O paradoxo da sabedoria, por que a maioria dos sábios são psicopatas, mas a maioria dos psicopatas não são sábios??

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A serenidade do Dalai Lama deriva de uma característica psicopata, a capacidade para o auto conhecimento o conhecimento da mente humana
Alguns estudos e perspectivas pessoais retidas de psiquês pedantes e conclusivamente inseguras, tentam nos mostrar o quão os psicopatas são estúpidos. Como eles sempre botam tudo a perder, como terminam se envolvendo em estilos de vida autodestrutivos e especialmente, porque eles tem inteligência ”artificial”. De fato, é verdade que os psicopatas (e sociopatas) tendem a se arriscar em demasia, colocando todo o castelo de mentiras brilhantemente bem construído à beira da demolição, é verdade que muitos tendem a se envolver em estilos de comportamento corrosivos. Mas geralmente, é isso que esperamos de selvagens. Mas é estúpido pensar que eles não sejam inteligentes ou que exibam uma espécie de ”inteligência artificial”, se especialmente os tipos de alto funcionamento geralmente são mestres no seu próprio jogo, não há dúvidas de que além de muito perigosos, os psicopatas também são extremamente eficientes em seu nicho comportamental e neurocognitivo de conforto. Os psicopatas e os sociopatas estão em um extremo de selvageria e os extremamente empáticos, estão em outro. Como se sabe, os extremos podem ter mais coisas em comum entre si, do que entre os tipos medianos. Os mais inteligentes, independente da pontuação de qi, tendem a se assemelharem mais em uma série de atributos com os menos inteligentes e diga-se, até mesmo aqueles com deficiência mental palatável, do que com os médias. Da mesma maneira, aqueles que são destituído de empatia conhecem tão maravilhosamente bem a psiquê humana quanto alguns subgrupos de extremamente empáticos. Predadores tendem a serem mais espertos do que as presas. O predador precisa entender como funciona todos os mecanismos psicológicos da presa para poder se aproveitar disso e ganhar o seu ganha-pão diário. No reino animal não existe misericórdia, porque não existe racionalidade de longo prazo, somente a imediatista, a de impulso. Os psicopatas não são seres racionais em um sentido humano e é neste sentido que se pode visualizar as maiores falhas do grupo. Por não saber fazer a melhor escolha, mediante uma perspectiva global, neutra, o psicopata termina quase sempre se envolvendo em atividades criminosas, que irão alçá-los ao conhecimento do público e tornar o seu jogo mais difícil.

Os sábios são uma mistura rara entre as características da psicopatia com as características da extrema empatia. Da mesma maneira que a genialidade é uma mistura de traços antagônicos, assim como também é a criatividade. O paradoxo mais interessante quanto a sabedoria, é que ela se relaciona consistentemente com o último nível de racionalidade da espécie humana, a psicopatia. Como eu disse antes, os gênios tem muito mais em comum com tipos degenerados de baixo qi do que com as multidões de alto qi com diplomas da Ivy League, em outras palavras, os extremos se assemelham mais do que em comparação aos grupos mais medianos, que em primeira dimensão, lhe parecerão mais próximos.

