Eugenia e os direitos fundamentais do homem parte 1

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”Que se faça respeitar toda a diversidade neutra e enriquecedora do homem, mas que se elimine humanamente os meios biológicos que sejam as fontes naturais para todos os conflitos não-reflexivos do homem, visando assim, a mitigação primordial do sofrimento da espécie e sua posterior ascensão ao seu destino”

A redução elementar do sofrimento humano se baseia quando de maneira efetiva e objetiva, se faz a identificação, seleção e posterior eliminação das fontes naturais de onde todos os conflitos humanos não-reflexivos são originados e que massivamente tenderão a resultar na miséria, na desavença, na violência e em múltiplas sequelas de perda inestimável.
Nosso comportamento depende inicialmente de nossa genética para que possa ser alicerçado as bases para todos as nossas ações, reações e reflexões neutras (intelectuais por exemplo). O nosso pensamento ou nosso estilo de pensamento, determina todo o nosso comportamento durante nossas vidas e portanto, todas as ideias, ideações, pensamentos nascem de nosso atrito com a realidade e nossa posterior resposta. É evidente que apresentaremos diferentes respostas mediante diversos espectros pessoais ou individualizados de escolha, para nos adaptarmos às demandas ambientais bem como para forjarmos os nossos próprios nichos de conforto. No entanto, se temos como base primordial para tudo  o que somos e fazemos, a nossa biologia, então todos os conflitos das mais diversas magnitudes se originarão de nós, que somos, especialmente quando dominadores do ambiente terrestre, os principais fomentadores de nossos nichos e de nossas realidades. Portanto, para eliminar toda ordem de conflitos e problemas diplomaticamente resolvíveis por pessoas inteligentes, mas não por grande parte da população, deve-se priorizar inicialmente na identificação destes elementos desestabilizadores da ordem harmônica para que possam ser de-selecionados do meio cultural, ostracizados porém, tratados de maneira humana, visto que apesar de suas consciências reativamente desestabilizantes, estes também padecem de uma inconsciência de si mesmo visto que toda reflexão é um fenômeno cerebral emulador da empatia, que caminha para a externalização de si mesmo no corpo de outro, visando sentir a mesma dor dele, e portanto refugando a ideia de fazer-lhe mal, visto que não gostaria de sentir o mesmo. Este pensamento simples e já amplamente discutido, nasce de nossa mente como uma resposta ao ambiente, e se esperará que as pessoas com uma combinação harmoniosa de elementos avançados possam corresponder perfeitamente à demanda ambiental sem recorrer à medidas instintivas, diretamente presentes entre o meio animal, que é muito menos reflexivo que o meio humano. No entanto, para aqueles portadores de fenótipos arcaicos de comportamento, esperar-se-á justamente o uso de pensamentos instintivos, que visam suprir de imediato qualquer possibilidade de morte, mesmo que estes tenham a capacidade quase inativa de refletir, ainda assim, seus cérebros responderão de imediato com medidas instintivas ao invés de reflexivas. Toda a cadeia alimentar entre as espécies não-humanas, baseiam-se exatamente neste tipo de resposta primitiva. A evolução da inteligência humana também foi a evolução das respostas reflexivas, onde o pensamento, logo de início, se faz complexo, primordialmente porque parte de iniciais averiguações de consciência multidimensional simulada, onde não somente o seu eu é analisado, mas também o eu do indivíduo relacionado. Também são analisados vários cenários de como a resposta irá refletir no meio social, mostrando que os cérebros mais evoluídos estão equipados com sofisticados meios elétricos, bem mais ampliados e eficazes do que os cérebros primitivos de certos segmentos da população. A resposta instintiva no entanto é necessária porque ela visa anunciar de antemão  qualquer perigo iminente. Cérebros demasiadamente humanos, poderão se encontrar no labirinto subjetivo e complexo da teia social e se tornarão presa fácil em qualquer situação.
A eugenia como um movimento reformador e revolucionário da espécie humana, no entanto, não deve visar a transcendência visto que a mesma, como um conceito humanista de evolução, sempre terminará mais frágil do que forte. O fim da diversidade ou sua redução, resultará no fim de mais meios de escape acaso a espécie se encontrar em uma ”rua sem saída”, encurralada por um predador. O principal meio de sucesso e evolução da espécie é justamente aquele em que todos os prováveis predadores sejam sempre enganados e para isso, se torna necessário a diversificação de tipos, mas também a criação do próprio indivíduo como representativo desta realidade. O ser humano perfeito será justamente aquele dotado de todos os outros tipos de seres humanos em si, com defeitos e qualidades subjetivas. A complexidade mesmo a nível de indivíduo, poderá proporcionar uma perfeita rede imunológica de defesa, em que quando algum possível predador surgir e ameaçar a vida humana, esta mesma, já biologicamente equipada com todo o universo biológico humano, poderá conscientemente escolher qual estratégia melhor lhe caberá para evitar a contaminação ou o ataque frontal. Eu até poderia dizer que, não somente como canibais da perfeição, antropofagizaremos toda a nossa biologia mas também toda a biologia presente neste Planeta.
