior se  tivesse muitas reivindicações. Eu não posso voar e seria ótimo se pudesse. Este é só um exemplo de nossas limitações. Para mim o mundo não é tão ruim. Com as minhas capacidades eu posso ir longe, como também posso ficar onde estou. Eu tenho desafios a cumprir que se relacionam com as minhas fraquezas, mas no final das contas, o mundo não é tão ruim pra mim, apesar de ”odiá-lo” (que Deus não meu ouça).

Isso não é verdade para alguém que foi biologicamente ”predestinado” para ser violento. Assim como eu não participei da reunião divina que decidiu como eu seria, o sujeito violento e potencialmente perigoso para a sociedade, também não decidiu ser aquilo que é.

Nós nascemos de uma maneira da qual  não tivemos escolha de como poderíamos ter nascido e mediante os limões que nos foram presenteados, fazemos as nossas limonadas.

A ideia da moralidade se relaciona intrinsecamente com a ideia de escolha E de livre arbítrio. O sujeito que mata ou rouba, mediante uma análise moralista, decidiu assim fazer mediante as circunstâncias que lhes foram colocadas. No entanto, nós não somos uma folha de papel em branco, em que alguns escreverão poesias com caligrafia de professora de português e outros farão rabiscos que lembram letras.

A nossa história já está pronta antes de nascermos e quando saímos do útero de nossas mães nós somente a praticamos. A teoria do que somos vem do útero e da combinação genética dos nossos pais. A prática é a vida.  O (nosso) universo quando era menor que uma cabeça de alfinete, já tinha toda a sua história pronta e extremamente concentrada. A partir do momento em que ”ele” passou a se expandir, essa história passou a ser  desenrolada como se fosse um pergaminho.

Nossas vidas são como se fossem pergaminhos, para alguns eles serão menores e com buracos ou rasgos. Para outros eles serão maiores e perfeitos. Nós não somos determinados pelo tempo, que se expande de maneira relativamente aleatória. O que somos não é modificado, mas as nossas interações podem ter um impacto sobre nós, não no sentido de mudança de nossas essências, mas no sentido de mudança de nossas respostas, a fonte de energia, de propagação de nossas vidas, continuará na maioria das vezes a serem as mesmas. Uma pessoa boa e consciente que ao matar alguém em uma situação de altíssimo risco, não se tornará má por isso, sua essência continuará a ser a mesma, mas a sua resposta terá sido radicalmente modificada  para fora do seu padrão habitual.

Portanto, os criminosos não tem culpa daquilo que fazem da mesma maneira que eu não tenho culpa de ser mal humorado. O rio não tem culpa de ser caudaloso e a árvore não tem culpa de ser grande.

No entanto, apesar de aceitar que a moralidade em um mundo hiper realista não existe, é impossível pra mim passar mais a mão na cabeça do criminoso do que na vítima. A vítima com certeza que será a pessoa mais prejudicada de toda essa história, porque ela será prejudicada duas vezes visto que não terá culpa da natureza do criminoso  (que por sua vez não tem culpa) e de como ele responde às circunstâncias e também não terá culpa de não ter tido a capacidade para se defender.

Como resultado, é tecnicamente impossível, não somente pra mim, mas em e para um mundo hiper realista, que a interpretação de uma situação como esta tenha somente uma vítima e que esta tenha de merecer as maiores considerações do que a outra. Os socialistas veem o criminoso como a vítima enquanto que o conservador vê aquele sofreu a ação criminosa como a vítima.

O criminoso é vítima das circunstâncias segundo um socialista xiita mais próximo de você enquanto que para um conservador, o sujeito que sofreu a ação criminosa é vítima das atitudes erradas do criminoso.

Mas na realidade, ambos são vítimas tanto das circunstâncias quanto de suas predisposições. É a cadeia alimentar que também funciona na natureza.

 

Patologização oficial da violência

 

Os critérios para o diagnóstico de ”doença mental” segundo as associações psiquiátricas ao redor do mundo, tendem a enfatizar a forma secundária de supostas desordens, que em condições contextuais subjetivas de nossa modernidade, apresentam-se como mal adaptativas. No entanto, é indiscutível que a pior e mais objetiva de todas as desordens humanas é a violência. A violência assim como a criatividade, até poderia ser entendida como o resultado de uma ação ou de muitas ações, porém, na verdade,  ela se consiste em uma predisposição genética, tal como a criatividade.

O processo de patologização oficial da violência, ou seja o processo de identificação clínica da mesma como uma doença mental ou um transtorno, é o primeiro e mais significativo passo  da humanidade , visando a melhoria objetiva das relações sociais.

A partir do momento em que a violência for identificada como um transtorno hereditário, medidas humanitárias deverão ser tomadas para que todas as cadeias de conflitos evitáveis possam ser em sua origem destruídas. O fim de todos os conflitos humanos se dará a partir do momento em que passarmos a negar aquilo que é mais animalesco em nós e a tratá-lo como uma doença, ou seja, a agressividade e por conseguinte a violência.