Para ser sábio, também é necessário ter um pouco ou um bocado de psicopata nos seus genes. A sabedoria, a verdadeira inteligência ou o conceito mais puro da mesma, necessita de um estilo de pensamento que possa combinar diferentes e antagônicas habilidades de pensamento, a sutileza e a grandeza, a atenção aos detalhes e a visão holística, o pensamento rápido e o pensamento lento e bem processado, o estado de vigília constante e o estado de desatenção especialmente para aquilo que não é relevante,  a capacidade para nutrir grande empatia e a capacidade para não ter nenhuma. Esta habilidade para ligar diferentes estados da mente dependendo da contextualidade, é sem sombra de dúvidas uma capacidade de gênio, que grande parte da humanidade não tem. Não é que a maioria das pessoas não tenham a capacidade de sentir empatia em uma circunstância e deixar de sentir em outra, mas é que boa parte destes estados alternados oriundos de nossa capacidade de se adaptar, se baseia em extrema superficialidade e mais se assemelha ao estado irracional do psicopata do que qualquer outra coisa. Quer dizer, quando sentimos ódio de algo, nós não, mas boa parte da humanidade, se faz mediante o impulso imediatista, quando não podemos controlar nossa própria biologia. Quanto mais intenso, constante e incontrolável forem estes estados de irracionalidade, mais estúpido a pessoa tenderá a ser. Porém, existem exceções, visto que aqueles com personalidades extremas como o transtorno bipolar, que apresentam traços comportamentais ”de estirão”, também não conseguem controlar o seu estado de mente. O transtorno bipolar engloba uma população neurologicamente diferente das populações neurocomuns e como resultado, não se pode comparar concretamente os dois grupos, visto que exibirão diferenças consideráveis. Também se pode encontrar diferenças entre o bipolar e o neurocomum não no nível de intensidade das emoções, mas primeiro, na resposta de consciência posterior ao estado de mente suspenso, seja para euforia ou depressão e segundo, a reação criativa potencial que isso pode proporcionar. Para a maioria das pessoas, as neurocomuns, não existirá no mesmo nível que dos bipolares, estas duas respostas. O psicopata tem um estilo extremamente diferente de impulso, que é ao mesmo tempo racional, em um sentido animal, mas é completamente irracional em um sentido humano, porque está quase que totalmente destituído de racionalidade complexa, que caracteriza o comportamento humano. As pessoas comuns exibem os dois estilos, o psicopata e o de sábio, mas em níveis baixos o suficiente para que não interfiram em seus papéis de reprodutores. O reprodutor precisa ter uma vida modesta, sem estresse, para que possa ter crianças saudáveis. O sábio exibe tanto os níveis muito altos de empatia quanto os níveis muito baixos de determinados componentes derivados da empatia.

A empatia, é uma abstração derivada de uma constelação de traços semelhantes de natureza polidimensional, onde o ato de sentir empatia em relação ao outro é o ponto de união entre eles. O ato de sentir empatia, por mais incrível que pareça, é um ato egoísta visto que se baseia na extensão do próprio ego. Em outras palavras, você sente empatia por aquela pessoa porque você se coloca no lugar dela, você sente empatia por si mesmo, espelhado em outra pessoa e refuga fazer-lhe mal. Mas é melhor do que nada. Ainda assim, estamos presos a redes de amizades por interesse. Você não vai ajudar alguém que está querendo te fazer mal vai??? Algumas pessoas são capazes disso. Os extremamente empáticos podem fazer, mas existem tipos diferentes desta categoria. Alguns subgrupos irão se transformar em agorafóbicos, ou seja, pessoas que tem extrema fobia social. Este tipo de personalidade extremamente empática se baseia na aversão completa pelo convívio social, visto que as relações humanas lhes parecerão quase que tão dolorosas quanto os barulhos estridentes em ouvidos autistas. Isto se dá porque o processo de auto projeção será tão intensa que tornará primeiro, a capacidade de acumular muitas amizades, tecnicamente impossível visto que um único laço de amizade já será extremamente intenso, ao menos para esta pessoa e segundo, os extremamente empáticos agorafóbicos, terão noções derivadas de estados de vigília, que são componentes encontrados tanto na psicose quanto na psicopatia. Estes estados se relacionam em uma circunstância onde alguém precisa retribuir a amizade. É uma espécie de gagueira emocional onde acontece o super mentalismo. Espera-se muito e quase sempre, visto que é esta a ”normalidade”, dá-se pouco ou na medida certa, o que geralmente é pouco.

