Antropomorfia e a evolução humana

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O ser humano é um ser desviante por natureza. Na natureza, busca-se principalmente a saúde e ela se relaciona fundamentalmente com a capacidade de se adaptar, mediante às circunstâncias contextuais. As espécies não-humanas evoluíram para dar prioridade para este equilíbrio. A adaptação se relaciona a dois aspectos fundamentais, o domínio do nicho de ocupação territorial necessário para os rituais de acasalamento e posterior procriação e as adaptações corporais visando a competição intra e extra-grupo, que em segunda instância,  foram selecionados como meio para proteger os locais de procriação da espécie.

O ser humano priorizou a mente e portanto o cérebro ao invés do corpo, resultando neste ”desequilíbrio” mediante uma perspectiva natural. Nossa evolução primária deixou de se sustentar no equilíbrio entre corpo e mente e passou a priorizar especialmente a mente ou cérebro. Os níveis mais altos de inteligência em nossa espécie reverberam nesta realidade. É amplamente conhecido que as altas pontuações em testes de qi, especialmente em populações europeias e asiáticas, se relacionam positivamente com saúde. No entanto, estas observações muito gerais não conseguem captar onde os excepcionalmente inteligentes se situam. Partindo-se do pressuposto habitual de que todo o extremo implica mais em desvantagens do que em vantagens em comparação aos ”meios” ou às ”médias”, então podemos logicamente inferir que os mais altos níveis de inteligência tenderão a implica tanto em grandes vantagens quanto em grandes desvantagens.

A relação entre genialidade e as personalidades extremas é amplamente conhecida. A quantidade de figuras eminentes com personalidades extremas (aka, ”desordens mentais”) é significativa. Não que a eminência seja um sinal eloquente de genialidade. Eu imagino e pressuponho que uma minoria dos gênios da humanidade tenham conseguido chegar à iminência e mesmo assim, muitos deles só foram reconhecidos depois da morte. Mas com certeza que já é um sinal de excepcionalidade, especialmente em algumas áreas como esporte e produção criativa independente.

A teoria da antropomorfia se baseia no aprofundamento do caminho trilhado pela espécie humana e especialmente entre os mais inteligentes. A continuação do desenvolvimento da mente  às custas do equilíbrio entre corpo e mente. Se o cérebro é o órgão que mais consome energia de nosso corpo, então quanto maior for a demanda dele, mais problemas de saúde poderão surgir por causa do desequilíbrio que isto irá provocar. Parece interessante observar que o sistema imunológico das sub-populações altamente inteligentes é mais fraco do que em populações menos brilhantes. Como resultado é improvável que continuemos neste caminho sem que grandes custos à saúde não venha acompanhado, visto que a redução da eficácia do sistema imunológico abrirá as portas para um crescente número de infecções oportunistas previamente hereditárias.

 

Evolução natural, evolução sexual, evolução cultural e evolução anti-natural ou antropomorfia

O início da espécie humana se deu por meio da evolução natural, ou evolução inconsciente ou ainda, evolução contextual.

Todas as espécies não-humanas estão predominantemente segregadas neste processo primário de sobrevivência e adaptação coletiva. O ser humano, mais do que qualquer outra espécie, trilhou um caminho desviante, onde a contextualidade do ambiente perdeu a sua força, especialmente quando ele próprio passou a modificar o ambiente à seu favor.

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O máximo de modificação ambiental que um pássaro pode produzir, a força humana é quase tão poderosa quanto da própria natureza.

Por meio da seleção sexual e da seleção cultural, o ambiente natural foi substituído pelo ambiente antropomorfizado. Como resultado, não era mais necessário selecionar qualquer traço físico que pudesse servir para pular árvores ou ser ágil para fugir de leões famintos. Bem, porque nas cidades humanas não existem animais selvagens ou árvores em localizações específicas que nos submetam a pulá-las ou a escapar dos dentes afiados de um felino não-domesticado.

Nos tornamos e estamos cada vez mais nos tornando adaptados aos nichos de ocupação cada vez mais maiores que construímos para nós mesmos, mas não para o meio natural. A seleção cultural é um passo a frente da seleção sexual, porque esta ainda se baseia na seleção de traços físicos como cor dos olhos, musculatura, mas não mais para a sobrevivência imediata, mas especialmente como demonstração de status. Em outras épocas, nossas características ditavam nossa classe social, nossa ocupação cognitiva etc…

A seleção cultural é o princípio da hegemonia mental sobre a física. Agora, estamos completamente centrados em escolher nossos parceiros de acasalamento visando o que o seu cérebro expressa, sua natureza neurológica, mental, do que somente a aparência física.

A seleção anti-natural é por fim, o término dos processos seletivos e o início da hegemonia antropomórfica. Da mesma maneira que derrubamos árvores, destruímos montanhas e construímos moradias artificiais em cenários artificiais, também faremos o mesmo com nossa própria morada, nosso corpo e nossa mente.

A continuação da ênfase sobre a mente em relação ao corpo, como mostrei em um link acima, vem acompanhada de custos elevados para a saúde, porque os cérebros mais complexos, grandes ou enérgicos, irão desequilibrar a distribuição de energia pelo corpo, enfraquecendo o sistema imunológico. Isso explica o acúmulo significativo de mutações deletérias nos subgrupos cognitivos mais inteligentes. Os mais altos níveis de excepcionalidade cognitiva se relacionam negativamente ao equilíbrio do sistema corpo-mente, resultando em uma maior incidência de mêmes evolutivos, que são o resultado das mutações que aumentam a capacidade geral do cérebro. Até um certo limite de qi-inteligência (que não é o mesmo que inteligência), a correlação entre saúde, mental e física, e ”inteligência é fortemente positiva. Mas quando as mutações benéficas que aumentam a capacidade de raciocínio extrapolam os seus limites, então, mais energia é direcionada para a atividade cerebral e menos para a saúde do corpo.

Portanto, o próximo passo em um sentido natural, seria de continuar a seleção dos mais inteligentes que tal como acontece tanto com judeus quanto com autistas, aumentará os custos para a saúde. No entanto, o caminho cultural e simbológico da antropomorfia será a transformação de nossa ”floresta interior predominantemente inconsciente” em uma entidade artificialmente fabricada, onde nossa vontade será totalmente consciente.

 

 

 

 

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  1. Evolução não é como um passeio no parque | Santoculto - 2 de junho de 2014

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