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Enquanto esta possibilidade não se torna uma realidade, e provavelmente demorará muitos séculos até que o ser humano possa escolher por adquirir essa sobriedade biológica simbiótica, deve-se analisar as causas para todo o conflito evitável entre nós.
Tudo aquilo que fazemos, portanto, depende de nossa biologia, que como arquiteta suprema de nossa condição e da própria vida, nós dá  nossas armas primordiais para responder a todos os microeventos que sucessivamente acontecem ao nosso redor, interagindo direta ou indiretamente. Partindo do fato de que os animais são territorialistas especializados, pode-se dizer que esta natural localização no meio por eles, se dá porque estão incapazes de explorar reflexivamente o mesmo, evitando o atrito instintivo e portanto de sobrevivência, necessitam de nichos específicos em que não se encontrarão ameaças imediatas. Os seres humanos mais primitivos guardam para si, uma realidade semelhante, onde por causa de suas incapacidades de responder à complexidade de maneira reflexiva, necessitam de refúgios pessoais onde os ”inimigos” em potencial não se encontrarão presentes. O instinto é a resposta mais importante, tanto para animais, quanto para psicopatas ou pessoas com tendências psicopáticas. Nos níveis mais baixos da inteligência, encontraremos uma grande tendência para este tipo de personalidade instintiva em justaposição à reflexiva, apesar do intelecto em si não poder explicar por conta própria, ele tem um grande poder de influenciar no estilo de pensamento e na tomada de decisões.
Portanto, a supressão no coletivo deste tipo de personalidade, deverá ser o principal imperativo de nossa era, visto que estas pessoas, primeiro, não estão adaptadas à sociedade moderna e suas demandas de reflexão e posterior colaboração e segundo que, os seus comportamentos mal adaptativos, são o resultado direto dos vários conflitos diplomaticamente resolvíveis, conflitos de baixa magnitude mas que são entendidos por mentes primitivas como epopeia do saber. Estas pessoas funcionam como fenomenologias desestabilizantes, mortíferas, potencialmente corrosivas para o pleno funcionamento da sociedade, mas elas não são as únicas. Vemos dentro de cada sociedade avançada do ser humano, que determinados tipos são responsáveis em diferentes graus de relevância e impacto pela supressão da harmonia complexa. Além dos óbvios tipos cognitivamente arcaicos, também temos um grande percentual de tipos avançados que caminham rapidamente para se tornarem arcaicos e contraproducentes para o equilíbrio perpétuo da espécie. São exatamente os tipos ”normais”. Os tipos normais são incapazes de desenvolver pensamento reflexivo de alto nível e portanto são incapazes igualmente em desenvolver elevada auto consciência. Este componente é fundamental em qualquer civilização de altíssimo nível e portanto, simplesmente não existe a possibilidade de termos esta enorme discrepância de tipos, visto que primeiramente, deve-se eliminar todo o conflito subjetivo e as pessoas normais, como uma melhoria conservadora porém importante em relação aos arcaicos, não foram capazes de entender e vivenciar a super realidade, criando uma mescla mal adaptativa de capacidade reflexiva com instintiva. Esta mal adaptação resulta imediatamente nos processos modernos de socialização.
O processo de evolução de uma civilização não pode se dar somente por meio da melhoria seletiva de traços cognitivos mecânicos, aptos para a funcionalidade de igual natureza da sociedade, mas também pelo aumento da qualidade que pode ser vista mediante a capacidade reflexiva dos mais altos níveis, estes que resultarão no gênio e em suas enormes habilidades criativas e evolutivas da espécie. Sem isso, nosso processo de equilíbrio perpétuo cairá em uma inércia falsamente considerada como ”a perfeição” e tal como a civilização milenar chinesa, cairemos na armadilha da harmonia e não mais transcenderemos. Em termos culturais, é de extrema importância que se transcenda a ordem, por mais perfeita que possa ser, porque o significado mais essencial da cultura de alto nível, é justamente a ”busca pelo universo”, expressando o nosso ser e nossa espécie, porque no fundo visamos entender o universo, que a nós mesmos estamos a emular biologicamente. O propósito humano da cultura é somente transcender o espírito, buscando-o e buscando o significado de tudo. Portanto, quanto mais alta for a civilização, mais altos serão nosso esforço imaginativo para entender a complexidade a que estamos submetidos.
Mas para que isso comece a se tornar uma realidade, não deveremos somente selecionar os tipos responsáveis por continuar a manter a chama da civilização acesa, mas também teremos de recondicionar, se por ventura, substituir grande parte da humanidade, composta em sua maioria de ”normais” e ”arcaicos”.
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