O outro tipo de extremamente empático é o altruísta patológico, a versão pateta do extremamente empático, geralmente destituído de quaisquer estados da mente derivados da psicopatia e que portanto são úteis em situações de risco. São pessoas extremamente ingênuas e presas fáceis até mesmo para quem não é psicopata ou nem mesmo, tem qualquer sinal de estar dentro do espectro. Essas pessoas desconhecem completamente o estado de mente, porque eles são essencialmente as presas naturais da espécie humana. Pessoas extremamente boas são quase que improváveis de terem um bom auto conhecimento bem como o conhecimento da psiquê humana porque isso é trabalho para os predadores, na natureza é assim, na espécie humana também.

Os sábios não podem ser extremamente empáticos, ou ao menos, totalmente empáticos, como os grupos que citei, mas eles com certeza apresentam muitos traços derivados destas personalidades extremas. Eu poderia resumir o sábio como um psicopata com consciência avançada, alguém com características psicológicas típicas de predadores, como a maestria no conhecimento da psiquê humana e de si mesmo, mas que não as usa para finalidades aberrantemente evolutivas, como os psicopatas fazem. Os sábios tem o potencial do psicopata em conquistar a sociedade, por meio do carisma, da extrema capacidade de conhecer padrões de funcionamento da mente humana, seja em nível individual seja a nível coletivo, da capacidade de manipular ideias, conceitos, palavras E pessoas mas que são combinadas com as característica do extremamente empático, como a emoção genuína, a real capacidade de se colocar no lugar do outro, mesmo a um nível extremo e a vontade intrínseca de fazer o bem, especialmente para as pessoas boas.

A sabedoria é a capacidade de buscar padrões harmônicos mediante qualquer contexto. É a capacidade de ter uma visão completa, dinâmica e diversificada de todas as nuances do ecossistema em que vivemos, é o criativo frio, o líder nato, mais do que o revolucionário por primazia, ele é o EVOlucionário.

Dentre a tríade de habilidades primárias do intelecto humano, os sábios apresentam os mais altos níveis de auto consciência e de capacidade de espacialidade dinâmica ou busca por padrões. Sua criatividade se localizará especialmente em suas habilidades verbais e de manipulação do conhecimento. Muitas ”comorbidades psiquiátricas” serão encontradas entre os sábios como TDAH, autismo mas especialmente, combinado com alguns elementos cognitivos e evolutivos que são essenciais na definição da psicopatia.

O paradoxo da relação entre a sabedoria e a psicopatia também se relacionará com o fato de que, todo o sábio será em parte um psicopata, justamente porque necessitará de apresentar a frieza cognitiva do tipo, típica dos predadores, em ser um conhecedor nato da psiquê humana e em palavras mais honestas, de suas potenciais presas, saber mais das pessoas do que elas mesmas sabem e se antecipar quanto a isso. No entanto, a maior parte dos psicopatas não serão sábios.

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4 responses to “O paradoxo da sabedoria, por que a maioria dos sábios são psicopatas, mas a maioria dos psicopatas não são sábios??”

  1. Klaus says :

    Isso me fez lembrar o caso mais controverso e debatido dos EUA, 3 meninos assassinados brutalmente em Memphis, por um líder psicopata de 18 anos, e seus dois amigos de 17 e dezesseis, o psicopata tinha um qi mais elevado embora não em matemática, o de 17 era medíocre, e o de 16 pontuava 75, mais tarde 85, eu já suspeitava que o de 17 tinha uma admiração pelo psicopata de 18 e que o de 16 tbm, como se quisesse provar algo, então se deixaram levar pelo psicopata e cometeram o crime junto a ele. O caso é tão claro fazendo uma leitura da mente… bom, o q digo é q seu texto me esclarece sobre isso tbm.

    • santoculto says :

      Eu não entendi o caso do garoto que pontuava 75 e depois 85, que que isso??

      Psicopatas e sábios tem muitas características em comum visto que são criadores da realidade. A realidade existe enquanto ”natural”, no entanto, a natureza pode ser modificada.

      Mediante a minha teoria de nova aplicação do método científico, tudo é um espectro. Para o caso da domesticação e da selvageria, nós temos os tipos psicopáticos, onde o sábio também é um, que no entanto, é provido de empatia ou ao menos de grande controle.

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