 

Castração química

 

Um adolescente com testosterona para dar e vender, tem uma grande chance de se tornar violento. O testosterona é o hormônio masculino e está inteiramente relacionado com o comportamento competitivo. O homem foi criado pela natureza para ser competitivo e lutar uns contra os outros pelo domínio do território e pelas fêmeas. Quanto mais testosterona, mais masculino e portanto mais propenso a competir e a ser agressivo o homem tenderá a ser. É claro que o testosterona pode ter muitas vantagens, mas tudo que é excessivo é ruim.

Em qualquer lugar do mundo, a grande maioria dos crimes são cometidos por homens. É muito claro e evidente a relação direta entre a criminalidade e portanto a violência e os níveis de testosterona.

A castração química será a primeira medida a ser tomada a partir do momento em que a violência for identificada como um transtorno mental grave. Os indivíduos com altíssimo risco de cometer crimes serão os principais candidatos para a castração química.  A castração química é uma medida humanitária visto que não resultará em nenhum dano significativo para a saúde. Os eunucos que não me deixam mentir.

 

Posterior esterilização

A partir do momento em que se entende que  a violência é uma predisposição genética e que a violência também ”é” uma doença mental que resulta em grande prejuízo, tanto para as vítimas quanto para o portador, a opinião pública tomará nota de que a única maneira para salvar vidas potencialmente ameaçadas e tornar as vidas das pessoas violentas menos duras, será por meio de medidas intervencionistas que busquem conter o comportamento agressivo.

No entanto, também será importante reduzir consideravelmente as chances  dos indivíduos violentos para procriar, partindo-se da premissa de que eles carregam genes da violência e que poderão passá-los adiante. Mesmo com a castração química,  os genes para a criminalidade ainda poderão ser passados para a descendência destes indivíduos. A redução da libido sexual pode reduzir consideravelmente a vontade de fazer sexo, mas os efeitos desta medida poderão variar muito de indivíduo para indivíduo.

 

Cristianismo e domesticação

 

Com o excepcional trabalho da blogueira HBD Chick, passamos a ter conhecimento detalhado sobre o papel da religião cristã como um meio histórico para a domesticação da população europeia. Sabe-se que graças às medidas legais no passado que puniram severamente a  criminalidade, mas também outros desvios subjetivos, contribuíram para que as taxas de criminalidade no velho continente despencarem. Claro que a razão fundamental para a redução do crime na Europa foram as medidas da igreja contra os casamentos consanguíneos, mas é fato que o vigor jurídico contra qualquer contravenção, também contribuiu para reduzir a criminalidade e na verdade pode até ter funcionado como um desincentivo tanto para o crime quanto para o casamento com criminosos ou contraventores do sistema. A proibição do casamento consanguíneo mais o rigor na punição de criminosos funcionaram de maneira simbiótica tanto para reduzir a criminalidade no seu ato quanto para a sua origem.

 

A psicopatia como a fonte fundamental da natureza animal do ser humano

 

Negros subsaarianos apresentam maiores taxas de ”personalidade psicopática” do que qualquer outra população. Os asiáticos do leste tem os valores mais baixos e provavelmente o mesmo pode ser verdade para os escandinavos. No entanto, a psicopatia não é monopólio biológico da raça negra enquanto que o pacifismo não é um substrato biocultural dos asiáticos e dos nórdicos. De fato, os seres humanos são mutáveis a longo prazo assim com as raposas.

A identificação da violência e por conseguinte da psicopatia, como um transtorno severo que provoca inúmeros problemas em nossa sociedade e especialmente a tomada de medidas objetivas e portanto de natureza bio-intervencionistas será fundamental para eliminá-la posteriormente em nossa sociedade.

É fato que mais indivíduos da raça negra serão afetados por essas medidas, mas isto não deve ser interpretado como uma medida tendenciosa ou racista, visto que o cerne etiológico da violência não é a origem racial mas a sua própria biologia, que encontra-se presente em todas as raças humanas e também em todo o reino animal.

 

Os mansos herdarão o mundo

 

Se é possível selecionar e transformar as raposas em animais domesticados em somente quatro gerações com foi mostrado no experimento russo, então é totalmente possível fazer o mesmo com a espécie humana. No entanto, é de suma importância encontrar uma maneira humanista para conter a criminalidade dos biologicamente predispostos para cometê-la e não será passando a mão em suas cabeças. A castração química e posteriormente a esterilização, serão medidas altamente humanistas, que tratarão os portadores destas condições, como seres humanos, vítimas de suas naturezas e que como resultado esperado irá eliminar a cadeia de sofrimentos de onde todos os conflitos evitáveis nascem e sua fonte se localiza na mente do predador.

 

 

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